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Estudo relata 1º caso de cão com varíola dos macacos transmitida por humano

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Cachorro da raça galgo dormia na cama dos tutores infectados, foi contaminado pelo vírus e passou a apresentar sintomas clássicos da doença

Estudo francês documenta primeiro caso de varíola dos macacos em cachorro. Imagem ilustrativa. (Foto: Ron Lach/ Pexels)

Desde que o surto da varíola dos macacos apareceu na Europa e rapidamente se espalhou para outros países, cientistas do mundo inteiro vêm trabalhando para compreender melhor a doença, sua transmissão e infecção. Agora uma nova pesquisa estuda o primeiro caso confirmado em um cão de estimação na França, que provavelmente contraiu a doença de seus donos.

A enfermidade é causada por um vírus zoonótico, ou seja, pode se espalhar de primatas e roedores para pessoas, mas ainda não havia sido registrado casos em que humanos transmitissem a doença para algum animal. Publicado no Lancet em 10 de agosto, o estudo de caso relata como o cachorro da raça galgo de quatro anos desenvolveu a varíola dos macacos.

Os seus donos relatam que tiveram o cuidado de isolar seu cão de outros animais de estimação assim que seus próprios sintomas apareceram, mas continuaram deixando o animal dormir em sua cama. Duas semanas depois, o cachorro desenvolveu as lesões típicas do vírus na barriga e no ânus e, após um teste de PCR, foi confirmada a doença.

Lesões típicas de varíola dos macacos na barriga e ânus do cachorro infectado (Foto: The Lancet)

Pesquisadores realizaram uma análise de DNA das cepas do vírus da varíola dos macacos encontradas no cão e em um de seus tutores, que mostrou 100% de compatibilidade no sequenciamento. Ambos eram da linhagem B.1 da doença, subtipo que vem se espalhando pela Europa e Estados Unidos desde abril.

“Dadas as lesões na pele e nas mucosas do cão, bem como os resultados positivos da PCR do vírus da varíola dos macacos de swabs anais e orais, hipotetizamos uma doença canina real, não um simples transporte do vírus por contato próximo com humanos ou transmissão aérea”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Assim, os cientistas reiteram a importância de considerar a varíola dos macacos como uma doença potencialmente grave para animais de estimação e isolar os bichinhos de pessoas infectadas com a doença. “Se você tem varíola e precisa cuidar de seus animais de estimação saudáveis ​​​​durante o isolamento domiciliar, lave as mãos ou use uma solução à base de álcool antes e depois de cuidar deles”, alertam.

Fonte : revistagalileu.globo.com

CÃES DETECTAM COVID EM 97% DE CASOS SINTOMÁTICOS E QUASE 100% EM ASSINTOMÁTICOS

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Experimentos revelam que cachorros conseguem distinguir pelo cheiro das pessoas quem foi afetado pelo coronavírus. Como isso nos ajudaria na prática?

Um estudo francês com cães farejadores publicado recentemente apresentou resultados surpreendentes sobre o papel desses animais no diagnóstico e no controle da transmissão do coronavírus.

Os cientistas avaliaram se os bichos treinados originalmente para ajudar a detectar pessoas com câncer de cólon (intestino) ou portando explosivos teriam sensibilidade através do olfato para flagrar indivíduos com Covid-19. A ideia vem do fato de os cachorros terem um olfato muito mais apurado que o nosso. Quando devidamente treinados, eles podem captar o odor liberado por diferentes doenças (assim como pela presença de certas drogas e explosivos.

Pensando nisso, os pesquisadores franceses treinaram oito cães, expondo-os ao cheiro do suor de pessoas que testaram positivo para o coronavírus. Depois, eles mostraram aos animais as amostras de suor tanto de gente positiva quanto negativa para o vírus a fim de verificar se eles seriam capazes de apontar só os casos positivos.

Um estudo revisado por pares e publicado na revista Plos One mostrou que cães foram capazes de detectar o coronavírus em 97% dos casos sintomáticos e quase 100% dos casos assintomáticos.

Para a pesquisa, os cachorros, fornecidos por quartéis de bombeiros franceses e dos Emirados Árabes Unidos, receberam de três a seis semanas de treinamento para farejar amostras de suor humano colocadas em um cone de olfato. Se um animal detectava a Covid, sentava-se em frente ao cone.

O resultado foi animador! A capacidade de encontrar só pessoas positivas para o vírus Sars-CoV-2 foi de 100% em quatro cães e entre 83 e 94% nos outros quatro cães. São números muito satisfatórios.

