DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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Índice larvário é o mais alto medido em julho nos últimos anos

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O Centro de Controle de Zoonoses concluiu mais uma ADL- Análise de Densidade Larvária. Este levantamento realizado 4 vezes por ano, mostra o nível de infestação de larvas do Aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como Dengue, Chikungunya e Zika. A análise apontou um índice de 1.1, considerado alto para o mês de julho. No ano passado a ADL foi de 0.3 e em 2014, alguns meses antes do início do surto de dengue no município, o índice estava em 0.8. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, número menor que 1.0 registrado no Breteau é classificado como tolerável; de 1 a 3,9, situação de alerta; e superior a 4, situação de risco.

Aliado ao resultado da ADL, uma outra preocupação do Centro de Controle de Zoonoses é com a introdução de um outro vírus da dengue em Rio Claro. Pelo município já circularam os vírus 1 e 4, deixando parte da população imune contra esses tipos. Na região de Campinas e Piracicaba, no entanto, já há registro da introdução do vírus 2. A Chefe de Núcleo de Combate a Endemias, Maria Júlia Guarnieri Baptista lembra que a dengue pode ser provocada por 4 vírus  e que a pessoa infectada fica imune aos tipos já adquiridos, mas vulnerável aos demais. “Outro fator bastante preocupante é que o fato de estarmos sem chuva há meses não impediu a reprodução do Aedes, visto que ela está ocorrendo dentro das residências pela ação do homem” enfatizou Maria Júlia.

Nas casas vistoriadas foram encontradas larvas em plantas aquáticas, pratos de plantas, bebedouros, galão de água, ralos externos, caixas d´água, pneus, baldes, regadores, piscina, material de construção, peças de sucatas, lonas, encerados, latas de tinta, potes de sorvete, vasilhas para animais, entre outros locais.

Para realizar a ADL o município é dividido em 4 áreas. A área 1, compreende bairros como Jardim Florença, Vila Nova, Vila Alemã, São Miguel, Vila Industrial, Jardim Bandeirantes e outros adjacentes. A área 2 são bairros do Grande Cervezão. Área 3 a região central e bairros próximos e área 4, bairros Bonsucesso, Novo Wenzel, Jardim Brasília, Guanabara, Palmeiras entre outros. O maior índice de densidade larvária foi encontrado na área 1.

Mais uma vez o Centro de Controle de Zoonoses faz um alerta à população para que não deixe água parada em recipientes e adote a vistoria dentro de casa como um hábito constante.

 

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Written by I.E.C - CCZ

31/07/2018 at 8:00 am

Dossiê do mosquito: Folha traça um perfil do Aedes

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Durante anos o vírus da Dengue vem sendo estudado no mundo todo. Pesquisadores procuram conhecer ainda mais as transformações pela qual passa o Aedes aegypti, transmissor da doença. Conheça algumas dessas descobertas.

Written by I.E.C - CCZ

17/07/2015 at 3:26 pm

IEC aproveita reunião para tratar com educadores sobre Raiva Animal

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Aproveitando uma reunião que aconteceu esta manhã com os coordenadores das escolas municipais de Rio Claro, o IEC, Departamento de Informação, Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deu seu recado com relação a situação do município em relação aos casos de raiva animal.

Rio Claro vem registrando vários casos de animais de grande porte (equinos e bovinos) atacados pela doença. A contaminação desses animais é fator de risco para o ser humano, já que o contato com as secreções do cavalo ou boi doentes, pode transmitir o vírus. A doença também pode ser transmitida se os animais de grande porte tiverem contato com os domésticos (cães e gatos). Por isso a concentração das ações do CCZ está em impedir que a doença avance.

Os coordenadores, como agentes de informação junto aos pais e alunos, podem auxiliar o Centro de Controle de Zoonoses nesse trabalho de combate à raiva.

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Ações de combate à Dengue são ampliadas em Rio Claro

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Número de doentes aumenta e casos se espalham pela cidade

Já chegou a 73 o número de casos de doentes diagnosticados com a dengue em Rio Claro este ano. O número parece pequeno diante de outras cidades do interior de São Paulo, mas a velocidade da reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, preocupa as autoridades já que com a circulação do inseto e a chegada da chuva, o número de casos pode aumentar consideravelmente nas próximas semanas. Por isso várias ações têm sido realizadas pela Fundação Municipal de Saúde através do departamento de Informação, Educação e Comunicação (IEC), do Centro de Controle de Zoonoses.

Além de intensificar as palestras em escolas, associações de bairros e projetos sociais, o IEC tem realizado panfletagem em bares e restaurantes  nos bairros onde há maior número de doentes. Esta semana o carro de som está circulando pela cidade alertando os moradores sobre o perigo dos criadouros que estão dentro das residências e os sintomas da doença. Também foram colocados cartazes e faixas chamando a atenção para o problema no terminal rodoviário por onde circula um grande número de pessoas todos os dias e ainda no campus da Unesp da Bela Vista. Os agentes que trabalham diariamente na busca ativa de ovos e larvas do mosquito também intensificaram as ações, assim como as equipes de nebulização.

Os casos da doença registrados em Rio Claro estão distribuídos por vários bairros. Latas, pneus, garrafas espalhados pelo quintal ou ainda vasos de plantas podem estar favorecendo a colocação dos ovos do mosquito, que se transformam em larvas. Depois de cinco dias já há infestação do Aedes aegypti dentro das residências. O vírus provoca fortes dores pelo corpo e pode matar. As pessoas contaminadas podem ter dor de cabeça , dor na região dos olhos, febre alta, dores de barriga, vômito, falta de apetite e pequenas manchas vermelhas pelo corpo. Apenas um desses sintomas já pode ser um indício da doença. Por isso a recomendação é procurar sempre atendimento médico,  ainda que tenha apenas uma forte dor de cabeça e iniciar imediatamente a hidratação do corpo, com soro e líquidos (água, sucos, chás).

