DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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IV SEMANA DA SAÚDE NO CAMPUS DA UNESP

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A Fundação Municipal de Saúde participou desta importante iniciativa da universidade com a Vigilância Epidemiológica vacinando e realizando testes de DST e atendimento odontológico móvel.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente no campus orientando alunos, professores, funcionários e visitantes com exposição sobre animais peçonhentos e diversas arboviroses como Dengue e Febre Maculosa.

1ª GINCANA AÇÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SAÚDE

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O acúmulo e o descarte incorreto de materiais, resulta em problema de saúde pública como o aumento de criadouros de mosquitos transmissores da Dengue, Zika e Chikungunya, insetos como baratas e pernilongos além de roedores e animais peçonhentos.

A prevenção destes problemas, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores, diminui significativamente  custos públicos em razão de ser  muito menor  frente ao tratamento de doenças.

Neste sentido um grupo com representantes da Educação, Saúde e do Legislativo está organizando a 1ª Gincana Ação Ambiental e Saúde com o intuito de recolher, orientar e manter limpos os bairros com maior índice de casos de dengue, roedores e peçonhentos.

Dos 147 bairros do município, o Bom Retiro será o primeiro a receber a Gincana em razão do montante de materiais descartados em quintais, ruas e terrenos, que tem resultado em alto índice larvário, positivos de Dengue e aparecimento de escorpiões; além de estender as ações preventivas  para os bairros próximos como o Bonsucesso e Novo Wenzel.

Se chover o evento será transferido.

COM ESCORPIÃO NÃO SE BRINCA

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Como se desenvolvem:

Os escorpiões são animais peçonhentos que  injetam veneno por um ferrão na ponta da cauda. Normalmente, os acidentes acorrem quando as pessoas encostam no animal, geralmente com as mãos e os pés.

A proliferação dos escorpiões acontece nos períodos mais quentes e  chuvosos como  na  primavera e  no  verão, porém sua infestação é observada durante todo o ano.

É comum se esconderem próximos ás residências, terrenos abandonados com entulhos, embaixo  de materiais  de construção (madeiras,  telhas,  tijolos  e pedras)  e em lixo, mato e jardins.

Nas residências, são comuns em saída de esgoto,  ralos  e caixas de gordura. Procuram lugares escuros e se alimentam principalmente de baratas. Daí a importância de se combater esses insetos, que são atrativos para aparecer escorpiões.

CAPTURA SEGURA

Nunca capture escorpião com as mãos, mesmo que enluvadas;

  • Nunca faça essa captura sozinho. Tenha sempre outra pessoa com você;
  • Nunca utilize inseticida ou qualquer outro produto químico para exterminar o escorpião. Para ter esse efeito sobre o escorpião, é necessária uma quantidade muito grande do produto, o que pode prejudicar a sua saúde e a saúde dos demais e dos animais domésticos, além de desalojar os escorpiões e aumentar o risco de acidente;
  • Para visualizar o escorpião, caso esteja escondido, utilize um graveto ou um objeto longo e fino, de superfície lisa para empurrá-lo até um local onde possa coletá-lo com o frasco. Mantenha uma distância de mais de 30 cm entre sua mão e a ponta do objeto com o qual irá tentar capturar o animal. Caso o escorpião agarre o objeto, despreze-o e não chacoalhe, na tentativa de soltar o animal e nem tente tirá-lo com a mão;

P R E V E N Ç Ã O

    D E N T R O D E C A S A          

. Feche buracos, vãos e frestas das paredes e do chão.

. Coloque telas em todos os ralos do chão e de lavatórios. ou utilize ralos protetores.

. Evite andar descalço.

. Vedar com proteção as soleiras e vãos das portas e janelas.

. Observe com cuidado sapatos e roupas, brinquedos antes de usá-los.

. Afaste camas e berços das paredes e evite colocar roupas no chão.

. Mantenha sempre o controle de baratas e outros insetos.

MANEJO AMBIENTAL

. Conserve o  quintal,  jardim,  garagem,  porão livres de entulhos, madeiras, folhas,  lixo  ou outros materiais.

