DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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Por que mosquitos picam mais algumas pessoas que outras

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Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo

Os mosquitos e as doenças que eles transmitem já mataram mais pessoas do que todas as guerras da história humana juntas.

As estatísticas indicam que o mosquito é, de longe, a criatura mais mortal do mundo para os seres humanos. Somente em 2018, o inseto foi responsável por cerca de 725 mil mortes.

Naquele mesmo ano, o segundo animal mais mortal foram exatamente os seres humanos, causando a morte de 437 mil semelhantes. E fomos seguidos (com larga distância) pelas agressões combinadas de cobras, cachorros, caracóis venenosos, crocodilos, hipopótamos, elefantes, leões, lobos e tubarões.

Esta situação naturalmente é preocupante e levou a Assembleia Mundial da Saúde – evento anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) – a aprovar, em 2017, a Resposta Global para o Controle de Vetores (GVCR, na sigla em inglês) 2017-2030. Trata-se de uma atuação dirigida a orientar estrategicamente os países para o fortalecimento urgente do controle dos vetores, entre os quais se destacam os mosquitos.

Esta percepção é fundamental para evitar doenças e reagir aos surtos infecciosos emergentes. Afinal, os mosquitos podem transmitir inúmeras doenças, como a febre do Nilo ocidental, zika, dengue, febre amarela, chikungunya, encefalite de São Luís, filariose linfática, encefalite La Crosse, doença de Pogosta, febre oropouche, doença do vírus Tahyna, febre do vale do Rift, infecção pelo vírus do bosque Semliki, febre de Sindbis, encefalite japonesa, febre do rio Ross, febre do bosque Barmah ou malária – esta, responsável por 627 mil mortes, apenas em 2020.

Daí vem o interesse em entender o que faz com que os mosquitos decidam picar justo a nós e não à pessoa ao nosso lado.

Dióxido de carbono e odores corporais

Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo.

Há quase um século, o dióxido de carbono (CO2) foi identificado como sendo atraente para os mosquitos. E esse gás foi empregado para capturar as fêmeas dos mosquitos, que procuram o sangue necessário para adquirir nutrientes para a ovogênese – a geração de ovos.

Mas não existem evidências disponíveis que indiquem que o CO2 atue como medidor do diferencial de atração. Também os níveis de emissão de dióxido de carbono não explicam por que os mosquitos preferem sistematicamente uma pessoa em vez da outra. Qual é o motivo, então?

Existem outros sinais físico-químicos que condicionam a atração do mosquito por pessoas determinadas, particularmente o calor, o vapor d’água, a umidade, sinais visuais e, o mais importante, os odores exalados pela pele.

Ainda não se sabe ao certo quais aromas atraem mais os mosquitos, mas diversos estudos indicam moléculas como indol, nonanol, octenol e ácido láctico como principais suspeitos.

Uma equipe de pesquisadores chefiada por Matthew DeGennaro, da Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos, identificou um receptor de odor único, conhecido como receptor ionotrópico 8a (IR8a), que permite que o mosquito Aedes aegypti identifique o ácido láctico. Como se sabe, esse mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.

Quando os cientistas promoveram uma mutação do receptor IR8a, encontrado nas antenas dos insetos, descobriram que os mosquitos eram incapazes de detectar o ácido láctico e outros odores ácidos exalados pelos seres humanos.

Acetofenona: o ‘perfume’ que atrai os mosquitos

Uma pesquisa recente indicou que os vírus da dengue e da zika alteram o odor de ratos e seres humanos infectados, para torná-los mais atraentes para os mosquitos. É uma estratégia interessante, pois contribui para que os insetos piquem o hospedeiro, retirem seu sangue infectado e transportem o vírus para outro indivíduo.

Os vírus conseguem fazer isso modificando a emissão de uma cetona aromática – a acetofenona – que é especialmente atraente para os mosquitos.

Normalmente, a pele dos seres humanos e roedores produz um peptídeo antimicrobiano que limita as populações bacterianas. Mas comprovou-se que, em ratos infectados com dengue ou zika, a concentração desse peptídeo é reduzida, e proliferam-se bactérias do gênero Bacillus, que ativam a produção de acetofenona.

Nos seres humanos, ocorre um fato similar: odores coletados das axilas de pacientes com dengue continham mais acetofenona que os de pessoas saudáveis.

O interessante é que isso pode ser corrigido. Alguns dos ratos infectados com dengue foram tratados com isotretinoína, que reduziu as emissões de acetofenona. Com isso, os ratos ficaram menos atraentes para os insetos.

