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Centro de Controle de Zoonoses participa do “Projeto Stop Aedes”

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Alunos da E.E. Chanceler Raul Fernandes estão participando do “Projeto Stop Aedes”, organizado pelos professores de biologia Caroline Rodrigues de Souza Stencel e Giovane Ícaro Alves.

O Centro de Controle de Zoonoses foi convidado para uma palestra sobre o mosquito Aedes aegypti, vetor de diversas arboviroses como: dengue, zika, chikungunya, febre amarela e febre mayaro.

O objetivo é que após a apresentação, os alunos repassem as informações recebidas a outros colegas e organizem ações preventivas na escola e que sejam estendidas às famílias.

A conscientização e a participação de toda sociedade, é fundamental para o controle de criadouros e consequentemente, dos mosquitos e das doenças que eles podem transmitir.

Chikungunya pode causar comprometimento cognitivo em idosos e ser fator de risco para demência

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Os resultados da pesquisa demonstraram, pela primeira vez, declínio significativo dos processos cognitivos nesse público

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De modo geral, os extremos de idade são os períodos da vida associados a alta suscetibilidade a doenças. Na população acima dos 65 anos, várias razões contribuem para esse fato, como sistema imunológico mais comprometido e diminuição de algumas funções fisiológicas. Sabe-se, por exemplo, que a persistência dos sintomas da doença causada pelo vírus chikungunya (CHIKV)  é preocupante nesse público, em parte devido à maior associação com distúrbios osteomusculares crônicos, frequentes nessa faixa etária. Agora, um recente artigo publicado na revista Frontiers in Psychiatry intitulado Cognitive Dysfunction of Chikungunya Virus Infection in Older Adults, revelou, pela primeira vez, que a infecção pelo vírus pode causar declínio cognitivo a longo prazo em idosos e ser um fator de risco para demência futura nesse público. Os cientistas promoveram um estudo transversal, por meio de avaliações clínicas, neuropsicológicas e geriátricas.

A pesquisa, realizada em 2019, analisou 121 idosos voluntários na faixa etária entre 60 e 90 anos, sendo 95 deles acometidos pela doença em Natal (RN) em média seis meses antes. Os outros 26, entraram para o grupo controle, no qual ninguém havia sido infectado. O Dr. Kleber Luz, infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol/UFRN), um dos coordenadores do estudo, explica que o objetivo do estudo foi avaliar o impacto em uma população mais idosa e para isso questionários estruturados foram aplicados a um grupo afetado pela chikungunya e a um grupo saudável com idade correspondente foi usado como grupo controle. Ainda segundo o Dr. Luz, estes questionários utilizados e aplicados aos casos e controles, chamados Pfeffer’s Functional Activities Questionnaire (FAQ) e Geriatric Depression Scale (GDS), são ferramentas previamente já utilizadas na prática da avaliação cognitiva dos pacientes geriátricos. O estudo também submeteu os voluntários a uma avaliação médica e depois a uma bateria de testes, organizada por uma equipe de psicólogos da UFRN.

Algumas pacientes acometidos pela febre chikungunya relataram perda da capacidade de concentração, de atenção, além de lapsos de memória e isso foi atribuído ao alzheimer quando poderia ser uma das sequelas provocadas pelo vírus CHIKV. “Estas perdas da capacidade cognitiva foi mais evidente no grupo acometido pelo vírus chikungunya. Estabelecendo uma relação temporal entre o evento chikungunya e a perda da capacidade cognitiva”, ressalta o Dr. Luz. De acordo com o estudo, dois terços dos participantes tinham queixas subjetivas de memória, e 68% deles estavam preocupados com essa questão, embora apenas 44% tivessem relatado que a queixa de memória começou no último ano. Uma dessas avaliações foi o teste cognitivo Montreal, conhecido pela sigla em inglês MoCA. Ao longo do período de pesquisa, enquanto a idade foi mantida constante, a infecção pelo vírus chikungunya foi associada a um aumento de 607,29% na chance de ter o desempenho no MoCA considerado prejudicado ou em declínio quando comparado ao grupo com os controles saudáveis.

