DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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ÚLTIMO BOLETIM REGISTRA MAIS DE 680 PESSOAS COM DENGUE

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Essa é a cena encontrada na maioria dos mutirões realizados aos sábados

 

De acordo com o boletim informativo da Vigilância Epidemiológica divulgado nesta quinta-feira, dia 27, durante a reunião do Comitê de Antropozoonoses, 682 pessoas já passaram por atendimento médico com resultado positivo para a dengue de janeiro até junho. Outros 595 casos ainda estão sendo investigados laboratorialmente. Apenas 15 do total de casos positivados são considerados importados. As demais pessoas diagnosticadas com a doença adquiriram o vírus no próprio município.

Em todos os setores da cidade as equipes do Núcleo de Combate a Endemias têm encontrado criadouros do mosquito. Até o momento, um óbito de uma jovem de 23 anos, atribuído ao vírus da dengue foi confirmado. Os agentes relatam que apesar de todo alerta feito pelas autoridades de saúde, ainda existem muitos criadouros nas residências dificultando o controle da doença.

De janeiro a junho foram feitos 17 mutirões de combate ao mosquito  realizados pelo Centro de Controle de Zoonoses, com apoio das secretarias do Meio Ambiente e Obras. No total os agentes recolheram 22 toneladas e mais 870 quilos de criadouros em vários bairros da cidade. Neste sábado, dia 29 as equipes estarão nos bairros Vila Paulista e Jardim Conduta.

De 1º de maio a 26 de junho a Zoonoses visitou 44.613 imóveis nos trabalhos casa a casa e nas operações bloqueio. No mesmo período, agentes estiveram em 156 imóveis nos chamados Pontos Estratégicos (depósitos de pneus, ferro velho, oficinas de desmanche de veículos, borracharias, oficinas de funilaria e cemitérios) e 52 em Imóveis Especiais (escolas, creches, hospitais, empresas e obras abandonadas).

Em julho o Núcleo de Combate a Endemias realiza uma nova Análise de Densidade Larvária. Em janeiro e em abril a ADL mostrou que Rio Claro está em estado de alerta com relação à quantidade de larvas encontradas.

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Encerrada vacinação em cães e gatos na área rural

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) encerrou esta semana a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos na área rural. As equipes de vacinação que desde abril estiveram em sítios e fazendas imunizaram no total 3.635 animais, sendo 2.923 cães e 712 gatos.

“Conseguimos ultrapassar a nossa meta que era aplicar 3.500 doses, garantindo com isso uma boa cobertura”, informou Diego Reis gerente do CCZ. A vacina protege o animal caso haja algum acidente com morcegos infectados. Nessa situação a Zoonoses deve ser avisada imediatamente para avaliar qual protocolo vacinal será adotado para manter o cão ou gato protegido. Caso o morcego ainda esteja no local ele será recolhido para análise. Especialmente na área rural é comum a presença desse mamífero. O contato de cães ou gatos com morcegos pode levá-los à morte, caso não estejam protegidos. Da mesma forma, cães e gatos infectados podem transmitir o vírus da raiva aos humanos.

A vacina é aplicada anualmente e se porventura algum morador não tenha conseguido imunizar seus animais durante a visita dos vacinadores, pode procurar a Zoonoses de segunda a sexta-feira das 7h00 às 16h00. A vacina é gratuita. O calendário da campanha de vacinação na área urbana está sendo elaborado e será divulgado em breve.

Índice larvário continua alto com focos do Aedes em vários bairros

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O Núcleo de Combate a Endemias do Centro de Controle de Zoonoses divulgou na quinta-feira (25) durante reunião do Comitê de Antropozoonoses a mais recente Análise de Densidade Larvária (ADL) registrada em Rio Claro, realizada em abril. Os números refletem a preocupação da Saúde com a quantidade de criadouros existentes na cidade. A ADL apontou índice de 1.8 para o I.B (número de recipientes positivos para o Aedes) e 1.7 para o I.P. (porcentagem de imóveis positivos para o Aedes). Com isso Rio Claro permanece em situação de alerta.

O boletim da Vigilância Epidemiológica registra até o momento 101 casos positivos de dengue. Desses 12 são importados e 82 autóctones. Na reunião foi ressaltada ainda a informação de que o tipo 2 da Dengue já circula no município. “Os números confirmam que, infelizmente, ainda existem muitos criadouros do mosquito dentro das residências, o que reforça a importância da participação da população nesta luta contra a dengue”, observa Maria Clélia Bauer, secretária municipal de Saúde.

