DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Posts Tagged ‘chikungunya

O que os mosquitos comem?

leave a comment »

Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental

Os mosquitos são um grupo diversificado de insetos da ordem dos Dípteros, e possuem uma ampla distribuição em todo o mundo, exceto na Antártica. Embora vários insetos voadores sejam chamados de mosquitos por apresentarem algumas semelhanças, os pernilongos ou muriçocas, como também são chamados esses animais, pertencem especificamente à Família Culicidae, Subfamílias Culicinae e Anophelinae.

Alguns tipos de mosquitos são totalmente inofensivos, enquanto outros, pelo contrário, podem causar problemas de saúde significativos em pessoas e outros animais.

A forma como alguns deles se alimentam provoca estas situações complicadas do ponto de vista da saúde.

Mosquitos inofensivos e perigosos

Há 3.531 espécies de mosquitos identificadas em todo o mundo, algumas delas inofensivas, pois não picam pessoas ou outros animais e não transmitem nenhum tipo de doença. Alguns exemplos de mosquitos inofensivos são:

  • Culex laticinctus
  • Culex hortensis
  • Culex deserticola
  • Culex territans

Por outro lado, existem várias espécies de importância sanitária, pois são vetores de diversas doenças que têm causado graves problemas de saúde, e que inclusive têm altas taxas de mortalidade. Algumas dessas doenças são: febre amarela, dengue, Zika, chikungunya, vírus Mayaro, filariose linfática (geralmente conhecida como elefantíase), encefalite e malária. Eles também podem transmitir vários vírus patogênicos e, em alguns casos, as picadas causam reações alérgicas que afetam muito as pessoas. Além disso, várias espécies de mosquitos também infectam diversos animais como aves, macacos, símios, vacas, entre outros.

Entre as espécies de mosquitos perigosos podemos mencionar:

  • Aedes aegypti
  • Aedes africanus
  • Anopheles gambiae
  • Anopheles atroparvus
  • Culex modestus
  • Culex pipiens

 

O que os mosquitos comem

Em relação ao que os mosquitos comem, podemos dividir os mosquitos em dois grupos. O primeiro, formado por machos e fêmeas, tem uma alimentação baseada em néctar, seiva, e diretamente de algumas frutas. Nesse sentido, esse grupo supre suas necessidades nutricionais principalmente com compostos açucarados de plantas.

O segundo grupo é caracterizado pelo fato de que machos e fêmeas também se alimentam de néctar, frutas e seiva. Mas, além disso, as fêmeas de certas espécies também são hematófagas, isto é, são capazes de picar pessoas e certos animais para extrair sangue deles. Dessa forma, as fêmeas desse grupo têm uma alimentação mais variada.

Dentro da família Culicidae encontramos o gênero Toxorhynchites, um grupo de mosquitos que não consomem sangue, mas como outras espécies, suprem suas necessidades nutricionais principalmente de fontes vegetais. No entanto, em sua fase larval, eles predam larvas de outras espécies de mosquitos e até de microrganismos encontrados na água. Além disso, muitas espécies nesta fase se alimentam de algas, detritos, protozoários e até pequenos invertebrados.

O que os mosquitos comem em laboratórios? Os mosquitos mantidos em laboratórios para fins de estudo geralmente são alimentados com preparos de substâncias açucaradas ou com frutas, para que possam extrair seus sucos.

Como os mosquitos se alimentam?

Os mosquitos realizam metamorfose e, uma vez que o adulto tenha emergido, ele inicia um voo aleatório em busca de estímulos olfativos que indiquem onde pode se alimentar. Relatórios bastante precisos foram feitos sobre como os mosquitos se alimentam, conheçamos alguns dados importantes [1].

No caso das fêmeas hematófagas, elas são capazes de perceber compostos químicos emitidos pelo organismo de um hospedeiro, como o CO2 ou o ácido lático. Esses insetos têm uma alta sensibilidade para perceber esses compostos, de modo que as fêmeas conseguem distinguir entre uma fonte alimentar e outra para selecionar aquela que fornece a melhor forma de se alimentar.

Quando uma fêmea pousa sobre a pessoa ou animal do qual vai se alimentar, ela é capaz de perceber os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. Por isso, busca sugar sangue de uma área com alta irrigação, o que sem dúvida otimiza o processo.

Entre os mosquitos machos e fêmeas que se alimentam de sangue, há uma diferença no aparelho bucal, sendo que as fêmeas desenvolvem uma probóscide mais longa e resistente, adaptada para perfurar a pele do hospedeiro. Os machos, contudo, não precisam desta estrutura, e sim de uma que lhes permita sugar em vez de perfurar.