O Rio Grande do Norte foi um dos estados com maior prevalência de casos de chikungunya, que afetou muitos idosos. Em 2019, registrou mais de 12 mil casos, com média de 348 a cada cem mil habitantes, ficando atrás somente da incidência no Rio de Janeiro. Na fase aguda houve manifestação de doenças graves no sistema neurológico, como meningite. Alguns pacientes idosos relataram perda da capacidade de concentração, de atenção, além de lapsos de memória.

O infectologista destaca ainda que a motivação para a realização do estudo foi a regra geral de que doenças infecciosas de uma forma geral são capazes de produzir impactos sobre o sistema nervoso central. “Estes impactos podem ter uma curta duração ou serem prolongados. Por exemplo, há relatos de que mulheres acometidas por dengue podem desenvolver quadro depressivo por até dois anos, mas, na prática, os autores perceberam que pacientes no pós-chikungunya agudo se queixavam de uma redução da capacidade cognitiva”, justifica.

Questionado de que forma os resultados podem ajudar no debate sobre o envelhecimento da população e aumento de demências, o Dr. Luz é categórico ao afirmar que os achados podem colaborar para que medidas preventivas de doenças transmitidas por mosquitos possam de certa forma impactar na redução de casos de perda cognitiva, principalmente nos casos que ocorrem na população idosa. “De uma forma clara as demências estão relacionadas a fenômenos já esclarecidos de deposição ou acúmulo de determinadas substâncias químicas, todavia a ocorrência de uma enfermidade infecciosa ou principalmente tropical poderá agravar os casos de demência principalmente em áreas que já tem um grave comprometimento dos recursos financeiros”, conclui.

Casos de demência devem quase triplicar até 2050

No ano de 2018 foram registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o total de 28 milhões com 60 anos ou mais, sendo 13% do total populacional do Brasil que era de 209,5 milhões. De acordo com a prevalência estimada (8,5%), do total de 28 milhões (≥60), seriam quase 2,38 milhões de indivíduos com demência no Brasil. Para 2028, a previsão é de que esse número ultrapasse os 3.27 milhões, o que significa quase 1 milhão a mais em 10 anos. Em 2042, o número deve dobrar, passando de 4.76 milhões.

Os números são ainda mais assustadores para 2050, quando mais de 153 milhões de pessoas poderão ter demência, de acordo com o alerta dos pesquisadores no estudo intitulado Estimation of the global prevalence of dementia in 2019 and forecasted prevalence in 2050: an analysis for the Global Burden of Disease Study 2019 publicado na revista científica The Lancet Public Health. Em 2019, o número era de 57 milhões. No Brasil, previsão é que se chegue aos 5,6 milhões. Em 2019, o número era de 1,8 milhão. A pesquisa, que analisa dados de 195 países, busca dar aos governos uma ideia de quais medidas podem ser necessárias.

De acordo com o artigo Dementia in Latin America: An Emergent Silent Tsunami, publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience, em 2016, as previsões sugerem que, em 2050, o número de pessoas com 60 anos aumentará em 1,25 bilhão, com 79% vivendo nas regiões menos desenvolvidas do mundo.

Com expectativa de vida de 76,8 anos, o Brasil tem cada vez mais idosos e os dados de pesquisas epidemiológicas nacionais e internacionais visualizam uma prevalência global elevadíssima de demência. Por isso, é urgente o debate e o planejamento estratégico para a melhor utilização das informações obtidas pelo estudo. A discussão desses dados com os gestores de saúde em todos os níveis de atuação: município, estado e governo federal, pode ajudar a planejar ações e políticas públicas em formato de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, pois a população brasileira está envelhecendo.

Sobre a doença

A doença causada pelo vírus Chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, porém o Aedes albopictus também pode transmitir. Os principais sintomas, além da febre, náuseas, vômitos, possui como principal característica a forte dor nas articulações, que pode, inclusive, ser incapacitante e durar meses ou até anos após o quadro agudo, com um curso muito semelhante ao da artrite reumatoide. O tratamento tradicional é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios para aliviar febre e dores. Entretanto, o tratamento necessita de adequado, e nem sempre fácil, manejo de analgésicos, em alguns casos com o uso conjunto de imunomoduladores. É comum que as dores nas juntas permaneçam por um certo tempo, mesmo após a eliminação dos outros sintomas. Por isso, em alguns casos é recomendada fisioterapia. O acompanhamento é realizado idealmente por um médico reumatologista. Outras complicações e óbitos são incomuns e estão associados principalmente a manifestações raras, como o acometimento do sistema nervoso central.

