DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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CCZ NA GUARDA MIRIM

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Na manhã do último sábado, 22, a equipe de Informação do Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, esteve na sede  da Guarda Mirim, onde funcionários e cerca de 340 jovens assistiram a palestra “Lixo = Bicho” e foram orientados sobre mosquitos, dengue, sinantrópicos e diversas zoonoses agravadas pelo descarte incorreto de lixo.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde , nos dois primeiros meses do ano,  já são 94.149 casos prováveis de dengue  e a confirmação de 14 mortes (AC, MG, SP, PR, DF, MS) com prevalência em idosos e mais de 60 óbitos estão sob investigação. Entre os estados com maior número de casos, estão São Paulo, Paraná, Acre e Mato Grosso do Sul.

Em relação à Chikungunya, foram notificados 3.439 casos prováveis, com maior incidência no Sudeste e Nordeste do país e destaque para os estados do  Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Além da participação efetiva de governos municipais, estaduais e federais  que envolve vigilâncias em saúde, gestão de resíduos sólidos a saneamento, a participação efetiva da população é fundamental na  eliminação diária de criadouros de mosquitos, já que são  80% destes “berços” estão dentro de imóveis habitados.

Parcerias como a  da Guarda Mirim são muito importantes para o conhecimento dos jovens e a multiplicação das informações nos locais de trabalho e com suas famílias.

Nossos agradecimentos à diretoria, funcionários e aos jovens guardas que prestigiaram as palestras em pleno Carnaval.

 

TONELADAS DE CRIADOUROS SÃO RETIRADOS DAS CASAS NO BONSUCESSO

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No último sábado, 21, agentes do Centro de Controle de Zoonoses realizaram um mutirão para retirar possíveis criadouros de mosquitos nas residências do bairro Bonsucesso.

Cerca de 2.000 Kg de material foram recolhidos e levados para Eco Pontos e Aterro Sanitário, objetivando a prevenção de arboviroses como Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela e Febre Mayaro, que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ; inseto que nasce em  locais onde qualquer quantidade de  água fica acumulada.

Estas ações servem também para orientar a população sobre a  necessidade da remoção de materiais em quintais e terrenos e o descarte correto de lixo,  evitando-se além destas doenças, roedores e animais peçonhentos.

Solicita-se a utilização dos serviços municipais oferecidos, tais como: coleta diária, coleta seletiva, eco pontos e caminhão cata bagulho.

 

 

 

RIO CLARO INTENSIFICA PREVENÇÃO CONTRA O MOSQUITO AEDES AEGYPTI

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Município terá campanha com a participação do médico Dráuzio Varella na prevenção ao mosquito da dengue

 

O município de Rio Claro está intensificando as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. O objetivo é conscientizar a população de que a prevenção ao mosquito é a melhor forma de prevenir essas doenças. O trabalho realizado em Rio Claro tem mantido a situação controlada com 1.181 casos confirmados de dengue, um de chikungunya e densidade larvária de 0,6, índice considerado satisfatório pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Agora, as ações realizadas pelo município ganham reforço de campanha focada na prevenção que será realizada em parceria com a empresa BRK Ambiental. “Vamos somar esforços contra a dengue, convencer a população de que a prevenção é a maneira mais barata e eficaz de combater o mosquito”, comenta o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, agradecendo a BRK pela parceria e o trabalho eficiente realizado pelos agentes de combates a endemias.

Talita Dalcin, da BRK Ambiental, informa que a campanha educativa terá ações coordenadas para incentivar a prevenção ao Aedes. “Devemos nos mobilizar e unir forças para combater o mosquito e conscientizar a população sobre a importância de prevenir a dengue”, salienta.

A secretária municipal de Saúde, Maria Clélia Bauer, observa que a dengue é um problema de todos e a união de esforços é necessária para combater a doença. “Nós temos que trabalhar de forma preventiva e não reativa. É dever de todos manter a cidade limpa e livre de criadouros do mosquito”, destaca Clélia solicitando a colaboração da comunidade para que faça o descarte correto do lixo e elimine criadouros de suas casas.

“Iniciativas como essa, com o envolvimento de poder público, população e iniciativa privada, vão fazer com que os casos de dengue diminuam”, observa o presidente da Câmara Municipal, André Godoy. “O envolvimento da sociedade é de suma importância para reduzir os focos do mosquito”, reforça o vereador Val Demarchi.

O gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Diego Reis, afirma que a campanha será um reforço importante ao trabalho já realizado pela equipe de combate à dengue. “Queremos que nosso trabalho tenha mais visibilidade e que as informações cheguem de forma clara aos munícipes”, frisa.

