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CCZ ATUALIZA INFORMAÇÕES SOBRE FEBRE MACULOSA NA UNESP

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Visando evitar óbitos, CCZ orienta diversos setores municipais

Febre Maculosa é uma doença  com grande números de mortes em razão de seus sintomas serem semelhantes à outras  doenças,  como Dengue ou  Leptospirose.

A informação é fundamental para que  profissionais  de saúde sejam alertados e possam iniciar tratamento adequado.

O setor de educação do Centro de Controle de Zoonoses tem repassado informações sobre prevenção e tratamento da Febre Maculosas ao final de  todas palestras ministradas.

Solange Mascherpe, Chefe de Núcleo de Zoonoses e Daiana Carolina Joaquim, Agente de Endemias, participaram de Mini Curso sobre Carrapatos na UNESP, apresentado  pela Dra. Patricia Rosa de Oliveira , pelo Prof. Luiz Adriano Anholeto e professores da Esalq de Piracicaba. Esta  atualização sobre o tema,  tem como objetivo ampliar conhecimentos para serem repassados à população, evitando-se óbitos, como tem ocorrido em cidades vizinhas.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes.  A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés;

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins e pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Prevenção:

. Evite o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam existir, como: beiras de lagos e rios, trilhas, pastos, parques, florestas, tome as seguintes precauções:

. Examine seu corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

. Use roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

. Coloque a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

. Corte o mato e grama rente ao solo;

. Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele: não esmague com as mãos ou unhas pois você pode adquirir a doença através de pequenos ferimentos na pele;

. Não se esqueça de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata. Esteja atento ao aparecimento dos sintomas comuns a vários tipos de infecção e avise o médico para um  diagnóstico diferencial.

Não existe vacina contra a febre maculosa brasileira.

 

 

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Carrapatos: calor aumenta o perigo, previna-se

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carrapato-fases

A Primavera e as chuvas estão chegando e com elas, muitos insetos saem de suas tocas para alimentar-se e acasalar. Os carrapatos também aumentam neste período.

Vários casos de Febre Maculosa têm sido registrados no país, portanto cuidados devem ser tomados em passeios perto de rios, pastos, matas, sítios, chácaras.

O homem é infectado através da picada do carrapato estrela ou micuim que eventualmente carrega a bactéria Rickettsia rickettsii nas suas glândulas salivares. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos, etc.), cães, aves domésticas, roedores, animais selvagens como os gambás, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

 Transmissão

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas.

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, por exemplo).

O diagnóstico é realizado com exame específico para o diagnóstico da febre maculosa

Tratamento

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins e pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Recomendações

. Evite o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam existir, como beiras de lagos e rios, trilhas, pastos, parques, florestas, tome as seguintes precauções:

. Examine seu corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

. Use roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

. Coloque a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

. Corte o mato e grama rente ao solo

. Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele. Não o esmague com as mãos ou unhas pois você pode adquirir a doença através de pequenos ferimentos na pele;

. Não se esqueça de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata. Esteja atento ao aparecimento dos sintomas comuns a vários tipos de infecção e avise o médico para um diagnóstico diferencial.

Não existe vacina contra a febre maculosa brasileira.

 

 

 

FEBRE MACULOSA – CUIDADO COM CARRAPATOS

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                                                             cartaz febre maculosa 3

O Centro de Controle de Zoonoses está tendo um ano atípico em relação a carrapatos, com altas temperaturas e sem chuvas, foram muitas as solicitações para orientações sobre estes parasitas, o que normalmente acontece com maior frequência apenas no inverno.

 

Preocupado com esta proliferação, o CCZ tem realizado pesquisas e análises em diversos locais com maior incidência e alguns casos suspeitos estão aguardando resultados de exames.

 

Portanto fique alerta: o homem é infectado através da picada do carrapato estrela ou micuim que eventualmente carrega a bactéria Rickettsia rickettsii nas suas glândulas salivares. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos, etc.), cães, aves domésticas, roedores, animais selvagens como os gambás, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras., e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

 Transmissão

carrapato 3 fases

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos.

Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas..

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, dengue hemorrágico, por exemplo).

O diagnóstico é realizado com exame específico para o diagnóstico da febre maculosa

Tratamento

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins e pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Recomendações

. Evite o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam existir, como: beiras de lagos e rios, trilhas, pastos, parques, florestas, tome as seguintes precauções:

. Examine seu corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

. Use roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

. Coloque a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

. Corte o mato e grama rente ao solo;

. Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele: não esmague com as mãos ou unhas pois você pode adquirir a doença através de pequenos ferimentos na pele;

. Não se esqueça de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata. Esteja atento ao aparecimento dos sintomas comuns a vários tipos de infecção e avise o médico para um  diagnóstico diferencial.