Embora existam estudos anteriores sobre a capacidade dos cães de detectar a doença, acredita-se que este seja o primeiro a comparar a precisão dos bichos com os testes PCR: eles foram mais sensíveis aos casos positivos, diferente dos exames PCR com swab nasal, que foram mais eficientes para detectar os diagnósticos negativos.

O estudo foi recebido como promissor, uma vez que esses animais poderiam auxiliar na detecção de pessoas com o coronavírus em situações que envolvem aglomeração ou alto tráfego de seres humanos, algo comum em aeroportos e eventos, por exemplo. Cães farejadores representariam, assim, uma nova ferramenta para deter a transmissão do patógeno nesses ambientes.

Pesquisas semelhantes são desenvolvidas na Inglaterra pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, o que consolida a ideia de que esses animais poderão, num futuro próximo, atuar dentro de políticas públicas de prevenção e contenção da Covid-19. Os resultados, embora sejam empolgantes, ainda são preliminares. Por isso precisam ser confirmados por novos estudos, envolvendo inclusive mais animais e amostras.

Mas tudo indica que nossos fiéis e melhores amigos poderão prestar uma nova contribuição à humanidade.

Fonte: @vejanoinsta

5 dicas para diminuir o calor do cachorro no verão

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O verão chegou e trouxe com ele as altas temperaturas. Nós sofremos bastante com os dias quentes e abafados, principalmente quem fica exposto por horas ao sol. No entanto, não é apenas nós que temos dificuldades para aguentar o calor, os cães também passam por esta situação.

1. Leve sempre algo para produzir sombra

No calor todo mundo fica em busca de sombra para fugir do sol e os cães são iguais. Sempre que passear com ele, fique atento se o local terá árvores ou algum objeto que produza sombra. O pet pode não aguentar ficar horas debaixo do sol. Caso leve-o à praia, não se esqueça de trazer um guarda-sol ou compre um chapéu-de-sol especial para cães.

2. Não deixe o cão sozinho no carro

Sabemos o quanto é perigoso deixar o cão sozinho dentro do carro, então imagine no calor. A temperatura no veículo sobe rapidamente, principalmente se os vidros estiverem fechados, o que pode provocar insolação. Largar o animal lá dentro é praticamente uma sentença de morte. Então, jamais deixe o animalzinho fechado num carro.

3. Água é indispensável

Água é obrigatório no verão! Se for sair com o pet leve sempre com você uma garrafa e um recipiente para o cão beber. Existem também bebedouros caninos portáteis, criados para situações assim. Lembre-se de verificar se a água não está muito quente quando oferecer ao animal. Se preferir, outra dica é levar um spray para borrifar na boca do cão de vez em quando, pode ser um bom jeito de refrescá-lo.

4. Evite focinheiras de nylon

Focinheiras deste material – ou qualquer outro que feche a mandíbula – não permite o cão arfar, o que impede a termorregulação do seu corpo. Por isso, se o animal realmente precisa usar o objeto para sair, escolha um tipo aberto na boca, como as de metal.

Dentro de casa

Apesar do animal estar protegido do sol dentro de casa, ele não consegue fugir do calor excessivo. Dessa forma, algumas dicas precisam ser seguida mesmo se não sair, para que ele se mantenha sempre refrescado.

5. Atenção à comida

Como o verão é uma época em que a desidratação é comum, é bom oferecer alimentos mais úmidos, principalmente se o cão bebe pouca água. Escolha comidas de qualidade e saborosas, de forma que o cão aprecie a refeição e se hidrate simultaneamente. Caso tenha duvidas do que escolher, consulte um veterinário e ele te indicará quais os melhores alimentos.

Outra dica interessante relacionado à comida é mudar o horário das refeições. Habitue o cão a comer ao final do dia, quando a temperatura está mais baixa. Esta mudança irá facilitar e melhorar o processo digestivo, pois realizará sua função de forma mais relaxada.

Fonte: canaldopet.ig.com.br

Mordida de Cachorro – cuidados e orientações

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Independentemente da raça e da personalidade dos cães os acidentes com mordidas são sempre um risco, tanto para os homens como para outros animais.

Apesar da Raiva ainda ser a maior preocupação dos indivíduos com relação a ocorrência de acidente com mordeduras de cães (e com toda a razão visto ser uma zoonose fatal), as complicações mais frequentes das mordidas de cachorro estão relacionadas as infecções bacterianas das feridas, principalmente naquelas feridas penetrantes pois, além das dificuldades de limpeza, a inoculação de bactérias presentes na boca dos cães se dá de forma mais profunda. 