A campanha terá distribuição de panfletos e cartazes com dicas e orientação de prevenção, exibição de vídeos, veiculação de spots em rádios, tudo com participação do médico Dráuzio Varella. A primeira atividade ocorrerá nesta sexta-feira (8) com a realização de passeata que sairá da Escola Municipal “Marcelo Schmidt”, às 9 horas, e percorrerá o entorno do Jardim Público. A ação contará com a participação de alunos da escola, Tiro de Guerra, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, funcionários da prefeitura e BRK, entre outros. A população está convidada a participar.

Fonte: Imprensa Rio Claro SP

BRK E CCZ JUNTOS NA LUTA DIÁRIA CONTRA MOSQUITOS E A DENGUE

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A BRK Ambiental, empresa responsável pela gestão dos serviços de esgoto em Rio Claro está realizando a  Semana Interna de Saúde e Prevenção de Acidentes e o Centro de Controle de Zoonoses esteve presente com a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Pela modalidade dos serviços prestados, funcionários da empresa tem bastante contato com locais onde podem existir criadouros de mosquitos e outros animais sinantrópicos como ratos e escorpiões  e através da apresentação , puderam conferir como prevenir acidentes e auxiliar nas informações para a população atendida.

A BRK Ambiental,  é a maior empresa privada de saneamento do Brasil e disponibiliza serviços que beneficiam mais de 15 milhões de pessoas e agora , em parceria  com a Fundação Municipal de Saúde e Prefeitura de Rio Claro, estará  na batalha diária contra o mosquito Aedes aegypti  e as arboviroses por ele transmitidas, como a Dengue.

Através de folhetos , cartazes e   redes sociais, a empresa iniciará  a uma grande campanha publicitária focando a prevenção à  Dengue e eliminação de criadouros. Informações no site já estão disponíveis: https://busqueporprevencao.com.br/

A união de  empresas, poder público e população,  é fundamental para o controle de mosquitos transmissores e assim evitar-se epidemias e principalmente, óbitos.

 

 

 

 

 

 

 

SIPAT DA CONSTRUTORA CAPREM TEM PARTICIPAÇÃO DO CCZ

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A construtora Caprem está realizando sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho – SIPAT.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente com sua equipe de Educação orientando funcionários sobre acidentes com animais peçonhentos e arboviroses resultados de resíduos descartados incorretamente.

Ao jogar lixo em quintais, ruas, terrenos, praças públicas, são atraídos animais como roedores e  insetos  e com eles doenças como dengue, leptospirose, leishmaniose, além dos acidentes com escorpiões, aranhas e cobras que alimentam-se dos ratos.

A palestra “Lixo = Bicho” aborda estes problemas e demonstra as soluções: que são as  práticas de cidadania tão simples, como jogar o lixo em locais corretos e assim, evitar doenças e acidentes  com os trabalhadores e suas famílias.

Após a apresentação os colaboradores puderam conferir os animais peçonhentos recolhidos pelo CCZ nas vidrarias expostas.

Agradecemos à empresa pela oportunidade da participação e pelo carinho com que fomos presenteadas.

 

Doença de Chagas: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

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O que é Doença de Chagas?

A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.

Apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA) que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Quais são os sintomas da Doença de Chagas?

A Doença de Chagas pode apresentar sintomas distintos nas duas fases que se apresenta, que é a aguda e a crônica. A fase aguda, que é a mais leve, a pessoa pode apresentar sinais moderados ou até mesmo não sentir nada.

Na fase aguda, os principais sintomas são:

  • febre prolongada (mais de 7 dias);
  • dor de cabeça;
  • fraqueza intensa;
  • inchaço no rosto e pernas.

Na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas, porém algumas pessoas podem apresentar:

  • problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca;
  • problemas digestivos, como megacolon e megaesôfago.

Como a doença de chagas é transmitida?

As principais formas de transmissão da doença de chagas são:

  • Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados, após picada/repasto (os triatomíneos são insetos popularmente conhecidos como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo).
  • Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados.
  • Vertical: ocorre pela passagem de parasitos de mulheres infectadas por T. cruzi para seus bebês durante a gravidez ou o parto.
  • Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios.
  • Acidental: pelo contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante manipulação em laboratório ou na manipulação de caça.

O período de incubação da Doença de Chagas, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é dividido da seguinte forma:

  • Transmissão vetorial – de 4 a 15 dias.
  • Transmissão transfusional/transplante – de 30 a 40 dias ou mais.
  • Transmissão oral – de 3 a 22 dias.
  • Transmissão acidental – até, aproximadamente, 20 dias.

Como prevenir a Doença de Chagas?

