DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Posts Tagged ‘morcegos

DIA 28 DE SETEMBRO –   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

leave a comment »

DIA 28 DE SETEMBRO   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

Para lembrar a importância de controle e prevenção do vírus da Raiva, a Aliança Global par ao Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), comemoram em 28 de Setembro, o Dia Mundial contra a Raiva.

A Raiva é conhecida desde séculos, porém, apesar dos esforços de governos e organizações , ainda atinge mais de 150 países e territórios, e estima-se que seja a causa da morte de 59 mil pessoas todos os anos.

No mundo, a maioria dos casos de Raiva humana sempre ocorreram na maioria das vezes, por transmissão canina.

No Brasil, observou-se a partir do ano de 2004, uma mudança no perfil epidemiológico da Raiva em relação à transmissão de casos para humanos: os morcegos passaram a ser o principal transmissor no país, uma vez que a Raiva urbana existente em cães e gatos teve um avanço significativo de seu controle através das campanhas de vacinação, mantendo-se esporádica em algumas limitadas áreas do país. Essa situação epidemiológica atual remete os programas de controle a focos de atuação inovadores, que necessariamente envolvam participação de segmentos do Meio Ambiente, e uma filosofia de trabalho totalmente alinhada com os princípios e diretrizes da Saúde Única.

A Raiva em animais de produção é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que por meio dos órgãos da Defesa Sanitária Animal desenvolve ações de Vigilância e Controle pelo Programa de Raiva dos herbívoros, como o monitoramento e controle dos morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus e estímulo aos produtores rurais de vacinação do rebanho em áreas vulneráveis.

Campanha anual de vacinação antirrábica

Em razão da pandemia do Covid -19, as campanhas de vacinação estão suspensas pelo governo estadual e o envio de vacinas para os municípios  ficou prejudicado em razão da fabricação de outras vacinas neste período.

Apesar da suspensão das campanhas de vacinação, o Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro realiza  o Programa de Controle da Raiva diariamente :

.Observação animal: após receber notificação de acidente com mordedura de cães ou gatos, através da  Vigilância Epidemiológica que cuida dos humanos, o CCZ observa o animal durante 10 dias. Se for um animal de rua, ele é recolhido para observação nas dependências do órgão e após este período, é colocado para adoção.

. Morcegos: São recolhidos animais encontrados caídos ou que tiveram contato com animais de estimação. São identificados conforme a espécie pelo setor de Biologia e  enviados para análise de Raiva no Instituto  Pasteur. Animais contactantes com morcegos, são revacinados e observados por um período de até 180 dias.

O Centro de Controle de Zoonoses orienta os munícipes para que mantenham seus animais de estimação vacinados,  seja através da  rede pública, em clínicas veterinárias ou agropecuárias.

Para agendamento de vacinação, solicita-se contato antecipado através dos telefones: 3535-4441 ou 3533-7155.

Fonte: Conselho Federal de Medicina Veterinária

ENCONTREI UM MORCEGO! E AGORA?

leave a comment »

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é manual.jpg

Eventualmente recebemos mensagens e pedidos de ajuda a respeito de morcegos. Relatos de pessoas encontrando morcegos em casa não é incomum, e durante o verão, esses casos acontecem com maior frequência. Para esclarecer de uma forma completa, elaboramos este manual de como lidar em caso de adentramento de morcegos.

Lembre-se de observar o animal antes de tomar qualquer iniciativa, tente verificar comportamento característico de estresse e possíveis sintomas de doenças.

ANTES DE TUDO!!!

Tente ligar para a prefeitura, procure o contato dos órgãos responsáveis em lidar com animais silvestres. Caso não tenha sucesso em falar com a prefeitura ou órgão responsável, ligue para o Centro de Controle de Zoonoses ou a Vigilância Sanitária de sua cidade para que possam buscar o morcego.

É sempre importante alguns cuidados iniciais, e se tratando de animais silvestres, é necessário considerar registro de informações e todas as medidas de segurança e para o animal e para quem vai manejá-lo.

MANTENHA REGISTRO

Para identificar o tipo de morcego e saber a melhor maneira de lidar e cuidar dele, é importante que se registre informações de características dele.

  • Fotografe o morcego (com alguma escala, ou referência);
  • Anote características físicas dele (cauda, cores, tamanho…);
  • Coletar informações de onde o morcego foi encontrado (rua, bairro, cidade; dentro de casa ou na rua? Havia animais ou pessoas perto? É possível que outro animal tenha entrado em contato com o morcego?);
  • Procure um especialista que possa estar à disposição e identifica-lo, mesmo que apenas virtualmente, durante a situação.

CONSIDERE QUESTÕES ÉTICAS

A ética deve fundamentar todas as decisões. Destacando aqui os quatro primeiros artigos da Declaração dos Direitos dos Animais:

  • Artigo 1º – Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
  • Artigo 2º –
    • 1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
    • 2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
    • 3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.
  • Artigo 3º
    • 1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.
    • 2. Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
  • Artigo 4º –
    • 1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
    • 2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito. O cuidado de curto e longo prazo deve ser considerado.