. O lixo deve ser fechado em sacos para evitar baratas e outros insetos. Coloque  os  sacos  de lixo na rua somente na hora que o coletor de resíduos for passar.

. Não coloque a mão em buracos no solo, fendas em árvore ou paredes.

. Nunca deixe coisas velhas acumuladas em volta da casa, principalmente restos de construção.

. Material de construção, madeiras e  garrafas devem ser empilhados longe do chão, da parede e do teto, em local bem arejado.

. Use luvas grossas ao manusear  entulhos  ou restos de materiais de construção.

. Evite ter plantas ornamentais densas, arbustos e trepadeiras junto a paredes  e  muros  da  sua casa.

. Na  área  rural,  tome  cuidado  com  barrancos, cupinzeiros e troncos de árvores abandonados.

Após ser Picado por Escorpiões

Primeiros Socorros

. Limpar o local da picada com água e sabão e aplicar compressa de água morma para diminuir a dor.

. Procurar o ATENDIMENTO COM URGÊNCIA.

. Com segurança e desde que não leve muito tempo para capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde. Para isso, use pinça longa ou algo semelhante e pote com tampa. Ou fotografe-o.

O QUE NÃO DEVE SER FEITO NO LOCAL DA PICADA

Torniquete ou garrote, furar, cortar, queimar, espremer e nem fazer sucção no local da ferida.

Água fria ou gelo acentua ainda mais a dor. Nenhuma substância pode ser aplicada no ferimento da picada.

Sintomas

As pessoas que mais sentem a ação do veneno são as crianças e por isso podem ir a óbito.

A dor no local aparece logo após a picada. Em crianças ocorrerá inicialmente choro intenso e abrupto devido à dor. O local da picada pode ficar vermelho, inchado e com suor. A dor pode irradiar para o braço ou perna, com aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.

O suor aumenta e a criança alterna sonolência com agitação, passa a tremer e babar. Depois disso vem o vômito. Há situações em que após a picada, vem a dor e o vômito, de maneira muito rápida, antes mesmo que se perceba os sintomas anteriores.

ATENDIMENTO MÉDICO

PARA CRIANÇAS ATÉ 10 ANOS

Deve-se levar a criança o mais rapidamente possível a Unidade de Saúde referência para o atendimento e tratamento médico.

Caso não seja possível, procure um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital que for mais próximo.

EM RIO CLARO: PA – PRONTO ATENDIMENTO DA AVENIDA 15

PARA AS DEMAIS PESSOAS

Deve-se procurar o quanto antes o Serviço de Saúde mais próximo, preferencialmente um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital.

UPAS 29 E CERVEZÃO

Se necessário, ligue para  o SAMU pelo 192, pois há urgência no atendimento às crianças com picada de escorpião.

Mitos e Verdades

C R E N Ç A S E P E R G U N T A S F R E Q U E N T E S S O B R E O S E S C O R P I Õ E S

O E S C O R P I Ã O A T A C A ?        

Não. O escorpião ferroa apenas para se defender, ou seja, quando alguém coloca  a  mão  ou  encosta-se  nele intencionalmente ou sem perceber.

T O D O E S C O R P I Ã O É V E N E N O S O ?

Sim. Todos os escorpiões possuem veneno e capacidade de injetar este veneno. A diferença entre as espécies perigosas e não perigosas está na ação deste veneno no homem.

O E S C O R P I Ã O U S A T O D O S E U V E N E N O E M UMA Ú N I C A P I C A D A ?

Não. Ele nunca utiliza todo seu veneno em uma única picada e pode causar um segundo acidente imediatamente após o primeiro. Pode também picar e não inocular veneno, causando um acidente assintomático ou “picada seca”.

O U S O D E V E N E N O S M A T A O S  E S C O R P I Õ E S ?

Não. Os escorpiões se tornaram resistentes aos venenos e o cheiro atua somente para desaloja-los de seus esconderijos, podendo aparecer mais escorpiões, consequentemente maior risco de acidentes.

S E E U E N C O N T R A R U M E S C O R P I Ã O E M C A S A, S I G N I F I C A Q U E

E N C O N T R A R E I O U T R O S ?