A primeira providência após uma mordida de cachorro é proceder uma rigorosa limpeza da ferida com água e sabão pois, por suas propriedades, o sabão atua como agente profilático da Raiva. Após essa limpeza é muito importante que as pessoas e os animais que tenham sofrido esse tipo de acidente sejam rapidamente encaminhadas para o atendimento médico para que recebam o tratamento adequado.

Em seres humanos os achados clínicos da mordedura do cão será função de aspectos ligados ao animal agressor (tamanho, raça e temperamento do animal), da natureza do ataque e das características do agredido (tamanho, idade…)

Todo indivíduo mordido por um cão deve, primeiramente, tentar obter a carteira ou comprovante de vacinação do animal. Caso o cachorro esteja com a vacina em dia, não há necessidade de qualquer tratamento, a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida. No caso de o cachorro não ter sido vacinado recomenda-se observá-lo por 10 dias (tempo máximo de evolução da doença no Cão). Se nesse período o cachorro não apresentar os sintomas da raiva não haverá risco algum de tê-la transmitido.

Caso não se possa identificar o animal, as medidas preventivas devem ser iniciadas imediatamente

Já os cães e os gatos vitimados por mordeduras devem ser medicados com urgência. Na clínica veterinária os animais terão seus sinais vitais avaliados e sofrerão uma rigorosa avaliação física para verificação da extensão do problema pois, devido terem uma pele bastante elásticas, nem sempre a real extensão das lesões é notada com observações superficiais. Nesse caso é grande o risco de se descartar a possibilidade de graves lesões subcutâneas e musculares.

Bactérias mais comuns nas infecções por mordeduras de cães:
Streptococcus 
Bacteroides    
Clostridium
Enterobacter
Moraxella
Pasteurella 
Prevotella
Staphylococcus 
Proteus
Fusobacterium
Haemophilus
Klebsiella
Neisseria Corynebacterium
  Bactérias mais comuns nas infecções por mordeduras de gatos
Clostridium
Staphylococcus 
Streptococcus
Pasteurella
Bacteroides
Fusobacterium
Actynomices
Fusobacterium

Irineu M. Benevides Filho*

Méd. Veterinário, Doutor em Genética e Especialista em gestão

Fonte: Busquepets

Como resolver o problema das mordeduras caninas?

DIA 28 DE SETEMBRO –   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

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DIA 28 DE SETEMBRO   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

Para lembrar a importância de controle e prevenção do vírus da Raiva, a Aliança Global par ao Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), comemoram em 28 de Setembro, o Dia Mundial contra a Raiva.

A Raiva é conhecida desde séculos, porém, apesar dos esforços de governos e organizações , ainda atinge mais de 150 países e territórios, e estima-se que seja a causa da morte de 59 mil pessoas todos os anos.

No mundo, a maioria dos casos de Raiva humana sempre ocorreram na maioria das vezes, por transmissão canina.

No Brasil, observou-se a partir do ano de 2004, uma mudança no perfil epidemiológico da Raiva em relação à transmissão de casos para humanos: os morcegos passaram a ser o principal transmissor no país, uma vez que a Raiva urbana existente em cães e gatos teve um avanço significativo de seu controle através das campanhas de vacinação, mantendo-se esporádica em algumas limitadas áreas do país. Essa situação epidemiológica atual remete os programas de controle a focos de atuação inovadores, que necessariamente envolvam participação de segmentos do Meio Ambiente, e uma filosofia de trabalho totalmente alinhada com os princípios e diretrizes da Saúde Única.

A Raiva em animais de produção é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que por meio dos órgãos da Defesa Sanitária Animal desenvolve ações de Vigilância e Controle pelo Programa de Raiva dos herbívoros, como o monitoramento e controle dos morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus e estímulo aos produtores rurais de vacinação do rebanho em áreas vulneráveis.

Campanha anual de vacinação antirrábica

Em razão da pandemia do Covid -19, as campanhas de vacinação estão suspensas pelo governo estadual e o envio de vacinas para os municípios  ficou prejudicado em razão da fabricação de outras vacinas neste período.

Apesar da suspensão das campanhas de vacinação, o Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro realiza  o Programa de Controle da Raiva diariamente :

.Observação animal: após receber notificação de acidente com mordedura de cães ou gatos, através da  Vigilância Epidemiológica que cuida dos humanos, o CCZ observa o animal durante 10 dias. Se for um animal de rua, ele é recolhido para observação nas dependências do órgão e após este período, é colocado para adoção.

