DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR ALUNOS DA E.M MONSENHOR MARTINS PRESTIGIAM PALESTRA DO CCZ

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O setor de educação do Centro de Controle de Zoonoses realiza palestras nas escolas com o objetivo de informar sobre os perigos do lixo descartado incorretamente , tais como: arboviroses, roedores, animais peçonhentos e outras diversas zoonoses.

Mais de setecentos alunos da Escola Municipal Monsenhor Martins puderam conferir estas informações através da palestra: ‘Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Além de aprenderem ações positivas  de cidadania, os alunos podem compartilhar com amigos e famílias.

Com a chegada do período de chuvas, aumentam os criadouros de mosquitos transmissores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela e durante as palestras foi dado um maior enfoque ao tema.

RIO CLARO INTENSIFICA PREVENÇÃO CONTRA O MOSQUITO AEDES AEGYPTI

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Município terá campanha com a participação do médico Dráuzio Varella na prevenção ao mosquito da dengue

 

O município de Rio Claro está intensificando as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. O objetivo é conscientizar a população de que a prevenção ao mosquito é a melhor forma de prevenir essas doenças. O trabalho realizado em Rio Claro tem mantido a situação controlada com 1.181 casos confirmados de dengue, um de chikungunya e densidade larvária de 0,6, índice considerado satisfatório pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Agora, as ações realizadas pelo município ganham reforço de campanha focada na prevenção que será realizada em parceria com a empresa BRK Ambiental. “Vamos somar esforços contra a dengue, convencer a população de que a prevenção é a maneira mais barata e eficaz de combater o mosquito”, comenta o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, agradecendo a BRK pela parceria e o trabalho eficiente realizado pelos agentes de combates a endemias.

Talita Dalcin, da BRK Ambiental, informa que a campanha educativa terá ações coordenadas para incentivar a prevenção ao Aedes. “Devemos nos mobilizar e unir forças para combater o mosquito e conscientizar a população sobre a importância de prevenir a dengue”, salienta.

A secretária municipal de Saúde, Maria Clélia Bauer, observa que a dengue é um problema de todos e a união de esforços é necessária para combater a doença. “Nós temos que trabalhar de forma preventiva e não reativa. É dever de todos manter a cidade limpa e livre de criadouros do mosquito”, destaca Clélia solicitando a colaboração da comunidade para que faça o descarte correto do lixo e elimine criadouros de suas casas.

“Iniciativas como essa, com o envolvimento de poder público, população e iniciativa privada, vão fazer com que os casos de dengue diminuam”, observa o presidente da Câmara Municipal, André Godoy. “O envolvimento da sociedade é de suma importância para reduzir os focos do mosquito”, reforça o vereador Val Demarchi.

O gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Diego Reis, afirma que a campanha será um reforço importante ao trabalho já realizado pela equipe de combate à dengue. “Queremos que nosso trabalho tenha mais visibilidade e que as informações cheguem de forma clara aos munícipes”, frisa.

A campanha terá distribuição de panfletos e cartazes com dicas e orientação de prevenção, exibição de vídeos, veiculação de spots em rádios, tudo com participação do médico Dráuzio Varella. A primeira atividade ocorrerá nesta sexta-feira (8) com a realização de passeata que sairá da Escola Municipal “Marcelo Schmidt”, às 9 horas, e percorrerá o entorno do Jardim Público. A ação contará com a participação de alunos da escola, Tiro de Guerra, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, funcionários da prefeitura e BRK, entre outros. A população está convidada a participar.

Fonte: Imprensa Rio Claro SP

BRK E CCZ JUNTOS NA LUTA DIÁRIA CONTRA MOSQUITOS E A DENGUE

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A BRK Ambiental, empresa responsável pela gestão dos serviços de esgoto em Rio Claro está realizando a  Semana Interna de Saúde e Prevenção de Acidentes e o Centro de Controle de Zoonoses esteve presente com a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Pela modalidade dos serviços prestados, funcionários da empresa tem bastante contato com locais onde podem existir criadouros de mosquitos e outros animais sinantrópicos como ratos e escorpiões  e através da apresentação , puderam conferir como prevenir acidentes e auxiliar nas informações para a população atendida.