Não existe vacina contra a febre maculosa brasileira.

 

 

 

 

 

CARRAPATOS E A FEBRE MACULOSA

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carrapato 2

O Centro de Controle de Zoonoses teve um verão atípico em relação a carrapatos:

devido a estação ter sido com altas temperaturas e sem chuvas, foram muitas as solicitações para orientações sobre estes parasitas, o que normalmente acontece com maior frequência no inverno.

Preocupado com esta proliferação, o CCZ tem realizado pesquisas e análises em diversos locais com maior incidência e alguns casos suspeitos estão aguardando resultados de exames.

Portanto fique alerta: o homem é infectado através da picada do carrapato estrela ou micuim que eventualmente carrega a bactéria Rickettsia rickettsii nas suas glândulas salivares. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos, etc.), cães, aves domésticas, roedores, animais selvagens como os gambás, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras., e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

 Transmissão

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos.

Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas..

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, dengue hemorrágico, por exemplo).

O diagnóstico é realizado com exame específico para o diagnóstico da febre maculosa.

Tratamento

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins e pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Recomendações

. Evite o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam existir, como: beiras de lagos e rios, trilhas, pastos, parques, florestas, tome as seguintes precauções:

. Examine seu corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

. Use roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

. Coloque a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

. Corte o mato e grama rente ao solo;

. Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele: não esmague com as mãos ou unhas pois você pode adquirir a doença através de pequenos ferimentos na pele;

. Não se esqueça de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata. Esteja atento ao aparecimento dos sintomas comuns a vários tipos de infecção e avise o médico para um  diagnóstico diferencial.

Não existe vacina contra a febre maculosa brasileira.

 

 

 

 

 

CCZ E SECRETARIA ESTADUAL EM MONITORAMENTO DE MORCEGOS HEMATÓFAGOS

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Técnicos da Secretaria Estadual de Defesa Agropecuária e do Centro de Controle de Zoonoses estão trabalhando no monitoramento de morcegos hematófagos na região.

Eles procuram e identificam as espécies com o objetivo de controlar indivíduos contaminados pelo vírus da Raiva que estão ocasionando casos em animais de grande porte em chácaras, sítios e até mesmo na zona urbana.

A campanha anual  de vacinação antirrábica será antecipada.

Na zona rural terá início no próximo dia 13/05  e a vacinação em zona urbana a partir de Junho, em pontos fixos que serão amplamente divulgados.,

Animais de pequeno porte como cães e gatos podem ser vacinados diariamente no CCZ – R. Alfa, s/nº – Distrito Industrial ou no Canil Municipal: Av. 8, Rs. 1 e 1b – Centro.

Maiores informações sobre vacinação e  cuidados em animais de grande porte como vacas, bois, cavalos, carneiros, etc,   na Casa da Agricultura:  R. 3-A, 903 – Avs. 38-A e 40-A – Vila Alemã – Telefone: 3524-3495.

Proteja seu animal: vacine!

 


 

 

Morcegos busca 05 14 (5)

Morcegos busca 05 14 (1)

 

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IEC aproveita reunião para tratar com educadores sobre Raiva Animal

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Aproveitando uma reunião que aconteceu esta manhã com os coordenadores das escolas municipais de Rio Claro, o IEC, Departamento de Informação, Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deu seu recado com relação a situação do município em relação aos casos de raiva animal.

Rio Claro vem registrando vários casos de animais de grande porte (equinos e bovinos) atacados pela doença. A contaminação desses animais é fator de risco para o ser humano, já que o contato com as secreções do cavalo ou boi doentes, pode transmitir o vírus. A doença também pode ser transmitida se os animais de grande porte tiverem contato com os domésticos (cães e gatos). Por isso a concentração das ações do CCZ está em impedir que a doença avance.

Os coordenadores, como agentes de informação junto aos pais e alunos, podem auxiliar o Centro de Controle de Zoonoses nesse trabalho de combate à raiva.

reunião com coordenadores_raiva (3)

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Raiva é uma doença fatal que pode ser evitada

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Vacinação 24 e 25 08 13 (5)

 

 