Fonte : SBMT – Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

E.M. LYGIA VENDRAMEL ORIENTA O COMBATE AO MOSQUITO

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Alunos do ensino fundamental de 02 a 06 anos receberam o setor de Educação e Comunicação do CCZ para conhecer sobre o mosquito Aedes aegypti, seus hábitos e doenças que podem transmitir.

A apresentação é feita com desenhos infantis, realizados por crianças das escolas municipais e tem uma linguagem apropriada para que entendam e possam repassar as informações recebidas aos familiares.

Após a palestra , as crianças realizaram trabalhos referentes ao tema para reforçar o conhecimento adquirido de uma forma lúdica e divertida.

Na prevenção às arboviroses transmitidas pelos mosquitos, como: Dengue , Chikungunya, Zika, Febre Amarela e Febre Mayaro, a participação de toda sociedade é fundamental e as crianças são um elo importante nestas ações, pois além de aprenderem a eliminar criadouros e não jogar lixo em locais impróprios, elas cobram dos adultos as práticas corretas.

E.E. JOAQUIM RIBEIRO PRODUZ PODCAST SOBRE ZOONOSES

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Após a apresentação do CCZ sobre lixo, bicho e Zoonoses, os alunos realizaram várias atividades sobre o assunto e organizaram um Seminário do Itinerário Formativo. Cada estudante escolheu uma zoonose e montou a apresentação no CANVA, e em seguida ministrou para os colegas.

Dando segmento ao interesse pelas doenças transmitidas por animais, o CCZ foi novamente convidado para uma palestra sobre Mosquitos e as arboviroses transmitidas, como a Dengue, Zika, Chikungyna e Febre Amarela.

Após a apresentação, foi gravado um Podcast criado pelos alunos e denominado “Zoonocast”, entrevistando a palestrante Solange Mascherpe do setor de educação e comunicação Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, sanando as principais dúvidas dos adolescentes sobre as zoonoses de nosso município.

Nossos agradecimentos à direção da escola, aos alunos e ao professor Alexsandro pelo interesse e iniciativas que só fazem aumentar o conhecimento e assim, o controle das arboviroses.

Índice de larvas do Aedes cresce nas casas de Rio Claro e município está em alerta para a dengue

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Registro chegou a 3,83, com larvas do mosquito em 128 das 138 amostras coletadas. Acima de 4 representa risco de epidemia, segundo a OMS.

Com alto índice de densidade larvária do mosquito Aedes Aegypti, Rio Claro está em situação de alerta para a dengue.

Das 138 amostras coletadas em 2,5 mil casas, entre os dias 4 e 11 de abril, apenas 10 não tinham larvas do mosquito, gerando índice de 3,83, conforme classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento anterior, realizado em janeiro, foi de 3,66.

Diante desse cenário, tem intensificado as ações de combate ao mosquito, percorrendo as ruas do município, que soma 124 casos da doença neste ano.

Ações

Com o alerta, a cidade faz ações como a nebulização. O alvo são os bairros com maior incidência de casos positivos da doença, como o Universitário.

Os agentes passam de casa em casa para aplicar o produto. “A gente tem a equipe com 3 pessoas. As meninas abordam para que a população abra a residência, tanto janelas e portas, para o veneno entrar e matar o mosquito”, disse a chefe da seção de endemias, Valdirene Bordim.

“A gente sabe que acima de 4 corre-se o risco de uma epidemia. A população precisa tomar o cuidado de eliminar os criadouros, não pode partir só do poder público. Dentro das residências foram encontrados muitos locais onde o mosquito está se proliferando. Para não ter a epidemia, precisa ter esse controle e diminuir o foco dos criadouros”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde, Susi Berbert.

De acordo com OMS, os índices são classificados como:

  • inferiores a 1%: satisfatórios;
  • 1% a 3,9%: situação de alerta;
  • superiores a 4%: risco de surto.