A prevenção da doença de Chagas está intimamente relacionada à forma de transmissão.

Uma das formas de controle é evitar que o inseto “barbeiro” forme colônias dentro das residências, por meio da utilização de inseticidas residuais por equipe técnica habilitada.

Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas aberturas ou frestas, podem-se usar mosquiteiros ou telas metálicas.

Recomenda-se usar medidas de proteção individual (repelentes, roupas de mangas longas, etc.) durante a realização de atividades noturnas (caçadas, pesca ou pernoite) em áreas de mata.

Quando o morador encontrar triatomíneos no domicílio:

  • Não esmagar, apertar, bater ou danificar o inseto;
  • Proteger a mão com luva ou saco plástico;
  • Os insetos deverão ser acondicionados em recipientes plásticos, com tampa de rosca para evitar a fuga, preferencialmente vivos;
  • Amostras coletadas em diferentes ambientes (quarto, sala, cozinha, anexo ou silvestre) deverão ser acondicionadas, separadamente, em frascos rotulados, com as seguintes informações: data e nome do responsável pela coleta, local de captura e endereço.

Em relação à transmissão oral, as principais medidas de prevenção são:

  • Intensificar ações de vigilância sanitária e inspeção, em todas as etapas da cadeia de produção de alimentos suscetíveis à contaminação, com especial atenção ao local de manipulação de alimentos.
  • Instalar a fonte de iluminação distante dos equipamentos de processamento do alimento para evitar a contaminação acidental por vetores atraídos pela luz.
  • Realizar ações de capacitação para manipuladores de alimentos e de profissionais de informação, educação e comunicação.
  • Resfriamento ou congelamento de alimentos não previne a transmissão oral por T. cruzi, mas sim o cozimento acima de 45°C, a pasteurização e a liofilização.

As instituições de pesquisa vêm investindo em aplicativos gratuitos para a identificação de triatomíneos. A Fiocruz – Minas Gerais desenvolveu um aplicativo gratuito para identificação de triatomíneos, Triatokey, no qual o usuário responde perguntas sobre características visíveis do inseto a ser identificado.

Acontece um processo de eliminação, por meio das perguntas, que estreita as possibilidades chegando-se ao gênero do animal e a um pequeno número de espécies dentro daquele gênero, sendo de grande utilidade nas atividades de vigilância.

A Universidade de Brasília desenvolveu o aplicativo Triatodex, que também tem por objetivo a identificação de triatomíneos até nível de espécie. Ainda, contém informações sobre distribuição geográfica, tamanho, habitats e importância médica das espécies encontradas.

Como diagnosticar a Doença de Chagas?

Na fase aguda da doença de Chagas, o diagnóstico se baseia na presença de febre prolongada (mais de 7 dias) e outros sinais e sintomas sugestivos da doença, como fraqueza intensa e inchaço no rosto e pernas, e na presença de fatores epidemiológicos compatíveis, como a ocorrência de surtos (identificação entre familiares/contatos).

Já na fase crônica, a suspeita diagnóstica é baseada nos achados clínicos e na história epidemiológica, porém ressalta-se que parte dos casos não apresenta sintomas, devendo ser considerados os seguintes contextos de risco e vulnerabilidade:

  • Ter residido, ou residir, em área com relato de presença de vetor transmissor (barbeiro) da doença de Chagas ou ainda com reservatórios animais (silvestres ou domésticos) com registro de infecção por T. cruzi;
  • Ter residido ou residir em habitação onde possa ter ocorrido o convívio com vetor transmissor (principalmente casas de estuque, taipa, sapê, pau-a-pique, madeira, entre outros modos de construção que permitam a colonização por triatomíneos);
  • Residir ou ser procedente de área com registro de transmissão ativa de T. cruzi ou com histórico epidemiológico sugestivo da ocorrência da transmissão da doença no passado;
  • Ter realizado transfusão de sangue ou hemocomponentes antes de 1992;
  • Ter familiares ou pessoas do convívio habitual ou rede social que tenham diagnóstico de doença de Chagas, em especial ser filho (a) de mãe com infecção comprovada por T. cruzi.

IMPORTANTE: Para confirmação laboratorial é necessária a realização de exame de sangue (parasitológico e/ou sorológico, a depender da fase da doença) que é realizado gratuitamente pelo SUS. É importante que você procure um médico para que ele possa solicitar os exames e interpretá-los adequadamente, além de avaliar caso a caso os sintomas e sinais clínicos de cada pessoa.

Com o intuito de auxiliar os profissionais de saúde na interpretação de exames laboratoriais geralmente disponibilizados na rede do SUS na confirmação de casos de doença de Chagas na fase aguda, foi criada uma ferramenta para servir de guia especialmente para fins epidemiológicos nas situações mais recorrentes e para apoio assistencial enquanto o apoio de equipe especializada não for conseguido.

