DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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SESI INFORMA ALUNOS SOBRE ANIMAIS PEÇONHENTOS

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O SESI de Rio Claro solicitou ao setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses, orientações e a vidraria de animais peçonhentos para exposição.

Cerca de 600 alunos participaram das atividades.

Os guarda vidas da instituição: Douglans Cristian Domingues, Erik Lebek e Sergio Ramalho, elaboraram revista pertinente ao tema peçonhentos, de fácil leitura, com medidas preventivas, sintomas e atendimento em caso de acidente, para distribuição aos alunos e com isto, estas informações serem compartilhadas também com familiares e amigos.

IV SEMANA DA SAÚDE NO CAMPUS DA UNESP

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A Fundação Municipal de Saúde participou desta importante iniciativa da universidade com a Vigilância Epidemiológica vacinando e realizando testes de DST e atendimento odontológico móvel.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente no campus orientando alunos, professores, funcionários e visitantes com exposição sobre animais peçonhentos e diversas arboviroses como Dengue e Febre Maculosa.

SEMANA DE PREVENÇÃO À FEBRE MACULOSA

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De 13 a 23 de Setembro a Secretaria de Estado da Saúde, estipulou como “Semana de Prevenção à Febre Maculosa”.

O setor de Informação e Educação do Centro de Controle de Zoonoses participou do evento “A Febre Maculosa em tempo e espaço, determinando alertas”, realizado pela Coordenadoria de Controle de Doenças, para atualização sobre o vetor e a doença e assim, repassar as informações aos profissionais da área e para a população.

Os Agentes de Endemias da Fundação Municipal de Saúde receberam estas orientações através de palestra e um bate papo para sanar dúvidas e trocar experiências.

A Febre Maculosa é uma doença febril aguda causada por uma bactéria transmitida às pessoas através do carrapato Amblyomma Sculpitum ou Dubitatum , popularmente conhecidos como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”.    O micuim (larva do carrapato) também pode transmitir a doença.

É uma doença de fácil tratamento, mas com índices de óbitos que chegam a 60% dos infectados. Porque isto acontece?  Por falta de informação à população e ao profissional de saúde.

Ao ter contato com o parasita e início dos sintomas, é fundamental que se procure um médico imediatamente e o informe sobre o contato ou que frequentou áreas de risco, tais como: matas, sítios, campos de várzea, pesqueiros, cachoeiras, parques, florestas, etc.

O homem é infectado através da picada do carrapato estrela ou micuim que eventualmente carrega a bactéria Rickettsia rickettsii nas suas glândulas salivares. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos, etc.), cães, aves domésticas, roedores, animais selvagens como os gambás, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras., e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

Transmissão

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos.

Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas..

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, por exemplo).

O diagnóstico é realizadocomexame específico para o diagnóstico da febre maculosa

Tratamento

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins e pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Recomendações

. Evite o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam existir, como: beiras de lagos e rios, trilhas, pastos, parques, florestas, tome as seguintes precauções:

. Examine seu corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

. Use roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

. Coloque a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

. Corte o mato e grama rente ao solo;                                                             

. Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele: não esmague com as mãos ou unhas pois você pode adquirir a doença através de pequenos ferimentos na pele;

. Não se esqueça de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata. Esteja atento ao aparecimento dos sintomas comuns a vários tipos de infecção e avise o médico para um  diagnóstico diferencial.

Não existe vacina contra a Febre Maculosa brasileira.

1ª GINCANA AÇÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SAÚDE

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O acúmulo e o descarte incorreto de materiais, resulta em problema de saúde pública como o aumento de criadouros de mosquitos transmissores da Dengue, Zika e Chikungunya, insetos como baratas e pernilongos além de roedores e animais peçonhentos.

A prevenção destes problemas, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores, diminui significativamente  custos públicos em razão de ser  muito menor  frente ao tratamento de doenças.

Neste sentido um grupo com representantes da Educação, Saúde e do Legislativo está organizando a 1ª Gincana Ação Ambiental e Saúde com o intuito de recolher, orientar e manter limpos os bairros com maior índice de casos de dengue, roedores e peçonhentos.

Dos 147 bairros do município, o Bom Retiro será o primeiro a receber a Gincana em razão do montante de materiais descartados em quintais, ruas e terrenos, que tem resultado em alto índice larvário, positivos de Dengue e aparecimento de escorpiões; além de estender as ações preventivas  para os bairros próximos como o Bonsucesso e Novo Wenzel.

Se chover o evento será transferido.

COM ESCORPIÃO NÃO SE BRINCA

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Como se desenvolvem:

Os escorpiões são animais peçonhentos que  injetam veneno por um ferrão na ponta da cauda. Normalmente, os acidentes acorrem quando as pessoas encostam no animal, geralmente com as mãos e os pés.