SEGURANÇA

Considerações sobre saúde e segurança

  • Sempre use luvas grossas de couro ou de látex e máscaras para manejo de animal silvestre.
  • Os indivíduos que vão manejar precisam estar devidamente vacinados contra o vírus da Raiva.
  • Verificar medidas necessárias para minimizar os riscos de doenças zoonóticas. Como fezes deixadas, animais possivelmente atacados… Entre outros.

É importante enfatizar que o manejo de animais silvestres deve ser evitado. Mas na falta de opções, tente ser o mais breve possível:

  • Evite estressar o animal mais que o necessário. Movimentos bruscos, gritos e conversas são estressantes. Lembre-se que o animal não sabe que você não quer feri-lo, para ele, você é um perigo em potencial.
  • Isolamento: O morcego precisa ser mantido em isolamento até a liberação.

MANEJO

Após conferidas todas as questões de informação e segurança até aqui, podemos seguir ao manejo. Há principalmente duas maneiras mais práticas de se capturar o morcego:
Captura

  • Com pano grosso ou luva de couro: Garantindo que a luva seja suficientemente grossa, espere o morcego estar quieto e calmo num local. Vá até ele e segure-o usando a mão. Em seguida, ponha-o no recipiente* (Vídeo).
  • Com Vassoura e pá: Usando vassoura e pá, se aproxime com calma e empurre o morcego lentamente em direção à pá. Ele irá andar, ajuste a pá e conduza-o com a vassoura. Em seguida, ponha-o no recipiente.
  • Balde ou caixa de papelão: Você poderá esperar o morcego se acalmar. Quando estiver em repouso, coloque a caixa de papelão ou o balde em cima dele, feche e ele ficará seguro dentro dela (Imagem).


*O recipiente pode ser um balde, caixa de papelão, vasilha, ou outra coisa profunda o suficiente para que o morcego não consiga subir.

LIBERAÇÃO

Considere questões relevantes como local, clima e altura:

  • Local: O local deve ser mais próximo possível de onde foi encontrado. Sendo caso de adentramento (de casas, construções, etc), é importante que seja num local exterior próximo. Considere deixa-lo em um muro ou nos galhos de uma árvore.
  • Clima: Morcegos tem dificuldades de voar em dias chuvosos.
  • Altura: Muitas espécies tem dificuldades em voar diretamente do chão ou de locais baixos. Considere colocá-lo em um local mais elevado como árvore ou muro.

Soltura:https://www.youtube.com/embed/PWeU2u0VwXE?version=3&rel=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1&fs=1&hl=pt-br&autohide=2&wmode=transparent

  • Soltura diretamente das mãos: Usando a luva de couro ou com pano grosso, você poderá pegar o morcego. Abra o pano aos poucos para que o morcego possa ver o ambiente. Com o morcego estendido, levante a mão à altura do ombro. Em alguns casos, ele deverá voar imediatamente. Em outros casos, ele não voará imediatamente, então ponha-o num local alto ou aproxime-o de uma árvore, galho ou muro.

https://www.youtube.com/embed/uwzRYohIkCg?version=3&rel=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1&fs=1&hl=pt-br&autohide=2&wmode=transparentMorcego Molossus sendo colocado numa amendoeira.

  • Soltura de outros pontos: Usando luva ou pano grosso, você poderá deixar o morcego em cima de algum galho, muro ou local mais elevado. Determinadas espécies não são capazes de voar diretamente do chão, e podem ser predadas se permanecerem no solo.

Em qualquer dos casos, o morcego poderá demorar a voar, pois fará a higienização antes de retornar ao abrigo, o que poderá levar de 30 a 40 minutos. Se possível, faça o monitoramento, verificando a cada 15 minutos se o morcego permanece no local.

AMANHECEU, MAS O MORCEGO PERMANECEU!

Nesse caso, faça uma nova tentativa de ligar para a prefeitura e procure o contato com os órgãos responsáveis em lidar com animais silvestres. Caso não tenha sucesso em falar com a prefeitura ou órgão responsável, ligue para o Centro de Controle de Zoonoses ou a Vigilância Sanitária de sua cidade para que possam buscar o morcego.

Caso estes órgãos também estejam inacessíveis, considere levar o morcego à clinica veterinária mais próxima, com as anotações e registros em mãos. Elas serão úteis para o cuidado, reabilitação e soltura do morcego.

Manual elaborado baseado no manual do Batworld.org

Fonte: @Morcegando nas redes sociais

Saiba o que são animais sinantrópicos e como evitá-los

leave a comment »

Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade

O termo “animais sinantrópicos” é usado para se referir às espécies que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade, como é o caso de pombos, ratos, mosquitos e até abelhas. Alguns animais sinantrópicos podem transmitir doenças e causar danos à saúde de seres humanos e outros animais.