A BRK Ambiental,  é a maior empresa privada de saneamento do Brasil e disponibiliza serviços que beneficiam mais de 15 milhões de pessoas e agora , em parceria  com a Fundação Municipal de Saúde e Prefeitura de Rio Claro, estará  na batalha diária contra o mosquito Aedes aegypti  e as arboviroses por ele transmitidas, como a Dengue.

Através de folhetos , cartazes e   redes sociais, a empresa iniciará  a uma grande campanha publicitária focando a prevenção à  Dengue e eliminação de criadouros. Informações no site já estão disponíveis: https://busqueporprevencao.com.br/

A união de  empresas, poder público e população,  é fundamental para o controle de mosquitos transmissores e assim evitar-se epidemias e principalmente, óbitos.

 

 

 

 

 

 

 

SIPAT DA CONSTRUTORA CAPREM TEM PARTICIPAÇÃO DO CCZ

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A construtora Caprem está realizando sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho – SIPAT.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente com sua equipe de Educação orientando funcionários sobre acidentes com animais peçonhentos e arboviroses resultados de resíduos descartados incorretamente.

Ao jogar lixo em quintais, ruas, terrenos, praças públicas, são atraídos animais como roedores e  insetos  e com eles doenças como dengue, leptospirose, leishmaniose, além dos acidentes com escorpiões, aranhas e cobras que alimentam-se dos ratos.

A palestra “Lixo = Bicho” aborda estes problemas e demonstra as soluções: que são as  práticas de cidadania tão simples, como jogar o lixo em locais corretos e assim, evitar doenças e acidentes  com os trabalhadores e suas famílias.

Após a apresentação os colaboradores puderam conferir os animais peçonhentos recolhidos pelo CCZ nas vidrarias expostas.

Agradecemos à empresa pela oportunidade da participação e pelo carinho com que fomos presenteadas.

 

NOVO LEVANTAMENTO MOSTRA ÍNDICE LARVÁRIO “SATISFATÓRIO” EM RIO CLARO

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Período de chuvas está chegando e população deve redobrar cuidados contra o Aedes

Nova análise da densidade larvária aponta Rio Claro com índice 0,6, considerado satisfatório pelos critérios da Organização Mundial de Saúde. O levantamento aponta dados relativos à infestação pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e outras doenças. No levantamento anterior, de julho, o índice foi 0,4, também classificado como satisfatório. Os números de abril (1,7) e janeiro (1,6) colocaram o município em situação de alerta. De acordo com OMS os índices inferiores a 1% são considerados satisfatórios; 1% a 3,9% indicam situação de alerta; e índices superiores a 4%, risco de surto.

Na mais recente vistoria, realizada na primeira semana deste mês, foram analisados 2.456 imóveis, escolhidos de forma aleatória em todas as áreas do município, seguindo o sistema da Superintendência do Controle de Endemias (Sucen).

“Conseguimos reduzir o número de larvas do mosquito no segundo semestre graças ao importante trabalho de nossos agentes de endemias e a essencial participação da comunidade, mas a guerra contra o Aedes não pode parar”, comenta o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria. “Pedimos que a população se mantenha engajada pela eliminação de criadouros”, frisa.

Além das vistorias e mutirões feitas pelas equipes da rede de saúde, o setor de Educação e Informação da Secretaria Municipal de Saúde, realiza palestras educativas e envia material de  orientação aos meios de comunicação e redes sociais, visando a conscientização da população na eliminação da água parada e remoção de objetos inservíveis que possam servir de criadouros para o mosquito transmissor.