Micróbios que alteram o odor

Este não é o único caso em que um micro-organismo manipula a fisiologia dos mosquitos e de seus hospedeiros humanos para favorecer sua transmissão.

As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária, Plasmodium falciparum, por exemplo, são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos Anopheles gambiae, vetores da doença.

O motivo ainda é desconhecido, mas pode estar relacionado ao fato de que Plasmodium falciparum produz um precursor isoprenoide, chamado pirofosfato de (E)-4-hidróxi-3-metilbut-2-enila (HMBPP, na sigla em inglês). Esse precursor afeta os comportamentos de busca e alimentação de sangue do mosquito, bem como sua susceptibilidade à infecção.

Concretamente, o HMBPP ativa os glóbulos vermelhos humanos para aumentar a liberação de CO2, aldeídos e monoterpenos, que juntos atraem com mais força o mosquito e o convidam a “chupar nosso sangue”.

E a adição de HMBPP a amostras de sangue aumenta significativamente a atração despertada em outras espécies de mosquitos, como Anopheles coluzziiAnopheles arabiensisAedes aegypti e espécies do complexo Culex pipiens/Culex torrentium.

Compreender quais são os fatores intervenientes na preferência manifestada pelos mosquitos para picar esta ou aquela pessoa ajudará a determinar e reduzir o risco de propagação de doenças infecciosas transmitidas por vetores.

* Raúl Rivas González é professor de Microbiologia da Universidade de Salamanca, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em espanhol.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62153902

RIO CLARO REALIZA AÇÕES NA SEMANA ESTADUAL DE MOBILIZAÇÃO PARA PREVENÇÃO ÀS ARBOVIROSES

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De 08 a 12 de Novembro ocorreu a Semana Estadual de Mobilização para Prevenção às Arboviroses.

O objetivo desta semana é a promoção em todos municípios do estado de São Paulo, de ações simultâneas para conscientização sobre arboviroses e reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti,  vetor de arboviroses como a Dengue, Zika e Chikungunya, com a retirada de recipientes favoráveis à sua proliferação.

O que são arboviroses?

O termo arbovírus deriva da expressão inglesa ARthropod BOrne VIRUSES, adotada, em 1942, para designar grupo de infecções virais cujos agentes foram isolados de animais que tinham participação na etiologia das encefalites

Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus.  A classificação “arbovírus” engloba todos aqueles transmitidos por insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos).

Atualmente, são conhecidas no mundo mais de quinhentas espécies de arbovírus, dentre os quais 150 tem potencial para causar doenças em humanos. Destas, no Brasil há duzentas espécies, das quais aproximadamente quarenta podem afetar o homem.

Do ponto de vista do número de pessoas acometidas, a vasta maioria das arboviroses é transmitida por mosquitos, onde destaca-se o Aedes aegypti, por sua habilidade de transmitir vários arbovírus diferentes e por ser um vetor urbano altamente adaptável.

Ações em Rio Claro

Em nosso município ações preventivas contra mosquitos e as doenças por eles transmitidas, são realizadas diariamente e foram intensificadas durante esta semana.

Mutirões foram realizados no final de semana em bairros onde o índice de criadouros positivos (com larvas), foram significativos durante os trabalhos de Breteau ou  LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) que  tem por objetivo mapear os criadouros do mosquito transmissor em diferentes regiões do município. Esta ação teve a parceria da Secretaria de Meio Ambiente que recolheu possíveis criadouros separados por moradores e pelos agentes de endemias com o Caminhão Cata Bagulho.

Ação conjunta entre o Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária,  Departamento de Obras , Meio Ambiente e Defesa Civil foi realizada em um ferro velho, cadastrado como ponto estratégico próximo ao centro da cidade, onde foram retirados inicialmente 17.020 kg de material inservível e o proprietário multado. Os trabalhos de remoção deverão continuar durante os próximos dias.     

 Faixas foram fixadas em locais de grande circulação de pessoas como na Lagoa Seca, no Cervezão, onde estava estacionado o ônibus realizando exames de mamografia e nos semáforos do centro da cidade.

Agentes distribuíram folhetos informativos no trânsito

No Jardim Público, região central da cidade, onde há uma grande circulação de pessoas , foi montado um “stand” com vidrarias com amostras do ciclo do mosquito Aedes aegypti,  e de outros vetores de arboviroses como  Flebotomínios, transmissores de Leishmaniose visceral e cutânea, Triatomíneos, transmissores da doença de Chagas, carrapatos, transmissores de Febre Maculosa e animais peçonhentos.

Além de poder conhecer de perto estes vetores, o público recebeu folhetos informativos e material didático para as crianças.