. Morcegos: São recolhidos animais encontrados caídos ou que tiveram contato com animais de estimação. São identificados conforme a espécie pelo setor de Biologia e  enviados para análise de Raiva no Instituto  Pasteur. Animais contactantes com morcegos, são revacinados e observados por um período de até 180 dias.

O Centro de Controle de Zoonoses orienta os munícipes para que mantenham seus animais de estimação vacinados,  seja através da  rede pública, em clínicas veterinárias ou agropecuárias.

Para agendamento de vacinação, solicita-se contato antecipado através dos telefones: 3535-4441 ou 3533-7155.

Fonte: Conselho Federal de Medicina Veterinária

Leishmaniose

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O que é a doença?

As leishmanioses são um conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania e da família Trypanosomatidae. De modo geral, essas enfermidades se dividem em leishmaniose tegumentar americana, que ataca a pele e as mucosas, e leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca órgãos internos.

Agentes causadores

A leishmânia é transmitida ao homem (e também a outras espécies de mamíferos) por insetos vetores ou transmissores, conhecidos como flebotomíneos. A transmissão acontece quando uma fêmea infectada de flebotomíneo passa o protozoário a uma vítima sem a infecção, enquanto se alimenta de seu sangue. Tais vítimas, além do homem, são vários mamíferos silvestres (como a preguiça, o gambá, roedores, canídeos) e domésticos (cão, cavalo etc.).

Os flebotomíneos são insetos pequenos, de cor amarelada e pertencem à ordem Diptera, mesmo grupo das moscas, mosquitos, borrachudos e maruins; apresentam um par de asas e um par de pequenas estruturas, chamados de halteres ou balancins, responsáveis pela estabilidade do voo e o zumbido característico dos dípteros. No Brasil, esses insetos podem ser conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho, entre outros.

Sintomas

A diversidade de espécies de Leishmania, associada à capacidade de resposta imunitária de cada indivíduo à infecção, está relacionada com as várias formas clínicas das leishmanioses. As leishmanioses tegumentares causam lesões na pele, mais comumente ulcerações e, em casos mais graves (leishmaniose mucosa), atacam as mucosas do nariz e da boca. Já a leishmaniose visceral, como o próprio nome indica, afeta as vísceras (ou órgãos internos), sobretudo fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea, podendo levar à morte quando não tratada. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência. Doenças causadas por bactérias (principalmente pneumonias) ou manifestações hemorrágicas são as causas mais freqüentes de morte nos casos de leishmaniose visceral, especialmente em crianças.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico parasitológico é feito através da demonstração do parasito por exame direto ou cultivo de material obtido dos tecidos infectados (medula óssea, pele ou mucosas da face) por aspiração, biópsia ou raspado das lesões. Para o diagnóstico, há também métodos imunológicos que avaliam a resposta de células do sistema imunitário e a presença de anticorpos anti-Leishmania. Nesta categoria se incluem o teste cutâneo de Montenegro e testes sorológicos (exame de sangue), dos quais os mais utilizados são os ensaios de imunofluorescência indireta e o imunoenzimático (ELISA). Nem o teste de Montenegro nem os métodos sorológicos positivos significam doença. Indicam infecção por Leishmania, que pode ser atual ou passada. Há também os métodos moleculares (PCR) que detectam a presença de ácidos nucleicos do parasito. Os elementos clínicos e epidemiológicos também contribuem substancialmente para o diagnóstico.

Para todas as formas de leishmaniose, o tratamento de primeira linha no Brasil se faz por meio do antimoniato de meglumina (Glucantime). Outras drogas, utilizadas como segunda escolha, são a anfotericina B e a pentamidina. Todas estas drogas têm toxicidade considerável.

Prevenção

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para o combate da enfermidade se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. Há vacinas contra a leishmaniose visceral canina licenciadas no Brasil e na Europa. O cão doméstico é considerado o reservatório epidemiologicamente mais importante para a leishmaniose visceral americana, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana.

Devido ao diminuto tamanho, o encontro de larvas e pupas de flebotomíneos na natureza é tarefa extremamente difícil, por essa razão não há nenhuma medida de controle de vetores que contemple as fases imaturas.