Quando uma fêmea pousa sobre um indivíduo, conforme suga o sangue, sua saliva vai sendo secretada, com uma substância que contém anticoagulantes. Desta forma, o sangue flui facilmente durante a alimentação. Por outro lado, é esta substância a responsável por causar alergia e inflamação na pele da vítima.

O processo de alimentação hematófaga das fêmeas é tão complexo que, mesmo dependendo da espécie, elas têm predileção por determinados tipos de indivíduos. Portanto, aquelas que preferem se alimentar de pessoas são chamadas de antropofílicas, enquanto aquelas que o fazem a partir de aves, são conhecidas como ornitofílicas. Aquelas que preferem répteis ou anfíbios são identificadas como batraciofílicas e, em geral, as que preferem outros grupos de animais são chamadas de zoofílicas.

Por que alguns mosquitos se alimentam de sangue?

A maioria das espécies de fêmeas da família Culicidae se alimenta de sangue, mas como mencionamos, algumas espécies não. No caso daquelas que se caracterizam por serem hematófagas, elas o fazem porque precisam de proteínas específicas para poder desenvolver os ovos, uma vez que o consumo de fontes vegetais de alimentos não é suficiente. Nesse sentido, para que o desenvolvimento dos ovos ocorra após a cópula com um macho, a fêmea precisa ter consumido sangue, processo que ativa nela toda uma regulação hormonal e que por sua vez permite o desenvolvimento dos ovos para posterior postura.

Agora que você viu o que o mosquito come, de acordo com o grupo do qual faz parte, com este artigo, foi possível comprovar como o mundo animal é fascinante. Vimos indivíduos que medem alguns milímetros e ainda desenvolvem processos bastante complexos para manutenção de sua vida. Além disso, muitas dessas espécies podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, o que infelizmente está relacionado a graves problemas de saúde, como você pode observar neste artigo em que falamos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Referências

  1. Francisco Alberto Chordá Olmos (2014). Biología de mosquitos (Diptera: Culicidae) en enclaves representativos de la Comunidad Valenciana. Tesis Doctoral de la Universidad de Valencia del Programa de Doctorado en parasitología humana y animal. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/71024196.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

Bibliografia

  • Villarroel, E. (2013). Taxonomía y bionomía de los géneros de Culicidae (diptera: nematocera) de Venezuela: Desarrollo de una clave fotográfica. Tesis para el grado de Licenciado en Biología. Universidad Central de Venezuela, Escuela de Biología, Departamento de Zoología. Disponível em: <http://saber.ucv.ve/bitstream/123456789/15807/3/Tesis.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

COMO ALGORITMO E PLANTA DO CERRADO PODEM SER ESPERANÇAS NO COMBATE À DENGUE

leave a comment »


Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti contribui para a disseminação de zika, chikungunya e febre amarela

Melissa Cruz Cossetti 11/08/2021

A dengue, doença causada por vírus, tem comportamento sazonal e nada parece impedi-la de se repetir todos os anos. A dificuldade para frear sua disseminação é grande, mas duas pesquisas conduzidas por brasileiros estão avançando para conter o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão também da zika e chikungunya.

Cientistas do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, conseguiram usar dois compostos químicos promissores na eliminação das larvas do mosquito. As substâncias possuem origens distintas: uma foi criada em laboratório com ajuda da tecnologia e a outra vem da própria natureza.

Os dois estudos são orientados e supervisionados pela professora e pesquisadora Vanderlan Bolzani, farmacêutica pós-doutora pelo departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (Estados Unidos).

 Inseticida mais eficaz a partir de tecnologia

A pesquisa do pós-doutorando Luiz Dutra, da Unesp, busca inibir a atividade de uma proteína responsável por fornecer energia ao inseto durante seu estágio de desenvolvimento larval, impedindo assim que o mosquito chegue à fase adulta. Para isso, o cientista utilizou ferramentas da bioinformática, um campo que une biologia e algoritmos de computação.

 Fazendo simulações em software, foi possível analisar, interpretar e entender interações biológicas. Neste processo, foi descoberto no Aedes aegypti uma proteína chamada quinase que possui 70% de similaridade com uma proteína da mesma família presente no organismo humano.