A utilização de bonecos com brincadeiras e teatralização durante as exposições, chamou bastante a atenção do público para o evento que estava sendo realizado.

Aproveitando a ocasião, agentes  realizaram ação na água da fonte luminosa da praça onde verificaram a presença de larvas e de mosquito.

Publicações referente à arboviroses em redes sociais e imprensa foram intensificadas com publicações de pesquisas, curiosidades, dicas e ações realizadas.

Jornal Cidade Rio Claro

Jornal Diário do Rio Claro

Palestras

A informação é fundamental para que o público  tenha conhecimento das arboviroses,  ciclos e ações que  são necessárias para o controle de vetores e consequentemente, das doenças por eles transmitidas.

O engajamento de toda população é fundamental para o sucesso dos trabalhos preventivos realizados pelos órgãos públicos.

A mosca-varejeira é perigosa?

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Sim – ela pode até matar.

O grande problema é que esses insetos comutam facilmente entre um ambiente sujo, como um lixão, e o churrasco das nossas casas. Nas moscas coletadas dentro do hospital, por exemplo, encontramos bactérias responsáveis por dois terços das infecções hospitalares do mundo

A varejeira faz parte de uma família de moscas de cor azul ou verde-metálico, as califorídeas, cuja espécie principal é a Cochliomyia hominivorax. Ela utiliza a vítima – qualquer animal de sangue quente incluindo o ser humano – como hospedeira de sua prole, depositando ovos onde houver alguma ferida aberta.

“Ao nascerem, as larvas invadem a pele e se alimentam corroendo os tecidos vivos que encontrarem pela frente, devorando até ossos e cartilagens”, diz José Henrique Guimarães, entomólogo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). Esse tipo de infecção, chamada miase, é qe leva à morte se não for combatida a tempo.

Existem dois tipos de miase provocados por estas moscas: a cutâneo traumática (que ataca a pele) e a nasofaringeana (que ocorre em casos de secreção nasal, principalmente rinite).

A segunda tem maior probabilidade de ser fatal. O animal mais atingido pela varejeira costuma ser o gado, principalmente os bezerros, em feridas no local onde foi cortado o cordão umbilical.

Filhotes Vorazes

Se tiverem a chance, as larvas da varejeira devoram o hospedeiro até o osso.

O lugar favorito para a mosca depositar seus ovos é a borda de um ferimento na pele de um animal de sangue quente.

Entre 12 a 24 horas depois, as larvas eclodem dos ovos e começam a se alimentar dos tecidos vivos do hospedeiro, cavando a carne até os ossos as cartilagens

O que fazer para evitar  moscas varejeiras?

Coloque o lixo em sacos e lixeiras fechadas.

  1. O lixo é uma das coisas que mais chamam moscas varejeiras. Tape bem tudo

que jogar fora e jamais ponha a comida diretamente dentro da lixeira.

  • As moscas varejeiras sentem o cheiro do lixo no ar. Tire o lixo regularmente para evitar o acúmulo de maus odores.

Que é bom para espantar mosca?

O lugar favorito para a mosca depositar seus ovos é a borda de um ferimento na pele de um animal de sangue quente.

Entre 12 a 24 horas depois, as larvas eclodem dos ovos e começam a se alimentar dos tecidos vivos do hospedeiro, cavando a carne até os ossos as cartilagens

O que fazer para evitar  moscas varejeiras?

Coloque o lixo em sacos e lixeiras fechadas

. O lixo é uma das coisas que mais chamam moscas varejeiras. Tape bem tudo que jogar fora e jamais ponha a comida diretamente dentro da lixeira.

. As moscas varejeiras sentem o cheiro do lixo no ar. Tire o lixo regularmente para evitar o acúmulo de maus odores.

Que é bom para espantar mosca?

. Inseticida. …

. Vinagre. …

. Cravo da Índia e limão. …

. Água, álcool e arruda. …

. Louro, eucalipto e manjericão. …

. Armadilha Caseira

Fonte: Revista Super Interessante

O que os mosquitos comem?

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Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental

Os mosquitos são um grupo diversificado de insetos da ordem dos Dípteros, e possuem uma ampla distribuição em todo o mundo, exceto na Antártica. Embora vários insetos voadores sejam chamados de mosquitos por apresentarem algumas semelhanças, os pernilongos ou muriçocas, como também são chamados esses animais, pertencem especificamente à Família Culicidae, Subfamílias Culicinae e Anophelinae.

Alguns tipos de mosquitos são totalmente inofensivos, enquanto outros, pelo contrário, podem causar problemas de saúde significativos em pessoas e outros animais.

A forma como alguns deles se alimentam provoca estas situações complicadas do ponto de vista da saúde.

