DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Posts Tagged ‘vírus

RAP DA DENGUE É COMPOSTO POR ALUNOS DA ESCOLA JOAQUIM RIBEIRO

leave a comment »

Durante as aulas de biologia do prof. Alexsandro Vieira, na Escola Estadual Joaquim Ribeiro, o setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses foi convidado para palestra sobre zoonoses resultantes do descarte incorreto de lixo.

Após a apresentação os alunos realizaram várias atividades relativas ao tema e entre elas, criaram o primeiro Zoonocast, um podcast sobre zoonoses com questões elaboradas pelos alunos
à palestrante do CCZ, Solange Mascherpe.

https://cczrioclaro.wordpress.com/2022/05/20/e-e-joaquim-ribeiro-produz-podcast-sobre-zoonoses/

Após nova palestra apresentada à escola: ” Mosquitos e as arboviroses transmitidas”, o interesse pelo tema e novas atividades foram organizadas.

Os alunos e irmãos Francisco Raí e Ryan Araújo, autores de várias composições, criaram o “Rap da Dengue” para o episódio número dois do podcast.

A gravação foi realizada no estúdio “Rogério Rossini” da Secretaria de Cultura, que fica localizado dentro do prédio do Centro Cultural Roberto Palmari, com equipamentos profissionais e o técnico Cassiano que orientou os alunos e editou a criação.

O Rap da Dengue, além de inserido no podcast, será utilizado pelo CCZ em carros de som em trabalhos preventivos pelos bairros da cidade, valorizando a arte da autoria e interesse dos alunos compositores.

Esta parceria entre sociedade e poder público é fundamental para a conscientização relativa à eliminação de criadouros de mosquitos e prevenção às doenças que eles podem transmitir, as arboviroses, e a utilização da linguagem cotidiana utilizada pelos jovens, auxilia em um maior entendimento do problema e ações que podem contribuir para melhoria da saúde de toda comunidade.

Centro de Controle de Zoonoses participa do “Projeto Stop Aedes”

leave a comment »

Alunos da E.E. Chanceler Raul Fernandes estão participando do “Projeto Stop Aedes”, organizado pelos professores de biologia Caroline Rodrigues de Souza Stencel e Giovane Ícaro Alves.

O Centro de Controle de Zoonoses foi convidado para uma palestra sobre o mosquito Aedes aegypti, vetor de diversas arboviroses como: dengue, zika, chikungunya, febre amarela e febre mayaro.

O objetivo é que após a apresentação, os alunos repassem as informações recebidas a outros colegas e organizem ações preventivas na escola e que sejam estendidas às famílias.

A conscientização e a participação de toda sociedade, é fundamental para o controle de criadouros e consequentemente, dos mosquitos e das doenças que eles podem transmitir.

E.M. LYGIA VENDRAMEL ORIENTA O COMBATE AO MOSQUITO

leave a comment »

Alunos do ensino fundamental de 02 a 06 anos receberam o setor de Educação e Comunicação do CCZ para conhecer sobre o mosquito Aedes aegypti, seus hábitos e doenças que podem transmitir.

A apresentação é feita com desenhos infantis, realizados por crianças das escolas municipais e tem uma linguagem apropriada para que entendam e possam repassar as informações recebidas aos familiares.

Após a palestra , as crianças realizaram trabalhos referentes ao tema para reforçar o conhecimento adquirido de uma forma lúdica e divertida.

Na prevenção às arboviroses transmitidas pelos mosquitos, como: Dengue , Chikungunya, Zika, Febre Amarela e Febre Mayaro, a participação de toda sociedade é fundamental e as crianças são um elo importante nestas ações, pois além de aprenderem a eliminar criadouros e não jogar lixo em locais impróprios, elas cobram dos adultos as práticas corretas.

CÃES DETECTAM COVID EM 97% DE CASOS SINTOMÁTICOS E QUASE 100% EM ASSINTOMÁTICOS

leave a comment »

Experimentos revelam que cachorros conseguem distinguir pelo cheiro das pessoas quem foi afetado pelo coronavírus. Como isso nos ajudaria na prática?

Um estudo francês com cães farejadores publicado recentemente apresentou resultados surpreendentes sobre o papel desses animais no diagnóstico e no controle da transmissão do coronavírus.