 Dutra selecionou virtualmente um composto que inibe essa quinase humana em tratamentos contra o câncer e que poderia ser direcionado para bloquear a proteína do mosquito. Com ambas muito semelhantes, identificar as proteínas e usá-las aumentou a chance de sucesso na inibição do alvo molecular. Com isso, acredita-se que o processo pode frear o desenvolvimento do inseto.

“Os métodos focados no vetor têm o objetivo de diminuir a proliferação do mosquito. Neste caso, a ideia é atacar as larvas. Obtendo uma efetividade na mortalidade larval, se diminui a proliferação do mosquito adulto e consequentemente a proliferação de vírus”, explica Dutra.

A molécula selecionada, derivada de um grupo químico chamado imidazol, foi eficaz para inibir o desenvolvimento de larvas em testes preliminares. Foram 76% das larvas mortas em 48 horas. Modificações na estrutura química da substância devem aumentar sua eficiência.

Nas próximas fases do estudo, o cientista pretende produzir a proteína quinase do mosquito em laboratório para que seja possível avaliar detalhadamente a eficiência do composto contra ela e validar resultados. Analisar e garantir que o composto não seja tóxico à saúde humana também estão nos planos.

Se os novos resultados forem positivos, a ideia é que a molécula seja testada diretamente contra o mosquito, na forma de um inseticida mais eficaz.

Zika e chikungunya na mira

Com os mesmos produtos químicos sendo empregados há muito tempo, os mosquitos têm adquirido resistência. Bloqueando a atividade de uma proteína vital para o inseto adulto ou para a larva, a chance do vetor adquirir resistência pode ser reduzida. Feito isso, o resultado final pode ser uma menor circulação de vírus da dengue e também do zika e chikungunya, explica Dutra.

O pesquisador afirma que essa seria uma forma complementar para erradicar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no país, ao lado de vacinas que estão já nas fases finais de testes, como a da dengue, que está sendo produzida e testada pelo Instituto Butantan.

“A vacina é importante porque é ela quem vai nos tornar imunes ao vírus da dengue, mas é o mosquito que carrega o vírus de uma pessoa contaminada para outra. Então, combater o mosquito de forma precoce é importante também”, ressalta o pesquisador.

“Logicamente, não teremos uma erradicação total do mosquito, e nem do vírus da dengue, mas acredito que ambas as prevenções se complementam em diminuir o número de pessoas contaminadas”, completa.

Planta do cerrado para o combate da doença

Já Helena Russo, doutoranda do Instituto de Química da Unesp, investiga se plantas da família Malpighiaceae, amplamente encontradas no Brasil podem ser boas alternativas para combater o mosquito da dengue. Segundo a pesquisadora, essa linha de plantas ainda é pouco explorada do ponto de vista químico.

Russo explica que, entre as espécies dessa família, algumas são usadas como fonte de alucinógenos em rituais indígenas e outras são tóxicas para rebanhos bovinos. As plantas são tão diversas que algumas produzem frutos populares e saborosos como acerola e murici, com alto valor nutritivo.

O interesse da pesquisadora se concentra naquelas que produzem substâncias nocivas. Ao todo foram avaliadas 139 espécies no que é a maior pesquisa já realizada com essa família botânica, conta. O extrato das folhas foi enviado para a UnB (Universidade de Brasília), parceira no estudo, onde foram testados contra as larvas do Aedes aegypti. Uma das espécies foi capaz de matar 100% das larvas em 24 horas. Outras duas eliminaram 70% das larvas em 72 horas.

As análises são preliminares, mas animadoras — e podem ser inéditas caso futuros testes confirmem os resultados. Existe um desafio, pois detalhes das substâncias em questão ainda não foram descritos na nossa literatura científica.

De qualquer forma, das mais de cem espécies, a mais eficaz contra as larvas do mosquito é uma do gênero Heteropterys, comum do cerrado brasileiro e abundante na região de Araraquara. Os próximos passos da pesquisa serão descobrir quais moléculas das folhas foram responsáveis por matar as larvas e avaliar a eficácia de diferentes concentrações do composto nelas.

 Russo se interessou em abordagens mais naturais no combate à dengue pelo fato de o Brasil possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, destaca. Todavia, não é porque se trata de um composto obtido direto da natureza que teremos um produto menos tóxico ao Aedes. Por isso a importância de mais testes.

“Não necessariamente uma alternativa natural será menos tóxica do que os inseticidas comuns. Muitos estudos devem ser feitos após a identificação das substâncias tóxicas para o mosquito. Depois disso, poderemos saber se essas substâncias naturais tóxicas serão mais seletivas ao mosquito e menos nocivas à nossa saúde [dos humanos]”, explica a cientista.