Mosquitos inofensivos e perigosos

Há 3.531 espécies de mosquitos identificadas em todo o mundo, algumas delas inofensivas, pois não picam pessoas ou outros animais e não transmitem nenhum tipo de doença. Alguns exemplos de mosquitos inofensivos são:

  • Culex laticinctus
  • Culex hortensis
  • Culex deserticola
  • Culex territans

Por outro lado, existem várias espécies de importância sanitária, pois são vetores de diversas doenças que têm causado graves problemas de saúde, e que inclusive têm altas taxas de mortalidade. Algumas dessas doenças são: febre amarela, dengue, Zika, chikungunya, vírus Mayaro, filariose linfática (geralmente conhecida como elefantíase), encefalite e malária. Eles também podem transmitir vários vírus patogênicos e, em alguns casos, as picadas causam reações alérgicas que afetam muito as pessoas. Além disso, várias espécies de mosquitos também infectam diversos animais como aves, macacos, símios, vacas, entre outros.

Entre as espécies de mosquitos perigosos podemos mencionar:

  • Aedes aegypti
  • Aedes africanus
  • Anopheles gambiae
  • Anopheles atroparvus
  • Culex modestus
  • Culex pipiens

 

O que os mosquitos comem

Em relação ao que os mosquitos comem, podemos dividir os mosquitos em dois grupos. O primeiro, formado por machos e fêmeas, tem uma alimentação baseada em néctar, seiva, e diretamente de algumas frutas. Nesse sentido, esse grupo supre suas necessidades nutricionais principalmente com compostos açucarados de plantas.

O segundo grupo é caracterizado pelo fato de que machos e fêmeas também se alimentam de néctar, frutas e seiva. Mas, além disso, as fêmeas de certas espécies também são hematófagas, isto é, são capazes de picar pessoas e certos animais para extrair sangue deles. Dessa forma, as fêmeas desse grupo têm uma alimentação mais variada.

Dentro da família Culicidae encontramos o gênero Toxorhynchites, um grupo de mosquitos que não consomem sangue, mas como outras espécies, suprem suas necessidades nutricionais principalmente de fontes vegetais. No entanto, em sua fase larval, eles predam larvas de outras espécies de mosquitos e até de microrganismos encontrados na água. Além disso, muitas espécies nesta fase se alimentam de algas, detritos, protozoários e até pequenos invertebrados.

O que os mosquitos comem em laboratórios? Os mosquitos mantidos em laboratórios para fins de estudo geralmente são alimentados com preparos de substâncias açucaradas ou com frutas, para que possam extrair seus sucos.

Como os mosquitos se alimentam?

Os mosquitos realizam metamorfose e, uma vez que o adulto tenha emergido, ele inicia um voo aleatório em busca de estímulos olfativos que indiquem onde pode se alimentar. Relatórios bastante precisos foram feitos sobre como os mosquitos se alimentam, conheçamos alguns dados importantes [1].

No caso das fêmeas hematófagas, elas são capazes de perceber compostos químicos emitidos pelo organismo de um hospedeiro, como o CO2 ou o ácido lático. Esses insetos têm uma alta sensibilidade para perceber esses compostos, de modo que as fêmeas conseguem distinguir entre uma fonte alimentar e outra para selecionar aquela que fornece a melhor forma de se alimentar.

Quando uma fêmea pousa sobre a pessoa ou animal do qual vai se alimentar, ela é capaz de perceber os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. Por isso, busca sugar sangue de uma área com alta irrigação, o que sem dúvida otimiza o processo.

Entre os mosquitos machos e fêmeas que se alimentam de sangue, há uma diferença no aparelho bucal, sendo que as fêmeas desenvolvem uma probóscide mais longa e resistente, adaptada para perfurar a pele do hospedeiro. Os machos, contudo, não precisam desta estrutura, e sim de uma que lhes permita sugar em vez de perfurar.

Quando uma fêmea pousa sobre um indivíduo, conforme suga o sangue, sua saliva vai sendo secretada, com uma substância que contém anticoagulantes. Desta forma, o sangue flui facilmente durante a alimentação. Por outro lado, é esta substância a responsável por causar alergia e inflamação na pele da vítima.

O processo de alimentação hematófaga das fêmeas é tão complexo que, mesmo dependendo da espécie, elas têm predileção por determinados tipos de indivíduos. Portanto, aquelas que preferem se alimentar de pessoas são chamadas de antropofílicas, enquanto aquelas que o fazem a partir de aves, são conhecidas como ornitofílicas. Aquelas que preferem répteis ou anfíbios são identificadas como batraciofílicas e, em geral, as que preferem outros grupos de animais são chamadas de zoofílicas.

