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Zoonoses inicia em agosto vacinação antirrábica na área urbana

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A vacinação antirrábica em cães e gatos na área urbana terá início dia 5 de agosto, com término previsto para o dia 24 de setembro. A data de finalização da campanha, em setembro, poderá sofrer alguma alteração caso sejam retomados os mutirões de combate ao Aedes, realizados aos sábados. Os mutirões foram suspensos em abril. “Caso haja necessidade de utilizarmos os sábados nos mutirões, estenderemos a campanha até concluirmos a vacinação”, informou a gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Amanda Borotti. Possíveis alterações estarão sendo divulgadas na imprensa, no site da Fundação Municipal de Saúde e também no blog do Centro de Controle de Zoonoses.

As equipes já organizaram os locais onde cães e gatos serão vacinados, sempre nos finais de semana, das 9h00 às 16h00. No total são mais de 70 pontos de vacinação, incluindo os distritos de Ajapi, Ferraz e Assistência. Segundo Amanda Borotti, a estimativa é vacinar perto de 32 mil cães e gatos. Por enquanto as equipes continuam trabalhando na área rural onde fazem também um trabalho de orientação sobre a Febre Amarela. O objetivo é alertar os moradores de sítios e fazendas sobre o surgimento de macacos doentes.  Ainda não houve nenhum relato da presença de animais doentes ou mortos.

Serão esses os locais e dias em que a Zoonoses estará realizando a campanha antirrábica em agosto e setembro, lembrando que em caso de chuva, as datas e horários poderão ser alterados: 

 DIA 05/08 (SÁBADO) 

  1. VILA VERDE: AV.1MP C/ R. 19RV EM FRENTE AO CENTRO DE ARTES E ESPORTES UNIFICADOS
  2. VILA INDUSTRIAL/CHÁCARA RUPIARA: 4VI C/ AV.3VI
  3. PARQUE RESIDENCIAL: 82AC/ R. 3A e 4JPR
  4. JARDIM AMÉRICA: 54A C/ R. 4JA e 5JA (PRAÇA)
  5. VILA CRISTINA: 58A C/ R. JOSÉ FELÍCIO CASTELLANO NA UBS VILA CRISTINA
  6. BANDEIRANTES: ESTRADA DA BOMBA, PROJETO BANDEIRANTES (ATRÁS DO ANTIGO CRAS) 

DIA 06/08 (DOMINGO)

  1. ARCO ÍRIS / JD. VILAGE: 9C C/ R. 16 EM FRENTE À ESCOLA JOSÉ CARDOSO
  2. ARCO ÍRIS: 6JA C/ R. 3 (QUADRA POLIESPORTIVA)
  3. VILA SÃO MIGUEL: 9A C/ AV. 72A e 74A EM FRENTE À ESCOLA SYLVIO DE ARAÚJO
  4. VILA SÃO MIGUEL: ANEL VIÁRIO C/ AV. 70A
  5. MÃE PRETA: AV. 1MP C/ R. 12MP NO PSF MÃE PRETA

12/08 (SÁBADO)

  1. VILA NOVA: 10A C/ AV. 40A EM FRENTE À IGREJA NOSSA SRA. DAS GRAÇAS
  2. IPÊ: R. 4A C/ AV. 42A EM FRENTE À ESCOLA DJILIAH
  3. VILA ALEMÃ / BELA VISTA: 24A C/ AV. ULYSSES GUIMARÃES e R. 10A (PRAÇA)
  4. BELA VISTA / VILA BELA: 8A C/ R. 14B EM FRENTE AO GRÊMIO DA BELA VISTA
  5. VILA INDAIÁ: 8A NA PRAÇA EM FRENTE AO DAAE
  6. CIDADE NOVA: NAVARRO DE ANDRADE C/ AV. 7A NA PRAÇA PRÓXIMA AO SHOPPING CENTER

DIA 13/08 (DOMINGO) 