Boletim da Vigilância Epidemiológica divulgado nesta semana aponta 1178 casos confirmados de dengue em Rio Claro neste ano, além de um de chikungunya. Não há registros de zika vírus e febre amarela.

Para a secretária municipal de Saúde, Maria Clélia Bauer, a aproximação do período de chuvas exige que todos redobrem a atenção para que os potenciais criadouros do mosquito sejam eliminados. “Constatamos que 88% dos criadouros estão em imóveis habitados, o que mostra o papel fundamental que cada um pode desempenhar tomando cuidados básicos contra a dengue”, comenta. Duas ações muito simples são totalmente eficazes: não jogar lixo nas ruas e terrenos e não deixar qualquer quantidade de água acumular, em casa ou na rua.

Para o descarte correto de materiais, a prefeitura mantém seis ecopontos, coleta de lixo domiciliar em todos os bairros, coleta seletiva e serviço de cata bagulho.

 

Fonte: Imprensa Oficial Rio Claro

CCZ PARTICIPA DE SIPAT NA OSTEOMED

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A empresa Osteomed Implantes está realizando a Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho.

Com uma parceria que já vem de anos anteriores,  o Centro de Controle de Zoonoses participou  com a equipe de Educação e o tema da palestra foi: “Lixo = Bicho”, onde os funcionários puderam constatar os problemas com animais e doenças resultados de lixo descartado incorretamente em quintais, ruas e terrenos.

A prevenção de acidentes com animais peçonhentos  ou doenças é muito importante para o bem estar dos trabalhadores e a rotina das empresas e a informação é o instrumento mais importante para a prevenção.

 

 

Doença de Chagas: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

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O que é Doença de Chagas?

A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.

Apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA) que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Quais são os sintomas da Doença de Chagas?

A Doença de Chagas pode apresentar sintomas distintos nas duas fases que se apresenta, que é a aguda e a crônica. A fase aguda, que é a mais leve, a pessoa pode apresentar sinais moderados ou até mesmo não sentir nada.

Na fase aguda, os principais sintomas são:

  • febre prolongada (mais de 7 dias);
  • dor de cabeça;
  • fraqueza intensa;
  • inchaço no rosto e pernas.

Na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas, porém algumas pessoas podem apresentar:

  • problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca;
  • problemas digestivos, como megacolon e megaesôfago.

Como a doença de chagas é transmitida?

As principais formas de transmissão da doença de chagas são:

  • Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados, após picada/repasto (os triatomíneos são insetos popularmente conhecidos como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo).
  • Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados.
  • Vertical: ocorre pela passagem de parasitos de mulheres infectadas por T. cruzi para seus bebês durante a gravidez ou o parto.
  • Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios.
  • Acidental: pelo contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante manipulação em laboratório ou na manipulação de caça.

O período de incubação da Doença de Chagas, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é dividido da seguinte forma:

  • Transmissão vetorial – de 4 a 15 dias.
  • Transmissão transfusional/transplante – de 30 a 40 dias ou mais.
  • Transmissão oral – de 3 a 22 dias.
  • Transmissão acidental – até, aproximadamente, 20 dias.

Como prevenir a Doença de Chagas?

A prevenção da doença de Chagas está intimamente relacionada à forma de transmissão.

Uma das formas de controle é evitar que o inseto “barbeiro” forme colônias dentro das residências, por meio da utilização de inseticidas residuais por equipe técnica habilitada.

Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas aberturas ou frestas, podem-se usar mosquiteiros ou telas metálicas.

Recomenda-se usar medidas de proteção individual (repelentes, roupas de mangas longas, etc.) durante a realização de atividades noturnas (caçadas, pesca ou pernoite) em áreas de mata.

Quando o morador encontrar triatomíneos no domicílio:

  • Não esmagar, apertar, bater ou danificar o inseto;
  • Proteger a mão com luva ou saco plástico;
  • Os insetos deverão ser acondicionados em recipientes plásticos, com tampa de rosca para evitar a fuga, preferencialmente vivos;
  • Amostras coletadas em diferentes ambientes (quarto, sala, cozinha, anexo ou silvestre) deverão ser acondicionadas, separadamente, em frascos rotulados, com as seguintes informações: data e nome do responsável pela coleta, local de captura e endereço.