Por que alguns mosquitos se alimentam de sangue?

A maioria das espécies de fêmeas da família Culicidae se alimenta de sangue, mas como mencionamos, algumas espécies não. No caso daquelas que se caracterizam por serem hematófagas, elas o fazem porque precisam de proteínas específicas para poder desenvolver os ovos, uma vez que o consumo de fontes vegetais de alimentos não é suficiente. Nesse sentido, para que o desenvolvimento dos ovos ocorra após a cópula com um macho, a fêmea precisa ter consumido sangue, processo que ativa nela toda uma regulação hormonal e que por sua vez permite o desenvolvimento dos ovos para posterior postura.

Agora que você viu o que o mosquito come, de acordo com o grupo do qual faz parte, com este artigo, foi possível comprovar como o mundo animal é fascinante. Vimos indivíduos que medem alguns milímetros e ainda desenvolvem processos bastante complexos para manutenção de sua vida. Além disso, muitas dessas espécies podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, o que infelizmente está relacionado a graves problemas de saúde, como você pode observar neste artigo em que falamos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Referências

  1. Francisco Alberto Chordá Olmos (2014). Biología de mosquitos (Diptera: Culicidae) en enclaves representativos de la Comunidad Valenciana. Tesis Doctoral de la Universidad de Valencia del Programa de Doctorado en parasitología humana y animal. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/71024196.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

Bibliografia

  • Villarroel, E. (2013). Taxonomía y bionomía de los géneros de Culicidae (diptera: nematocera) de Venezuela: Desarrollo de una clave fotográfica. Tesis para el grado de Licenciado en Biología. Universidad Central de Venezuela, Escuela de Biología, Departamento de Zoología. Disponível em: <http://saber.ucv.ve/bitstream/123456789/15807/3/Tesis.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

CIENTISTAS OBSERVAM, PELA PRIMEIRA VEZ, EVENTO DE CRUZAMENTO ENTRE PLANTAS E ANIMAIS

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É a PREMISSA PERFEITA para um filme de ficção científica.

Um inseto aparentemente não ameaçador se alimenta de uma planta que produz toxinas mortais.

Um evento de cruzamento de genes extremamente raro ocorre. O inseto então adquire DNA da planta e se torna uma superinseto, aterrorizando pessoas em todo o mundo.

Mas isso não é coisa de ficção científica. Esse bug existe na vida real.Em estudo recente, cientistas relatam ter encontrado esta transferência de DNA horizontal na mosca branca ( Bemisia tabaci ).

Esta é a primeira vez que os cientistas observam um evento raro de cruzamento de genes entre plantas e animais.

A transferência horizontal de genes ocorre quando uma espécie recebe genes de outra espécie e incorpora esses genes em seu próprio DNA. Embora esse tipo de transferência de genes ocorra ocasionalmente entre bactérias, encontrar esse tipo de cruzamento de DNA entre organismos multicelulares é altamente incomum.

O estudo se concentra nos efeitos do gene que a mosca branca recebeu da planta: BtPMaT1. Esta é a primeira descoberta conhecida de transferência de genes de plantas para animais.

A existência de transferência horizontal de genes é um grande afastamento dos princípios básicos da teoria dos genes.

Os genes são normalmente transferidos dos pais para os filhos – verticalmente. explica um dos pesquisadores. Funciona assim: a mosca-branca ingere compostos tóxicos, conhecidos como glicosídeos fenólicos , ao se alimentar do tomate. O BtPMaT1 neutraliza efetivamente essas toxinas, tornando-as inofensivas para a mosca-branca. O gene produz uma enzima que se liga a um grupo químico nos glicosídeos, evitando a degradação tóxica do composto que normalmente ocorreria no corpo do inseto. A expressão específica desse gene – e como ele neutraliza os compostos tóxicos – foi encontrada no tecido intestinal da mosca-branca. Ao incorporar o DNA da planta em seu próprio genoma, a mosca-branca pode exercer os próprios mecanismos de defesa da planta contra si mesma – uma tragédia irônica da evolução.

Artigo: Whitefly hijacks a plant detoxification gene that neutralizes plant toxins

Fonte: BiotecnologiaBrasil

Maruins: os menores dípteros hematófagos, negligenciados mas importantes

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Carlos Brisola Marcondes

Professor Titular do Departamento Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

A mansonelose está em geral relacionada aos maruins, sendo uma doença negligenciada, de ampla distribuição no continente americano e na África. Não só ela causa problemas per se, mas também ocasiona complicações para o diagnóstico e tratamento de outras filarioses

O recente relato de casos de infecção por vírus Oropouche em Salvador e proximidades vem chamar a atenção para os pequenos maruins. O estudo destes dípteros, os menores que sugam sangue, têm sido negligenciado, por serem pequenos (1-2 mm, às vezes até 4 mm) e parecerem apenas irritar por suas picadas.