SINTOMAS E TRATAMENTO DA DENGUE

Existem quatro tipos de vírus de dengue – sorotipos 1, 2, 3 e 4. A dengue é caracterizada pelos seguintes sintomas:

  • febre
  • dor no corpo
  • dor de cabeça
  • dor atrás dos olhos
  • manchas pelo corpo
  • mal estar
  • falta de apetite

É essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.

VEJA 10 DICAS PARA PREVENIR OS CRIADOUROS DO AEDES:

  • Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.
  • Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.
  • Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.
  • Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.
  • Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.
  • Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.
  • Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.
  • Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.
  • Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.
  • Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água.

Fonte: G1

RIO CLARO ESTÁ EM ALERTA PARA A DENGUE

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O primeiro levantamento deste ano para a Análise de Densidade Larvária (ADL) de Rio Claro foi concluído nesta semana pela Fundação Municipal de Saúde, com resultado de 3,66. Este índice, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde, aponta situação de alerta para a dengue no município.

“Todos devem fazer a sua parte no controle da doença e, neste período de chuvas com os números apontando situação de alerta, aumenta a responsabilidade de cada um de nós”, observa Giulia Puttomatti, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Para o levantamento, os agentes do Centro de Controle de Zoonoses visitaram 2.462 imóveis, coletando amostras para análise. O trabalho foi realizado de 10 a 21 de janeiro. O índice anterior, de outubro, foi de 0,60, situação satisfatória.

“Essa análise é importante para mapear a situação do município e nortear as ações de combate ao Aedes aegypti”, pontua Pedro Buzzá, chefe do CCZ.

Com as chuvas a quantidade de água parada aumenta e o calor pode acelerar o ciclo do mosquito, fazendo com que as larvas desenvolvam-se mais rapidamente.

“O trabalho preventivo vem sendo feito, e é importante que a população também esteja engajada na eliminação dos criadouros, que é a principal medida preventiva”, observa Valdirene Bordin, responsável pelo setor de combate a endemias do CCZ.

Boletim da Vigilância Epidemiológica desta quinta-feira (27) registrou quatro casos de dengue em Rio Claro, totalizando sete neste ano. Além da dengue, o Aedes transmite chikungunya, zika vírus e febre amarela, e o município não teve casos destas doenças neste ano. 

Fonte: Imprensa Rio Claro

COMITÊ DE ANTROPOZOONOSES

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Representantes do Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Assistência Social, UNESP e Câmara Municipal estiveram reunidos para conhecimento dos trabalhos realizados e ações preventivas para antropozoonoses, que são doenças primárias de animais e que podem ser transmitida aos humanos.

Nesta reunião foram informados aos participantes os últimos números de Dengue no município (192), o aumento de 5.000% de casos de Chikungunyua no estado de São Paulo, caso registrado de Febre Maculosa e a necessidade da intensificação de ações preventivas em relação às arboviroses neste período de verão que se inicia.

A participação de todo cidadão é fundamental para o sucesso destas ações, como a eliminação constante de criadouros de mosquitos, descarte correto de resíduos, cuidados com carrapatos e atenção com os animais peçonhentos que tem um aumento considerável neste período do ano.

Aumento dos casos de Chikungunya

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São Paulo registra alta de mais de 5.000% em casos de chikungunya em 2021 

O Estado de São Paulo já registrou desde janeiro um aumento de cinco mil por cento nos casos de chykungunya na comparação com todo o ano passado. Até novembro, foram cerca de 14 mil casos da doença, contra 281 confirmações em 2020. O levantamento é da Secretaria Estadual da Saúde, que apontou ao menos cinco óbitos pela doença neste ano na capital. A circulação de pessoas após o isolamento é a principal causa da proliferação do vírus. Há ainda a tendência de aumento de casos de chikungunya devido à sazonalidade, após um período de baixa nos últimos três anos. Outras doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, dengue e zika não têm apresentado a mesma dinâmica. Em 2021, 5 pessoas morreram de chikungunya no Estado.

Combate ao Aedes

O combate ao Aedes aegypti é uma tarefa contínua e coletiva, fundamental para evitar focos do mosquito, uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências.

O que é chikungunya?

O vírus chikungunya (CHIKV) foi introduzido no continente americano em 2013 e ocasionou uma importante onda epidêmica em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, todos os Estados registram transmissão desse arbovírus. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão do vírus chikungunya é o Aedes aegypti.  Essa arbovirose também pode se manifestar de forma atípica e/ou grave, sendo observado elevado número de óbitos.