Em relação à transmissão oral, as principais medidas de prevenção são:

  • Intensificar ações de vigilância sanitária e inspeção, em todas as etapas da cadeia de produção de alimentos suscetíveis à contaminação, com especial atenção ao local de manipulação de alimentos.
  • Instalar a fonte de iluminação distante dos equipamentos de processamento do alimento para evitar a contaminação acidental por vetores atraídos pela luz.
  • Realizar ações de capacitação para manipuladores de alimentos e de profissionais de informação, educação e comunicação.
  • Resfriamento ou congelamento de alimentos não previne a transmissão oral por T. cruzi, mas sim o cozimento acima de 45°C, a pasteurização e a liofilização.

As instituições de pesquisa vêm investindo em aplicativos gratuitos para a identificação de triatomíneos. A Fiocruz – Minas Gerais desenvolveu um aplicativo gratuito para identificação de triatomíneos, Triatokey, no qual o usuário responde perguntas sobre características visíveis do inseto a ser identificado.

Acontece um processo de eliminação, por meio das perguntas, que estreita as possibilidades chegando-se ao gênero do animal e a um pequeno número de espécies dentro daquele gênero, sendo de grande utilidade nas atividades de vigilância.

A Universidade de Brasília desenvolveu o aplicativo Triatodex, que também tem por objetivo a identificação de triatomíneos até nível de espécie. Ainda, contém informações sobre distribuição geográfica, tamanho, habitats e importância médica das espécies encontradas.

Como diagnosticar a Doença de Chagas?

Na fase aguda da doença de Chagas, o diagnóstico se baseia na presença de febre prolongada (mais de 7 dias) e outros sinais e sintomas sugestivos da doença, como fraqueza intensa e inchaço no rosto e pernas, e na presença de fatores epidemiológicos compatíveis, como a ocorrência de surtos (identificação entre familiares/contatos).

Já na fase crônica, a suspeita diagnóstica é baseada nos achados clínicos e na história epidemiológica, porém ressalta-se que parte dos casos não apresenta sintomas, devendo ser considerados os seguintes contextos de risco e vulnerabilidade:

  • Ter residido, ou residir, em área com relato de presença de vetor transmissor (barbeiro) da doença de Chagas ou ainda com reservatórios animais (silvestres ou domésticos) com registro de infecção por T. cruzi;
  • Ter residido ou residir em habitação onde possa ter ocorrido o convívio com vetor transmissor (principalmente casas de estuque, taipa, sapê, pau-a-pique, madeira, entre outros modos de construção que permitam a colonização por triatomíneos);
  • Residir ou ser procedente de área com registro de transmissão ativa de T. cruzi ou com histórico epidemiológico sugestivo da ocorrência da transmissão da doença no passado;
  • Ter realizado transfusão de sangue ou hemocomponentes antes de 1992;
  • Ter familiares ou pessoas do convívio habitual ou rede social que tenham diagnóstico de doença de Chagas, em especial ser filho (a) de mãe com infecção comprovada por T. cruzi.

IMPORTANTE: Para confirmação laboratorial é necessária a realização de exame de sangue (parasitológico e/ou sorológico, a depender da fase da doença) que é realizado gratuitamente pelo SUS. É importante que você procure um médico para que ele possa solicitar os exames e interpretá-los adequadamente, além de avaliar caso a caso os sintomas e sinais clínicos de cada pessoa.

Com o intuito de auxiliar os profissionais de saúde na interpretação de exames laboratoriais geralmente disponibilizados na rede do SUS na confirmação de casos de doença de Chagas na fase aguda, foi criada uma ferramenta para servir de guia especialmente para fins epidemiológicos nas situações mais recorrentes e para apoio assistencial enquanto o apoio de equipe especializada não for conseguido.