Provavelmente sim, porque a área urbana favorece o aparecimento em bastante quantidade.

E X I S T E M   P R E D A D O R E S P A R A O S E S C O R P I Õ E S ?

Sim. os predadores do escorpião são: gambás, lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos e camundongos, entre outros.

Fonte: Lúcia Henriques luahenri@gmail.com – Pesquisadora Científica da Secrtetaria do Estado de Saúde do Estado de São Paulo

Estudo relata 1º caso de cão com varíola dos macacos transmitida por humano

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Cachorro da raça galgo dormia na cama dos tutores infectados, foi contaminado pelo vírus e passou a apresentar sintomas clássicos da doença

Estudo francês documenta primeiro caso de varíola dos macacos em cachorro. Imagem ilustrativa. (Foto: Ron Lach/ Pexels)

Desde que o surto da varíola dos macacos apareceu na Europa e rapidamente se espalhou para outros países, cientistas do mundo inteiro vêm trabalhando para compreender melhor a doença, sua transmissão e infecção. Agora uma nova pesquisa estuda o primeiro caso confirmado em um cão de estimação na França, que provavelmente contraiu a doença de seus donos.

A enfermidade é causada por um vírus zoonótico, ou seja, pode se espalhar de primatas e roedores para pessoas, mas ainda não havia sido registrado casos em que humanos transmitissem a doença para algum animal. Publicado no Lancet em 10 de agosto, o estudo de caso relata como o cachorro da raça galgo de quatro anos desenvolveu a varíola dos macacos.

Os seus donos relatam que tiveram o cuidado de isolar seu cão de outros animais de estimação assim que seus próprios sintomas apareceram, mas continuaram deixando o animal dormir em sua cama. Duas semanas depois, o cachorro desenvolveu as lesões típicas do vírus na barriga e no ânus e, após um teste de PCR, foi confirmada a doença.

Lesões típicas de varíola dos macacos na barriga e ânus do cachorro infectado (Foto: The Lancet)

Pesquisadores realizaram uma análise de DNA das cepas do vírus da varíola dos macacos encontradas no cão e em um de seus tutores, que mostrou 100% de compatibilidade no sequenciamento. Ambos eram da linhagem B.1 da doença, subtipo que vem se espalhando pela Europa e Estados Unidos desde abril.

“Dadas as lesões na pele e nas mucosas do cão, bem como os resultados positivos da PCR do vírus da varíola dos macacos de swabs anais e orais, hipotetizamos uma doença canina real, não um simples transporte do vírus por contato próximo com humanos ou transmissão aérea”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Assim, os cientistas reiteram a importância de considerar a varíola dos macacos como uma doença potencialmente grave para animais de estimação e isolar os bichinhos de pessoas infectadas com a doença. “Se você tem varíola e precisa cuidar de seus animais de estimação saudáveis ​​​​durante o isolamento domiciliar, lave as mãos ou use uma solução à base de álcool antes e depois de cuidar deles”, alertam.

Fonte : revistagalileu.globo.com

CCZ ORIENTANDO SOBRE ESCORPIÕES NA E.M. DENIZARD FRANÇA

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O escorpionismo em crianças menores de 14 anos e em idosos tende a ser mais grave e estes necessitam de rápido atendimento para evitar-se agravamentos e óbitos.

A Secretaria de Educação de Rio Claro juntamente com o CCZ estão orientando alunos através de palestras, conversas, folhetos e amostras para que, conhecendo o animal e seus hábitos, evite-se acidentes com escorpiões.

Alunos dos dois períodos da E.M. Denizard Frrança, em Batovi, receberam estas informações, folhetos e a escola fixou cartaz em sua entrada que, informa os pais, moradores e trabalhadores de cerâmicas que transitam pelo local.

LEISHMANIOSE

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De 08 a 12 de Setembro – Semana de prevenção à Leishmaniose

Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão:

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico e o cavalo.

Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas:

– Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
– Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Diagnóstico e Tratamento:

O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.