A proliferação dos escorpiões acontece nos períodos mais quentes e  chuvosos como  na  primavera e  no  verão, porém sua infestação é observada durante todo o ano.

É comum se esconderem próximos ás residências, terrenos abandonados com entulhos, embaixo  de materiais  de construção (madeiras,  telhas,  tijolos  e pedras)  e em lixo, mato e jardins.

Nas residências, são comuns em saída de esgoto,  ralos  e caixas de gordura. Procuram lugares escuros e se alimentam principalmente de baratas. Daí a importância de se combater esses insetos, que são atrativos para aparecer escorpiões.

CAPTURA SEGURA

Nunca capture escorpião com as mãos, mesmo que enluvadas;

  • Nunca faça essa captura sozinho. Tenha sempre outra pessoa com você;
  • Nunca utilize inseticida ou qualquer outro produto químico para exterminar o escorpião. Para ter esse efeito sobre o escorpião, é necessária uma quantidade muito grande do produto, o que pode prejudicar a sua saúde e a saúde dos demais e dos animais domésticos, além de desalojar os escorpiões e aumentar o risco de acidente;
  • Para visualizar o escorpião, caso esteja escondido, utilize um graveto ou um objeto longo e fino, de superfície lisa para empurrá-lo até um local onde possa coletá-lo com o frasco. Mantenha uma distância de mais de 30 cm entre sua mão e a ponta do objeto com o qual irá tentar capturar o animal. Caso o escorpião agarre o objeto, despreze-o e não chacoalhe, na tentativa de soltar o animal e nem tente tirá-lo com a mão;

P R E V E N Ç Ã O

    D E N T R O D E C A S A          

. Feche buracos, vãos e frestas das paredes e do chão.

. Coloque telas em todos os ralos do chão e de lavatórios. ou utilize ralos protetores.

. Evite andar descalço.

. Vedar com proteção as soleiras e vãos das portas e janelas.

. Observe com cuidado sapatos e roupas, brinquedos antes de usá-los.

. Afaste camas e berços das paredes e evite colocar roupas no chão.

. Mantenha sempre o controle de baratas e outros insetos.

MANEJO AMBIENTAL

. Conserve o  quintal,  jardim,  garagem,  porão livres de entulhos, madeiras, folhas,  lixo  ou outros materiais.

. O lixo deve ser fechado em sacos para evitar baratas e outros insetos. Coloque  os  sacos  de lixo na rua somente na hora que o coletor de resíduos for passar.

. Não coloque a mão em buracos no solo, fendas em árvore ou paredes.

. Nunca deixe coisas velhas acumuladas em volta da casa, principalmente restos de construção.

. Material de construção, madeiras e  garrafas devem ser empilhados longe do chão, da parede e do teto, em local bem arejado.

. Use luvas grossas ao manusear  entulhos  ou restos de materiais de construção.

. Evite ter plantas ornamentais densas, arbustos e trepadeiras junto a paredes  e  muros  da  sua casa.

. Na  área  rural,  tome  cuidado  com  barrancos, cupinzeiros e troncos de árvores abandonados.

Após ser Picado por Escorpiões

Primeiros Socorros

. Limpar o local da picada com água e sabão e aplicar compressa de água morma para diminuir a dor.

. Procurar o ATENDIMENTO COM URGÊNCIA.

. Com segurança e desde que não leve muito tempo para capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde. Para isso, use pinça longa ou algo semelhante e pote com tampa. Ou fotografe-o.

O QUE NÃO DEVE SER FEITO NO LOCAL DA PICADA

Torniquete ou garrote, furar, cortar, queimar, espremer e nem fazer sucção no local da ferida.

Água fria ou gelo acentua ainda mais a dor. Nenhuma substância pode ser aplicada no ferimento da picada.

Sintomas

As pessoas que mais sentem a ação do veneno são as crianças e por isso podem ir a óbito.

A dor no local aparece logo após a picada. Em crianças ocorrerá inicialmente choro intenso e abrupto devido à dor. O local da picada pode ficar vermelho, inchado e com suor. A dor pode irradiar para o braço ou perna, com aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.

O suor aumenta e a criança alterna sonolência com agitação, passa a tremer e babar. Depois disso vem o vômito. Há situações em que após a picada, vem a dor e o vômito, de maneira muito rápida, antes mesmo que se perceba os sintomas anteriores.

ATENDIMENTO MÉDICO

PARA CRIANÇAS ATÉ 10 ANOS

Deve-se levar a criança o mais rapidamente possível a Unidade de Saúde referência para o atendimento e tratamento médico.

Caso não seja possível, procure um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital que for mais próximo.

EM RIO CLARO: PA – PRONTO ATENDIMENTO DA AVENIDA 15

PARA AS DEMAIS PESSOAS

Deve-se procurar o quanto antes o Serviço de Saúde mais próximo, preferencialmente um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital.

UPAS 29 E CERVEZÃO

Se necessário, ligue para  o SAMU pelo 192, pois há urgência no atendimento às crianças com picada de escorpião.

Mitos e Verdades

C R E N Ç A S E P E R G U N T A S F R E Q U E N T E S S O B R E O S E S C O R P I Õ E S

O E S C O R P I Ã O A T A C A ?        

Não. O escorpião ferroa apenas para se defender, ou seja, quando alguém coloca  a  mão  ou  encosta-se  nele intencionalmente ou sem perceber.

T O D O E S C O R P I Ã O É V E N E N O S O ?

Sim. Todos os escorpiões possuem veneno e capacidade de injetar este veneno. A diferença entre as espécies perigosas e não perigosas está na ação deste veneno no homem.

O E S C O R P I Ã O U S A T O D O S E U V E N E N O E M UMA Ú N I C A P I C A D A ?

Não. Ele nunca utiliza todo seu veneno em uma única picada e pode causar um segundo acidente imediatamente após o primeiro. Pode também picar e não inocular veneno, causando um acidente assintomático ou “picada seca”.

O U S O D E V E N E N O S M A T A O S  E S C O R P I Õ E S ?

Não. Os escorpiões se tornaram resistentes aos venenos e o cheiro atua somente para desaloja-los de seus esconderijos, podendo aparecer mais escorpiões, consequentemente maior risco de acidentes.

S E E U E N C O N T R A R U M E S C O R P I Ã O E M C A S A, S I G N I F I C A Q U E

E N C O N T R A R E I O U T R O S ?

Provavelmente sim, porque a área urbana favorece o aparecimento em bastante quantidade.

E X I S T E M   P R E D A D O R E S P A R A O S E S C O R P I Õ E S ?

Sim. os predadores do escorpião são: gambás, lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos e camundongos, entre outros.

Fonte: Lúcia Henriques luahenri@gmail.com – Pesquisadora Científica da Secrtetaria do Estado de Saúde do Estado de São Paulo

Estudo relata 1º caso de cão com varíola dos macacos transmitida por humano

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Cachorro da raça galgo dormia na cama dos tutores infectados, foi contaminado pelo vírus e passou a apresentar sintomas clássicos da doença

Estudo francês documenta primeiro caso de varíola dos macacos em cachorro. Imagem ilustrativa. (Foto: Ron Lach/ Pexels)

Desde que o surto da varíola dos macacos apareceu na Europa e rapidamente se espalhou para outros países, cientistas do mundo inteiro vêm trabalhando para compreender melhor a doença, sua transmissão e infecção. Agora uma nova pesquisa estuda o primeiro caso confirmado em um cão de estimação na França, que provavelmente contraiu a doença de seus donos.

A enfermidade é causada por um vírus zoonótico, ou seja, pode se espalhar de primatas e roedores para pessoas, mas ainda não havia sido registrado casos em que humanos transmitissem a doença para algum animal. Publicado no Lancet em 10 de agosto, o estudo de caso relata como o cachorro da raça galgo de quatro anos desenvolveu a varíola dos macacos.

Os seus donos relatam que tiveram o cuidado de isolar seu cão de outros animais de estimação assim que seus próprios sintomas apareceram, mas continuaram deixando o animal dormir em sua cama. Duas semanas depois, o cachorro desenvolveu as lesões típicas do vírus na barriga e no ânus e, após um teste de PCR, foi confirmada a doença.

Lesões típicas de varíola dos macacos na barriga e ânus do cachorro infectado (Foto: The Lancet)

Pesquisadores realizaram uma análise de DNA das cepas do vírus da varíola dos macacos encontradas no cão e em um de seus tutores, que mostrou 100% de compatibilidade no sequenciamento. Ambos eram da linhagem B.1 da doença, subtipo que vem se espalhando pela Europa e Estados Unidos desde abril.

“Dadas as lesões na pele e nas mucosas do cão, bem como os resultados positivos da PCR do vírus da varíola dos macacos de swabs anais e orais, hipotetizamos uma doença canina real, não um simples transporte do vírus por contato próximo com humanos ou transmissão aérea”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Assim, os cientistas reiteram a importância de considerar a varíola dos macacos como uma doença potencialmente grave para animais de estimação e isolar os bichinhos de pessoas infectadas com a doença. “Se você tem varíola e precisa cuidar de seus animais de estimação saudáveis ​​​​durante o isolamento domiciliar, lave as mãos ou use uma solução à base de álcool antes e depois de cuidar deles”, alertam.

Fonte : revistagalileu.globo.com

CCZ ORIENTANDO SOBRE ESCORPIÕES NA E.M. DENIZARD FRANÇA

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O escorpionismo em crianças menores de 14 anos e em idosos tende a ser mais grave e estes necessitam de rápido atendimento para evitar-se agravamentos e óbitos.