Qual é o tratamento para Doença de Chagas?

O tratamento da doença de chagas deve ser indicado por um médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado benznidazol, é fornecido pelo Ministério da Saúde, gratuitamente, mediante solicitação das Secretarias Estaduais de Saúde e deve ser utilizado em pessoas que tenham a doença aguda assim que ela for identificada.

Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso.

Em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol, o Ministério da Saúde disponibiliza o nifurtimox como alternativa de tratamento, conforme indicações estabelecidas em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.

Independente da indicação do tratamento com benznidazol ou nifurtimox, as pessoas na forma cardíaca e/ou digestiva devem ser acompanhadas e receberem o tratamento adequado para as complicações existentes.

IMPORTANTE:  O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença de Chagas estabelece, com base em evidências, as diretrizes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas afetadas pela infecção por Trypanosoma cruzi em suas diferentes fases (aguda e crônica) e formas clínicas, além de situações especiais como gestantes e condições de imunossupressão, servindo de subsídio a gestores, profissionais e usuários do SUS, visando garantir a assistência terapêutica integral.

Situação epidemiológica – Doença de Chagas

Em função das ações de controle de vetores realizadas a partir da década de 1970, o Brasil recebeu em 2006 a certificação Internacional da interrupção da transmissão vetorial pelo Triatoma infestans, espécie exótica e responsável pela maior parte da transmissão vetorial no passado. Porém, estima-se que existam aproximadamente 12 milhões de portadores da doença crônica nas Américas, e que haja no Brasil, atualmente, pelo menos um milhão de pessoas infectadas por T. cruzi.

A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas (DC) no Brasil promoveu a mudança nas ações e estratégias de vigilância, prevenção e controle, por meio da adoção de um novo modelo de vigilância epidemiológica.  Entretanto, o risco de transmissão vetorial da doença de Chagas persiste em função da:

  • Existência de espécies de triatomíneos autóctones com elevado potencial de colonização;
  • Presença de reservatórios de T. cruzi e da aproximação cada vez mais frequente das populações humanas a esses ambientes;
  • Persistência de focos residuais de T. infestans, ainda existentes em alguns municípios dos estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral pela ingestão de alimentos contaminados (caldo de cana, açaí, bacaba, entre outros), vetorial domiciliar sem colonização e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal. Entre o período de 2008 a 2017, foram registrados casos confirmados de doença de Chagas aguda na maioria dos estados brasileiros. Entretanto, a maior distribuição, cerca de 95%, concentra-se na região Norte. Destes, o estado do Pará é responsável por 83% dos casos. Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas no país, 72% foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e em 18% não foi identificada a forma de transmissão.

Mesmo com o controle da ocorrência de novos casos da doença na maioria do território nacional, a magnitude da DC no Brasil permanece relevante. Apesar de não haver dados sistemáticos relativos à prevalência da doença, em estudos recentes as estimativas de prevalência variaram de 1,0 a 2,4% da população, o equivalente a 1,9 a 4,6 milhões de pessoas infectadas por T. cruzi. Reflexo disso é a elevada carga de mortalidade por DC no país, representando uma das quatro maiores causas de mortes por doenças infecciosas e parasitárias.

Viajantes – Doença de Chagas

É considerado caso suspeito de Doença de Chagas o viajante que tenha ingerido alimento suspeito contaminado por T. cruzi ou visitado área com presença de triatomíneos e apresente febre prolongada (superior a 7 dias), acompanhado de pelo menos um dos seguintes sinais:

  • Edema de face ou de membros.
  • Exantema.
  • Adenomegalia.
  • Hepatomegalia.
  • Esplenomegalia.
  • Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca).
  • Manifestações hemorrágicas.
  • Sinal de Romaña ou chagoma de inoculação.

 

 

 

Fonte: Ministério da Saúde