As medidas de proteção preconizadas consistem basicamente em diminuir o contato direto entre humanos e os flebotomíneos. Nessas situações as orientações são o uso de repelentes, evitar os horários e ambientes onde esses vetores possam ter atividade, a utilização de mosquiteiros de tela fina e, dentro do possível, a colocação de telas de proteção nas janelas. Outras medidas importantes são manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos; realizar podas periódicas nas árvores para que não se criem os ambientes sombreados; além de não acumular lixo orgânico, objetivando evitar a presença mamíferos comensais próximos às residências, como marsupiais e roedores, que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

CRIPTOCOCOSE

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A criptococose é popularmente conhecida como doença do pombo, trata-se de uma micose multissistêmica que acomete humanos e animais, principalmente cães e gatos.

TRANSMISSÃO ➡️ A infecção se dá pela inalação de esporos do fungo Cryptococcus spp. que se desenvolvem em matéria orgânica (excrementos de pássaros, morcegos e eucalipto em decomposição). No homem e nos animais as duas principais espécies que causam a doença são C.neoformans e C. gattii. Cryptococcus neoformans está presente em ambientes urbanos, enquanto que Cryptococcus gatii possui maior prevalência em meio rural, principalmente de regiões situadas em zonas tropicais e subtropicais. 🐦🦇

EPIDEMIOLOGIA ➡️ A creatinina presente nas excretas dessas aves é usada como substrato pelas leveduras de C. neoformans. No Brasil, a criptococose apresenta-se como a segunda causa de mortalidade entre as micosessistêmicas.

PATOGENIA ➡️ Após a inalação o agente distribui-se pelo sangue acometendo outros órgãos, principalmente o sistema nervoso central, pele, linfonodos, ossos, olhos, coração, fígado, baço, rins, tireoide, adrenais e até a próstata, sendo esta última considerada como reservatório para a recidiva da enfermidade. 🧠

SINTOMAS ➡️ Inicialmente pode não apresentar sintomatologia significativa, ou pode evoluir com febre, hemoptise, tosse produtiva, dor pleural, e emagrecimento. Também pode se expressar como forma unifocal cutânea, óssea ou sistêmica.

DIAGNÓSTICO ➡️ É determinado pelo encontro do fungo em material coletado através de punções liquóricas, aspirações de tecidos afetados, pela cultura em meio Ágar, provas sorológicas ou PCR. 🔬

CONTROLE ➡️ Utilização de equipamentos de proteção individual, uso de máscaras na limpeza de galpões onde há criações de aves ou aglomerado de pombos. Medidas de controle populacional de pombos, como redução da disponibilidade de alimento, água, e principalmente abrigos. Não oferecer alimentos a qualquer tipo de ave e não descartar restos orgânicos sem acondicionamento devido.

Fonte : @gepazufvjm_ica

Bicho geográfico: ciclo de vida, principais sintomas e tratamento

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O bicho geográfico é um parasita frequentemente encontrado nos animais domésticos, principalmente cães e gatos, e é responsável por causar a Síndrome da Larva migrans cutânea, já que o parasita consegue penetrar a pele através de feridas ou cortes e levar ao aparecimento de sintomas como coceira e vermelhidão.

Há duas espécies principais de bicho geográfico, o Ancylostoma braziliense e o Ancylostoma caninum, cujos ovos podem ser liberados nas fezes de cães e gatos, que eclodem no solo e liberam as larvas, que podem facilmente entrar na pele das pessoas. Na maioria dos casos, a larva é eliminada naturalmente do organismo cerca de 4 a 8 semanas após a infecção, mas é importante fazer o tratamento de acordo com a recomendação do médico para evitar complicações na pele e aliviar os sintomas da doença.

Ciclo de vida do bicho geográfico

Os gatos e cachorros são considerados hospedeiros definitivos do bicho geográfico e são infectados quando entram em contato com larvas presentes no ambiente de Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum. Essa larvas, no intestino, desenvolvem-se até a fase adulta e liberam ovos, que são eliminados nas fezes dos animais.

No ambiente, o ovo eclode e libera larvas que desenvolvem-se até a sua fase infectante e que entra no organismo humano por meio de feridas na pele ou através do folículo capilar, e permanece na pele, levando ao aparecimento dos sinais e sintomas da infecção.

Principais sintomas

Os sintomas de bicho geográfico estão relacionados com a entrada do parasita na pele e liberação de secreção pela larva, que desencadeia reação alérgica, podendo haver:

  • Coceira na pele, que costuma piorar durante a noite;
  • Sensação de movimento por baixo da pele;
  • Vermelhidão na pele semelhante a um caminho tortuoso, que é por onde a larva passa;
  • Inchaço na pele.

Na forma ativa da doença, é comum observar que a lesão vai avançando cerca de 1 cm por dia na pele, e logo que seja identificada deve-se iniciar o tratamento.