Fases da doença

Destaca-se que a doença pode evoluir em três fases:

  • Febril ou aguda: tem duração de 5 a 14 dias.
  • Pós-aguda: tem um curso de até 3 meses.
  • Crônica: Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se instalada a fase crônica. 

Sintomas

Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos. Algumas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e crônico com dores nas articulações/juntas que duram meses ou anos.

Os principais sintomas da chikungunya são:

  • Febre.
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dores pelo corpo.
  • Erupção avermelhada na pele
  • Dor de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor retro-ocular
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).


Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Como toda infecção, a chikungunya pode desenvolver a Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

Transmissão

Transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Por ter uma transmissão bastante rápida, é necessário ficar atento a possíveis criadoros do mosquiso e, assim, eliminar estes locais para evitar a propagação da doença. A Febre Chikungunya pode causar sequelas como dores crônicas nas juntas por longo período de tempo. 

A transmissão da mulher grávida para o feto só acontece quando a mãe fica doente nos últimos 7 dias (última semana) de gravidez. Neste caso, a criança mesmo que nasça saudável, deve permanecer internada por uma semana para observação e tratamento imediato se desenvolver a doença que, nestes casos, apresenta quadros graves com manifestações neurológicas e na pele.

Também existe transmissão por transfusão sanguínea.

Tratamento

O tratamento da chikungunya é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e antinflamatórios para aliviar febre e dores. Em casos de sequelas mais graves, e sob avaliação médica conforme cada caso, pode ser recomendada a fisioterapia.

Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação. Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

IMPORTANTE: A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.

As seguintes medidas são importantes para evitar agravamento da chikungunya:

  • Não utilizar AINH (Antiinflamatório não hormonal) na fase aguda, pelo risco de complicações associados às formas graves de chikungunya (hemorragia e insuficiência renal).
  • Não utilizar corticóide na fase aguda da viremia, devido ao risco de complicações.
  • Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Diagnóstico

O diagnóstico da chikungunya é clínico e feito por um médico. É confirmado com exames laboratoriais de sorologia e de biologia molecular ou com teste rápido (usado para triagem). 

A sorologia é feita pela técnica MAC ELISA, por PCR e teste rápido. Todos os exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de confirmação da doença a notificação deve ser feita ao Ministério da Saúde em até 24 horas.

Em situações de epidemia a maioria dos casos serão confirmados por critério clínico.

Prevenção

Assim como a dengue, zika e febre amarela, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos Aedes aegypti nas suas casas, trabalhos e na vizinhança. 

Nesse contexto, a melhor prevenção, sendo esta a principal e mais eficaz, é evitar a proliferação do Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, latões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos como tampas de garrafas.

Não existem vacinas contra a chikungunya. Faça a sua parte e previna-se!

Fonte: Telessaúde São Paulo – Unifesp

O que os mosquitos comem?

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Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental

Os mosquitos são um grupo diversificado de insetos da ordem dos Dípteros, e possuem uma ampla distribuição em todo o mundo, exceto na Antártica. Embora vários insetos voadores sejam chamados de mosquitos por apresentarem algumas semelhanças, os pernilongos ou muriçocas, como também são chamados esses animais, pertencem especificamente à Família Culicidae, Subfamílias Culicinae e Anophelinae.

Alguns tipos de mosquitos são totalmente inofensivos, enquanto outros, pelo contrário, podem causar problemas de saúde significativos em pessoas e outros animais.

A forma como alguns deles se alimentam provoca estas situações complicadas do ponto de vista da saúde.

Mosquitos inofensivos e perigosos

Há 3.531 espécies de mosquitos identificadas em todo o mundo, algumas delas inofensivas, pois não picam pessoas ou outros animais e não transmitem nenhum tipo de doença. Alguns exemplos de mosquitos inofensivos são:

  • Culex laticinctus
  • Culex hortensis
  • Culex deserticola
  • Culex territans

Por outro lado, existem várias espécies de importância sanitária, pois são vetores de diversas doenças que têm causado graves problemas de saúde, e que inclusive têm altas taxas de mortalidade. Algumas dessas doenças são: febre amarela, dengue, Zika, chikungunya, vírus Mayaro, filariose linfática (geralmente conhecida como elefantíase), encefalite e malária. Eles também podem transmitir vários vírus patogênicos e, em alguns casos, as picadas causam reações alérgicas que afetam muito as pessoas. Além disso, várias espécies de mosquitos também infectam diversos animais como aves, macacos, símios, vacas, entre outros.