Em caso de novos resultados positivos do uso de plantas dessa família contra a fase de larva do mosquito, haverá uma nova etapa para avaliar a eficiência do método. “Este ano vamos isolar as substâncias do extrato, e ano que vem vamos realizar diversos testes nas larvas e em outros estágios de desenvolvimento do Aedes. Com esses resultados, podemos verificar as possibilidades de aplicação de fato”, concluiu.

Ainda que preliminares, os resultados dão esperança de que futuramente novas estratégias de combate ao mosquito serão eficazes.

Fonte: UOL / Tilt

6 de Julho – Dia Mundial das Zoonoses

leave a comment »

Celebrado anualmente, em 6 de julho, o Dia Mundial das Zoonoses foi criado para enfatizar a discussão acerca do tema. A data faz referência ao dia em que o cientista francês Louis Pasteur aplicou com sucesso a primeira vacina antirrábica, em 1885.

Zoonoses são as enfermidades transmitidas naturalmente entre os animais e o homem, podendo ser causadas por vários agentes etiológicos. Dentre eles, destacamos protozoários, vírus, bactérias, fungos, helmintos e rickéttsias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS/ONU), 60% das doenças infecciosas humanas e 75% das novas doenças que infectaram os seres humanos nas últimas décadas têm origem animal. É cada vez mais comum que doenças mudem de espécies e se espalhem na população, em meio ao crescimento das cadeias de agricultura e abastecimento alimentar.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou que a saúde humana e a saúde animal são interdependentes e vinculadas à saúde dos ecossistemas em que existem, no conceito chamado de Saúde Única (One Health).

“Assim, toda ação, atividade e estratégia de vigilância, prevenção e controle de zoonoses de relevância para a saúde pública, desenvolvidas e executadas pela área de vigilância de zoonoses, processo epidemiológico de instalação, transmissão e manutenção de zoonoses, requer a presença técnica da Medicina Veterinária, considerando a população exposta, a espécie animal envolvida, a área afetada, todas vinculadas ao foco da saúde única, integrando de forma definitiva meio ambiente, saúde animal e humana”, acrescenta o presidente da CNSPV.

Tudo isso mostra que a atuação do médico-veterinário está ligada também à saúde humana. O profissional está presente na inspeção de produtos de origem animal, na saúde do meio ambiente, a fim de evitar a proliferação de doenças como a leishmaniose, assim como no tratamento e prevenção de zoonoses. O médico-veterinário, pelo seu amplo e diversificado currículo, tem de forma singular a capacidade de compor equipes de saúde e nelas aplicar seus conhecimentos em relação a profilaxias, diagnóstico clínico e laboratorial, terapêuticas, epidemiologia, inspeção, vigilância, extensão, educação, prevenção e promoção à saúde.

Zoonoses e arboviroses: conheça mais sobre o tema

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou que a saúde humana e a saúde animal são interdependentes e vinculadas à saúde dos ecossistemas em que existem, no conceito de Saúde Única (One Health).

Artigo publicado na aponta que cerca de 60% das enfermidades que acometem humanos são zoonoses e 75% das doenças conhecidas como emergentes e reemergentes são de origem animal. De acordo com o do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2020 já foram notificados 30.763 casos prováveis de dengue no país.

Esses dados indicam que a atuação do médico-veterinário está ligada também à saúde humana. O profissional está presente na inspeção de produtos de origem animal, na saúde do meio ambiente, a fim de evitar a proliferação de doenças como a leishmaniose, assim como no tratamento e prevenção de zoonoses e arboviroses.

Quais são as diferenças entre zoonoses e arboviroses?

Zoonoses são as enfermidades transmitidas naturalmente entre os animais e o homem, podendo ser causadas por vários agentes etiológicos. Dentre eles, destacamos protozoários, vírus, bactérias, fungos, helmintos e rickettsias.

Arboviroses são enfermidades que também incluem zoonoses, só que causadas especificamente por arbovírus e transmitidas por artrópodes, como insetos e aracnídeos*. Comuns em regiões de clima tropical e subtropical, existem 545 espécies de arbovírus, sendo que 150 delas causam doenças em seres humanos.

Quais são as principais doenças de cada tipo?