Realmente, eles são irritantes, especialmente quando atacam em grande número, podendo desvalorizar imóveis e regiões, devido à alergenicidade de sua saliva. O turismo pode ser muito afetado, pois a tolerância é muito menor quando se está a passeio num local que quando se está morando ou trabalhando. Além do incômodo causado aos humanos, podem causar uma dermatite (“sweet itch”) em equinos. Como disse um especialista australiano, “um maruim é uma maravilha entomológica, mil são o inferno”.

Eles têm também sido incriminados na transmissão de pelo menos 50 arbovírus. Os vírus Bluetongue e Schmallenberg têm sido reportados em vários ruminantes. O primeiro ocorre em vários continentes, com numerosos sorotipos, havendo vários relatos de ocorrência em quase todos os países da América do Sul; causa grande dano à criação de carneiros e é pouco estudado no Brasil. O segundo tem sido relatado amplamente na Europa, e também causa grandes prejuízos ao gado. Os europeus estão muito preocupados com a African Horse Sickness, também causada por vírus transmitido pelos maruins, que causa sérios prejuízos ao atingir cavalos, principalmente relacionados com esportes; epidemias já causaram a morte de 70.000 cavalos (40% do rebanho) na província do Cabo (África do Sul) e 300.000 numa área do Chipre ao Afeganistão, em 1959. Vários outros vírus (orthobunyavirus, orbivírus e rhabdovírus) ocorrem em bovinos no Japão. Com a importância da pecuária no Brasil, é preciso, portanto ter muita atenção com estes arbovírus.

Os humanos têm sido afetados pelo vírus Oropouche, que causa sintomas parecidos com os de dengue, podendo ocorrer em epidemias atingindo grande proporção das populações, como ocorreu em Serra Pelada. Antes aparentemente restrito à Amazônia e países ao norte da América do Sul, tem ocorrido em outras áreas. Mesmo não causando (ainda) óbitos, pode causar grande sofrimento e incapacidade temporária.

A mansonelose está em geral relacionada aos maruins, sendo uma doença negligenciada, de ampla distribuição no continente americano e na África. Não só ela causa problemas per se, mas também ocasiona complicações para o diagnóstico e tratamento de outras filarioses.

Há indicações de envolvimento de maruins na transmissão de várias leishmanias do grupo enrietti, principalmente na Austrália. Estes mal conhecidos tripanosomatídeos ocorrem na África (Gana), causam leishmaniose visceral e cutânea no sudeste asiático, na Austrália, onde atingem cangurus, e no Brasil, com L. enrietti e L. forattini, aparentemente restritas a roedores. Em estudos na Austrália, nenhum de 1.818 flebotomíneos de Sergentomyia examinados estava positivo, mas até formas aparentemente infectantes (semelhantes a promastigostas metacíclicos) foram encontrados em maruins; só está faltando a transmissão experimental por estes dípteros. Além disso, mesmo não sendo possível ainda incriminá-los na transmissão de L. braziliensis L. amazonensis, eles foram encontrados com DNA destes protozoários no Maranhão.

Os maruins têm biologia muito variada, sendo suas formas imaturas encontradas em vários tipos de ambientes, incluindo frutas podres, água parada de vários tipos no solo, internódios de bambus, água com estrume etc. Os adultos podem voar centenas de metros e ser transportados por grandes distâncias pelo vento, e picam com mais frequência ao anoitecer, mas há espécies que picam em vários horários. Apesar de se associar maruins com mangue, há espécies cujas larvas se desenvolvem em vegetais em decomposição (cacau e bananeiras); algumas áreas de bananais em Santa Catarina (e.g., Corupá) têm uma quantidade irritante de maruins. Em Salvador, um estudo de 1964 já descrevia os problemas dermatológicos causados por maruins na cidade, com grande predominância de Culicoides paraensis, envolvida na transmissão de vírus Oropouche no Pará e outras áreas.

O controle é muito difícil, principalmente com pouco conhecimento da fauna e da biologia. A aplicação de telas em domicílios e estábulos é ineficiente, pois elas precisariam ser tão fechadas que prejudicariam a ventilação; mesmo quando elas são impregnadas com inseticidas não impedem totalmente a passagens destes insetos diminutos, o que é imprescindível se houver intenção de evitar arboviroses. Os inseticidas são pouco eficientes, tanto aplicados em instalações quanto nos animais, e os repelentes têm várias limitações, especialmente para cavalos. O custo da nebulização de inseticidas é muito alto para uso frequente.