Para os cães acometidos pela doença, já existe tratamento autorizado no país, conforme Nota Técnica nº 11/2016, devendo ser prescrito e acompanhado por médico veterinário.

Prevenção:

– evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
– fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
– evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
– utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
– usar mosquiteiros para dormir;
– usar telas protetoras em janelas e portas.

Outras medidas importantes são manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos; realizar podas periódicas nas árvores para que não se criem os ambientes sombreados; além de não acumular lixo orgânico, objetivando evitar a presença mamíferos comensais próximos às residências, como marsupiais e roedores, que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para a prevenção e o combate da doença se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. Há vacinas contra a leishmaniose visceral canina licenciadas no Brasil e na Europa, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana. Os resultados do estudo apresentado pelo laboratório produtor da vacina atendeu às exigências da Instrução Normativa Interministerial nº 31/2007, o que resultou na manutenção de seu registro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Procedimento para notificação de casos de leishmaniose visceral e tegumentar para médicos veterinários particulares

  1. Informar ao ccz por meio de e-mail, com histórico e anamnese do animal, tratamento utilizado , exames realizados (caso houver) , dados do animal, do proprietário, e o que motivou a suspeita clínica  para a doença. Notificar é informar uma suspeita ao orgão público.
  2. Informar crmv e nome completo no email
  3. A partir do momento que o ccz é notificado, as ações de busca ativa , pesquisa de flebotomíneo, são conduzidas de acordo com o manual de vigilancia e controle de leishmaniose visceral. Ao médico veterinário particular que notificou a suspeita fica a cargo de conduzir o tratamento clínico ( caso o proprietário assim tenha optado) ou de realizar a eutanásia e encaminhar o corpo do animal ao ccz. Médico veterinário particular não determina conduta das ações do município e nem sobre o que pode ou não ser feito ao tutor desse animal.
  4. Avisar ao proprietário que o ccz estará entrando em contato para realizar o agendamento da sorologia
  5. A sorologia para esse exame é gratuita e feita pelo ccz. O exame é realizado pelo laboratório adolf lutz. Seus resultados são enviados conforme demanda do laboratório que realiza outros exames de referência na rede.
  6. A notificação é o meio mais importante para o ccz saber onde pode haver um cão suspeito ou positivo, para no futuro, realizar a pesquisa de flebotomíneo.
  7. O tratamento com o milteforam é permitido, desde que o proprietário e clínico veterinário sigam os protocolos de tratamento pelo medicamento do ccz.
  8. A eutanásia pelo ccz é realizada quando o animal não responde ao tratamento  fornecido pelo clínico particular, ou se recusa a realizar o tratamento.

Fontes:

Fundação Nacional de Saúde. O que são leishmanioses?

Fundação Oswaldo Cruz. Glossário de doenças
Ministério da Saúde. Saúde de A a Z

Dra. Maria Emilia Canoa de Godoy – Veterinária CCZ

CCZ NO INFORMATIVO DA ESCOLA BENJAMIM FERREIRA

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São tantas práticas realizadas pela E.M. Benjamim Ferreira, que a coordenação elaborou um informativo com as ações pedagógicas realizadas pela instituição.

Entre notícias de atividades artísticas, teatro, brincadeiras, horta, música , jogos, festa junina, o CCZ está presente nesta segunda edição do informativo com a palestra sobre Mosquitos e Dengue realizada para os pequenos alunos.

Parabéns a todos que organizam estes trabalhos para a formação de nossas crianças.

Por que mosquitos picam mais algumas pessoas que outras

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Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo

Os mosquitos e as doenças que eles transmitem já mataram mais pessoas do que todas as guerras da história humana juntas.

As estatísticas indicam que o mosquito é, de longe, a criatura mais mortal do mundo para os seres humanos. Somente em 2018, o inseto foi responsável por cerca de 725 mil mortes.

Naquele mesmo ano, o segundo animal mais mortal foram exatamente os seres humanos, causando a morte de 437 mil semelhantes. E fomos seguidos (com larga distância) pelas agressões combinadas de cobras, cachorros, caracóis venenosos, crocodilos, hipopótamos, elefantes, leões, lobos e tubarões.