Zoonoses: raiva, leishmaniose, esporotricose, febre maculosa, teníase/cisticercose, hidatidose, brucelose, tuberculose e mormo;

Arboviroses: febre amarela, dengue, Zika, Chikungunya, febre do Nilo, febre do Mayaro e encefalites.

Liste as principais medidas de prevenção.

Vacinação, saneamento básico, higiene, atuação dos órgãos de vigilância, inspeção de alimentos, defesa sanitária animal e educação ambiental.

E as principais formas de transmissão?

Há diversas formas de transmissão, como por meio de alimentos, terra, água, mordedura, arranhões e lambeduras de animais, além de picadas de insetos e outros artrópodes.

Como é o tratamento?

Vai depender do tipo de agente etiológico causador da enfermidade. Em geral, as ocasionadas por bactérias, fungos e protozoários possuem arsenal terapêutico relativamente vasto, como antibióticos, antifúngicos, antimoniais, dentre outros. Já para as enfermidades virais, em sua maioria, é usada uma medicação de suporte, porém a ferramenta mais importante para a prevenção de algumas dessas enfermidades imunopreviníveis é a vacinação.

Qual é o papel do médico-veterinário nesse contexto?

O médico-veterinário, pelo seu amplo e diversificado currículo, tem de forma singular a capacidade de compor em equipes de saúde e nelas aplicar seus conhecimentos em relação a profilaxias, diagnóstico clínico e laboratorial, terapêuticas, epidemiologia, inspeção, vigilância, extensão, educação, prevenção e promoção à saúde.

*Segundo a CNSPV/CFMV, já foi comprovado o papel dos aracnídeos (carrapatos) na transmissão de algumas arboviroses em varios países do mundo. No Brasil, vários estudos identificaram a presença de agentes virais e zoonóticos nos carrapatos, porém, ainda não foi estabelecida sua participação e importância epidemiológica no ciclo de transmissão.

Fonte: CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária

CCZ PARTICIPA DE CURSO DE ATUALIZAÇÃO DA DEFESA CIVIL

leave a comment »

Durante o mês de Maio, a Defesa Civil de Rio Claro promoveu em suas dependências o “V Curso de Atualização Técnica de Defesa Civil”.

O objetivo do evento anual é manter os colaboradores atualizados nos diversos segmentos em que atuam.

O Centro de Controle de Zoonoses participou com a palestrante Solange Mascherpe abordando os temas “Animais Peçonhentos” e “O Aedes Aegypti e as arboviroses transmitidas”. Após as apresentações os funcionários puderam conferir vidraria com os animais peçonhentos em exposição e o ciclo do mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Todas as ações foram realizadas respeitando-se as orientações preventivas contra o Covid-19 como a utilização de máscaras, higienização das mãos e distanciamento entre os participantes.

Água sanitária é uma ótima ‘arma’ contra o mosquito Aedes aegypti

leave a comment »

O hipoclorito de sódio se mostra eficaz para matar as larvas do mosquito que transmite dengue, zika, febre amarela e chikungunya

Os ralos dos banheiros também podem ser foco para proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti. Por isso, eles precisam ser constantemente limpos com água sanitária

O combate à larva do Aedes aegypti, no Brasil, é uma questão tão séria que se transformou quase uma “guerra”. Além da conscientização das pessoas em relação aos perigos de deixar água parada em casa, é importante saber como inibir o crescimento dos mosquitos. Uma solução é o uso da famosa água sanitária (hipoclorito de sódio diluído). Além das doenças causadas pelo Aedes (dengue, zika, febre amarela e chikungunya), a substãncia ajuda a prevenir contra leptospirose, hepatites A e E e gastroenterites.

“O produto é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes. Além disso, é de fácil acesso à população e tem baixo custo”, explica o médico toxicologista Flavio Zambrone, da Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor).

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Abiclor, comprovou a eficácia do hipoclorito de sódio no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti. O estudo, realizado entre abril e maio deste ano, descobriu que a água sanitária possui eficácia média de 75% por um período de até 120 horas.

Nas primeiras 24 horas do experimento, houve uma eficiência do hipoclorito de sódio na mortalidade dos mosquitos em diferentes concentrações (1 ml, 2 ml e 3 ml por litro de água). A dosagem de 2 ml/l de água foi a que apresentou a maior porcentagem de mortalidade larval, chegando a 75 no intervalo de 24 horas.

Já em 48 horas, observou-se um aumento no índice de eficiência de mortalidade das larvas, que alcançou 92,5% no tratamento com 3 ml/l de água sanitária.