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Raiva é uma doença fatal que pode ser evitada

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Raiva é uma infecção viral mortal  transmitida principalmente por animais infectados. É uma encefalite, em geral de evolução rápida, dependendo da assistência médico-hospitalar recebida pelo paciente. A sintomatologia atualmente é bastante diversa podendo o paciente apresentar as fobias consideradas clássicas da raiva (hidrofobia e aerofobia), a tríade parestesia, paresia e paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré e outros sinais e sintomas. Pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem, sendo seu prognóstico fatal em praticamente todos os casos. É uma zoonose (antropozoonose) que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor, o animal que, dependendo da situação, transmite a doença aos humanos através da mordedura, arranhadura ou lambedura. Em Rio Claro, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem feito uma divulgação ampla sobre o assunto procurando alertar os proprietários de animais de grande porte (equinos e bovinos) das zonas rural e urbana e também os donos de animais domésticos sobre a importância da vacinação. No caso dos cães e gatos, a vacinação é gratuita e pode ser feita no Centro de Zoonoses (Rua Alfa, s/nº, Distrito Industrial) ou ainda no canil municipal, localizado na avenida 8, ao lado da linha férrea. No caso dos animais de grande porte os proprietários podem adquirir as vacinas em casas agropecuárias.

Transmissão

A transmissão percutânea é a mais freqüente na infecção pelo vírus da raiva. Outras formas, no entanto, merecem ser mencionadas pela crescente importância que vem representando nos casos humanos de raiva.

  • Mordedura, arranhadura e lambedura – A mais comum é pelo depósito da saliva, contendo vírus rábico, em pele ou mucosa. A introdução do vírus ocorre pela mordedura ou pela arranhadura do animal, assim como pela lambedura de pele com ferimento já existente ou de mucosa mesmo íntegra. A lambedura de mucosas (boca, narinas e olhos), por estas serem mais finas e friáveis que a pele, pode propiciar a introdução do vírus da raiva. A arranhadura por unha de gato, que tem o hábito de se lamber, pode ser profunda, introduzindo o vírus. Os receptores do vírus rábico no organismo encontram-se na pele e nas mucosas.
  • Via respiratória – Pela inalação de aerossóis, contendo o vírus da raiva, provavelmente pela penetração pela mucosa da oro-faringe ou das vias aéreas superiores. Os casos descritos na literatura científica foram em 2 indivíduos que entraram em cavernas, densamente povoadas por morcegos infectados (milhões de espécimes – EUA) e 2 pessoas que manipularam o vírus da raiva em laboratório, sem que os mesmos tenham recebido vacina contra a raiva em esquema de pré-exposição e não adotaram medidas de biossegurança adequadas, tanto de proteção individual (EPI), quanto coletiva (EPC).
  • Zoofilia – Práticas sexuais com animais (bestialismo) pela penetração do vírus pela pele e mucosa da região genital. No Brasil há relato de 2 casos de raiva humana por essa forma de transmissão, um no estado de Espírito Santo de um adolescente que mantinha relações sexuais com cabra, na década de 80, e outro em município do estado de São Paulo em que um adulto jovem do sexo masculino, que se deixava morder e lamber, na região genital, por cães (1997).
  • Inter-humana – Quando se desconhece que a primeira pessoa morreu de raiva (caso índice), possivelmente não se faz a suspeita do caso secundário, transmitido pelo anterior. Na literatura científica há descrição de 2 casos na Etiópia: mãe após mordedura, em dedo da mão, do filho que faleceu de raiva; e filho que beijou na boca repetidas vezes sua mãe, quando esta já estava com raiva. Deve ser lembrado, no entanto, que frente a um caso de raiva humana, os comunicantes devem ser avaliados individualmente e ser indicada a Profilaxia da Raiva Humana pós-exposição, quando necessária.
  • Transplante de córnea – Foram descritos na literatura científica, 8 casos de raiva, em décadas passadas, em pessoas que receberam córneas de doadores que morreram de raiva, sem que se suspeitasse que o óbito tivesse sido provocado por essa doença. Houve casos de doador envolvido em acidente automobilístico, acreditando-se ser a morte ocasionada por esse motivo e não por um distúrbio comportamental da raiva. Deve-se ressaltar o caso de um paciente que após o transplante de córnea teve um período de incubação longo, pois chegou a receber 2 doses de vacina, haja vista que o primeiro receptor da córnea do mesmo doador faleceu pela doença.

O que fazer quando agredido por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva

– Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.

– Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo. – Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. – O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais. – Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde. – Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas. – Quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.
Sinais indicativos da raiva
Variam conforme a espécie. Quando a doença acomete animais carnívoros, com maior freqüência eles se tornam agressivos (raiva furiosa) e, quando ocorre em animais herbívoros, sua manifestação é a de uma paralisia (raiva paralítica). No entanto, em todos animais costumam ocorrer os seguintes sintomas:- dificuldade para engolir – salivação abundante – mudança de comportamento – mudança de hábitos alimentares – mudança de hábitos – paralisia das patas traseiras. Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, e os morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais.
Fonte- Com informações da Secretaria de Estado da Saúde

EPIDEMIA DE DENGUE

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Estamos na iminência da maior epidemia de Dengue do país. Continue lendo »

Written by I.E.C - CCZ

27/10/2011 at 1:05 pm