O crescimento desordenado das cidades, a invasão de áreas verdes e a conurbação são fenômenos que contribuíram para que esses animais se adaptassem a viver na zona urbana. Em alguns casos, a convivência com esses animais pode gerar incômodo e riscos à saúde pública, mas também existem possibilidades de convivência, como no caso de abelhas e formigas.

Os quatro “As”

Os animais sinantrópicos precisam de água, alimento, abrigo e acesso para sua sobrevivência. Apesar de a água não ser um limitante no meio urbano, podemos interferir nos outros fatores de modo que espécies indesejáveis não se instalem ao nosso redor. Por isso, é importante conhecer o que serve de alimento, abrigo e acesso para cada espécie que se pretende controlar, e adotar as medidas preventivas necessárias, mantendo os ambientes mais saudáveis e evitando o uso de produtos químicos nocivos, que por si só não evitarão novas infestações.

Exemplos de animais sinantrópicos:

Ratos

Os ratos são animais de hábitos noturnos que vivem principalmente em lixos domésticos. Esses animais sinantrópicos possuem a capacidade de metabolização de diferentes classes alimentícias, podendo consumir produtos de origem animal e vegetal. Além disso, apresentam olfato e paladar apurados que auxiliam na escolha de alimentos de sua preferência.

Nas áreas urbanas, encontram-se três espécies de ratos:

  • Rattus norvegicus: conhecido como ratazana ou rato de esgoto, é a maior das três espécies. Abrigam-se em tocas, terrenos baldios, margens de córregos, lixões, sistemas de esgotos e bueiros.
  • Rattus rattus: conhecido como rato de telhado, rato de forro ou rato preto, caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. A espécie costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns.
  • Mus musculus: popularmente chamado de camundongo, possui o menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito intradomiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas.

Os ratos atuam como transmissores de várias doenças, como leptospirose, peste bubônica, infecção por mordedura e salmonelose.

Medidas preventivas

A presença de ratos em um local pode ser verificada através dos seguintes sinais:

  1. Fezes: sua presença é um dos melhores indicadores de infestação.
  2. Trilhas: têm a aparência de um caminho bem batido, sendo encontradas geralmente nas proximidades de muros, junto às paredes, atrás de materiais empilhados, sob tábuas e em áreas de gramados;
  3. Manchas de gordura: são deixadas em locais fechados por onde os ratos passam constantemente, como as paredes;
  4. Roeduras: os ratos roem materiais como madeira, cabos de fiação elétrica e embalagens para gastar sua dentição e como forma de transpor barreiras para alcançar os alimentos;
  5. Tocas: são encontradas junto aos solos, muros ou entre plantas, e normalmente indicam infestação por ratazanas.

A prevenção é possível através da adoção de um conjunto de medidas chamadas de antiratização, isto é, que eliminam os quatro fatores básicos para a sobrevivência desses animais sinantrópicos. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados, de preferência de vidro;
  • Inspecione periodicamente caixas de papelão, caixotes, fundo de armários, gavetas e todo tipo de material que facilite o transporte e permita o abrigo de camundongos;
  • Coloque telas, grelhas, ralos com fecho e outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através do encanamento;
  • Evite o acúmulo de entulho ou outros materiais;
  • Mantenha limpas as instalações de animais domésticos e não deixe a alimentação dos pets exposta em locais onde ratos possam ter acesso;
  • Faça vistorias e mantenha garagens e sótãos limpos.

Pombos

Os pombos são animais sinantrópicos que se alimentam preferencialmente de grãos e sementes, podendo também reaproveitar restos de alimentos ou lixo. Essas aves abrigam-se e constroem seus ninhos em locais altos, como prédios, torres de igreja, forros de casas e beirais de janelas.

Além de servirem como hospedeiros para parasitas causadores de doenças, os pombos podem transmitir bactérias e fungos que causam transtornos respiratórios e neurológicos. Doenças como criptococose, histoplasmose e ornitose são transmitidas por meio da inalação de poeira contendo fezes de pombos secas e contaminadas por fungos. Fezes contendo agentes infecciosos também podem contaminar alimentos, infectando humanos com a salmonelose, por exemplo.

Medidas preventivas

  • Umedeça as fezes de pombos antes de removê-las e use máscara ou pano úmido na boca e nariz para fazer a limpeza do local atingido;
  • Proteja os alimentos do possível acesso de pombos;
  • Use telas de arame ou alvenaria para vedar aberturas em forros, sótãos e paredes (como o buraco para o aparelho de ar-condicionado);
  • Os beirais são um dos abrigos mais procurados pelos pombos. Coloque fios de náilon e prenda as extremidades com pregos;
  • Não permita que pombos reaproveitem sobras de ração de animais domésticos.

Vale ressaltar que o hábito de fornecer alimentos para pombos provoca proliferação excessiva desses animais sinantrópicos, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.

Baratas

As espécies de barata mais comuns em áreas urbanas são a Periplaneta americana (barata de esgoto) e a Blatella germanica (barata francesinha ou alemãzinha). Essas baratas possuem hábitos alimentares bastante variados, preferindo alimentos ricos em amido, açúcar e gordura. Elas também podem se alimentar de celulose, excrementos, sangue, insetos mortos e lixo.

As baratas de esgoto voam e habitam locais com gordura e matéria orgânica em abundância, como galerias de esgoto, bueiros, caixas de gordura e de inspeção. Já as baratas francesinhas habitam principalmente despensas e locais como armários, gavetas, vãos de batentes, rodapés, pias, garagens e sótãos.

Por carregarem agentes patógenos através de seu corpo, as baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites. Dessa forma, são consideradas vetores mecânicos.

Medidas preventivas

As medidas preventivas devem interferir nas condições de abrigo, alimento e acesso. São elas:

  • Mantenha os alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Conserve armários e despensas fechadas limpos e sem restos de alimentos;
  • Remova caixas de papelão e lixo de locais não apropriados;
  • Fique atento aos tetos rebaixados;
  • Remova e destrua ootecas (ovos de baratas);
  • Providencie a vedação ou selagem de rachaduras, frestas, vasos e fendas que possam servir de abrigo para baratas;
  • Limpe pisos, coifas, fogões e maquinário frequentemente para que não fiquem engordurados.

Moscas

                                                                                           

As moscas domésticas (Musca domestica, espécie mais presente em áreas urbanas) alimentam-se de fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição e açúcar. Os locais visitados por esses animais sinantrópicos apresentam manchas escuras, produzidas pelo depósito de suas fezes, e manchas claras, provocadas pelo lançamento de saliva sobre os alimentos.

As moscas domésticas são grandes vetores mecânicos de transmissão de doenças, uma vez que podem transportar agentes patógenos em suas patas e disseminá-los quando entram em contato com os alimentos.

Medidas preventivas

O combate das moscas é realizado através de medidas de prevenção relacionadas ao saneamento ambiental, isto é, destinadas a eliminar locais com acúmulo de lixo, restos alimentares e matéria orgânica em decomposição. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Lave frequentemente áreas ou recipientes com qualquer tipo de resíduo orgânico (fezes de animais, restos alimentares), de forma a manter o ambiente sempre limpo.

Pulgas


As pulgas são insetos que vivem como parasitas externos de animais domésticos, silvestres e de seres humanos, alimentando-se de sangue. As espécies mais relevantes são:

  • Pulex irritans: espécie que ataca o ser humano com mais frequência, embora também possa ter outros hospedeiros;
  • Xenopsylla cheopis: espécie de ratos domésticos, é a principal transmissora da peste bubônica;
  • Ctenocephalides sp: espécie parasita de cães e gatos;
  • Tunga penetrans: espécie vulgarmente conhecida como “bicho-de-pé”, seus principais hospedeiros são seres humanos, cães, gatos e porcos.

As pulgas são importantes parasitas e vetores biológicos. Como parasitas, propiciam a instalação de fungos e bactérias causadores de irritações e lesões cutâneas. Como vetores biológicos, transmitem a peste bubônica e o tifo murino proveniente dos ratos.

Medidas preventivas

  • Retire o acúmulo de poeira e detritos em frestas de assoalho, carpetes e tapetes;
  • Mantenha o assoalho e as junções do rodapé calafetados e encerados, pois a cera tem efeito desalojante;
  • Adote medidas de prevenção e controle de roedores, para evitar a instalação de pulgas provenientes deles;
  • Cuide da higiene de cães, gatos e outros animais domésticos, mantendo sempre limpos seus locais de repouso;

Escorpiões

 

As espécies mais comuns de escorpião são Tityus bahiensis (escorpião marrom ou preto) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo). Eles são animais terrestres, de atividade noturna, que se ocultam durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros). Todos os escorpiões são carnívoros e se alimentam de baratas, grilos e aranhas.

Esses animais sinantrópicos são considerados peçonhentos, pois transmitem veneno pelo ferrão. A maior parte dos acidentes envolvendo escorpiões ocorre através do manuseio de materiais de construção ou entulho, sendo mais comuns no período de chuvas. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do indivíduo.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando o acúmulo de folhas secas, lixo e materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede as soleiras das portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos de chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros e de vida livre que se alimentam principalmente de insetos. As espécies de maior importância são Loxosceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira).

As aranhas marrons vivem sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras e em ambientes domiciliares, onde abrigam-se em pilhas de tijolos, telhas e entulhos. Por sua vez, as armadeiras vivem em bananeiras, terrenos baldios e em zonas rurais próximas às residências.