Os cientistas avaliaram se os bichos treinados originalmente para ajudar a detectar pessoas com câncer de cólon (intestino) ou portando explosivos teriam sensibilidade através do olfato para flagrar indivíduos com Covid-19. A ideia vem do fato de os cachorros terem um olfato muito mais apurado que o nosso. Quando devidamente treinados, eles podem captar o odor liberado por diferentes doenças (assim como pela presença de certas drogas e explosivos.

Pensando nisso, os pesquisadores franceses treinaram oito cães, expondo-os ao cheiro do suor de pessoas que testaram positivo para o coronavírus. Depois, eles mostraram aos animais as amostras de suor tanto de gente positiva quanto negativa para o vírus a fim de verificar se eles seriam capazes de apontar só os casos positivos.

Um estudo revisado por pares e publicado na revista Plos One mostrou que cães foram capazes de detectar o coronavírus em 97% dos casos sintomáticos e quase 100% dos casos assintomáticos.

Para a pesquisa, os cachorros, fornecidos por quartéis de bombeiros franceses e dos Emirados Árabes Unidos, receberam de três a seis semanas de treinamento para farejar amostras de suor humano colocadas em um cone de olfato. Se um animal detectava a Covid, sentava-se em frente ao cone.

O resultado foi animador! A capacidade de encontrar só pessoas positivas para o vírus Sars-CoV-2 foi de 100% em quatro cães e entre 83 e 94% nos outros quatro cães. São números muito satisfatórios.

Embora existam estudos anteriores sobre a capacidade dos cães de detectar a doença, acredita-se que este seja o primeiro a comparar a precisão dos bichos com os testes PCR: eles foram mais sensíveis aos casos positivos, diferente dos exames PCR com swab nasal, que foram mais eficientes para detectar os diagnósticos negativos.

O estudo foi recebido como promissor, uma vez que esses animais poderiam auxiliar na detecção de pessoas com o coronavírus em situações que envolvem aglomeração ou alto tráfego de seres humanos, algo comum em aeroportos e eventos, por exemplo. Cães farejadores representariam, assim, uma nova ferramenta para deter a transmissão do patógeno nesses ambientes.

Pesquisas semelhantes são desenvolvidas na Inglaterra pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, o que consolida a ideia de que esses animais poderão, num futuro próximo, atuar dentro de políticas públicas de prevenção e contenção da Covid-19. Os resultados, embora sejam empolgantes, ainda são preliminares. Por isso precisam ser confirmados por novos estudos, envolvendo inclusive mais animais e amostras.

Mas tudo indica que nossos fiéis e melhores amigos poderão prestar uma nova contribuição à humanidade.

Fonte: @vejanoinsta

E.E. JOAQUIM RIBEIRO PRODUZ PODCAST SOBRE ZOONOSES

leave a comment »

Após a apresentação do CCZ sobre lixo, bicho e Zoonoses, os alunos realizaram várias atividades sobre o assunto e organizaram um Seminário do Itinerário Formativo. Cada estudante escolheu uma zoonose e montou a apresentação no CANVA, e em seguida ministrou para os colegas.

Dando segmento ao interesse pelas doenças transmitidas por animais, o CCZ foi novamente convidado para uma palestra sobre Mosquitos e as arboviroses transmitidas, como a Dengue, Zika, Chikungyna e Febre Amarela.

Após a apresentação, foi gravado um Podcast criado pelos alunos e denominado “Zoonocast”, entrevistando a palestrante Solange Mascherpe do setor de educação e comunicação Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, sanando as principais dúvidas dos adolescentes sobre as zoonoses de nosso município.

Nossos agradecimentos à direção da escola, aos alunos e ao professor Alexsandro pelo interesse e iniciativas que só fazem aumentar o conhecimento e assim, o controle das arboviroses.

GRUPO ABADÁ CAPOEIRA DÁ UMA RASTEIRA NA DENGUE

leave a comment »

Com elevado índice larvário, colocando o município em estado de Alerta para uma possível epidemia e aumento considerável de casos positivos de Dengue em todo o país, ações conjuntas são fundamentais na tentativa de evitarmos novas epidemias.