De acordo com a Chefe de Núcleo Maria Júlia Guarnieri Baptista, os bairros com concentração maior de casos da doença são Santa Cruz, área central, Bonsucesso, Novo Wenzel. No entanto, ela ressalta que praticamente em todos os setores da cidade há casos positivos da doença. “É preciso mais do que nunca a participação da população para que Rio Claro mantenha a situação sob controle com relação ao número de pessoas infectadas, já que mais uma vez lembramos que a maior parte dos criadouros são encontrados dentro de casa”, afirmou Maria Júlia.

De janeiro até o dia 29 de abril, cerca de  18 toneladas de criadouros foram recolhidas nos bairros durante os 11 mutirões de limpeza realizados aos sábados. O local mais crítico foi no Boa Vista 1 e 2 e Jardim Santa Maria quando no dia 9 de março agentes retiraram 2.430 quilos de inservíveis.

As  próximas ADL´s serão realizadas em julho e outubro.

AGENTES DO CCZ REALIZAM LIRAa NOS BAIRROS DA CIDADE – Saiba o que é esta pesquisa

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Mosquitos botam e nascem o ano todo. Seus ovos podem durar mais de 450 dias no seco, eclodindo rapidamente após contato com qualquer quantidade de água parada e 80% dos criadouros estão nas residências.

Para contarmos larvas e criadouros, a Sucen – Superintendência de Controle de Endemias, orgão da Secretaria Estadual de Saúde, determina que seja realizado quatro vezes ao ano ,  o Breteau ou LIRAa, que é  o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti;  uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela.

Durante todo  ano de 2018 informamos  que nossa  cidade encontra-se em estado de Alerta em relação à densidade larvária, ou seja, existem muitos criadouros com positividade de larvas de Aedes aegypti nas residências.

O  perigo de epidemia agrava-se durante o verão, onde a chuva e o calor propiciam maior reprodução destes insetos.

Os  principais criadouros de mosquitos encontrados  nas residências são: ralos descobertos, canaletas do box e do quintal, pratos de plantas, pneus, bebedouros de animais, latas,  potes plásticos, garrafas, inservíveis no quintal.

Durante as visitas de rotina, os agentes procuram, orientam e auxiliam na eliminação dos criadouros, mas a vistoria semanal deve ser realizada pelos moradores, lembrando que qualquer quantidade de água parada, serve de “berço” para os mosquitos transmissores da Dengue, Febre Amarela, Zika e Chikungunya.

 

                                                                            Apenas uma gota de água pode gerar 2 mil mosquitos

Bióloga identifica insetos e analisa larvas em laboratório do CCZ

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Milene 2015 (1)

A análise de larvas e a identificação de insetos e animais peçonhentos também faz parte do trabalho realizado no laboratório do Centro de Controle de Zoonoses. Esse trabalho é feito pela bióloga Milene Weissman. Desde 2004 ela auxilia no combate à dengue verificando material coletado pelos agentes em vários pontos da cidade. As análises apontam para a positividade ou não de larvas do Aedes aegypti.

“Atualmente oferecemos apoio também para análise de larvas das cidades de Itirapina e Corumbataí que não possuem um CCZ, explicou Milene. A bióloga também atende às solicitações dos moradores feitas através do telefone 156 nos quando casos em que aranhas, escorpiões e cobras são capturados e precisam ser identificados. “Recolhemos os animais, verificamos a sua espécie e orientamos os moradores”, disse a bióloga.

Há situações ainda em que morcegos que apresentam hábitos atípicos são encontrados caídos nas residências. “Procuramos identificar a espécie e depois a encaminhamos ao Instituto Pasteur que verifica se o animal está infectado pelo vírus da raiva”, acrescentou Milene. Ela informou ainda que dependendo da época do ano as reclamações sobre infestação de pombos, morcegos e carrapatos crescem.

No caso dos carrapatos as pesquisas são realizadas em áreas infectadas. Esses ectoparasitas são analisados pela Sucen para verificação da presença da bactéria causadora da Febre Maculosa. No momento, estamos atendendo mais solicitações sobre pombos que também são feitas através do telefone 156”, concluiu. O trabalho da bióloga inclui ainda a colocação de armadilhas para captura do mosquito que transmite a Leishmaniose, no caso de surgirem casos suspeitos da doença no município.