No teste adicional com uma dose de 4 ml/l, duas vezes superior à recomendada, a mortalidade foi de 80% em 24 horas. “Portanto recomenda-se o uso de uma dose de 10 ml/l para matar 100% das larvas do mosquito em 24 horas”, diz o professor Valter Arthur, da USP, responsável pela pesquisa sobre o combate ao Aedes.

Dicas de uso da água sanitária:

  • Ralos: despeje uma solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Faça a limpeza à noite, antes de dormir, para que o produto possa agir por mais tempo
  • Plantas: use uma colher de sopa de hipoclorito de sódio por litro de água também para a rega de plantas, particularmente as que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Conforme a associação, essa solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito
  • Vaso sanitário: coloque o equivalente a duas colheres de água sanitária por litro de água no vaso sanitário. Esse é um cuidado que se deve ter especialmente antes de viajar, já que é um período em que a casa estará fechada e o banheiro não será usado
  • Piscina: é importante manter a piscina tratada, mesmo que não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se torna um foco da larva do Aedes. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Neste caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito
  • Caixas d’água: a limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo. Não use produtos de limpeza nesta etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada mil litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe
  • Verduras, frutas e legumes: coloque água misturada com hipoclorito de sódio numa bacia plástica, na proporção de uma colher de sopa (15 ml) de água sanitária para cada litro de água. Lave as verduras, frutas e legumes com água corrente em abundância e depois mergulhe por 30 minutos essa solução, agitando ocasionalmente. Passado esse tempo, lave novamente a verdura, fruta ou legume na torneira tirando o excesso de água sanitária.

Fonte: Revista Encontro

PREVENÇÃO CONTRA MOSQUITOS NOS CEMITÉRIOS

leave a comment »

Ações preventivas em relação a criadouros de mosquitos foram realizadas nos cemitério da cidade

No Dia das Mães, aqueles que não podem mais abraçá-las pessoalmente, visitam seus túmulos nos cemitérios da cidade.

Visando que os números de criadouros do mosquito Aedes aegypti  não aumentem após estas visitas aos entes queridos, a Fundação Municipal de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses distribuiu faixas e alertas fixados em locais visíveis nos cemitérios.

A recomendação para as pessoas que foram homenagear os mortos enfeitando com flores seus túmulo era para que retirassem as embalagens plásticas que envolvem os vasos, colocando-as nas lixeiras espalhadas pelos cemitérios.

A água parada em pequenos locais pode servir de abrigo para os ovos e larvas de mosquitos.

É importante  a população ter conhecimento de  que  estes saquinhos, assim como os pratinhos de plantas são reservatórios de água e acabam criando as larvas do mosquito Aedes aegypti.

Mesmo as embalagens “amarradas” servem de criadouros.

Ovos de aedes podem ficar até 450 dias em locais secos. Um ano e meio depois de depositados, ao terem contato com água, eles eclodem.

Equipes de gentes estiveram durante todo o domingo nos cemitérios orientando visitantes sobre cuidados preventivos no local e auxiliando a população na remoção de embalagens plásticas.

Jogar o lixo nos locais adequados e não deixar acumular água são ações  simples e eficazes para evitarmos uma epidemia em nossa cidade.

Estudo avalia impacto da dor articular pós-chikungunya

leave a comment »

Pesquisadores da Fiocruz Bahia investigaram os fatores de risco para artralgia persistente em pacientes com chikungunya e seu impacto nas atividades cotidianas. Os resultados do estudo, realizado com 153 pacientes de Salvador com diagnóstico da doença, apontaram uma elevada frequência de pessoas com dores nas articulações após três meses do início da doença (42,5%) e mesmo após um ano e meio (30,7%).

Chama atenção que 93,8% daqueles que permaneceram com dor articular por mais de três meses disseram ter limitações nas atividades diárias, como pentear o cabelo e vestir a roupa, e 61,5% relataram sofrimento mental, como alterações no humor e sinais de depressão.

A pesquisa, coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Bahia Guilherme Ribeiro, foi descrita em artigo publicado no periódico International Journal of Infectious Disease. A artralgia (dor nas articulações) é um dos sintomas mais comuns da infecção por chikungunya durante a fase aguda da doença. Passada a fase inicial, os sintomas podem desaparecer completamente ou evoluir para artralgia contínua, que persistindo por três meses ou mais é classificada como crônica. No estudo, o sexo feminino e a idade foram apontados como os maiores fatores de risco para a dor persistente.