O Grupo Abadá Capoeira há cerca de dez anos tem esta preocupação em relação à saúde pública e através de seus grupos de capoeira, leva informações e organiza ações de cidadania entre os integrantes e suas famílias.

Aproveitando horário de aulas, o mestre Agnaldo convidou o Centro de Controle de Zoonoses para uma apresentação noturna no espaço utilizado no Centro Cultural Roberto Palmari para informações sobre o mosquito transmissor e as formas preventivas da Dengue e outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.

COMITÊ DE ANTROPOZOONOSES

leave a comment »

Representantes do Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Assistência Social, UNESP e Câmara Municipal estiveram reunidos para conhecimento dos trabalhos realizados e ações preventivas para antropozoonoses, que são doenças primárias de animais e que podem ser transmitida aos humanos.

Nesta reunião foram informados aos participantes os últimos números de Dengue no município (192), o aumento de 5.000% de casos de Chikungunyua no estado de São Paulo, caso registrado de Febre Maculosa e a necessidade da intensificação de ações preventivas em relação às arboviroses neste período de verão que se inicia.

A participação de todo cidadão é fundamental para o sucesso destas ações, como a eliminação constante de criadouros de mosquitos, descarte correto de resíduos, cuidados com carrapatos e atenção com os animais peçonhentos que tem um aumento considerável neste período do ano.

Febre do Nilo Ocidental

leave a comment »

O que é Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral causada por um arbovírus (mosquito), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre do Mayaro. Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado e que, por ventura, venha a picar estes seres humanos.

A doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas distintos, de acordo com cada pessoa e com o nível de gravidade da doença. No caso desta infecção, a causa é o vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela.

IMPORTANTE:  As formas graves da Febre do Nilo Ocidental atingem com maior frequência as pessoas idosas.

Como a Febre do Nilo Ocidental é transmitida?

O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. O homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a contaminação do vírus se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Outras formas mais raras de transmissão já foram relatadas e incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária.

IMPORTANTE:  A transmissão por contato direto já foi demonstrada em laboratório para algumas espécies de aves, no entanto não há transmissão de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da Febre do Nilo Ocidental?

Estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. A forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  • febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular e linfoadenopatia.

O período de incubação intrínseca – tempo entre a infecção do hospedeiro e a manifestação de sinais e sintomas – nos humanos varia de 3 a 14 dias após a picada do mosquito e pode apresentar manifestação subclínica ou com sintomatologia de distintos graus de gravidade, variando desde febre passageira – acompanhada ou não de mialgia (dor muscular) – até sinais e sintomas de acometimento do sistema nervoso central com encefalite ou meningoencefalite grave.

Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou poliomielite). A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações cerebrais. Em menos de 1% das pessoas infectadas, o vírus causa uma infecção neurológica grave, incluindo inflamação do cérebro (encefalite) e das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meningite). A Síndrome de Guillain Barré também pode se apresentar, assim como em outros tipos de infecção.

As formas mais graves ocorrem com maior frequência em indivíduos com idade superior a 50. Se não tratada corretamente, em casos raríssimos a Febre do Nilo Ocidental pode matar.

IMPORTANTE:  Após a infecção, a pessoa pode desenvolver imunidade duradoura contra o vírus causador da Febre do Nilo Ocidental.

Como é feito o diagnóstico da Febre do Nilo Ocidental?

O teste diagnóstico mais eficiente para a Febre do Nilo Ocidental é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro (coletado a partir do 5º  dia após o início dos sintomas) ou em líquido cefalorraquidiano (LCR; coletado após o 8º dia a partir do início dos sintomas), utilizando a técnica de captura de anticorpos IgM (ELISA).

Pacientes recentemente vacinados (contra febre amarela, por exemplo) ou infectados com outro flavivírus (ex: Febre Amarela, Dengue, Zika, Saint Louis, Rocio, Ilhéus) podem apresentar resultado de IgM-ELISA positivo (reação cruzada). Outras provas, como a inibição da hemaglutinação, detecção do genoma viral (PCR), isolamento viral e PRNT também podem ser utilizadas.