Algumas aranhas podem injetar veneno por meio de um par de glândulas que se encontra em suas peças bucais. Em caso de picada, a gravidade do envenenamento varia de acordo com o local da picada, a sensibilidade do indivíduo e o tipo de espécie, mas a maior parte das aranhas é inofensiva ao ser humano.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de aranhas, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede soleiras de portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos do chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento às aranhas;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Formigas


As formigas são insetos sociais que vivem em colônias ou ninhos. Em geral, constroem seus abrigos sobre o solo e plantas, no interior de edifícios e em cavidades na madeira ou troncos de árvores.

O Brasil apresenta cerca de 2 mil espécies de formigas descritas, mas apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas – apenas as que invadem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos. A maioria das formigas alimenta-se de sucos vegetais, seiva de plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas ou líquidos adocicados que são excretados por certos insetos. Algumas são carnívoras e consomem animais mortos e fungos.

Algumas formigas podem se defender por meio de um aparelho transmissor de veneno. Esse veneno provoca reações alérgicas cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas.

Medidas preventivas

  • Deixe os locais livres de restos de alimentos, especialmente doces;
  • Vede muito bem potes de alimentos;
  • Coloque o açúcar em pote hermeticamente fechado;
  • Quando houver formigas, siga a trilha e tampe o orifício por onde entram e saem, principalmente na junção de azulejos, batentes e quaisquer frestas.

Taturanas

As taturanas são larvas de mariposas e borboletas, geralmente encontradas em árvores frutíferas.

Algumas taturanas podem causar acidentes através de cerdas pontiagudas que contêm veneno, causando queimaduras. Os acidentes geralmente ocorrem em crianças ou adultos que manuseiam galhos, troncos e folhagens diversas.

Medidas preventivas

  • Ao colher frutas, observe se não existem taturanas no local;
  • Evite a presença de crianças próximo a árvores ou plantas que contenham taturanas;

Mosquitos

Atualmente, existem dois gêneros importantes de mosquitos, que se diferenciam a partir dos hábitos de vida que possuem:

O Aedes costuma ser ativo durante o dia, enquanto o Culex, pela noite. Esses animais sinantrópicos precisam de água para completar seu ciclo reprodutivo e estão perfeitamente adaptados às condições urbanas.

Os Culex habitam córregos poluídos, lagos e valetas de esgoto, enquanto os Aedes vivem em recipientes artificiais como tanques, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos para plantas e todo material que acumule água.

As fêmeas se nutrem de sangue, atuando como vetores de doenças. Apesar das picadas incomodarem, o pernilongo Culex sp não é considerado vetor de doenças na cidade de São Paulo. Já o Aedes aegypti apresenta importante papel como vetor dos vírus da dengue, zika, chikungunya  e febre amarela. Ao picar uma pessoa doente, o pernilongo adquire o vírus, que se multiplica em seu organismo, sendo transmitido para outras pessoas através da picada.

Medidas preventivas

Para controlar a população de mosquitos, é necessário evitar os criadouros. Medidas que podem ser adotadas pelo poder público municipal e pelos cidadãos são:

  • Não deixe água parada em quaisquer recipientes;
  • Não descarte materiais em córregos, pois a água fica parada e pode servir de criadouro para mosquitos;
  • Coloque areia grossa nos pratos de vasos de plantas, evitando que se tornem um criadouro;
  • Vede caixas d’água;
  • Não descarte materiais em terrenos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro.

Abelhas

As abelhas são animais sinantrópicos de grande importância, já que contribuem para a fecundação de flores e frutos e produzem mel e própolis.

Em épocas de escassez de néctar, podem invadir residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar. Caso se sintam ameaçadas, elas podem picar. Nesses casos, a recomendação é espantar as abelhas e retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas a ele, mas nunca mate abelhas – elas já são ameaçadas o suficiente pelo uso de agrotóxicos e pelas mudanças climáticas.

As abelhas possuem um ferrão na região posterior do corpo que serve para inocular veneno. Sua picada é dolorida e pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico.

Medidas preventivas

Para prevenir a formação de colmeias, deve-se:

  • Evite deixar entulho como caixas, tambores, buracos ou vãos em paredes ocas, pneus velhos, armários, sofás e outros tipos de móveis ou qualquer material que possa servir de abrigo para a colmeia.

Em caso de enxame ou colmeia já instalada:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de abelhas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça qualquer movimento brusco que possa atingir as abelhas ou seu abrigo.

Na presença de uma colmeia, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Vespas

As vespas, também conhecidas como marimbondos ou cabas, possuem várias famílias e são encontradas em todo o território nacional.

Alguns tipos de vespa possuem um ferrão que inocula veneno na região posterior do corpo, sendo consideradas peçonhentas. Sua ferroada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico. Também há espécies inofensiva, como as vespas que comem frutas.

Medidas preventivas

Apesar de não ser possível prever a chegada de um enxame ou o estabelecimento de um vespeiro em um local, existem algumas orientações importantes a fim de evitar acidentes. Em caso de enxame ou vespeiro já instalado:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de vespas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça movimentos bruscos e ruidosos próximos ao vespeiro.