Como tratar

Na maioria das vezes, a infecção desaparece após algumas semanas após a morte das larvas, no entanto para diminuir a duração dos sintomas, pode ser iniciado tratamento com antiparasitários que devem ser indicados pelo clínico geral ou dermatologista. Assim, pode ser indicado o uso na forma de pomada, quando a doença está ainda no início, ou na forma de comprimidos, quando o bicho geográfico é descoberto mais tarde.

Geralmente os sintomas do bicho geográfico reduzem cerca de 2 a 3 dias após o início do tratamento, sendo importante seguir o tratamento até o fim para garantir que a larva é completamente eliminada do corpo.

Como prevenir

Para prevenir a infecção, é recomendado evitar andar descalço em ambientes que tenham cães e gatos, além de ser importante recolher as fezes dos animais para que não haja risco de contaminação do solo. Além disso é importante que os animais seja regularmente desparasitados, evitando assim a transmissão de doenças para outras pessoas.

Fonte : Tua Saúde

Drª. Aleksana Viana- Dermatologista

Saiba tudo sobre a Cinomose Canina

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Cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada pelo vírus CDV (Canine Distemper Vírus) ou Vírus da Cinomose Canina (VCC) também conhecido como Vírus da Esgana Canina, da família Paramyxoviridae, que atinge animais da família CanidaeMustelidaeMephitidae e Procyonidae (entre eles cães, furões e alguns outros animais silvestres). Ela degenera os envoltórios lipídicos que envolvem os axônios dos neurônios, conhecidos como bainha de mielina. Ela afeta a todos os cães, é raro que haja algum que não tenha sido exposto ao vírus, exceto no caso de cães que vivem isolados. Junto com ela, geralmente por bactérias.

Vacina

As vacinas polivalentes óctupla(V8) e déctupla (V10), que previne a Cinomose é administrada em filhotes a partir de 45 dias de vida, tendo mais duas doses subsequentes com intervalos de 21 dias entre elas. Após a 3° dose, todos os cães necessitam de reforços anuais, independentemente da idade. Só depois da terceira dose é que ele estará protegido da doença. 

Transmissão

Em geral, a transmissão ocorre através do contato com secreções do nariz e boca do animal. Isso pode se dar através de um espirro do animal doente, espalhando a secreção infectante. O vírus da Cinomose tem pouca resistência em nível ambiental, ou seja, fora do organismo do seu hospedeiro, o que facilita o controle ambiental da disseminação da doença, diferentemente do que ocorre com a parvovirose, por exemplo.

As características sistemáticas do inverno desfavorecem a presença deste vírus no ambiente, por isso o cuidado deve ser redobrado nesta época. Apesar da sensibilidade do vírus no ambiente, há muitos relatos de casos que perderam animais vitimados pela cinomose após serem introduzidos em ambientes onde outros cães haviam morrido anteriormente com a doença, no período de até seis meses. Por esse motivo é aconselhável concluir todo o esquema de vacinação, de pelo menos três doses, antes de introduzi-los nesse ambiente contaminado.

Sinais Clínicos

A Cinomose é uma doença muito grave em cães. A descrição clássica em livros e textos é de uma infecção viral aguda caracterizada por febre bifásica, secreções nasal e ocular, indisposição, anorexia, depressão, vômito, diarreia, desidratação, leucopenia, dificuldades respiratórias, hiperceratose do focinho e dos coxins plantares, mioclonia e sintomatologia neurológica.

Tanto os animais tratados quanto os não tratados podem desenvolver sintomatologia neração avançada da bainha de mielina, o cão pode apresentar paralisia devido à fragmentação dos neurônios.

Como a maioria dos cães infectados ficam com as pupilas dilatadas, ao notar isso é aconselhável manter o cão em local com pouca luz, isso evitará a queima da retina que pode acarretar cegueira.

Tratamento

Há até pouco tempo, a cinomose remontava um longo histórico de insucessos no que tange aos tratamentos para animais acometidos. Dois fatores se associavam e possuíam papel importante na manutenção dessa perspectiva negativa.

O primeiro pode ser considerado quase cultural, animais acometidos não recebem a devida atenção até que a doença atinja sua fase nervosa. Durante esta fase não neurológica, os sintomas comumente observados são distúrbios intestinais e respiratórios, apatia, falta de apetite e ressecamento do coxin palmar, e este quadro costuma não ser o bastante para alarmar os proprietários. Sendo o auxílio médico procurado somente quando a doença atinge a fase nervosa e a perturbação do estado do animal é mais chocante.