Outros achados importantes

Entre os casos graves dos recentes surtos, observou-se que:

  • A contagem de leucócitos apresenta-se geralmente normal ou elevada, também ocorrendo linfocitopenia e anemia.
  • O exame do LCR mostra pleocitose linfocítica com proteínas elevadas e glicose normal.
  • A tomografia computadorizada do cérebro apresenta-se geralmente normal. A imagem por ressonância magnética pode apresentar aumento das leptomeninges e/ou da área periventricular e alteração do sinal do parênquima.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial da Febre do Nilo Ocidental inclui diversas arboviroses (neuroinavasivas e não neuroinvasivas) e outras doenças virais febris agudas (como dengue, leptospirose, febre maculosa, e outras) ou com acometimento do sistema nervoso central. Assim, a abordagem sindrômica é a mais indicada para a vigilância da FNO, a partir da identificação de pacientes com quadros neurológicos de etiologia viral (encefalite, meningite, meningoencefalite, paralisia flácida aguda) sem causa conhecida.

Como é feito o tratamento da Febre do Nilo Ocidental?

Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é sintomático para redução da febre e outros sintomas. Para casos leves, analgésicos podem ajudar a aliviar dores de cabeça leves e dores musculares.

 Não consuma nenhum tipo de medicamento sem a devida orientação médica.

Os casos mais graves, frequentemente, necessitam de hospitalização para tratamento de suporte, com reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias, além de tratamento específicos para pacientes com quadros de encefalites ou menigoencefelite em sua forma severa.

IMPORTANTE: Tenha cuidado ao administrar aspirina, pois os componentes podem provocar hemorragia e agravar o quadro de saúde da pessoa.

Quais são as complicações possíveis da Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental, raramente, pode evoluir para complicações no quadro de saúde das pessoas. As formas graves geralmente se apresentam em pessoas idosas ou com sistema imunológico comprometido. As complicações também podem aparecer quando a doença não é tratada corretamente.

Entre as complicações possíveis, estão apresentações neurológicas graves, como, por exemplo:

  • Ataxia e sinais extrapiramidais.
  • Anormalidades dos nervos cranianos.
  • Mielite (inflamação da medula espinhal).
  • Neurite óptica.
  • Polirradiculite
  • Convulsão.

Como a Febre do Nilo Ocidental pode afetar a gravidez?

Segundo o Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC/USA), mulheres grávidas não apresentam maior risco para infecção por vírus do Nilo Ocidental.

Com relação às grávidas já infectadas pelo vírus, as evidências apontam para um baixo risco de infecção para o feto ou recém nascido, com poucos casos sendo reportados.

Mulheres grávidas em área de transmissão devem se prevenir evitando picadas de mosquitos, por meio do uso de roupa comprida e repelente de insetos. Parecem ser raros os casos de transmissão do vírus da Febre do Nilo Ocidental para o bebê por meio da amamentação, porém esse tema ainda precisa ser melhor estudado.

Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental?

Não existem formas efetivas de se prevenir a Febre do Nilo Ocidental, exceto evitar a presença de insetos nas áreas onde vivem os seres humanos. As medidas abaixo ajudam a reduzir os riscos:

  • Evite água parada.
  • Evite locais sem saneamento básico.
  • Coloque tela nas janelas e portas.
  • Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos.
  •  Use inseticidas e larvicidas.
  • Use repelentes.
  • Quem vive ou trabalha em área onde há mosquitos infectados está em risco de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental (VNO). Portanto, todos os trabalhadores devem ter o cuidado de reduzir o seu potencial de exposição à infecção.
  • Trabalhadores em risco são aqueles que trabalham ao ar livre, que incluem: médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, agricultores, paisagistas, jardineiros, trabalhadores da construção civil, entomologistas e outros trabalhadores de campo.
  • Evite manusear animais mortos quando possível. Evite o contato direto. Se você deve lidar com eles, usar luvas duplas de procedimento, que fornecem uma barreira protetora entre sua pele e sangue ou outros fluidos corporais.

IMPORTANTE: Os mosquitos podem se desenvolver em qualquer poça de água ou água que fica por mais de quatro dias. Trabalhadores em locais perto de poças, lagos, bebedouros, valas de irrigação, barris que armazenem água de chuva, lagoas de estrume, ou quaisquer outros locais com água estagnada estão em risco de exposição ao mosquito. Equipamentos como pneus, lonas, baldes, barris e carrinhos de mão podem favorecer a proliferação dos mosquitos.