Na presença de um vespeiro, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Morcegos

Em áreas preservadas, os morcegos se abrigam em cavernas, tocas de pedras, ocos de árvores, árvores com troncos similares a sua coloração, folhas, árvores caídas, raízes na beira de rios e cupinzeiros abandonados. Nas áreas urbanas, é possível encontrar morcegos em pontes, no forro de prédios e de casas de alvenaria, na tubulação fluvial, em pedreiras abandonadas, no interior de churrasqueiras e até em aparelhos de ar condicionado.

Entre todos os mamíferos, os morcegos possuem a dieta mais variada, alimentando-se de frutos e sementes, pequenos vertebrados, peixes e até sangue.

Dentre as doenças transmitidas por morcegos, a raiva e a histoplasmose são as mais conhecidas. Apesar da raiva ser comum, um estudo epidemiológico sobre raiva humana realizado na Amazônia concluiu que esses animais não possuem papel significativo na transmissão da doença. A raiva relacionada ao gado é mais relevante, já tendo contaminado 2 milhões de cabeças em todos os países da América Central e do Sul, exceto no Chile e Uruguai, em 1972.

A histoplasmose é uma micose sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, um ascomiceto que se aloja em solos úmidos e fartos de excrementos de aves e morcegos. As principais fontes de infecção são grutas, galinheiros, árvores ocas, porões de casas, sótãos, construções inacabadas ou antigas e áreas rurais. O contágio ocorre principalmente por meio da inalação dos esporos do fungo.

Medidas preventivas

Para prevenir a presença de morcegos e o possível contágio de doenças transmitidas por eles, deve-se:

  • Vede juntas de dilatação de prédios, espaços existentes entre telhas e parede, bem como cumeeiras;
  • Coloque vidros e portas em porões;
  • Umedeça e remova fezes existentes utilizando luvas e máscaras sobre o nariz e boca;
  • Colha frutos maduros e evite que pessoas permaneçam na rota de voo dos morcegos;
  • Em novos projetos paisagísticos, escolha árvores que não sejam atrativas para a alimentação desses animais.

Se ocorrer um acidente com morcego, procure orientação médica.

Fonte : Portal  eCycle

Julia Azevedo

 

Encerrada vacinação em cães e gatos na área rural

leave a comment »

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) encerrou esta semana a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos na área rural. As equipes de vacinação que desde abril estiveram em sítios e fazendas imunizaram no total 3.635 animais, sendo 2.923 cães e 712 gatos.

“Conseguimos ultrapassar a nossa meta que era aplicar 3.500 doses, garantindo com isso uma boa cobertura”, informou Diego Reis gerente do CCZ. A vacina protege o animal caso haja algum acidente com morcegos infectados. Nessa situação a Zoonoses deve ser avisada imediatamente para avaliar qual protocolo vacinal será adotado para manter o cão ou gato protegido. Caso o morcego ainda esteja no local ele será recolhido para análise. Especialmente na área rural é comum a presença desse mamífero. O contato de cães ou gatos com morcegos pode levá-los à morte, caso não estejam protegidos. Da mesma forma, cães e gatos infectados podem transmitir o vírus da raiva aos humanos.

A vacina é aplicada anualmente e se porventura algum morador não tenha conseguido imunizar seus animais durante a visita dos vacinadores, pode procurar a Zoonoses de segunda a sexta-feira das 7h00 às 16h00. A vacina é gratuita. O calendário da campanha de vacinação na área urbana está sendo elaborado e será divulgado em breve.

População não deve entrar em contato com morcegos alerta CCZ

leave a comment »

O contato com morcegos vivos ou mortos deve ser evitado para não trazer riscos à saúde da população. O alerta é do Centro de Controle de Zoonoses. Há casos em que moradores encontram esses animais caídos e sem nenhum tipo de proteção recolhem e jogam no lixo. Em muitos dos casos o CCZ nem fica sabendo do ocorrido, o que dificulta o controle sobre o vírus da raiva, doença que nos humanos e nos animais é fatal. Só no ano passado mais de 50 morcegos foram coletados pela Zoonoses e encaminhados ao Instituto Pasteur. Nenhum deles apresentou positividade para o vírus da raiva. Em janeiro deste ano, 9 animais também foram encaminhados para análise, mas o resultado dos exames ainda não chegou para o CCZ. Houve também outros 8 casos de munícipes que solicitaram orientação da Zoonoses sobre como proceder para evitar que os morcegos se aproximem de suas residências.

Há uma série de medidas que a Zoonoses precisa tomar no caso de morcegos serem encontrados caídos no chão. A primeira delas é fazer a coleta do animal com segurança e encaminhá-lo para análise. Para isso é necessário a colaboração dos moradores. Caso encontrem morcegos caídos em quintais ou calçadas, a recomendação é não colocar as mãos no animal, apenas prendê-lo com um balde ou uma toalha molhada até que seja recolhido pelo CCZ. Animais de estimação como gatos e cães não podem ter contato com o morcego. Caso contrário vão permanecer em observação e deverão tomar vacina de reforço contra a raiva. É importante controlar a circulação do vírus. Por este motivo a recolha e análise dos morcegos são tão necessárias.