Esta situação naturalmente é preocupante e levou a Assembleia Mundial da Saúde – evento anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) – a aprovar, em 2017, a Resposta Global para o Controle de Vetores (GVCR, na sigla em inglês) 2017-2030. Trata-se de uma atuação dirigida a orientar estrategicamente os países para o fortalecimento urgente do controle dos vetores, entre os quais se destacam os mosquitos.

Esta percepção é fundamental para evitar doenças e reagir aos surtos infecciosos emergentes. Afinal, os mosquitos podem transmitir inúmeras doenças, como a febre do Nilo ocidental, zika, dengue, febre amarela, chikungunya, encefalite de São Luís, filariose linfática, encefalite La Crosse, doença de Pogosta, febre oropouche, doença do vírus Tahyna, febre do vale do Rift, infecção pelo vírus do bosque Semliki, febre de Sindbis, encefalite japonesa, febre do rio Ross, febre do bosque Barmah ou malária – esta, responsável por 627 mil mortes, apenas em 2020.

Daí vem o interesse em entender o que faz com que os mosquitos decidam picar justo a nós e não à pessoa ao nosso lado.

Dióxido de carbono e odores corporais

Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo.

Há quase um século, o dióxido de carbono (CO2) foi identificado como sendo atraente para os mosquitos. E esse gás foi empregado para capturar as fêmeas dos mosquitos, que procuram o sangue necessário para adquirir nutrientes para a ovogênese – a geração de ovos.

Mas não existem evidências disponíveis que indiquem que o CO2 atue como medidor do diferencial de atração. Também os níveis de emissão de dióxido de carbono não explicam por que os mosquitos preferem sistematicamente uma pessoa em vez da outra. Qual é o motivo, então?

Existem outros sinais físico-químicos que condicionam a atração do mosquito por pessoas determinadas, particularmente o calor, o vapor d’água, a umidade, sinais visuais e, o mais importante, os odores exalados pela pele.

Ainda não se sabe ao certo quais aromas atraem mais os mosquitos, mas diversos estudos indicam moléculas como indol, nonanol, octenol e ácido láctico como principais suspeitos.

Uma equipe de pesquisadores chefiada por Matthew DeGennaro, da Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos, identificou um receptor de odor único, conhecido como receptor ionotrópico 8a (IR8a), que permite que o mosquito Aedes aegypti identifique o ácido láctico. Como se sabe, esse mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.

Quando os cientistas promoveram uma mutação do receptor IR8a, encontrado nas antenas dos insetos, descobriram que os mosquitos eram incapazes de detectar o ácido láctico e outros odores ácidos exalados pelos seres humanos.

Acetofenona: o ‘perfume’ que atrai os mosquitos

Uma pesquisa recente indicou que os vírus da dengue e da zika alteram o odor de ratos e seres humanos infectados, para torná-los mais atraentes para os mosquitos. É uma estratégia interessante, pois contribui para que os insetos piquem o hospedeiro, retirem seu sangue infectado e transportem o vírus para outro indivíduo.

Os vírus conseguem fazer isso modificando a emissão de uma cetona aromática – a acetofenona – que é especialmente atraente para os mosquitos.

Normalmente, a pele dos seres humanos e roedores produz um peptídeo antimicrobiano que limita as populações bacterianas. Mas comprovou-se que, em ratos infectados com dengue ou zika, a concentração desse peptídeo é reduzida, e proliferam-se bactérias do gênero Bacillus, que ativam a produção de acetofenona.

Nos seres humanos, ocorre um fato similar: odores coletados das axilas de pacientes com dengue continham mais acetofenona que os de pessoas saudáveis.

O interessante é que isso pode ser corrigido. Alguns dos ratos infectados com dengue foram tratados com isotretinoína, que reduziu as emissões de acetofenona. Com isso, os ratos ficaram menos atraentes para os insetos.

Micróbios que alteram o odor

Este não é o único caso em que um micro-organismo manipula a fisiologia dos mosquitos e de seus hospedeiros humanos para favorecer sua transmissão.