Viajantes a Febre do Nilo Ocidental?

Orienta-se aos viajantes que se deslocam para fora do Brasil buscar informações quanto ao país de destino no sentido de avaliar se o mesmo é área de ocorrência da Febre do Nilo Ocidental, verificando ainda se o período programado da viagem corresponde àquele de transmissão mais frequente da doença. Uma vez identificado como área de transmissão, recomenda-se adotar as estratégias de proteção individual:

  • Evitar locais onde se encontram os mosquitos transmissores em abundância. 
  • Caso a pessoa não tenha opção, tentar se prevenir ao máximo para evitar a transmissão através da picada do mosquito vetor.
  • Evitar acúmulo de lixo, água parada e matéria orgânica, pois são fontes de proliferação de mosquitos.
  • Evitar sair às ruas e em ambiente de área silvestre no momento de maior atividade dos mosquitos (entardecer e amanhecer).
  • O uso de repelentes e roupas de mangas e pernas cumpridas pode ajudar a evitar ou reduzir o contato com mosquitos.

Caso um viajante que tenha frequentado áreas com ocorrência de casos de Febre do Nilo Ocidental apresente, em até 15 dias após a viagem, sinais e sintomas compatíveis com a doença, deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar o histórico de deslocamento e o tempo entre a data de possível exposição e a data de início dos sintomas.

Fonte: Ministério da Saúde

 

Aumento dos casos de Chikungunya

leave a comment »

São Paulo registra alta de mais de 5.000% em casos de chikungunya em 2021 

O Estado de São Paulo já registrou desde janeiro um aumento de cinco mil por cento nos casos de chykungunya na comparação com todo o ano passado. Até novembro, foram cerca de 14 mil casos da doença, contra 281 confirmações em 2020. O levantamento é da Secretaria Estadual da Saúde, que apontou ao menos cinco óbitos pela doença neste ano na capital. A circulação de pessoas após o isolamento é a principal causa da proliferação do vírus. Há ainda a tendência de aumento de casos de chikungunya devido à sazonalidade, após um período de baixa nos últimos três anos. Outras doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, dengue e zika não têm apresentado a mesma dinâmica. Em 2021, 5 pessoas morreram de chikungunya no Estado.

Combate ao Aedes

O combate ao Aedes aegypti é uma tarefa contínua e coletiva, fundamental para evitar focos do mosquito, uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências.

O que é chikungunya?

O vírus chikungunya (CHIKV) foi introduzido no continente americano em 2013 e ocasionou uma importante onda epidêmica em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, todos os Estados registram transmissão desse arbovírus. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão do vírus chikungunya é o Aedes aegypti.  Essa arbovirose também pode se manifestar de forma atípica e/ou grave, sendo observado elevado número de óbitos.

Fases da doença

Destaca-se que a doença pode evoluir em três fases:

  • Febril ou aguda: tem duração de 5 a 14 dias.
  • Pós-aguda: tem um curso de até 3 meses.
  • Crônica: Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se instalada a fase crônica. 

Sintomas

Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos. Algumas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e crônico com dores nas articulações/juntas que duram meses ou anos.

Os principais sintomas da chikungunya são:

  • Febre.
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dores pelo corpo.
  • Erupção avermelhada na pele
  • Dor de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor retro-ocular
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).


Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Como toda infecção, a chikungunya pode desenvolver a Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

Transmissão

Transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Por ter uma transmissão bastante rápida, é necessário ficar atento a possíveis criadoros do mosquiso e, assim, eliminar estes locais para evitar a propagação da doença. A Febre Chikungunya pode causar sequelas como dores crônicas nas juntas por longo período de tempo. 

A transmissão da mulher grávida para o feto só acontece quando a mãe fica doente nos últimos 7 dias (última semana) de gravidez. Neste caso, a criança mesmo que nasça saudável, deve permanecer internada por uma semana para observação e tratamento imediato se desenvolver a doença que, nestes casos, apresenta quadros graves com manifestações neurológicas e na pele.

Também existe transmissão por transfusão sanguínea.

Tratamento

O tratamento da chikungunya é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e antinflamatórios para aliviar febre e dores. Em casos de sequelas mais graves, e sob avaliação médica conforme cada caso, pode ser recomendada a fisioterapia.

Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação. Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

IMPORTANTE: A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.

As seguintes medidas são importantes para evitar agravamento da chikungunya:

  • Não utilizar AINH (Antiinflamatório não hormonal) na fase aguda, pelo risco de complicações associados às formas graves de chikungunya (hemorragia e insuficiência renal).
  • Não utilizar corticóide na fase aguda da viremia, devido ao risco de complicações.
  • Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Diagnóstico

O diagnóstico da chikungunya é clínico e feito por um médico. É confirmado com exames laboratoriais de sorologia e de biologia molecular ou com teste rápido (usado para triagem). 

A sorologia é feita pela técnica MAC ELISA, por PCR e teste rápido. Todos os exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de confirmação da doença a notificação deve ser feita ao Ministério da Saúde em até 24 horas.

Em situações de epidemia a maioria dos casos serão confirmados por critério clínico.

Prevenção

Assim como a dengue, zika e febre amarela, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos Aedes aegypti nas suas casas, trabalhos e na vizinhança. 

Nesse contexto, a melhor prevenção, sendo esta a principal e mais eficaz, é evitar a proliferação do Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, latões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos como tampas de garrafas.

Não existem vacinas contra a chikungunya. Faça a sua parte e previna-se!

Fonte: Telessaúde São Paulo – Unifesp

DIA 28 DE SETEMBRO –   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

leave a comment »

DIA 28 DE SETEMBRO   DIA MUNDIAL DE COMBATE À RAIVA

Para lembrar a importância de controle e prevenção do vírus da Raiva, a Aliança Global par ao Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), comemoram em 28 de Setembro, o Dia Mundial contra a Raiva.

A Raiva é conhecida desde séculos, porém, apesar dos esforços de governos e organizações , ainda atinge mais de 150 países e territórios, e estima-se que seja a causa da morte de 59 mil pessoas todos os anos.

No mundo, a maioria dos casos de Raiva humana sempre ocorreram na maioria das vezes, por transmissão canina.

No Brasil, observou-se a partir do ano de 2004, uma mudança no perfil epidemiológico da Raiva em relação à transmissão de casos para humanos: os morcegos passaram a ser o principal transmissor no país, uma vez que a Raiva urbana existente em cães e gatos teve um avanço significativo de seu controle através das campanhas de vacinação, mantendo-se esporádica em algumas limitadas áreas do país. Essa situação epidemiológica atual remete os programas de controle a focos de atuação inovadores, que necessariamente envolvam participação de segmentos do Meio Ambiente, e uma filosofia de trabalho totalmente alinhada com os princípios e diretrizes da Saúde Única.

A Raiva em animais de produção é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que por meio dos órgãos da Defesa Sanitária Animal desenvolve ações de Vigilância e Controle pelo Programa de Raiva dos herbívoros, como o monitoramento e controle dos morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus e estímulo aos produtores rurais de vacinação do rebanho em áreas vulneráveis.

Campanha anual de vacinação antirrábica

Em razão da pandemia do Covid -19, as campanhas de vacinação estão suspensas pelo governo estadual e o envio de vacinas para os municípios  ficou prejudicado em razão da fabricação de outras vacinas neste período.

Apesar da suspensão das campanhas de vacinação, o Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro realiza  o Programa de Controle da Raiva diariamente :

.Observação animal: após receber notificação de acidente com mordedura de cães ou gatos, através da  Vigilância Epidemiológica que cuida dos humanos, o CCZ observa o animal durante 10 dias. Se for um animal de rua, ele é recolhido para observação nas dependências do órgão e após este período, é colocado para adoção.

. Morcegos: São recolhidos animais encontrados caídos ou que tiveram contato com animais de estimação. São identificados conforme a espécie pelo setor de Biologia e  enviados para análise de Raiva no Instituto  Pasteur. Animais contactantes com morcegos, são revacinados e observados por um período de até 180 dias.

O Centro de Controle de Zoonoses orienta os munícipes para que mantenham seus animais de estimação vacinados,  seja através da  rede pública, em clínicas veterinárias ou agropecuárias.

Para agendamento de vacinação, solicita-se contato antecipado através dos telefones: 3535-4441 ou 3533-7155.

Fonte: Conselho Federal de Medicina Veterinária