DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Leishmaniose: doença crônica transmitida por um mosquito

with 2 comments


A Leishmaniose Visceral também conhecida como Calazar e Febre Negra é transmitida por um inseto conhecido como Mosquito Palha. Devido à destruição de seu habitat natural, como matas e florestas, o mosquito transmissor da doença, tem aproximado-se cada vez mais dos centros urbanos.  Ele se multiplica em lugares úmidos, escuros, com muitas plantas, árvores e folhas em decomposição, como em nossos quintais e jardins. Os chiqueiros e galinheiros são os principais focos de permanência do mosquito que se reproduz na matéria orgânica. Isso tem sido uma preocupação para as autoridades sanitárias. A criação desses animais é proibida na zona urbana, mas muitas pessoas ainda mantêm essa prática em quintais. O mosquito transmissor da Leishmaniose entra nas residências e se esconde em lugares escuros. Como são muito pequenos eles picam os moradores sem serem notados.

Como já existem casos positivos de Leishmaniose em cidades vizinhas, Rio Claro também tem feito pesquisas com apoio da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias)  e do Instituto Adolfo Lutz para prevenir  a doença no município.

Pesquisadores também buscam através de exames, identificar possíveis focos do parasita. No laboratório do Instituto Adolfo Lutz em Rio Claro, testes rápidos, seguidos de outros procedimentos, como o teste Elisa, são realizados por profissionais experientes. Uma bióloga e uma veterinária do Centro de Controle de Zoonoses aproveitam o trabalho do instituto para uma reciclagem em busca de descobertas recentes sobre o assunto. Utilizando kits específicos para detectar a doença os testes conseguem identificar se há casos de contaminação. O trabalho é coordenado pela Dra. Rita Maria da Silva, responsável pela área de parasitologia do Instituto Adolfo Lutz e pelas pesquisadoras Silvia Regina Baraldi e Divani Maria Capuano.

Para a bióloga Milene Weissmann e a veterinária Amanda Borotti, do Centro de Controle de Zoonoses a experiência de poder manipular os testes ao lado de profissionais que são especialistas no assunto é única. “É um privilégio para nós contarmos com a disponibilidade dessa equipe para conhecer os avanços dos testes e pesquisas recentes sobre a doença”, declararam. A equipe do Instituto Adolfo Lutz trabalha com a identificação de todo tipo de parasitas que comprometem a saúde humana e atende cidades da região como Charqueada, São Pedro e Piracicaba.

SINTOMAS NOS ANIMAIS

O cão é o principal reservatório do protozoário causador da leishmaniose visceral. Principais sintomas da doença no animal: apatia, lesões na pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas.

SINTOMAS NAS PESSOAS

Apesar de grave a Leishmaniose Visceral tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde.

COMO SE PREVENIR DA DOENÇA

Em primeiro lugar deve-se evitar a criação e proliferação do inseto vetor da doença. O Mosquito Palha que se reproduz no meio da matéria orgânica e em criadouros de animais. Para isso deve-se: evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana, manter a casa e o quintal livre de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeiras e frutas, embalar e fechar o lixo em sacos plásticos. Essas medidas também devem ser adotadas por proprietários de terrenos.

Nos animais a utilização de coleiras repelente de insetos é uma recomendação para se evitar a picada do mosquito que transmite a doença.

 

analise material 15 07 14 (7)

Pesquisadora Silvia explica como é realizado o teste rápido

analise material 15 07 14 (19)

 Material é analisado pela Dra. Amanda, veterinária do Centro de Controle de Zoonoses

analise material 15 07 14 (29)

 Equipe reunida no laboratório do Instituto Adolfo Lutz

analise material 15 07 14 (40)analise material 15 07 14 (42)

Funcionárias do Centro de Controle de Zoonoses acompanham os trabalhos

analise material 15 07 14 (47)

Bióloga Milene, da Zoonoses analisa material coletado para identificação de parasitas

 

Anúncios

2 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. Parabéns ao CCZ de Rio claro, pelo trabalho desenvolvido em toda a cidade, e também no facebook.

    Javan Wilson dos Santos

    17/07/2014 at 11:47 am

    • Javan, boa tarde
      Muito obrigado pelo reconhecimento de nosso trabalho. Ainda há muito a fazer, mas tentamos diariamente fazer o melhor.

      I.E.C - CCZ

      18/07/2014 at 3:35 pm


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: