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Zoonoses promove ações na Semana de Prevenção à Leishmaniose

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Veterinária Maria Emília, à direita, fala sobre a Semana da Leishmaniose no programa Acorda da TV Claret

 

O Centro de Controle de Zoonoses realiza de 5 a 10 de agosto, a Semana de Controle e Combate à Leishmaniose, cujo tema este ano será “Leishmaniose Visceral: # eu apoio e faço parte”. A semana prevê estimular ações educativas e preventivas, promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose, apoiar as atividades de prevenção e combate à leishmaniose, organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil e difundir os avanços técnico-científicos relacionados à prevenção e ao combate à doença. A TV Claret abriu espaço em seu programa Acorda para receber a Zoonoses e divulgar a programação da semana.

Entre as atividades preparadas para a semana destacam-se uma palestra da médica veterinária Maria Emília Canoa de Godoy para os alunos do curso de biologia da Unesp, no anfiteatro 2 da universidade na quinta-feira, dia 8, às 11h00. Também no dia 8 às 19h00, veterinários, médicos e enfermeiros estarão reunidos no Núcleo Administrativo Municipal (NAM) para um debate sobre a Leishmaniose. Estão programadas duas palestras: “Desmistificando a Leishmaniose Visceral- Ações do CCZ” ministrada pela veterinária Maria Emília Canoa de Godoy e “Leishmaniose: Uma Análise Epidemiológica” apresentada pelas enfermeiras Giza Moraes e Valeska Hamori.

Na sexta-feira, a partir das 13h00, agentes do CCZ que todos os dias estão em contato direto com a população serão instruídos sobre a doença, na sala do Núcleo de Combate a Endemias.

Durante a semana, os pacientes que estiverem no aguardo das consultas nas Unidades Básicas de Saúde também receberão informações sobre a Leishmaniose.

No sábado, dia 10, a Zoonoses estará no Jardim Público aproveitando a presença do projeto itinerante Caminhão da ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). No local, mensagens visuais lembrarão o público sobre a existência da Leishmaniose e como preveni-la.

A leishmaniose visceral, como o próprio nome indica, afeta as vísceras (ou órgãos internos), sobretudo fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea, podendo levar à morte quando não tratada. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência. É transmitida ao homem (e também a outras espécies de mamíferos) por insetos vetores ou transmissores, conhecidos como flebotomíneos. No Brasil, esses insetos podem ser conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho, entre outros. A transmissão acontece quando uma fêmea infectada passa o protozoário a uma vítima sem a infecção, enquanto se alimenta de seu sangue.

Voluntária de Rio Claro participa de testes para a vacina da dengue

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A luta contra o tempo para encontrar uma vacina que imunize as pessoas contra a Dengue tem mobilizado institutos de pesquisas do mundo todo. Entre eles, o Instituto Butantan, em São Paulo que vem desenvolvendo um estudo, já em fase de testes, contando com a colaboração de voluntários, que em nome da ciência, se doam para salvar vidas.

Uma dessas voluntárias trabalha no IEC, um setor de Informação, Educação e Comunicação (IEC), que funciona dentro do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Solange Mascherpe está participando desse ensaio clínico já há alguns  meses.  Ela e os demais voluntários estão sendo monitorados pela equipe de  médicos do Hospital das Clínicas, do  Centro de Pesquisa Clínica  do Instituto Central e do Centro de Pesquisa do Instituto da Criança “Trabalhando na área e constatando a dificuldade na conscientização para a eliminação de criadouros de mosquitos, resolvi participar desta importante pesquisa científica na esperança de colaborar no controle desta doença. Mas é bom lembrar que ainda há outras etapas e para chegar à rede pública, alguns anos serão necessários. Portanto a melhor vacina ainda é a eliminação dos ‘berços dos mosquitos’ “, declarou Solange.

Os testes que envolvem pessoas que já tiveram dengue e outras que nunca tiveram contato com o vírus, consistem em avaliar a segurança da vacina e fazer com que as pessoas produzam ao mesmo tempo os anticorpos contra os 4 tipos de dengue existentes. Estão participando desse ensaio pessoas entre 18 e 59 anos.

A vacina é produzida em forma de pó e é dissolvida antes de aplicada. Alguns desses voluntários estão recebendo placebo (substância inócua) que permitirá comparar a diferença real que a vacina faz naqueles que a receberam. Os participantes desse ensaio não sabem se estão recebendo a dose da vacina ou não. Uma equipe de médicos acompanhará os voluntários durante 5 anos. Dessa maneira será possível saber quanto tempo durarão os anticorpos e se existe algum risco de o voluntário apresentar dengue grave.