O segundo fator é decorrente da antiga interpretação que se tinha do mecanismo de ação do vírus na fase nervosa. Supunha-se que as lesões que ocorriam eram resultado de uma reação estritamente auto-imune, como se o vírus da cinomose desencadeasse algo, fosse eliminado, mas a reação desencadeada continuasse. Por isso era preconizada uma intervenção através de anti-inflamatórios e imunossupressores, pois se via uma necessidade de suprimir esta condição de auto-flagelo.

Foi averiguado que a ação dos macrófagos sobre células nervosas é orientada sobre células contaminadas, o que indica que a reação auto-imune é conseqüência direta da presença do vírus. Uma vez constatado isso, fica fácil entender como os fatores citados contribuem para o óbito dos animais infectados: os proprietários buscam ajuda especializada somente quando a doença está em estagio avançado (fase neurológica) e a prescrição de anti-inflamatórios (que são geralmente corticóides) minam o sistema imune do animal, permitindo além da proliferação do vírus, também a reação auto-imune que aumenta como forma de contenção das células infectadas.

Os tratamentos de maior sucesso para cinomose canina são apropriações de tratamentos consagrados para outras enfermidades causadas por vírus similares, como é o caso do Ribavirin e da Vitamina A, que são utilizados no tratamento do sarampo,  mesma família e gênero (Paramyxoviridae – Morbilivirus) e do Alfa Interferon, utilizado para o tratamento do sarampo e quando se deseja preservar aves acometidas pela doença de Newcastle, mesma família, mas gêneros diferentes (Paramyxoviridae – Avulavirus).

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinomose

O tratamento suporte é essencial, sendo que em casos de acometimento neurológico indica-se a estabilização clínica para início do tratamento de reabilitação.

Alongamentos e mobilização são essenciais na reabilitação de animais com cinomose.

Neste, inicia-se com acupuntura, sendo que a fisioterapia pode ser associada principalmente em casos de paralisia dos membros ou dificuldades de locomoção. As terapias com ozônio e fitoterapia chinesa também são recomendadas.

Exercícios e alongamentos são essenciais para evitar as contraturas e encurtamentos musculares, que são uma das consequências das mioclonias, frequentemente presentes nestes animais.

O processo de reabilitação pode ser rápido, ou longo, dependendo da resposta do animal, porém envolve uma equipe multidisciplinar, que nas em diversas fases em que o animal passará durante este processo. Em casos em que o retorno do caminhar não é possível, ou seja a paralisia se torna irreversível, a fisioterapia é essencial para a manutenção da qualidade de vida do paciente, e ainda adaptar o animal à cadeira de rodas, além de orientar o tutor o manejo.

Fonte: Fisioanimal

Mecanismo celular que torna leishmaniose mais grave é desvendado

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Descoberta aponta caminhos para a busca de novas abordagens terapêuticas contra a doença

Mosquito-palha, transmissor da leishmaniose – Foto: Wikimedia Commons

Por Luciana Constantino/Agência Fapesp

Pesquisadores conseguiram desvendar “as armas” usadas pelo protozoário leishmania na célula humana para tornar mais grave a leishmaniose, principalmente a do tipo mucocutânea, que pode causar deformações nos pacientes. A descoberta aponta caminhos para a busca de novas abordagens terapêuticas contra a doença e também joga luz sobre um sistema que pode ter impacto no combate a outras enfermidades.

Esse mecanismo envolve leishmania, macrófago (uma das primeiras células de defesa a entrar em ação durante uma infecção) e um vírus que vive dentro do parasita (endossimbiótico), conhecido como LRV. Estudo publicado na revista científica iScience aponta que o protozoário inibe a ativação de caspase-11, uma proteína que faz parte do sistema de defesa das células de mamíferos (inclusive a humana), por meio de autofagia estimulada pelo vírus. Ou seja, o LRV impede que a proteína “defensora” atue para bloquear o agravamento da doença.

Infecciosa e não contagiosa, a leishmaniose é considerada endêmica em algumas regiões do Brasil. O tipo mucocutâneo, provocado por espécies de leishmania do Novo Mundo, como a L. guyanensis e a L. braziliensis, se caracteriza por feridas na pele, que chegam a atingir mucosas do nariz, boca e garganta. Em casos graves, pode destruir a cartilagem e provocar deformações. Estima-se que sejam registrados no País cerca de 20 mil casos por ano de leishmaniose tegumentar, que inclui cutânea e mucocutânea.