  1. CIDADE JARDIM: 9 C/ AV. 29 AO LADO DO CAMPO DO RIO CLARO
  2. LEBLON/ CIDADE JARDIM: R. JOÃO POLASTRI C/ AV. 1JL EM FRENTE AO CONDOMINIO VILA MANACÁS(TERRENO)
  3. JARDIM ITAPUÃ/ JD. ANHANGUERA: 61 C/ R. 20I EM FRENTE À IGREJA SANTO EXPEDITO
  4. VILA PAULISTA: P4 C/ AV. P23 e P25 EM FRENTE À ESCOLA DANTE EGREGGIO
  5. CONDUTA: R. P4 C/ AV. P37 e P39 PRÓXIMO À MADEREIRA INCOMAPRE 

DIA 19/08 (SÁBADO)

  1. BOA MORTE / SÃO BENEDITO: AV. DA SAUDADE C/ R. 11 e 12 NA PRAÇA DA IGREJA BOM JESUS
  2. VILA DO RÁDIO: R. 12 C/ AV.5 e 7 EM FRENTE À ESCOLA PAULO KOELLE
  3. CENTRO: AV. 16 C/ R. 4 e 5 EM FRENTE AO COLÉGIO KOELLE
  4. VILA APARECIDA: R. 2A C/ AV.20 e 30 EM FRENTE À IGREJA DA APARECIDA
  5. VILA SAIBREIRO: R. SAIBREIRO II e III C/ AV. 40 (PRAÇA)
  6. JARDIM DONANGELA/SAÚDE/SANTO ANTONIO: AV 23 C/ R. 6 e 7 EM FRENTE AO CEMITÉRIO EVANGÉLICO 

DIA 20/08 (DOMINGO) 

  1. VILA MARTINS: M4 C/ R. M4A e AV. M17 NA PRAÇA PRÓXIMA À PADARIA LA BAGUETTE
  2. SANTA CLARA / JD. FLORIDIANA: AV. M29 EM FRENTE AO SESI
  3. PORTUGAL: AV. 46 C/ R. 3 e 4 NA PRAÇA EM FRENTE AO SENAI
  4. REGINA PICELLI: ESTRADA DO SOBRADO C/ ESTRADA RURAL 5 EM FRENTE AO SOBRADÃO
  5. AJAPI: 4 C/ AV. 1 e 3 NO PSF DE AJAPI
  6. FERRAZ: 4 NO PSF DE FERRAZ 

DIA 26/08 (SÁBADO) 

  1. INDEPENDÊNCIA: AV. M17A C/ R. M9 NA UBS DO CERVEZÃO
  2. BOA ESPERANÇA / JD. HIPÓDROMO: AV. M27 C/ R. M9 EM FRENTE À ESCOLA VICTORINO MACHADO
  3. DAS INDÚSTRIAS: R. M7 C/ AV. M23 e M25 NA PRAÇA EM FRENTE À IGREJA IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
  4. CERVEZÃO: AV. M21 C/ AV. M18 EM FRENTE À LAGOA SECA
  5. CERVEZÃO: R. M17 C/ AV. M25 e M27 EM FRENTE À ESCOLA ANTÔNIO SEBASTIÃO
  6. IPANEMA: R. M20 C/ R. M22 EM FRENTE À IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS

  DIA 27/08 (DOMINGO) 

  1. SÃO JORGE / JD. SÃO CAETANO / JD. SÃO JOÃO: AV. M31 C/ R. 8 e 10 EM FRENTE À ESCOLA MITIKO NEVOEIRO
  2. DAS FLORES / JD. SÃO JOSÉ/PROGRESSO 2: AV. M51 C/ R. 6 NO PSF JD. DAS FLORES
  3. PROGRESSO: R. M22 C/ AV. M45
  4. AZUL / RES. BOSQUES DO RIO CLARO: R. 2JZ C/ AV. PAULISTA II (CANTEIRO)
  5. ARAUCÁRIA/ JD. CIDADE AZUL: AV. 66JCA C/ R. 15 e 16 NA PRAÇA DA CAIXA D´ÁGUA
  6. OLINDA: AV. 56 C/ R. 10 e 11 EM FRENTE À ESCOLA SANTO ANTÔNIO

  DIA 02/09 (SÁBADO) 

  1. JARDIM SÃO PAULO/CIDADE CLARET: 14 C/ AV. 12 e 14 NA PRAÇA EM FRENTE À PADARIA CLARET
  2. CONSOLAÇÃO: 16 C/ AV. 19 e 23 EM FRENTE AO CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA
  3. CLARET: AV. 13C/ R. 18 e 19 EM FRENTE À ESCOLA MICHEL ANTONIO ALEM
  4. QUITANDINHA / JD. DO TREVO / JD. RIO CLARO: R. 17BE C/ AV. 29 e 31 EM FRENTE ÀESCOLA ANTONIO MARIA MARROTE
  5. JARDIM MIRASSOL: 4 C/ R. 22 e 23 (PRAÇA)

   DIA 03/09 (DOMINGO)

  1. BOA VISTA I e II: AV. 88BV C/ R. 19 e 20 NO PSF NOSSO TETO/BOA VISTA
  2. RECANTO PARAÍSO/ JD. PANORAMA/JD. PAINEIRAS: 64PA C/ R. 24PA NO PSF PANORAMA
  3. SANTA ELIZA / JD. PAULISTA II: RUA 27SE C/ AV. 54SE
  4. SANTA ELIZA: R. 28SE C/ AV. 40SE EM FRENTE À ESCOLA SAMIRA ASSÊNCIO SAVOLDI
  5. SANTA MARIA: AV. 80BV C/ R. JACUTINGA (TERRENO)

 DIA 16/09 (SÁBADO) 

  1. UNIVERSITÁRIO: R. 21 C/ AV. 60 e 62 NA UBS WENZEL
  2. UNIVERSITÁRIO: R. JACUTINGA C/ AV. 42 e 44 NA PRAÇA EM FRENTE AO MERCADO DIA
  3. VILA B.N.H. / ALTO DO SANTANA: BNH C/ R. 13 e AV. 50
  4. SÃO JUDAS TADEU/ SANTANA: 36 C/ R. 5 e 6 EM FRENTE À ESCOLA MONSENHOR MARTINS
  5. SANTANA: 32 C/ RUA 11 EM FRENTE À ESCOLA ARLINDO ANSANELLO

DIA 17/09 (DOMINGO) 

  1. MARIA CRISTINA: AV. 18JC C/ R. 9A
  2. DOS BOSQUES / JD. CENTENÁRIO: AV. 8JC C/ AV. 10JC NO PSF BENJAMIN DE CASTRO
  3. PAULISTA / BENJAMIN DE CASTRO: R. 30 C/ AV. 13 (TERRENO)
  4. ASSISTÊNCIA: 1 NA UBS ASSISTÊNCIA
  5. INOCOOP/CHÁCARA LUSA: TANCREDO NEVES C/ R.1JI e 2JI 

DIA 23/09 (SÁBADO)

      1.BONSUCESSO: R. 9 C/ AV. 17 NA ASSOSSIAÇÃO DE BAIRROS AMIGOS UNIDOS PELO MESMO IDEAL

      2. NOVO WENZEL: R. 6 C/ AV. 13 NO PSF BONSUCESSO/NOVO WENZEL

      3. BOM RETIRO / JD. NOVO WENZEL: 5JW C/ AV. 1JW e 7JW NO CRAS BONSUCESSO

       4. JD. DAS PALMEIRAS: R. 8JP C/ AV 7JP NO PSF DO PALMEIRAS

       5.NOVA RIO CLARO: R. 23 C/ AV. 1 e 3 NO PROJETO ESTAÇÃO DO BEM

DOMINGO 24/09

  1. TERRA NOVA: MARGINAL C/ R. 15JN NO PSF TERRA NOVA
  2. NOVO I: R. 8JN C/ AV. 3JN NO PSF JD. NOVO I e II
  3. NOVO II:AV. 2JN C/ R. 7JN e 8JN EM FRENTE À ESCOLA SEBASTIÃO AMBRÓZIO
  4. BRASÍLIA II: AV. 18BR C/ ESTRADA DOS COSTAS e R. 5BR EM FRENTE À ESCOLA CAIC
  5. GUANABARA I e II: R. 9 C/ AV. 1 NO PSF GUANABARA

Combate ao Aedes também no inverno

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O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Minas Fabiano Duarte Carvalho, é quando caem as temperaturas que as medidas de controle podem ser mais eficazes, já que o ciclo reprodutivo do mosquito fica mais lento.

“Sabemos que há casos de dengue e outras arboviroses o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Entretanto, este é um período em que há menos mosquitos em circulação e, com isso, é muito mais fácil combater os focos neste momento. É preciso aproveitar a fase em que o Aedes está mais fraco”, afirma o pesquisador.

 

ANIMAIS PEÇONHENTOS: UM PERIGO PARA AS CRIANÇAS

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A segurança das crianças nas escolas tem levado os educadores a pedir auxílio ao Centro de Controle de Zoonoses. As solicitações vão desde a retirada de cobras e escorpiões, até orientações feitas pelos próprios agentes sobre como evitar acidentes com esses animais e palestras educativas que ensinam as crianças a ficarem longe deles.

Atendendo a uma dessas solicitações, o IEC esteve na escola Lucidia Terezinha Cassavia Escrivão Soares que atende crianças de 3 a 5 anos. Nessa idade elas são curiosas e qualquer animalzinho diferente chama a atenção. A Zoonoses foi até lá para desestimulá-las a brincar com qualquer bicho estranho e orientá-las a chamar por um adulto. Além de conhecer de perto cobras, escorpiões, aranhas e outros animais, elas assistiram a um desenho e ganharam máscaras de cobra e gatinho para pintar.

Sucen coloca armadilhas para pesquisar presença do Mosquito-Palha

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Inseto transmite a Leishmaniose

 

Equipes da Sucen – Superintendência de Controle de Endemias estarão durante esta semana em Rio Claro realizando a colocação de armadilhas para captura do inseto da espécie Lutzomia, também conhecido como Mosquito Palha, transmissor da Leishmaniose Visceral. A ação é preventiva e realizada rotineiramente para pesquisar a presença ou não desse inseto em áreas do município.

O trabalho da Sucen se concentra em dois bairros da cidade: Bandeirantes e Cidade Nova. Segundo a gerente do Centro de Controle de Zoonoses, a médica veterinária Amanda Borotti, a Sucen realiza essa verificação em todo o Estado rotineiramente. “Dessa maneira monitoramos a presença desse vetor e temos o controle de seu deslocamento”, afirmou. Ela lembrou também que até o presente momento Rio Claro não detectou a presença do inseto em armadilhas instaladas anteriormente. Agentes da Zoonoses deram apoio ao trabalho da Sucen visitando os moradores dos bairros onde as armadilhas foram colocadas.

O Mosquito Palha também chamado de Birigui, vive em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico, folhas de árvores acumuladas em quintais e áreas de galinheiros. Suas fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.

Indivíduos infectados apresentam febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez como sintomas. Fígado e baço podem ter seu tamanho aumentado, já que a doença acomete estes órgãos, podendo atingir também a medula óssea. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

Usar repelentes quando estiver em região com casos de leishmaniose visceral e armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito), além de não utilizar agulhas utilizadas por terceiros, são medidas individuais que diminuem a probabilidade de ser contaminado.

Boneco alerta público sobre o Aedes na chegada da tocha olímpica

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20.07.16 (25)

O público que compareceu ao estádio municipal Augusto Schmidt Filho na última quarta-feira (20) para aguardar a chegada da tocha olímpica, foi surpreendido com a presença do boneco que representa o agente de combate a endemias. Aproveitando o grande número de pessoas presentes, o Centro de Controle de Zoonoses levou o bonecão para lembrar que o mosquito Aedes aegypti não desapareceu com o inverno. Ele continua transmitindo Dengue, Chikungunya e Zika Vírus em todo o país.

Em Rio Claro, os últimos números divulgados pela Vigilância Epidemiológica mostram que 92 pessoas contraíram a Dengue este ano. Os casos de Chikungunya somam 8. Por enquanto o município não registrou casos de Zika Vírus.

Principalmente as crianças, que estavam acompanhadas dos pais no estádio, gostaram da presença do boneco e com ele levantaram uma réplica da tocha olímpica, demonstrando que estão participando da batalha conta o mosquito.

20.07.16 (13)                                                  20.07.16 (16)   20.07.16 (35)


Os 11 mitos do Aedes aegypti

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mosquito 2

No país do futebol, com o aprofundamento das epidemias de dengue, Zika e chikungunya, o Aedes aegypti tomou conta do noticiário e já aparece quase tanto quanto a bola. Agora, além de o Brasil abrigar 200 milhões de técnicos, também tem 200 milhões de entomólogos – nome dado aos especialistas em insetos. Esse fenômeno popular ajuda que o inseto seja conhecido e discutido pela sociedade, mas gera margem para que algumas informações incorretas se disseminem. Por isso, o portal Aedes do Bem! convidou os entomólogos Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, da Oxitec, para detonar 11 mitos que vêm circulando no embalo das redes sociais. Veja abaixo quais são eles.

MITO Nº 1 – O Aedes aegypti não representa perigo fora da época de chuva

Não é verdade. O perigo até se reduz, mas continua presente. É verdade que fatores como o desenvolvimento, o comportamento e a sobrevivência dos mosquitos – assim como a dinâmica de transmissão de doenças – são fortemente influenciados pelo clima. Temperatura, precipitação e umidade são especialmente importantes. No Brasil, a estação chuvosa coincide com a época de temperaturas mais elevadas, então nessa época o país apresenta a combinação perfeita para a disseminação do mosquito: clima quente e abundância de criadouros.

Como o inverno brasileiro é uma estação mais seca e com temperaturas mais amenas, nessa época o número de criadouros tende a ser reduzido, diminuindo também a quantidade de mosquitos. Apesar de ser menos quente que o verão, nosso inverno não é frio o suficiente para interromper o ciclo de vida do mosquito, que continua a picar – e a transmitir doenças – mesmo fora da estação chuvosa.  Um exemplo disso foi a epidemia de dengue ocorrida na cidade de Campinas no interior do Estado de São Paulo no inverno de 2015.

MITO Nº 2 –  A picada do Aedes aegypti não dói nem deixa marca

Isso não vale como regra geral. Ao longo da sua evolução, o Aedes aegypti desenvolveu um coquetel salivar composto por basicamente três tipos de moléculas: anticoagulantes, vasodilatadoras e antiagregantes de plaquetas. Essas moléculas dificultam que o hospedeiro – no caso, o ser humano – perceba a picada, facilitando a ingestão de sangue por parte do mosquito. Apesar de diminuir a irritação, porém, esse coquetel molecular não é 100% eficiente em produzir uma picada indolor. A inoculação de saliva no tecido dérmico pode causar reações na pele, que variam desde pequenas irritações a grandes edemas, dependendo do grau de sensibilidade da pessoa e do tempo e intensidade da picada.

MITO Nº 3 –  O voo do Aedes aegypti não produz zumbido

Não é verdade. O que ocorre é que os mosquitos da espécie Aedes aegypti voam principalmente durante o dia, enquanto os pernilongos são mais ativos durante a noite. Como estamos deitados e parados, é mais fácil para o pernilongo do gênero Culex se aproximar de nós e, consequentemente, ouvimos seu zumbido com mais frequência.  Durante o dia estamos mais ativos, o que dificulta a chegada do mosquito Aedes aegypti até perto de nossos ouvidos. Para diversas espécies de insetos, o zumbido que ouvimos é o barulho das asas batendo e cada animal tem uma frequência de som específica. Essa diferença é tão marcante que existem equipamentos capazes de identificar a espécie do mosquito por meio do som que ele emite durante o voo.

MITO Nº 4 –  O Aedes aegypti só põe ovos em água limpa

É um mito. Comparado com os pernilongos do gênero Culex, o Aedes aegypti tem uma preferência maior, não absoluta, por água limpa, com menor teor de matéria orgânica e sais. Apesar de sabido que um aumento na salinidade da água reduz a oviposição – ou seja, diminui a incidência de ovos colocados pelas fêmeas do mosquito – alguns países asiáticos já registraram o desenvolvimento de larvas em água salobra. No Brasil sabemos que pequenas doses de bactéria na água a tornam ainda mais atraente para as fêmeas do Aedes aegypti. É importante destacar esse comportamento, já que normalmente a população está condicionada a procurar e eliminar somente os potenciais criadouros compostos por água limpa, dificultando o controle do mosquito.

MITO Nº 5 –  A mudança climática está deixando o Aedes aegypti mais “forte” e mais “longevo”

Não é bem assim. O aquecimento global pode alterar a forma de expansão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no sentido de que o aumento da temperatura em uma região pode ampliar a área de distribuição do mosquito. Por exemplo: se uma região é muito fria para que o mosquito se estabeleça, um aumento de temperatura no local pode fazer com que ele venha a se estabelecer.  Mas não há evidência de que a mudança climática tenha mudado o comportamento da espécie como um todo.

A temperatura da água pode influenciar o tempo total de desenvolvimento da larva do mosquito. Criadouros com temperaturas mais altas tendem a conter larvas que irão se desenvolver mais rapidamente do que aqueles com temperaturas mais baixas, o que não quer dizer que o mosquito irá viver mais tempo ou ser mais “forte”

 MITO Nº 6 –  Gotinhas de água sanitária matam a larva do mosquito em vasos de plantas

De todos os mitos, esse é o menos “mito”. Quando colocados na água, certos produtos podem afetar o desenvolvimento das larvas. Apesar de a água sanitária ser uma dessas substâncias – e das mais eficientes – vale lembrar que o sucesso desse método varia conforme a concentração do produto em questão. Ao adicionarmos substâncias à água, estamos aumentando a sua concentração de sais. Quando criada em um ambiente com maior concentração de sais do que a encontrada em seu próprio corpo, a larva perde água para o meio até o momento em que é dessecada e morre de tanto perder umidade.

MITO Nº 7 – O plantio de flores crotalárias afasta o mosquito

Esse é um dos mitos mais nocivos sobre o combate ao Aedes aegypti. As flores de diversas espécies de plantas do gênero Crotalaria apresentam coloração amarela e são atrativas para inúmeras espécies de insetos polinizadores. Dentre eles, as libélulas.  Ninfas (estágio da libélula entre o ovo e a fase adulta) ocorrem em lagoas e outros cursos d´água e são predadoras naturais de larvas de mosquitos em geral. Em tese, elas poderiam ajudar no combate às larvas, mas os criadouros de ninfas são sempre naturais; eles não são encontrados em ambientes artificiais, como pratinhos de vasos de plantas ou caixas d’água. Em outras palavras, as ninfas comedoras de larvas estariam ausentes justamente no tipo de habitat preferido pelo Aedes aegypti, inseto que está sempre perto de humanos, encontrado quase que exclusivamente dentro ou ao redor de moradias. Apesar de o encontro entre libélulas e Aedes aegypti ser improvável de acontecer no ambiente urbano, cidades do interior de São Paulo, como Sorocaba e Capivari, já criaram projetos de lei que previam o uso de recursos públicos no cultivo de crotalárias, mesmo sem que sua eficácia no combate ao mosquito fosse comprovada.