Entre as espécies de mosquitos perigosos podemos mencionar:

  • Aedes aegypti
  • Aedes africanus
  • Anopheles gambiae
  • Anopheles atroparvus
  • Culex modestus
  • Culex pipiens

 

O que os mosquitos comem

Em relação ao que os mosquitos comem, podemos dividir os mosquitos em dois grupos. O primeiro, formado por machos e fêmeas, tem uma alimentação baseada em néctar, seiva, e diretamente de algumas frutas. Nesse sentido, esse grupo supre suas necessidades nutricionais principalmente com compostos açucarados de plantas.

O segundo grupo é caracterizado pelo fato de que machos e fêmeas também se alimentam de néctar, frutas e seiva. Mas, além disso, as fêmeas de certas espécies também são hematófagas, isto é, são capazes de picar pessoas e certos animais para extrair sangue deles. Dessa forma, as fêmeas desse grupo têm uma alimentação mais variada.

Dentro da família Culicidae encontramos o gênero Toxorhynchites, um grupo de mosquitos que não consomem sangue, mas como outras espécies, suprem suas necessidades nutricionais principalmente de fontes vegetais. No entanto, em sua fase larval, eles predam larvas de outras espécies de mosquitos e até de microrganismos encontrados na água. Além disso, muitas espécies nesta fase se alimentam de algas, detritos, protozoários e até pequenos invertebrados.

O que os mosquitos comem em laboratórios? Os mosquitos mantidos em laboratórios para fins de estudo geralmente são alimentados com preparos de substâncias açucaradas ou com frutas, para que possam extrair seus sucos.

Como os mosquitos se alimentam?

Os mosquitos realizam metamorfose e, uma vez que o adulto tenha emergido, ele inicia um voo aleatório em busca de estímulos olfativos que indiquem onde pode se alimentar. Relatórios bastante precisos foram feitos sobre como os mosquitos se alimentam, conheçamos alguns dados importantes [1].

No caso das fêmeas hematófagas, elas são capazes de perceber compostos químicos emitidos pelo organismo de um hospedeiro, como o CO2 ou o ácido lático. Esses insetos têm uma alta sensibilidade para perceber esses compostos, de modo que as fêmeas conseguem distinguir entre uma fonte alimentar e outra para selecionar aquela que fornece a melhor forma de se alimentar.

Quando uma fêmea pousa sobre a pessoa ou animal do qual vai se alimentar, ela é capaz de perceber os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. Por isso, busca sugar sangue de uma área com alta irrigação, o que sem dúvida otimiza o processo.

Entre os mosquitos machos e fêmeas que se alimentam de sangue, há uma diferença no aparelho bucal, sendo que as fêmeas desenvolvem uma probóscide mais longa e resistente, adaptada para perfurar a pele do hospedeiro. Os machos, contudo, não precisam desta estrutura, e sim de uma que lhes permita sugar em vez de perfurar.

Quando uma fêmea pousa sobre um indivíduo, conforme suga o sangue, sua saliva vai sendo secretada, com uma substância que contém anticoagulantes. Desta forma, o sangue flui facilmente durante a alimentação. Por outro lado, é esta substância a responsável por causar alergia e inflamação na pele da vítima.

O processo de alimentação hematófaga das fêmeas é tão complexo que, mesmo dependendo da espécie, elas têm predileção por determinados tipos de indivíduos. Portanto, aquelas que preferem se alimentar de pessoas são chamadas de antropofílicas, enquanto aquelas que o fazem a partir de aves, são conhecidas como ornitofílicas. Aquelas que preferem répteis ou anfíbios são identificadas como batraciofílicas e, em geral, as que preferem outros grupos de animais são chamadas de zoofílicas.

Por que alguns mosquitos se alimentam de sangue?