As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária, Plasmodium falciparum, por exemplo, são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos Anopheles gambiae, vetores da doença.

O motivo ainda é desconhecido, mas pode estar relacionado ao fato de que Plasmodium falciparum produz um precursor isoprenoide, chamado pirofosfato de (E)-4-hidróxi-3-metilbut-2-enila (HMBPP, na sigla em inglês). Esse precursor afeta os comportamentos de busca e alimentação de sangue do mosquito, bem como sua susceptibilidade à infecção.

Concretamente, o HMBPP ativa os glóbulos vermelhos humanos para aumentar a liberação de CO2, aldeídos e monoterpenos, que juntos atraem com mais força o mosquito e o convidam a “chupar nosso sangue”.

E a adição de HMBPP a amostras de sangue aumenta significativamente a atração despertada em outras espécies de mosquitos, como Anopheles coluzziiAnopheles arabiensisAedes aegypti e espécies do complexo Culex pipiens/Culex torrentium.

Compreender quais são os fatores intervenientes na preferência manifestada pelos mosquitos para picar esta ou aquela pessoa ajudará a determinar e reduzir o risco de propagação de doenças infecciosas transmitidas por vetores.

* Raúl Rivas González é professor de Microbiologia da Universidade de Salamanca, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em espanhol.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62153902

ALUNOS ESPALHANDO INFORMAÇÕES

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A convite da Escola Municipal Prof. Luiz Martins Rodrigues Fº, no bairro Jd. Novo Wenzel , o Centro de Controle de Zoonoses apresentou palestra sobre mosquitos, arboviroses que eles transmitem, criadouros e prevenção.

Após a apresentação várias atividades foram realizadas; entre questionamentos e desenhos sobre a apresentação do CCZ, a profª Adriane organizou com alunos dos terceiros e quintos anos, distribuição de folhetos no entorno da escola para vizinhos e comércio do bairro.

O objetivo é a participação dos alunos em ações preventivas, a divulgação destes conhecimentos para as famílias e para a comunidade do bairro, condutas fundamentais para o controle do mosquito Aedes aegypti, vetor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Nossos agradecimentos a todos os envolvidos na distribuição e na recepção destes alunos que com este gesto de cidadania, podem auxiliar em um bairro mais saudável e na construção de um mundo melhor.

BRIGADA REFORÇA PROTEÇÃO À DENGUE

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Representantes das escolas municipais atuarão como multiplicadores de informações

Rio Claro realizou o 1º Encontro dos Brigadistas Municipais contra o Aedes. A brigada é constituída por representantes das 64 escolas municipais, indicados pela equipe gestora, e auxiliarão no combate ao mosquito transmissor da dengue. Para isso, os brigadistas receberam da Fundação Municipal de Saúde orientações referentes à doença e sua prevenção. O encontro foi realizado pela Secretaria Municipal da Educação, por meio do Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico (CAP), no auditório do Núcleo Administrativo Municipal (NAM).

“A dengue é um problema que atinge a todos e a prevenção é a melhor maneira de combatê-la”, destacou Valéria Velis, secretária da Educação, ressaltando a importância dos brigadistas e da união de todos na luta contra o Aedes.

A proposta da brigada contra o Aedes é de que os membros atuem como multiplicadores das informações em seus locais de trabalho e em suas residências, explica Edison Norberto de Andrade, coordenador de Educação Ambiental da Secretaria Municipal da Educação, que ministrou a atividade com Solange Mascherpe, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Rio Claro, e Vanessa Magri, da coordenação pedagógica do CAP.

“Com uma checagem de no mínimo 10 minutos, uma vez por semana, é possível eliminar criadouros, interromper o ciclo do transmissor e evitar o nascimento de novos mosquitos, o que já é uma grande ajuda”, informa Solange, reforçando a importância da conscientização da comunidade.

A brigada contra a dengue somará aos demais esforços realizados pelo município no combate à doença. As orientações aos brigadistas serão realizadas trimestralmente. A meta é ampliar os debates incluindo outras zoonoses, conscientizando também sobre outras doenças e as formas de prevenção.

Fonte: Assessoria Imprensa PMRC