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LEISHMANIOSE

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De 08 a 12 de Setembro – Semana de prevenção à Leishmaniose

Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão:

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico e o cavalo.

Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas:

– Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
– Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Diagnóstico e Tratamento:

O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.

Para os cães acometidos pela doença, já existe tratamento autorizado no país, conforme Nota Técnica nº 11/2016, devendo ser prescrito e acompanhado por médico veterinário.

Prevenção:

– evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
– fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
– evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
– utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
– usar mosquiteiros para dormir;
– usar telas protetoras em janelas e portas.

Outras medidas importantes são manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos; realizar podas periódicas nas árvores para que não se criem os ambientes sombreados; além de não acumular lixo orgânico, objetivando evitar a presença mamíferos comensais próximos às residências, como marsupiais e roedores, que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para a prevenção e o combate da doença se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. Há vacinas contra a leishmaniose visceral canina licenciadas no Brasil e na Europa, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana. Os resultados do estudo apresentado pelo laboratório produtor da vacina atendeu às exigências da Instrução Normativa Interministerial nº 31/2007, o que resultou na manutenção de seu registro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Procedimento para notificação de casos de leishmaniose visceral e tegumentar para médicos veterinários particulares

  1. Informar ao ccz por meio de e-mail, com histórico e anamnese do animal, tratamento utilizado , exames realizados (caso houver) , dados do animal, do proprietário, e o que motivou a suspeita clínica  para a doença. Notificar é informar uma suspeita ao orgão público.
  2. Informar crmv e nome completo no email
  3. A partir do momento que o ccz é notificado, as ações de busca ativa , pesquisa de flebotomíneo, são conduzidas de acordo com o manual de vigilancia e controle de leishmaniose visceral. Ao médico veterinário particular que notificou a suspeita fica a cargo de conduzir o tratamento clínico ( caso o proprietário assim tenha optado) ou de realizar a eutanásia e encaminhar o corpo do animal ao ccz. Médico veterinário particular não determina conduta das ações do município e nem sobre o que pode ou não ser feito ao tutor desse animal.
  4. Avisar ao proprietário que o ccz estará entrando em contato para realizar o agendamento da sorologia
  5. A sorologia para esse exame é gratuita e feita pelo ccz. O exame é realizado pelo laboratório adolf lutz. Seus resultados são enviados conforme demanda do laboratório que realiza outros exames de referência na rede.
  6. A notificação é o meio mais importante para o ccz saber onde pode haver um cão suspeito ou positivo, para no futuro, realizar a pesquisa de flebotomíneo.
  7. O tratamento com o milteforam é permitido, desde que o proprietário e clínico veterinário sigam os protocolos de tratamento pelo medicamento do ccz.
  8. A eutanásia pelo ccz é realizada quando o animal não responde ao tratamento  fornecido pelo clínico particular, ou se recusa a realizar o tratamento.

Fontes:

Fundação Nacional de Saúde. O que são leishmanioses?

Fundação Oswaldo Cruz. Glossário de doenças
Ministério da Saúde. Saúde de A a Z

Dra. Maria Emilia Canoa de Godoy – Veterinária CCZ

Leishmaniose: doença crônica transmitida por um mosquito

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A Leishmaniose Visceral também conhecida como Calazar e Febre Negra é transmitida por um inseto conhecido como Mosquito Palha. Devido à destruição de seu habitat natural, como matas e florestas, o mosquito transmissor da doença, tem aproximado-se cada vez mais dos centros urbanos.  Ele se multiplica em lugares úmidos, escuros, com muitas plantas, árvores e folhas em decomposição, como em nossos quintais e jardins. Os chiqueiros e galinheiros são os principais focos de permanência do mosquito que se reproduz na matéria orgânica. Isso tem sido uma preocupação para as autoridades sanitárias. A criação desses animais é proibida na zona urbana, mas muitas pessoas ainda mantêm essa prática em quintais. O mosquito transmissor da Leishmaniose entra nas residências e se esconde em lugares escuros. Como são muito pequenos eles picam os moradores sem serem notados.

Como já existem casos positivos de Leishmaniose em cidades vizinhas, Rio Claro também tem feito pesquisas com apoio da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias)  e do Instituto Adolfo Lutz para prevenir  a doença no município.

Pesquisadores também buscam através de exames, identificar possíveis focos do parasita. No laboratório do Instituto Adolfo Lutz em Rio Claro, testes rápidos, seguidos de outros procedimentos, como o teste Elisa, são realizados por profissionais experientes. Uma bióloga e uma veterinária do Centro de Controle de Zoonoses aproveitam o trabalho do instituto para uma reciclagem em busca de descobertas recentes sobre o assunto. Utilizando kits específicos para detectar a doença os testes conseguem identificar se há casos de contaminação. O trabalho é coordenado pela Dra. Rita Maria da Silva, responsável pela área de parasitologia do Instituto Adolfo Lutz e pelas pesquisadoras Silvia Regina Baraldi e Divani Maria Capuano.

Para a bióloga Milene Weissmann e a veterinária Amanda Borotti, do Centro de Controle de Zoonoses a experiência de poder manipular os testes ao lado de profissionais que são especialistas no assunto é única. “É um privilégio para nós contarmos com a disponibilidade dessa equipe para conhecer os avanços dos testes e pesquisas recentes sobre a doença”, declararam. A equipe do Instituto Adolfo Lutz trabalha com a identificação de todo tipo de parasitas que comprometem a saúde humana e atende cidades da região como Charqueada, São Pedro e Piracicaba.

SINTOMAS NOS ANIMAIS

O cão é o principal reservatório do protozoário causador da leishmaniose visceral. Principais sintomas da doença no animal: apatia, lesões na pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas.

SINTOMAS NAS PESSOAS

Apesar de grave a Leishmaniose Visceral tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde.

COMO SE PREVENIR DA DOENÇA

Em primeiro lugar deve-se evitar a criação e proliferação do inseto vetor da doença. O Mosquito Palha que se reproduz no meio da matéria orgânica e em criadouros de animais. Para isso deve-se: evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana, manter a casa e o quintal livre de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeiras e frutas, embalar e fechar o lixo em sacos plásticos. Essas medidas também devem ser adotadas por proprietários de terrenos.

Nos animais a utilização de coleiras repelente de insetos é uma recomendação para se evitar a picada do mosquito que transmite a doença.

 

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Pesquisadora Silvia explica como é realizado o teste rápido

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 Material é analisado pela Dra. Amanda, veterinária do Centro de Controle de Zoonoses

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 Equipe reunida no laboratório do Instituto Adolfo Lutz

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Funcionárias do Centro de Controle de Zoonoses acompanham os trabalhos

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Bióloga Milene, da Zoonoses analisa material coletado para identificação de parasitas