MITO Nº 8 –  O Aedes aegypti não frequenta lugares com mais de 1,5 metro de altura

Frequenta, sim. Mosquitos preferem colocar ovos em alturas de até 1,5m. Isso é um fato. Porém, quando surge a necessidade de buscar alimentos e parceiros para a cópula – ou até mesmo a necessidade de colocar ovos –, eles podem ser encontrados em locais mais altos. A prova disso é que não é difícil encontrar criadouros em caixas d´água e calhas, bem acima de 2,5 metros de altura. Algumas pessoas dizem ainda que apartamentos em andares mais altos estão livres da presença do Aedes aegypti, mas isso também é um mito, já que que o mosquito pode subir pelo elevador.

MITO Nº 9 –  O ar-condicionado mata o Aedes aegypti

Não é verdade. Insetos são organismos pecilotérmicos, ou seja, animais de sangue frio que têm a temperatura do corpo regulada pelo ambiente. Locais mais frios diminuem a sua atividade, fazendo com que eles voem menos e, consequentemente, piquem menos – até o crescimento das larvas pode ser atrasado em um ambiente frio. Apesar disso, a temperatura de um ambiente climatizado por um ar-condicionado dificilmente será suficiente para matar o Aedes aegypti.

MITO Nº 10 – O Aedes aegypti só pica durante o dia

Não é verdade. O Aedes aegypti habita áreas urbanas e sempre fica perto de sua principal fonte de sangue: o homem. Ele é um mosquito doméstico, altamente associado com o ser humano,  e vive dentro ou ao redor de casas e outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais e escolas. Suas picadas se concentram durante o dia pois ele se alimenta do sangue humano ao amanhecer e ao entardecer. Ele pode, porém,  picar à noite também já que nesse período o ser humano está menos ativo e o acesso do mosquito ao sangue é facilitado. Outro fator que motiva a atividade noturna do Aedes aegypti em áreas urbanas é a grande quantidade de luz elétrica, fato que estende o período de atividade da espécie.

MITO Nº 11 –  Todo mosquito pica

Não é verdade. Seja qual for a espécie do mosquito, somente as fêmeas irão picar humanos, pois precisam do sangue para maturação de seus ovos. Machos se alimentam de soluções vegetais açucaradas e, mesmo se quisessem, não poderiam picar: ao contrário do aparelho bucal das fêmeas, os machos não apresentam total desenvolvimento das peças básicas para penetrar a pele do hospedeiro, fato que os impede de perfurar tecidos animais e vegetais. É por isso que eles se limitam a sugar líquidos açucarados, como o néctar das flores.

 

As perguntas foram respondidas por Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, supervisores de produção e ensaios de campo da Oxitec.

Cecília Kosmann: Formada em Ciências Biológicas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), fez mestrado em entomologia na UFPR (Universidade Federal do Paraná) e doutorado em biologia animal pela UnB (Universidade de Brasília), mesma instituição em que fez pós-doutorado em zoologia. Cecília também fez um pós-doutorado em biociências pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Guilherme Trivellato: Graduado em engenharia agronômica pela Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), Guilherme é mestre em entomologia pela mesma instituição.  Na Oxitec, supervisiona em Piracicaba a execução do projeto do Aedes do Bem!, o mosquito geneticamente modificado usado no combate ao Aedes aegypti selvagem.

FONTE : aedesdobem.com.br

Brascabos recebe o Centro de Zoonoses para orientação

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O IEC, setor de Informação, Educação e Comunicação, do Centro de Controle de Zoonoses permaneceu um dia inteiro na empresa Brascabos, orientando seus integrantes sobre o perigo do Aedes aegypti. Durante os lanches no refeitório, o expediente na administração e no almoxarifado, foram feitas várias pequenas explanações sobre a necessidade de eliminar criadouros atingindo um público de 1.800 pessoas. Um dia antes, a empresa disponibilizou em seus monitores um filme da Fiocruz, cedido pela Zoonoses, para introduzir o tema entre os funcionários. A iniciativa foi produtiva e pode ser repetida também em outras empresas da cidade.

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