Qual é o tratamento para Doença de Chagas?

O tratamento da doença de chagas deve ser indicado por um médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado benznidazol, é fornecido pelo Ministério da Saúde, gratuitamente, mediante solicitação das Secretarias Estaduais de Saúde e deve ser utilizado em pessoas que tenham a doença aguda assim que ela for identificada.

Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso.

Em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol, o Ministério da Saúde disponibiliza o nifurtimox como alternativa de tratamento, conforme indicações estabelecidas em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.

Independente da indicação do tratamento com benznidazol ou nifurtimox, as pessoas na forma cardíaca e/ou digestiva devem ser acompanhadas e receberem o tratamento adequado para as complicações existentes.

IMPORTANTE:  O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença de Chagas estabelece, com base em evidências, as diretrizes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas afetadas pela infecção por Trypanosoma cruzi em suas diferentes fases (aguda e crônica) e formas clínicas, além de situações especiais como gestantes e condições de imunossupressão, servindo de subsídio a gestores, profissionais e usuários do SUS, visando garantir a assistência terapêutica integral.

Situação epidemiológica – Doença de Chagas

Em função das ações de controle de vetores realizadas a partir da década de 1970, o Brasil recebeu em 2006 a certificação Internacional da interrupção da transmissão vetorial pelo Triatoma infestans, espécie exótica e responsável pela maior parte da transmissão vetorial no passado. Porém, estima-se que existam aproximadamente 12 milhões de portadores da doença crônica nas Américas, e que haja no Brasil, atualmente, pelo menos um milhão de pessoas infectadas por T. cruzi.

A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas (DC) no Brasil promoveu a mudança nas ações e estratégias de vigilância, prevenção e controle, por meio da adoção de um novo modelo de vigilância epidemiológica.  Entretanto, o risco de transmissão vetorial da doença de Chagas persiste em função da:

  • Existência de espécies de triatomíneos autóctones com elevado potencial de colonização;
  • Presença de reservatórios de T. cruzi e da aproximação cada vez mais frequente das populações humanas a esses ambientes;
  • Persistência de focos residuais de T. infestans, ainda existentes em alguns municípios dos estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral pela ingestão de alimentos contaminados (caldo de cana, açaí, bacaba, entre outros), vetorial domiciliar sem colonização e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal. Entre o período de 2008 a 2017, foram registrados casos confirmados de doença de Chagas aguda na maioria dos estados brasileiros. Entretanto, a maior distribuição, cerca de 95%, concentra-se na região Norte. Destes, o estado do Pará é responsável por 83% dos casos. Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas no país, 72% foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e em 18% não foi identificada a forma de transmissão.

Mesmo com o controle da ocorrência de novos casos da doença na maioria do território nacional, a magnitude da DC no Brasil permanece relevante. Apesar de não haver dados sistemáticos relativos à prevalência da doença, em estudos recentes as estimativas de prevalência variaram de 1,0 a 2,4% da população, o equivalente a 1,9 a 4,6 milhões de pessoas infectadas por T. cruzi. Reflexo disso é a elevada carga de mortalidade por DC no país, representando uma das quatro maiores causas de mortes por doenças infecciosas e parasitárias.

Viajantes – Doença de Chagas

É considerado caso suspeito de Doença de Chagas o viajante que tenha ingerido alimento suspeito contaminado por T. cruzi ou visitado área com presença de triatomíneos e apresente febre prolongada (superior a 7 dias), acompanhado de pelo menos um dos seguintes sinais:

  • Edema de face ou de membros.
  • Exantema.
  • Adenomegalia.
  • Hepatomegalia.
  • Esplenomegalia.
  • Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca).
  • Manifestações hemorrágicas.
  • Sinal de Romaña ou chagoma de inoculação.

 

 

 

Fonte: Ministério da Saúde

Servidores de todo o Estado participam do Educom

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O Educom Saúde-SP, projeto desenvolvido pela Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) é a mais uma ferramenta criada com o objetivo de promover a mobilização comunitária para as ações de vigilância e controle das arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes aegypti. A iniciativa destina-se a um grupo de servidores e colaboradores envolvidos com o controle da dengue nos seus respectivos municípios. Duas funcionárias do Centro de Controle de Zoonoses, Solange Mascherpe e Daiana Carolina Joaquim, participaram do curso presencial de 14 a 16 de maio. A ação será complementada com um programa a distância, com duração de três meses, reforçando a aprendizagem educomunicativa dos mesmos servidores, entre agosto e novembro deste ano.