A Secretaria de Educação de Rio Claro juntamente com o CCZ estão orientando alunos através de palestras, conversas, folhetos e amostras para que, conhecendo o animal e seus hábitos, evite-se acidentes com escorpiões.

Alunos dos dois períodos da E.M. Denizard Frrança, em Batovi, receberam estas informações, folhetos e a escola fixou cartaz em sua entrada que, informa os pais, moradores e trabalhadores de cerâmicas que transitam pelo local.

CCZ ORIENTA TIRO DE GUERRA SOBRE ANIMAIS PEÇONHENTOS

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Soldados do Tiro de Guerra de Rio Claro receberam o setor de Educação e Comunicação do CCZ para conhecerem sobre os principais animais peçonhentos encontrados na cidade, cuidados, prevenção, sintomas e onde procurar atendimento em caso de acidentes.
Além das ações que realizam neste período como acampamentos e as diversas ações sociais, os jovens poderão compartilhar o conhecimento em seu cotidiano e famílias.
Após a apresentação, os presentes puderam conferir vidrarias com os animais e receberam folhetos informativos.

LEISHMANIOSE

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De 08 a 12 de Setembro – Semana de prevenção à Leishmaniose

Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão:

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico e o cavalo.

Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas:

– Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
– Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Diagnóstico e Tratamento:

O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.

Para os cães acometidos pela doença, já existe tratamento autorizado no país, conforme Nota Técnica nº 11/2016, devendo ser prescrito e acompanhado por médico veterinário.

Prevenção:

– evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
– fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
– evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
– utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
– usar mosquiteiros para dormir;
– usar telas protetoras em janelas e portas.

Outras medidas importantes são manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos; realizar podas periódicas nas árvores para que não se criem os ambientes sombreados; além de não acumular lixo orgânico, objetivando evitar a presença mamíferos comensais próximos às residências, como marsupiais e roedores, que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para a prevenção e o combate da doença se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. Há vacinas contra a leishmaniose visceral canina licenciadas no Brasil e na Europa, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana. Os resultados do estudo apresentado pelo laboratório produtor da vacina atendeu às exigências da Instrução Normativa Interministerial nº 31/2007, o que resultou na manutenção de seu registro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Procedimento para notificação de casos de leishmaniose visceral e tegumentar para médicos veterinários particulares

  1. Informar ao ccz por meio de e-mail, com histórico e anamnese do animal, tratamento utilizado , exames realizados (caso houver) , dados do animal, do proprietário, e o que motivou a suspeita clínica  para a doença. Notificar é informar uma suspeita ao orgão público.
  2. Informar crmv e nome completo no email
  3. A partir do momento que o ccz é notificado, as ações de busca ativa , pesquisa de flebotomíneo, são conduzidas de acordo com o manual de vigilancia e controle de leishmaniose visceral. Ao médico veterinário particular que notificou a suspeita fica a cargo de conduzir o tratamento clínico ( caso o proprietário assim tenha optado) ou de realizar a eutanásia e encaminhar o corpo do animal ao ccz. Médico veterinário particular não determina conduta das ações do município e nem sobre o que pode ou não ser feito ao tutor desse animal.
  4. Avisar ao proprietário que o ccz estará entrando em contato para realizar o agendamento da sorologia
  5. A sorologia para esse exame é gratuita e feita pelo ccz. O exame é realizado pelo laboratório adolf lutz. Seus resultados são enviados conforme demanda do laboratório que realiza outros exames de referência na rede.
  6. A notificação é o meio mais importante para o ccz saber onde pode haver um cão suspeito ou positivo, para no futuro, realizar a pesquisa de flebotomíneo.
  7. O tratamento com o milteforam é permitido, desde que o proprietário e clínico veterinário sigam os protocolos de tratamento pelo medicamento do ccz.
  8. A eutanásia pelo ccz é realizada quando o animal não responde ao tratamento  fornecido pelo clínico particular, ou se recusa a realizar o tratamento.

Fontes:

Fundação Nacional de Saúde. O que são leishmanioses?

Fundação Oswaldo Cruz. Glossário de doenças
Ministério da Saúde. Saúde de A a Z

Dra. Maria Emilia Canoa de Godoy – Veterinária CCZ

CCZ NO INFORMATIVO DA ESCOLA BENJAMIM FERREIRA

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São tantas práticas realizadas pela E.M. Benjamim Ferreira, que a coordenação elaborou um informativo com as ações pedagógicas realizadas pela instituição.

Entre notícias de atividades artísticas, teatro, brincadeiras, horta, música , jogos, festa junina, o CCZ está presente nesta segunda edição do informativo com a palestra sobre Mosquitos e Dengue realizada para os pequenos alunos.

Parabéns a todos que organizam estes trabalhos para a formação de nossas crianças.