Pelo seu tamanho diminuto, sendo necessário dissecá-los para a identificação, e por não haver (ainda) indicações de grande importância médica e veterinária no país, seu estudo não tem tido a popularidade e o financiamento dedicado a outros dípteros, como os mosquitos e os flebotomíneos.

A fauna de maruins do Brasil, já incluindo quase 500 espécies descritas, precisa da dedicação de uma quantidade muito maior de pesquisadores, que atualmente são algumas dezenas, certamente subfinanciados. É um grupo de grande importância, e não se pode esperar que surjam problemas mais sérios com arbovírus, para que se vá formar pessoal e desenvolver pesquisas. Não se treina bombeiros após o incêndio começar, mas sim antes.…

Fonte: SBMT – Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

SUCEN REALIZA TREINAMENTO PARA UTILIZAÇÃO DE NOVO INSETICIDA CONTRA MOSQUITOS

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Mosquitos Aedes aegypti, transmissores da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela,  não mantém isolamento por causa de pandemias, ao contrário,  eles são responsáveis por inúmeras delas. Atualmente com muitas pessoas dentro de suas casas, aumentam criadouros de mosquitos em razão de objetos nos  quintais, lavagens de pisos e oferta de sangue, necessário para colocação de seus ovos.

Nesta segunda-feira, 07, agentes da equipe  Sucen de Campinas estiveram no Centro de Controle de Zoonoses para orientar agentes de endemias a utilizarem novos equipamentos e um novo produto contra o Aedes aegypti.

Este inseticida  é determinado para locais onde não há possibilidade da eliminação  rápida de focos com água parada e conseqüentemente, os mosquitos gerados nestes criadouros, tais como:  ferro velhos, acumuladores, etc.

Além dos agentes da cidade de Rio Claro , estiveram presentes representantes de Limeira, Araras, Piracicaba e Leme que receberam o treinamento em área aberta, com respeito ao distanciamento, higienização das mãos e máscaras.

A utilização de inseticidas é o último recurso contra estes insetos, pois  em grande escala, acabam gerando mosquitos imunes. O produto mata os insetos prontos, com asas, mas o resíduo em contato com ovos e larvas, acabam  por imunizá-los contra o produto aplicado e estes insetos quando adultos, não morrerão mais em contato com o veneno.

Lembramos que a prevenção às arboviroses transmitidas por mosquitos, é de responsabilidade de todo cidadão: eliminar qualquer local ou quantidade de água parada e não jogar lixo em locais incorretos é fundamental para evitarmos doenças, roedores e animais peçonhentos.

NOVOS SERVIDORES DA SAÚDE PARTICIPAM DE INTEGRAÇÃO

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Servidores contratados por meio de concurso público já tomaram posse dos cargos

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro realizou na tarde desta quarta-feira (4) reunião de integração com os novos servidores contratados por meio de concurso público. São 70 profissionais em diversas funções que já tomaram posse dos cargos e estão atuando nas unidades de saúde. O prefeito João Teixeira Junior e o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro, deram as boas vindas aos novos colaboradores.

“Ser funcionário público é uma responsabilidade muito maior do que muita gente pensa, principalmente na saúde. Peço a vocês que atuem a serviço da população, que tratem as pessoas como gostariam de serem tratadas”, disse Juninho aos servidores, lembrando que o acolhimento e um gesto de carinho fazem toda a diferença.

O prefeito lembrou os investimentos feitos pela prefeitura no setor de saúde, sendo R$ 204,4 milhões somente no ano passado. Nos últimos três anos Rio Claro ganhou seis novas unidades de saúde, o Centro de Especialidade Infantil (CEI), novas ambulâncias, três novos aparelhos de raios-x para as unidades de urgência e emergência e mais de 32 mil procedimentos foram realizados no Espaço Mais Saúde, entre outras melhorias.

O secretário destacou a importância de cada servidor, independente de seu campo de atuação, dentro do quadro que compõe a saúde. “Vocês são parte do reforço para o nosso exército de colaboradores. Espero contar com cada um na incorporação de novas práticas que ajudem a melhorar ainda mais os serviços públicos de saúde e, consequentemente, o atendimento à população”, pontuou Monteiro.

Na reunião de integração os servidores discutiram diversos temas como o funcionamento da rede do SUS (Sistema Único de Saúde) e ética profissional. A dengue também foi lembrada com alerta sobre a necessidade de cada um fazer a sua parte no combate ao mosquito Aedes aegypti, adotando rotineiramente medidas preventivas.