A maioria das espécies de fêmeas da família Culicidae se alimenta de sangue, mas como mencionamos, algumas espécies não. No caso daquelas que se caracterizam por serem hematófagas, elas o fazem porque precisam de proteínas específicas para poder desenvolver os ovos, uma vez que o consumo de fontes vegetais de alimentos não é suficiente. Nesse sentido, para que o desenvolvimento dos ovos ocorra após a cópula com um macho, a fêmea precisa ter consumido sangue, processo que ativa nela toda uma regulação hormonal e que por sua vez permite o desenvolvimento dos ovos para posterior postura.

Agora que você viu o que o mosquito come, de acordo com o grupo do qual faz parte, com este artigo, foi possível comprovar como o mundo animal é fascinante. Vimos indivíduos que medem alguns milímetros e ainda desenvolvem processos bastante complexos para manutenção de sua vida. Além disso, muitas dessas espécies podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, o que infelizmente está relacionado a graves problemas de saúde, como você pode observar neste artigo em que falamos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Referências

  1. Francisco Alberto Chordá Olmos (2014). Biología de mosquitos (Diptera: Culicidae) en enclaves representativos de la Comunidad Valenciana. Tesis Doctoral de la Universidad de Valencia del Programa de Doctorado en parasitología humana y animal. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/71024196.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

Bibliografia

  • Villarroel, E. (2013). Taxonomía y bionomía de los géneros de Culicidae (diptera: nematocera) de Venezuela: Desarrollo de una clave fotográfica. Tesis para el grado de Licenciado en Biología. Universidad Central de Venezuela, Escuela de Biología, Departamento de Zoología. Disponível em: <http://saber.ucv.ve/bitstream/123456789/15807/3/Tesis.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

COMO ALGORITMO E PLANTA DO CERRADO PODEM SER ESPERANÇAS NO COMBATE À DENGUE

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Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti contribui para a disseminação de zika, chikungunya e febre amarela

Melissa Cruz Cossetti 11/08/2021

A dengue, doença causada por vírus, tem comportamento sazonal e nada parece impedi-la de se repetir todos os anos. A dificuldade para frear sua disseminação é grande, mas duas pesquisas conduzidas por brasileiros estão avançando para conter o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão também da zika e chikungunya.

Cientistas do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, conseguiram usar dois compostos químicos promissores na eliminação das larvas do mosquito. As substâncias possuem origens distintas: uma foi criada em laboratório com ajuda da tecnologia e a outra vem da própria natureza.

Os dois estudos são orientados e supervisionados pela professora e pesquisadora Vanderlan Bolzani, farmacêutica pós-doutora pelo departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (Estados Unidos).

 Inseticida mais eficaz a partir de tecnologia

A pesquisa do pós-doutorando Luiz Dutra, da Unesp, busca inibir a atividade de uma proteína responsável por fornecer energia ao inseto durante seu estágio de desenvolvimento larval, impedindo assim que o mosquito chegue à fase adulta. Para isso, o cientista utilizou ferramentas da bioinformática, um campo que une biologia e algoritmos de computação.

 Fazendo simulações em software, foi possível analisar, interpretar e entender interações biológicas. Neste processo, foi descoberto no Aedes aegypti uma proteína chamada quinase que possui 70% de similaridade com uma proteína da mesma família presente no organismo humano.

 Dutra selecionou virtualmente um composto que inibe essa quinase humana em tratamentos contra o câncer e que poderia ser direcionado para bloquear a proteína do mosquito. Com ambas muito semelhantes, identificar as proteínas e usá-las aumentou a chance de sucesso na inibição do alvo molecular. Com isso, acredita-se que o processo pode frear o desenvolvimento do inseto.

“Os métodos focados no vetor têm o objetivo de diminuir a proliferação do mosquito. Neste caso, a ideia é atacar as larvas. Obtendo uma efetividade na mortalidade larval, se diminui a proliferação do mosquito adulto e consequentemente a proliferação de vírus”, explica Dutra.

A molécula selecionada, derivada de um grupo químico chamado imidazol, foi eficaz para inibir o desenvolvimento de larvas em testes preliminares. Foram 76% das larvas mortas em 48 horas. Modificações na estrutura química da substância devem aumentar sua eficiência.