Tipo de lesão cutânea causada pela leishmaniose – Foto: Wikimedia Commons

O estudo  que mostra o bloqueio da caspase-11 por meio de autofagia, é parte do doutorado do pesquisador Renan V. H. de Carvalho, sob a orientação do professor Dario Zamboni, do Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

“Usando macrófagos e camundongos, descobrimos que o LRV inibe a ativação da caspase-11 por leishmania, ampliando nosso entendimento sobre os mecanismos pelos quais o vírus promove a exacerbação da doença”, escrevem os pesquisadores no artigo.

Uma das inovações do trabalho – parte de uma série de outras pesquisas já publicadas pelo grupo – consistiu em mostrar a ligação da caspase-11 também com doenças parasitárias. Até então, acreditava-se que a enzima estaria envolvida essencialmente em doenças bacterianas.

Em 2019, outro artigo dos pesquisadores publicado na Nature Communications havia mostrado que os casos mais graves decorrentes da leishmaniose mucocutânea são provocados pelo protozoário infectado por LRV. Os dois trabalhos tiveram apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foram realizados no âmbito do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da FMRP, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp.

Zamboni explica que quase todas as células imunes são equipadas com um complexo proteico chamado inflamassoma. Quando uma dessas proteínas que formam o complexo (como a caspase-11) identifica um sinal de perigo para o organismo, o sistema de defesa é acionado, dando início a uma resposta inflamatória.

“Já tínhamos demonstrado que o LRV [vírus endossimbiótico da leishmania] exacerba a doença ao subverter a imunidade inata via inibição do inflamassoma mediado pela proteína NLRP3, um dos mais comuns e mais bem estudados. Agora mostramos que a autofagia bloqueia o inflamassoma via caspase-11”, conclui.

Para Carvalho, que atualmente é pesquisador do Laboratório de Dinâmica de Linfócitos da Universidade Rockefeller, em Nova York, “o artigo publicado na iScience consolida o entendimento de que a caspase-11 é de extrema importância na patogênese da leishmaniose”. Segundo ele, isso ainda não havia sido descrito.

Forma amastigota de Leishmania donovani em uma célula da medula óssea – Foto: Wikimedia Commons

Cenário

A leishmaniose mucocutânea é transmitida por insetos que se alimentam de sangue, os flebótomos, muito conhecidos no Brasil como “mosquito-palha”. Por isso, a prevenção depende muito do combate ao mosquito, assim como acontece, por exemplo, com o Aedes aegypti em relação à dengue – ambas consideradas doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

Estima-se que as DTNs afetam cerca de 1,5 bilhão de pessoas em mais de 150 países, principalmente em regiões com escassez de água potável, déficit de saneamento básico e de serviços de saúde. Por outro lado, o apoio financeiro em pesquisas básica e clínica para doenças negligenciadas equivale a menos de 2% dos recursos para a área.

Consequentemente, não há vacinas para algumas dessas doenças, além de parte dos tratamentos disponíveis ser reaproveitada de outras aplicações, podendo causar efeitos colaterais graves. Para tentar melhorar esse quadro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, no início de fevereiro deste ano, o plano Acabando com a Negligência para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A meta é promover ações e programas até 2030 para combater 20 dessas doenças negligenciadas, entre elas a leishmaniose.

“Tudo o que mostramos com esse sistema envolvendo leishmania, vírus e macrófago pode ter impacto para outras doenças. Daí a importância da ciência básica: entender a biologia para que, no futuro, sirva de base para desenvolver rapidamente novas terapias para doenças já existentes ou que venham a aparecer”, complementa Carvalho, em entrevista à Agência Fapesp.

O pesquisador cita o exemplo atual das vacinas contra a covid-19. “Um dos fatores-chave para termos vacinas de forma tão rápida foi o fato de haver muitos grupos de pesquisa em todo o mundo estudando a proteína spike em outros coronavírus, que até então não infectavam humanos. Foi essa pesquisa básica que ajudou a desenvolver em poucos meses uma vacina para o sars-cov-2.”

E é nessa ligação entre descobertas anteriores e avanço de novos estudos que se enquadra um projeto temático do qual Zamboni é pesquisador responsável, com apoio da Fapesp. Em seu escopo foi realizado o trabalho com leishmania e, mais recentemente, outro envolvendo covid-19.

Nesse último, cujo resultado foi publicado no Journal of Experimental Medicine no fim de 2020, os pesquisadores demonstraram pela primeira vez que, em pacientes com covid-19, o inflamassoma participa da ativação do processo inflamatório que pode causar danos em diversos órgãos e até mesmo levar à morte.

Fonte: Jornal da USP