Vacinação em animais domésticos

Todos os anos o Centro de Controle de Zoonoses realiza a vacinação em cães e gatos. A imunização protege esses animais contra a raiva. A vacina é gratuita e aplicada tanto em postos de vacinação durante a campanha quanto no próprio CCZ, no Distrito Industrial de segunda a sexta-feira das 7h00 às 16h00. Informações sobre morcegos e vacinação antirrábica podem ser conseguidas através dos telefones 3533-7155, 3535-4441 ou 3536-3866.

Written by I.E.C - CCZ

22/02/2019 at 7:37 am

CCZ E UNESP EM PARCERIA PARA ESTUDOS SOBRE MORCEGOS

leave a comment »

 

Morcegos são os únicos mamíferos que voam e são animais muito importantes para o meio ambiente.

Existem cerca de mil espécies de morcegos pelo mundo: os que comem insetos, outros polinizam flores, alguns comem frutos e disseminam sementes auxiliando o reflorestamento, entre outros benefícios. Três espécies são hematófagas, sendo que duas alimentam-se de sangue de aves e apenas uma, alimenta-se de sangue de mamíferos.

O objetivo dos trabalhos do Centro de Controle de Zoonoses  com morcegos são as zoonoses transmitidas, como a Raiva e a Histoplasmose.

Acadêmicos da UNESP visitaram as instalações do CCZ para uma parceria e interação de conhecimentos sobre as espécies em áreas urbanas.

Segundo  Milene Weismann e a Dra. Maria Emilia de Godoy, bióloga e veterinária do CCZ|, a  parceria entre as instituições vão auxiliar nos estudos sobre as espécies,  comportamentos e  podem auxiliar no manejo e conservação  destes animais.

Dicas importantes:

. Vacine seu animal anualmente contra a Raiva;

. Se houver contato de cão e/ou gato com morcegos, procure imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses;

. Nunca toque no morcego. Caso encontre caído no chão, informe o Centro de Controle de Zoonoses para coleta do animal (mesmo morto);

. Caso ocorra qualquer tipo de contato ou agressão (mordida, arranhão ou lambedura), procure o Serviço de Saúde imediatamente.

 

 

 

 

Zoonoses orienta população sobre o que fazer ao encontrar morcegos

leave a comment »

Acidentes com morcegos podem render bem mais do que um simples ferimento. Em alguns casos pode ser até mesmo fatal. Esses mamíferos são possíveis transmissores da raiva, uma doença que até o final de maio já havia matado quatro crianças no estado do Pará. Outras pessoas naquele Estado estão internadas com suspeita da doença.

Para evitar o contágio é preciso alguns cuidados muitas vezes desconhecidos pela maioria da população. Por isso o Centro de Controle de Zoonoses, além de realizar sua campanha anual de vacinação antirrábica em cães e gatos que este ano terá início dia 22 de julho na área urbana, também faz a recolha de morcegos quando são encontrados caídos, mortos ou vivos. Somente este ano a Zoonoses já recolheu 15 morcegos encontrados caídos próximos a residências e em quintais. Esses animais foram encaminhados para o Instituto Pasteur, onde é verificado se são ou não portadores do vírus.

No caso de o animal recolhido estar contaminado é preciso realizar um bloqueio no local onde ele foi encontrado. Animais de estimação recebem uma dose reforço da vacina antirrábica. Todo um esquema é montado para evitar que animais e humanos sejam contaminados.

Por isso a recomendação para quem localiza um morcego caído é ligar imediatamente para o Centro de Controle de Zoonoses. Não se deve jamais tocá-lo ou deixar que animais de estimação cheguem perto. Aconselha-se jogar sobre o animal uma toalha molhada ou um balde para contê-lo até que a equipe do CCZ chegue para fazer a recolha.

Serviço

Mais informações podem ser obtidas com o CCZ pelo telefone 3535-4441 ou 3533-7155. O endereço é Rua Alpha, sem número, Distrito Industrial, ao lado do Canil Municipal. Nas redes sociais a Zoonoses pode ser contatada através do facebook Zoonoses Rio Claro e do blog ccz.wordpress.com.

VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA E MORCEGOS

with one comment

 

morcego-frugivero

morcego-insentivoro

 

Os telhados e paredes das cidades brasileiras acumulam mais do que poeira e sujeira: têm também uma variedade de morcegos.

Cerca de um quarto das 167 espécies do país pode ser encontrado na área urbana e periurbana do Brasil. As outras vivem em cavernas- que são o habitat natural desses bichos.

Essa abundância de morcegos nas cidades acontece porque, com a expansão desenfreada das construções e o aumento do desmatamento, os bichos são cada vez mais empurrados para ambientes humanos.