Nas próximas fases do estudo, o cientista pretende produzir a proteína quinase do mosquito em laboratório para que seja possível avaliar detalhadamente a eficiência do composto contra ela e validar resultados. Analisar e garantir que o composto não seja tóxico à saúde humana também estão nos planos.

Se os novos resultados forem positivos, a ideia é que a molécula seja testada diretamente contra o mosquito, na forma de um inseticida mais eficaz.

Zika e chikungunya na mira

Com os mesmos produtos químicos sendo empregados há muito tempo, os mosquitos têm adquirido resistência. Bloqueando a atividade de uma proteína vital para o inseto adulto ou para a larva, a chance do vetor adquirir resistência pode ser reduzida. Feito isso, o resultado final pode ser uma menor circulação de vírus da dengue e também do zika e chikungunya, explica Dutra.

O pesquisador afirma que essa seria uma forma complementar para erradicar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no país, ao lado de vacinas que estão já nas fases finais de testes, como a da dengue, que está sendo produzida e testada pelo Instituto Butantan.

“A vacina é importante porque é ela quem vai nos tornar imunes ao vírus da dengue, mas é o mosquito que carrega o vírus de uma pessoa contaminada para outra. Então, combater o mosquito de forma precoce é importante também”, ressalta o pesquisador.

“Logicamente, não teremos uma erradicação total do mosquito, e nem do vírus da dengue, mas acredito que ambas as prevenções se complementam em diminuir o número de pessoas contaminadas”, completa.

Planta do cerrado para o combate da doença

Já Helena Russo, doutoranda do Instituto de Química da Unesp, investiga se plantas da família Malpighiaceae, amplamente encontradas no Brasil podem ser boas alternativas para combater o mosquito da dengue. Segundo a pesquisadora, essa linha de plantas ainda é pouco explorada do ponto de vista químico.

Russo explica que, entre as espécies dessa família, algumas são usadas como fonte de alucinógenos em rituais indígenas e outras são tóxicas para rebanhos bovinos. As plantas são tão diversas que algumas produzem frutos populares e saborosos como acerola e murici, com alto valor nutritivo.

O interesse da pesquisadora se concentra naquelas que produzem substâncias nocivas. Ao todo foram avaliadas 139 espécies no que é a maior pesquisa já realizada com essa família botânica, conta. O extrato das folhas foi enviado para a UnB (Universidade de Brasília), parceira no estudo, onde foram testados contra as larvas do Aedes aegypti. Uma das espécies foi capaz de matar 100% das larvas em 24 horas. Outras duas eliminaram 70% das larvas em 72 horas.

As análises são preliminares, mas animadoras — e podem ser inéditas caso futuros testes confirmem os resultados. Existe um desafio, pois detalhes das substâncias em questão ainda não foram descritos na nossa literatura científica.

De qualquer forma, das mais de cem espécies, a mais eficaz contra as larvas do mosquito é uma do gênero Heteropterys, comum do cerrado brasileiro e abundante na região de Araraquara. Os próximos passos da pesquisa serão descobrir quais moléculas das folhas foram responsáveis por matar as larvas e avaliar a eficácia de diferentes concentrações do composto nelas.

 Russo se interessou em abordagens mais naturais no combate à dengue pelo fato de o Brasil possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, destaca. Todavia, não é porque se trata de um composto obtido direto da natureza que teremos um produto menos tóxico ao Aedes. Por isso a importância de mais testes.

“Não necessariamente uma alternativa natural será menos tóxica do que os inseticidas comuns. Muitos estudos devem ser feitos após a identificação das substâncias tóxicas para o mosquito. Depois disso, poderemos saber se essas substâncias naturais tóxicas serão mais seletivas ao mosquito e menos nocivas à nossa saúde [dos humanos]”, explica a cientista.

Em caso de novos resultados positivos do uso de plantas dessa família contra a fase de larva do mosquito, haverá uma nova etapa para avaliar a eficiência do método. “Este ano vamos isolar as substâncias do extrato, e ano que vem vamos realizar diversos testes nas larvas e em outros estágios de desenvolvimento do Aedes. Com esses resultados, podemos verificar as possibilidades de aplicação de fato”, concluiu.

Ainda que preliminares, os resultados dão esperança de que futuramente novas estratégias de combate ao mosquito serão eficazes.

Fonte: UOL / Tilt