O projeto alia marcos teóricos da educação e da comunicação para as atividades formativas a grupos de profissionais da saúde, do Estado e dos municípios com mais de 100 mil habitantes, capacitando-os a articular práticas educomunicativas para a mobilização da população. A meta é atender, ao fim do processo, um total estimado entre 250 e 300 agentes de saúde.

Prefeitura inaugura nova sede do Centro de Controle de Zoonoses

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Serviço atua na prevenção e combate de doenças transmitidas por animais aos humanos

Rio Claro inaugura no sábado (11) novo prédio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “Com a mudança, o serviço terá melhor estrutura para desenvolver seu trabalho e o novo espaço oferece melhores condições de trabalho aos servidores”, destaca o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria.

O CCZ desenvolve o trabalho preventivo e de combate a doenças transmitidas por animais aos humanos. Entre elas estão as arboviroses, que incluem dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. “A realização de trabalho preventivo é fundamental para que sejam evitados casos das doenças e o Centro de Controle de Zoonoses cumpre importante papel”, observa Maria Clélia Bauer, secretária de Saúde.

O novo prédio será base para todas as equipes que atuam no combate a zoonoses no município, diferente do que acontece hoje. Haverá também uma sala destinada ao trabalho da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

Além do controle de arboviroses, o CCZ atua no controle populacional de cães e gatos, com serviço de castração gratuita, e vacinação antirrábica. Conforme informa Diego Reis, gerente do CCZ, esses dois serviços, de vacinação e castração, continuarão sendo feitos no Distrito Industrial.

Termina hoje treinamento com agentes comunitários de saúde

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Agentes Comunitários de Saúde cumprem nesta sexta-feira, dia 22, a última das quatro etapas do treinamento “Discutindo as Novidades no Combate das Arboviroses” no Núcleo Administrativo Municipal (NAM) ministrado pela Chefe de Núcleo de Endemias, Maria Júlia Guarnieri Baptista. Os participantes do treinamento receberão certificado.

Arboviroses são as doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela, transmitidas a partir do mosquito Aedes aegypti. O trabalho dos agentes comunitários junto as famílias, permite a criação de vínculos, facilitando a difusão de informações importantes no controle do Aedes e consequentemente na transmissão de doenças.

Como estamos em época de tempo quente e chuvoso, apropriado para a reprodução do mosquito é preciso muita atenção dentro de casa, buscando por locais que possam servir como criadouro, como plantas aquáticas, vasilhames, pneus e reservatórios de água.

A Secretaria de Saúde reforça o apelo para que a população não descarte lixo em terrenos baldios e locais inapropriados e nem mantenha em casa entulho ou qualquer material que possa acumular água parada, onde se desenvolvem as larvas do mosquito. Mais informações sobre o trabalho dos agentes do Centro de Controle de Zoonoses podem ser obtidas pelo telefone 3523-8663, inclusive aos sábados das 8 às 13 horas.

Hoje é último dia para se proteger contra a febre amarela no carnaval

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Para que a imunização contra a febre amarela tenha efeito para o período do carnaval, que neste ano será de 2 a 6 de março, a vacinação deve ocorrer até hoje  (19). A recomendação do governo paulista é, sobretudo, para quem vai viajar para áreas de mata e ribeirinhas, pois a proteção efetiva só ocorre após dez dias. A cobertura vacinal contra febre amarela no estado alcança 70%, em média, com variação entre as regiões.

Todo o estado tem recomendação da vacina por causa da circulação do vírus. A imunização é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Pacientes portadores de HIV positivo e transplantados devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina. Não há indicação para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas.

Os foliões que não se vacinarem no prazo adequado devem evitar entrar em áreas verdes e devem usar repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção, conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde.

O último balanço do governo paulista, que considera o período de janeiro à primeira quinzena de fevereiro, confirma a ocorrência de 36 casos de febre amarela silvestre em São Paulo, dos quais nove resultaram em morte. Em 2018, foram 502 casos e 175 mortes. Em 2017, foram registrados 74 casos e 38 mortes. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Arboviroses

O verão – com o aumento das chuvas – é o período mais propício à proliferação de doenças transmitidas por arbovírus, os quais são transmitidos ao homem por artrópodes, ou seja, por meio da picada de insetos como o Aedes aegypti. Dengue, chikungunya e zika, além da febre amarela, estão entre as arboviroses mais comuns no Brasil. No caso da febre amarela, como o vírus em circulação, é o da forma silvestre, e as transmissões ocorrem pelo mosquito Haemagogus e Sabethes.

Fonte- Agência Brasil