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DIFERENTES MOSQUITOS E DOENÇAS QUE TRANSMITEM

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                        SAIBA DIFERENCIÁ-LOS

O Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya. É preto com listras brancas, que na verdade são escamas  e dispõe de um desenho no tórax que lembra uma lira (instrumento musical). Picam principalmente no início da manhã e final da tarde  quando a temperatura está mais amena. Próprio de áreas tropicais. É um mosquito urbano que se prolifera em áreas com grande continente populacional.

                                               

O Aedes albopictus   é um  mosquito que também tem potencial para transmitir dengue, zika e chikungunya. Pesquisas comprovaram que a espécie carrega o vírus da febre amarela mas não tem capacidade de transmiti-la.  Ele está distribuído em áreas rurais na grande maioria dos Estados brasileiros. Apresenta o mesmo hábito alimentar do primo, Aedes aegypti, com maior atividade no início da manhã e no final da tarde. A diferença é que não se alimenta preferencialmente de sangue humano, mas do animal que encontrar pela frente.

Sabethes  junto ao Haemagogus, é o principal transmissor da febre amarela atualmente no Brasil. É um mosquito silvestre, que vive em região de mata e costuma ficar na copa das árvores – por essa razão, pica preferencialmente macacos. Coloca seus ovos no oco das árvores. É diurno, picando do meio-dia até o pôr do sol. Chama a atenção pelo colorido metalizado, com tons de violeta, roxo, azul e verde.

Os flebotomíneos, Lutzomya longipalpis, popularmente chamados de mosquito-palha, cangalhinha e birigui, transmitem a Leishmaniose. São pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. Têm hábitos noturnos. A transmissão da doença ocorre quando fêmeas do mosquito picam uma pessoa ou um animal infectado, como cães, gatos e cavalos e picam alguém saudável, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

Os Anopheles  é um gênero de mosquito da família Culicidae e subfamília Anophelinae, dividido em torno de 400 espécies; popularmente chamado de mosquito-prego transmitem a malária.  A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Também podem picar durante a noite, mas em menor quantidade. É frequente na região amazônica. Apenas as fêmeas transmitem a malária. Elas precisam de sangue para o desenvolvimento de seus ovos. Os machos se alimentam apenas de substâncias com açúcar, como néctar e seivas de plantas.

Culex quinquefasciatus é o pernilongo comum. Não é um grande transmissor de doenças, mas seu potencial para isso ainda está sendo investigado. No ano passado, a Fiocruz realizou um estudo em Recife, área de incidência da zika, e constatou que o Culex também tinha capacidade de transmitir a doença. Nessa mesma região, o pernilongo transmite o parasita que causa a elefantíase, única área do Brasil endêmica para essa doença. Ele tem hábitos noturnos, se reproduz em águas poluídas e está presente no meio urbano de regiões tropicais, subtropicais e temperadas do mundo.

Fonte: R7

Semana Estadual de Vigilância e Controle da Leishmaniose – De 06 a 10 de Agosto 2012

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 O que é a Leishmaniose Visceral?

É uma doença grave, que atinge humanos e cães. Quando não tratada, esta doença pode levar a morte até 90% dos casos humanos. Ela é causada pelo protozoário Leishmania chagasi, e é transmitido através da picada de um inseto chamado flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), popularmente conhecido como mosquito palha.

Como a Leishmaniose Visceral é transmitida?

Por causa dos desmatamentos, o mosquito tem perdido seu habitat natural em matas e florestas e chegado cada vez mais perto dos centros urbanos, sítios e jardins. É um mosquito muito pequeno e caracteriza-se pela sua forma de pousar com as asas entreabertas.

A doença é transmitida pela fêmea do mosquito palha contaminado, quando o mosquito pica cães infectados e, posteriormente, pica humanos. Não há transmissão direta entre pessoas e entre pessoas e cães.

Quais os principais sintomas?

Em Humanos:

. Febre irregular de longa duração (mais de 7 dias);

. Falta de apetite, emagrecimento e fraqueza;

. Barriga inchada (aumento do baço e fígado)

Procurar o serviço de saúde mais próximo de sua residência, principalmente se esteve em área onde a doença esteja ocorrendo.

Em cães:

Os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentarem sinais clínicos. Estes cães são fontes de infecção para o inseto transmissor da doença, e portanto, um risco à saúde de todos. Nestes casos, a única forma de detectar a infecção é através de exames específicos.

Quando os cães adoecem apresentam principalmente os seguintes sinais clínicos:

. Apatia;

. Lesões de pele ( feridas e descamações);

. Queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas;

. Emagrecimento progressivo;

. Lacrimejamento (conjuntivite);

. Aparecimento de ínguas;

. Crescimento anormal das unhas;

. Inchaço de pernas;

. Sangramento de nariz ou de outras aberturas

Como prevenir?

A criação e proliferação do inseto vetor da doença se dá  no meio da matéria orgânica e em criadouros de animais, por isso deve-se:

. Evitar criações de porcos e galinhas em área urbana:

. Manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de    animais, restos de madeiras e frutas;

. Todo esse lixo deve ser embalado e fechado em sacos plásticos;

. Proprietários de terrenos desocupados devem adotar as mesmas medidas descritas acima;

. Manter o animal em ambiente telado com malha fina durante o período de maior atividade do inseto transmissor (do entardecer ao amanhecer);

. Uso de coleiras repelentes de insetos;

. Adotar a posse responsável do animal, não permitindo que o mesmo fique solto nas ruas;

. Permitir o acesso das autoridades sanitárias aos seu domicílio, para testagem dos cães e reconhecimento dos que estiverem com LV.

Qualquer dúvida sobre a Leishmaniose Visceral, procure o Serviço de Saúde mais próximo ou o Centro de Controle de Zoonoses através dos telefones: 3527-0309 ou 3535-4441.