                       SEM CAVERNA

morcego-caverna

Alguns desses locais como lajes, dutos de ventilação, chaminés de churrasqueiras e poços de elevador- mostraram-se tão “confortáveis” quanto cavernas e outros espaços originalmente usados como habitat pelos bichos.

Invenções humanas, como os postes de iluminação pública, facilitaram não só a vida das pessoas, mas também a desses animais.

Atraída pela luz, uma multidão de insetos costuma circular nas proximidades da lâmpada, proporcionando um verdadeiro banquete para as espécies insetívoras.

Embora os morcegos possam transmitir Raiva e outras doenças, pesquisadores defendem que sua presença pode ser benéfica.

Espécies insetívoras como o Molossus molossus e Tadarida brasiliensis agem como dedetizadores naturais: elas se alimentam principalmente de baratas, mosquitos e cupins.

Os morcegos frugíveros (Artibeus lituratus) espalham sementes através das fezes, auxiliando no reflorestamento.

Encontrado morcego com Raiva na cidade

 

Solicitada a presença do Centro de Controle de Zoonoses em uma residência onde o morador encontrou um morcego morto, este foi enviado para exames e constatada a  contaminação pelo vírus da Raiva.

 

Para evitar que humanos ou animais domésticos contaminem-se,  o CCZ estará trabalhando a área da Rua 3 até a Rua 8 e das  Avs. 19 até a 27 a partir da próxima segunda-feira, 31/10 até quinta-feira, dia 03/11, podendo estender os trabalhos até a abrangência total das residências.

 

Este trabalho consiste na educação /orientação com cartazes e folhetos informativos  para os moradores e realizando a vacinação antirrábica em cães e gatos.

A vacinação antirrábica é fundamental para a prevenção da doença nos animais de estimação, que normalmente veem o morcego como caça ou brinquedo.

 

Como prevenir:

 

. Se os morcegos estiverem abrigados no forro, retire algumas telhas, acenda uma lâmpada ou coloque algumas telhas de vidro, para que a luz entre e afugente-os.

. Após a retirada dos morcegos do forro, realizar a limpeza e desinfecção , umedecendo a superfície com solução de água e cloro, na proporção de meio litro de cloro para um litro de água. Sempre utilizar máscara, botas e luvas. As fezes retiradas devem ser ensacadas e descartadas no lixo.

. Vedar as frestas do telhado;

. Telar as janelas;

. Realizar a poda das árvores para aumentar a incidência de luz;

. Retirar frutos das árvores, eliminando alimentos dos morcegos frugívoros.

IMPORTANTE

. Se houver contato de animal (cão e/ou gato) com morcegos, procurar imediatamente o médico veterinário ou o Centro de Controle de Zoonoses;

. Nunca toque no morcego. Caso encontre caído no chão, informe o Centro de Controle de Zoonoses para coleta ou captura do animal, mesmo se estiver morto;

. Vacine cães e gatos contra a Raiva;

. Caso ocorra qualquer tipo de contato ou agressão (mordida, arranhão ou lambedura) a pessoa deve procurar um serviço de saúde imediatamente.

. Ligue 156 para solicitação de visita ou 3535-4441 e 3533-7155 – CCZ, para orientações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bióloga identifica insetos e analisa larvas em laboratório do CCZ

leave a comment »


Milene 2015 (1)

A análise de larvas e a identificação de insetos e animais peçonhentos também faz parte do trabalho realizado no laboratório do Centro de Controle de Zoonoses. Esse trabalho é feito pela bióloga Milene Weissman. Desde 2004 ela auxilia no combate à dengue verificando material coletado pelos agentes em vários pontos da cidade. As análises apontam para a positividade ou não de larvas do Aedes aegypti.

“Atualmente oferecemos apoio também para análise de larvas das cidades de Itirapina e Corumbataí que não possuem um CCZ, explicou Milene. A bióloga também atende às solicitações dos moradores feitas através do telefone 156 nos quando casos em que aranhas, escorpiões e cobras são capturados e precisam ser identificados. “Recolhemos os animais, verificamos a sua espécie e orientamos os moradores”, disse a bióloga.

Há situações ainda em que morcegos que apresentam hábitos atípicos são encontrados caídos nas residências. “Procuramos identificar a espécie e depois a encaminhamos ao Instituto Pasteur que verifica se o animal está infectado pelo vírus da raiva”, acrescentou Milene. Ela informou ainda que dependendo da época do ano as reclamações sobre infestação de pombos, morcegos e carrapatos crescem.

No caso dos carrapatos as pesquisas são realizadas em áreas infectadas. Esses ectoparasitas são analisados pela Sucen para verificação da presença da bactéria causadora da Febre Maculosa. No momento, estamos atendendo mais solicitações sobre pombos que também são feitas através do telefone 156”, concluiu. O trabalho da bióloga inclui ainda a colocação de armadilhas para captura do mosquito que transmite a Leishmaniose, no caso de surgirem casos suspeitos da doença no município.