Além dos servidores, participaram da reunião a chefe de gabinete da Fundação de Saúde, Eleny Freitas de Almeida; Cristina Guizzo Zaia, diretora de Gestão de Pessoas; Silveli Pazetto, coordenadora do Samu; Solange Marscherpe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Bruna Oliveira, chefe do Núcleo de Educação em Saúde, Treinamento e Desenvolvimento (NESTD).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: imprensa.rioclaro.sp.gov.br

Armadilhas monitoram mosquitos transmissores de doenças

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Cumprindo uma rotina de inspeção, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou a colocação de armadilhas para captura de insetos da família dos Flebotomíneos, incluindo-se nesse grupo os mosquitos transmissores da Leishmaniose Tegumentar e Visceral.

Nessa primeira etapa, o trabalho, que segue até o mês de junho, se concentrou no bairro Novo Wenzel. Os mosquitos eventualmente capturados pelas armadilhas serão encaminhados para a Sucen- Superintendência de Controle de Endemias, responsável pela identificação dos insetos.

Os mosquitos transmissores da Leishmaniose Visceral ou Tegumentar vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico, folhas de árvores acumuladas em quintais e áreas de galinheiros. Suas fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.

Indivíduos infectados com a Leishmaniose Visceral apresentam febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez como sintomas. Fígado e baço podem ter seu tamanho aumentado, já que a doença acomete estes órgãos, podendo atingir também a medula óssea. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

Já a Leishmaniose Tegumentar os sintomas são lesões na pele ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Elas apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz, podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, os sintomas são dor ao engolir, rouquidão e tosse.

Usar repelentes quando estiver em região com casos de leishmaniose e armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a proliferação do mosquito), são ações que podem evitar o surgimento do mosquito e uma possível contaminação.

Estudo descobre que moscas carregam a bactéria que gera úlcera e gastrite em humanos

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Já sabemos que as moscas apreciam bastante alimentos apodrecidos, fezes, lixo e tudo o que há de mais ‘asqueroso’ no mundo. No entanto, parece que temos subestimado o quão anti-higiênicos estes insetos podem ser.]

De acordo com um estudo publicado recentemente na Scientific Reports, as moscas são na verdade um paraíso de bactérias, que são transportadas às centenas por meio das asas e patas do inseto, e desembarcam em nossa cozinha e alimentos.

O problema é que essas bactérias podem ter um impacto significativo em nossa saúde. Logo, os autores argumentam que as organizações de saúde têm negligenciado o papel que as pequenas moscas podem desempenhar nos surtos de doenças. As informações são da IFLScience.

“As patas e as asas mostram a maior diversidade microbiana no corpo da mosca, sugerindo que as bactérias usam as moscas como transportes aéreos“, explicou Stephan Schuster, coautor do estudo. “Pode ser que as bactérias sobrevivam a sua jornada, crescendo e se espalhando em uma nova superfície. De fato, o estudo mostra que a cada passo que uma mosca dá, deixa uma trilha de colônias microbianas, se a nova superfície suportar o crescimento bacteriano“.

Para o estudo a equipe sequenciou microbiomas de 116 moscas domésticas de três diferentes continentes, a fim de construir uma imagem da diversidade dos micro-organismos que vivem nos insetos. Eles descobriram que, em geral, as criaturas abrigavam mais de 600 diferentes tipos de bactérias, a maioria delas responsáveis por causar danos à saúde humana. Curiosamente, eles descobriram que as moscas de amostras colhidas em estábulos tinham uma menor diversidade de bactérias em seus corpos do que as de ambientes urbanos.

 

Os cientistas, obviamente, já estavam cientes de que as moscas podiam transmitir doenças. O que eles não sabiam, no entanto, era a extensão desse problema. Por exemplo, eles verificaram que cerca de 15 moscas estavam transportando em seu corpo a bactéria Helicobacter pylori, conhecida por causar úlceras estomacais e gastrites em seres humanos. Porém, até então, as moscas nunca haviam sido consideradas como um vetor para esta espécie de bactéria.

Ainda que o estudo tenha implicações importantes para nossa saúde – e os pesquisadores recomendam que você pense muito bem antes de fazer um piquenique em um parque – ele possui outras aplicações interessantes, como por exemplo, os insetos poderiam ser usados como “drones”vivos para biomonitoramento natural. Isto é, os pesquisadores acreditam que as moscas poderiam ser enviadas a regiões de difícil acesso para a colheita de amostras de diferentes e pouco conhecidos microbiomas.

Fonte:

R7

De  Merelyn Cerqueira