Os pesquisadores explicam que a limitação das atividades cotidianas e o sofrimento físico e mental causados pela persistência da dor articular podem levar a ausência do indivíduo do trabalho ou da escola, perda de emprego, observada para 10% dos pacientes que apresentaram dor crônica, e redução da qualidade de vida, gerando impactos no sistema de seguridade social e na economia.

O trabalho também demonstrou que, apesar do impacto da chikungunya na qualidade de vida dos indivíduos, o acesso a cuidados especializados multidisciplinares, como fisioterapia, reumatologia e psicologia, foi baixo dentre os participantes do estudo, provavelmente em decorrência da oferta limitada desses serviços no sistema público de saúde e da impossibilidade de aquisição no atendimento privado.

Diante desses dados, os pesquisadores ressaltam que o desenvolvimento de novas estratégias para mitigar a transmissão da chikungunya e o fornecimento de assistência médica de longo prazo para esses pacientes é urgente.

Fonte: Fiocruz Bahia

ARTERIS INTERVIAS REALIZA AÇÕES EM APOIO À CAMPANHA DE COMBATE À DENGUE

leave a comment »

Para combater a proliferação do mosquito da dengue neste período de chuvas, a Arteris Intervias está apoiando a ARTESP – Agência do Estado de São Paulo, que está promovendo, de 1 a 7 de março, campanha para conscientizar os usuários sobre o descarte de lixo nas rodovias paulistas

Para combater a proliferação do mosquito da dengue neste período de chuvas, a Arteris Intervias está apoiando a ARTESP – Agência do Estado de São Paulo, que está promovendo, de 1 a 7 de março, campanha para conscientizar os usuários sobre o descarte de lixo nas rodovias paulistas. O objetivo da ação é preventivo e pretende evitar que o lixo jogado possa se transformar em criadouros para as larvas do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A campanha de combate à dengue nas rodovias concedidas será composta por mensagens de orientação nos painéis de mensagens variáveis, com a seguinte frase: NÃO JOGUE LIXO NAS RODOVIAS. PREVINA-SE CONTRA DENGUE. Os usuários que trafegam pelas rodovias administradas pela Intervias podem conferir essa divulgação.

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostram que, somente neste ano, foram registrados 3.828 casos confirmados de dengue até a primeira quinzena de fevereiro.  Dessa forma, apesar de todo esforço estar centrado no combate à pandemia coronavírus, é importante manter o alerta para a prevenção contra a dengue e a proliferação do mosquito depende da conscientização das pessoas.

A campanha terá reforço nos canais de comunicação e redes sociais da agência e das concessionárias, com publicação de posts com mensagens educativas.

Mutirão de limpeza das rodovias – O trabalho de limpeza das rodovias realizado constantemente pela concessionária Arteris Intervias ganhou reforço nesta quarta-feira (03/03). A concessionária participa de um mutirão para remoção de lixo e demais resíduos, iniciativa proposta pela Artesp. A ação acontece na Rodovia SP-147 – Engenheiro João Tosello, com concentração entre o km 41 e o km 90, entre Itapira e Limeira/SP.

Em 2020 foram recolhidas uma média de 65 toneladas/mês de resíduos ao longo das rodovias sob concessão da Intervias. “Além de sujar as rodovias e ocasionar a formação de criadouros das larvas do mosquito da dengue, por exemplo, os resíduos jogados indiscriminadamente nas rodovias causam impactos negativos ao meio ambiente e além de trazer riscos à segurança dos próprios motoristas” avalia a coordenadora de meio ambiente da Arteris Intervias, Carolina Reis.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CCZ ORGANIZANDO AÇÕES CONTRA DENGUE

leave a comment »

Antes da retomada de aulas presenciais, secretarias municipais planejam ações de prevenção às arboviroses transmitidas por mosquitos

Alunos da rede municipal ainda não estão frequentando as escolas, mas além do currículo educacional, a Secretaria de Educação já organiza ações de prevenção à Covid-19 e às arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a Dengue e Chikungunya, antes do retorno definitivo às aulas presenciais.

A secretária de Educação Valéria Vellis , o coordenador Edison Norberto de Andrade , do Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico da Coordenadoria Ambiental e Solange Mascherpe representando o Centro de Controle de Zoonoses, estiveram reunidos nesta quarta-feira, 27, organizando ações para eliminação de criadouros nos prédios das escolas com o objetivo de inibir o nascimento de mosquitos e a transmissão das doenças como: Dengue, Zika , Chikungunya e Febre Amarela.