Raiva é uma infecção viral mortal  transmitida principalmente por animais infectados. É uma encefalite, em geral de evolução rápida, dependendo da assistência médico-hospitalar recebida pelo paciente. A sintomatologia atualmente é bastante diversa podendo o paciente apresentar as fobias consideradas clássicas da raiva (hidrofobia e aerofobia), a tríade parestesia, paresia e paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré e outros sinais e sintomas. Pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem, sendo seu prognóstico fatal em praticamente todos os casos. É uma zoonose (antropozoonose) que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor, o animal que, dependendo da situação, transmite a doença aos humanos através da mordedura, arranhadura ou lambedura. Em Rio Claro, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem feito uma divulgação ampla sobre o assunto procurando alertar os proprietários de animais de grande porte (equinos e bovinos) das zonas rural e urbana e também os donos de animais domésticos sobre a importância da vacinação. No caso dos cães e gatos, a vacinação é gratuita e pode ser feita no Centro de Zoonoses (Rua Alfa, s/nº, Distrito Industrial) ou ainda no canil municipal, localizado na avenida 8, ao lado da linha férrea. No caso dos animais de grande porte os proprietários podem adquirir as vacinas em casas agropecuárias.

Transmissão

A transmissão percutânea é a mais freqüente na infecção pelo vírus da raiva. Outras formas, no entanto, merecem ser mencionadas pela crescente importância que vem representando nos casos humanos de raiva.

  • Mordedura, arranhadura e lambedura – A mais comum é pelo depósito da saliva, contendo vírus rábico, em pele ou mucosa. A introdução do vírus ocorre pela mordedura ou pela arranhadura do animal, assim como pela lambedura de pele com ferimento já existente ou de mucosa mesmo íntegra. A lambedura de mucosas (boca, narinas e olhos), por estas serem mais finas e friáveis que a pele, pode propiciar a introdução do vírus da raiva. A arranhadura por unha de gato, que tem o hábito de se lamber, pode ser profunda, introduzindo o vírus. Os receptores do vírus rábico no organismo encontram-se na pele e nas mucosas.
  • Via respiratória – Pela inalação de aerossóis, contendo o vírus da raiva, provavelmente pela penetração pela mucosa da oro-faringe ou das vias aéreas superiores. Os casos descritos na literatura científica foram em 2 indivíduos que entraram em cavernas, densamente povoadas por morcegos infectados (milhões de espécimes – EUA) e 2 pessoas que manipularam o vírus da raiva em laboratório, sem que os mesmos tenham recebido vacina contra a raiva em esquema de pré-exposição e não adotaram medidas de biossegurança adequadas, tanto de proteção individual (EPI), quanto coletiva (EPC).
  • Zoofilia – Práticas sexuais com animais (bestialismo) pela penetração do vírus pela pele e mucosa da região genital. No Brasil há relato de 2 casos de raiva humana por essa forma de transmissão, um no estado de Espírito Santo de um adolescente que mantinha relações sexuais com cabra, na década de 80, e outro em município do estado de São Paulo em que um adulto jovem do sexo masculino, que se deixava morder e lamber, na região genital, por cães (1997).
  • Inter-humana – Quando se desconhece que a primeira pessoa morreu de raiva (caso índice), possivelmente não se faz a suspeita do caso secundário, transmitido pelo anterior. Na literatura científica há descrição de 2 casos na Etiópia: mãe após mordedura, em dedo da mão, do filho que faleceu de raiva; e filho que beijou na boca repetidas vezes sua mãe, quando esta já estava com raiva. Deve ser lembrado, no entanto, que frente a um caso de raiva humana, os comunicantes devem ser avaliados individualmente e ser indicada a Profilaxia da Raiva Humana pós-exposição, quando necessária.
  • Transplante de córnea – Foram descritos na literatura científica, 8 casos de raiva, em décadas passadas, em pessoas que receberam córneas de doadores que morreram de raiva, sem que se suspeitasse que o óbito tivesse sido provocado por essa doença. Houve casos de doador envolvido em acidente automobilístico, acreditando-se ser a morte ocasionada por esse motivo e não por um distúrbio comportamental da raiva. Deve-se ressaltar o caso de um paciente que após o transplante de córnea teve um período de incubação longo, pois chegou a receber 2 doses de vacina, haja vista que o primeiro receptor da córnea do mesmo doador faleceu pela doença.

O que fazer quando agredido por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva

– Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.

– Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo. – Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. – O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais. – Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde. – Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas. – Quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.
Sinais indicativos da raiva
Variam conforme a espécie. Quando a doença acomete animais carnívoros, com maior freqüência eles se tornam agressivos (raiva furiosa) e, quando ocorre em animais herbívoros, sua manifestação é a de uma paralisia (raiva paralítica). No entanto, em todos animais costumam ocorrer os seguintes sintomas:- dificuldade para engolir – salivação abundante – mudança de comportamento – mudança de hábitos alimentares – mudança de hábitos – paralisia das patas traseiras. Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, e os morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais.
Fonte- Com informações da Secretaria de Estado da Saúde