Além das atividades pedagógicas, que visam a conscientização das crianças no controle e prevenção das arboviroses e divulgação junto às famílias, a Secretaria organiza equipes de Brigadistas contra o Aedes, que são funcionários responsáveis por procurar e eliminar criadouros de mosquitos nos prédios da educação.

O Portal da Educação também estará disponibilizando informações preventivas aos professores e funcionários das instituições de ensino.

O município encerrou o ano de 2020 com 1.177 casos positivos de Dengue e a possibilidade de novos casos aumenta com a chegada do período de chuvas e altas temperaturas, o que faz com que a cooperação de toda sociedade na eliminação de criadouros seja efetiva na prevenção à novas epidemias.

TRABALHOS DO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES

leave a comment »

O Centro de Controle de Zoonoses é um departamento da Fundação Municipal de Saúde que tem como função cuidar das doenças (noses) que os animais (zoo) transmitem, como dengue, raiva, leptospirose, leishmaniose, entre outras.

Animais peçonhentos (que não transmitem doenças mas são um problema considerável para a saúde pública) também é um trabalho realizado, com identificação das espécies e orientações preventivas aos moradores.

 O serviço de recolhimento, identificação e envio para análise de Raiva, estende-se aos morcegos. Quando encontrado um exemplar contaminado, é realizada vacinação em todos os animais da área e observação de animais e humanos por dez dias. A aplicação de vacina antirrábica é realizada diariamente no CCZ e são realizadas campanhas anuais com pontos fixos nos bairros e zona rural.

A desratização é realizada gratuitamente através de raticidas aplicados nas residências após solicitação através da Ouvidoria Municipal : 3526-7105; os agentes colocam as iscas em locais onde crianças e animais domésticos não tem acesso e voltam para monitoramento. Este trabalho também é realizado nos mais de 3000 bueiros da cidade.

              O mosquito palha, transmissor da da Leishmaniose é monitorado com armadilhas que são montadas na zona rural e urbana, onde são identificados focos para controle juntamente com a SUCEN.

                Pombos, Piolhos, Carrapatos e Caramujos Africanos tem atenção especial pelo número de doenças que transmitem e  a facilidade de multiplicação. Os agentes orientam sobre desinfecção de ambientes infestados e armadilhas para os caramujos com descarte correto.

               Agentes de Endemias realizam busca ativa de criadouros do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela em casas e comércio, os agentes de vetores trabalham com a busca ativa em pontos estratégicos como ferro velhos, borracharias, indústrias e realizam nebulização para controle epidêmico.

Com o objetivo de ampliar as informações pertinentes aos serviços desenvolvidos no setor da saúde do município e considerando a importância de informar sobre as ações humanas e suas consequências para consigo, para sua própria espécie, para outros seres vivos e o ambiente, o setor de Educação e Comunicação do CCZ, ministra palestras em escolas, empresas, projetos, igrejas, etc, a fim de prevenir sobre diversas zoonoses  e a posse responsável de animais. Estas importantes informações são compartilhadas também nas redes sociais como Facebook, Twitter , Instagram e Blog.

Confira os números dos trabalhos do CCZ durante o ano de 2020:

Castrações

Total Animais Agendados …………………….. 3.485

Total Animais Castrados ………………………  3.038

Raticida …………………………………………….. 1.778

Vacinas cães e gatos ……………………………. 2.971

Dengue / Ouvidoria ……………………………….. 611

Obs. Animais agressores ………………………… 514

Vistorias Imóveis Estratégicos – IE – …………. 310

Vistorias Pontos Estratégicos – PE – ………….1.275

Equinos / Obs.Raiva …………………………………. 06

Cobras …………………………………………………… 04

Caramujos ……………………………………………… 45

Escorpiões ………………………………………………126

Galináceos ………………………………………………. 31

Morcegos Orientações ………………………………. 65

Morcegos Captura ……………………………………. 64

Pombos ………………………………………………….. 56

Insetos /Carrapatos ………………………………… 128

Leishmaniose …………………………………………… 69

Arboviroses : Combate às Endemias

Imóveis percorridos …………………………………………. 244.562

Imóveis Trabalhados ………………………………………… 131.605

Arboviroses: Controle de Vetores

Nebulização ……………………………………………………….. 9.820

Vistoria em obras …………………………………………………….. 66

Educação e Comunicação

Eventos e Palestras …………………………………………….. 28.443

Redes Sociais / Acessos …………………………….média   30.000