DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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Centro de Controle de Zoonoses participa do “Projeto Stop Aedes”

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Alunos da E.E. Chanceler Raul Fernandes estão participando do “Projeto Stop Aedes”, organizado pelos professores de biologia Caroline Rodrigues de Souza Stencel e Giovane Ícaro Alves.

O Centro de Controle de Zoonoses foi convidado para uma palestra sobre o mosquito Aedes aegypti, vetor de diversas arboviroses como: dengue, zika, chikungunya, febre amarela e febre mayaro.

O objetivo é que após a apresentação, os alunos repassem as informações recebidas a outros colegas e organizem ações preventivas na escola e que sejam estendidas às famílias.

A conscientização e a participação de toda sociedade, é fundamental para o controle de criadouros e consequentemente, dos mosquitos e das doenças que eles podem transmitir.

E.M. LYGIA VENDRAMEL ORIENTA O COMBATE AO MOSQUITO

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Alunos do ensino fundamental de 02 a 06 anos receberam o setor de Educação e Comunicação do CCZ para conhecer sobre o mosquito Aedes aegypti, seus hábitos e doenças que podem transmitir.

A apresentação é feita com desenhos infantis, realizados por crianças das escolas municipais e tem uma linguagem apropriada para que entendam e possam repassar as informações recebidas aos familiares.

Após a palestra , as crianças realizaram trabalhos referentes ao tema para reforçar o conhecimento adquirido de uma forma lúdica e divertida.

Na prevenção às arboviroses transmitidas pelos mosquitos, como: Dengue , Chikungunya, Zika, Febre Amarela e Febre Mayaro, a participação de toda sociedade é fundamental e as crianças são um elo importante nestas ações, pois além de aprenderem a eliminar criadouros e não jogar lixo em locais impróprios, elas cobram dos adultos as práticas corretas.

E.E. JOAQUIM RIBEIRO PRODUZ PODCAST SOBRE ZOONOSES

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Após a apresentação do CCZ sobre lixo, bicho e Zoonoses, os alunos realizaram várias atividades sobre o assunto e organizaram um Seminário do Itinerário Formativo. Cada estudante escolheu uma zoonose e montou a apresentação no CANVA, e em seguida ministrou para os colegas.

Dando segmento ao interesse pelas doenças transmitidas por animais, o CCZ foi novamente convidado para uma palestra sobre Mosquitos e as arboviroses transmitidas, como a Dengue, Zika, Chikungyna e Febre Amarela.

Após a apresentação, foi gravado um Podcast criado pelos alunos e denominado “Zoonocast”, entrevistando a palestrante Solange Mascherpe do setor de educação e comunicação Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, sanando as principais dúvidas dos adolescentes sobre as zoonoses de nosso município.

Nossos agradecimentos à direção da escola, aos alunos e ao professor Alexsandro pelo interesse e iniciativas que só fazem aumentar o conhecimento e assim, o controle das arboviroses.

Índice de larvas do Aedes cresce nas casas de Rio Claro e município está em alerta para a dengue

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Registro chegou a 3,83, com larvas do mosquito em 128 das 138 amostras coletadas. Acima de 4 representa risco de epidemia, segundo a OMS.

Com alto índice de densidade larvária do mosquito Aedes Aegypti, Rio Claro está em situação de alerta para a dengue.

Das 138 amostras coletadas em 2,5 mil casas, entre os dias 4 e 11 de abril, apenas 10 não tinham larvas do mosquito, gerando índice de 3,83, conforme classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento anterior, realizado em janeiro, foi de 3,66.

Diante desse cenário, tem intensificado as ações de combate ao mosquito, percorrendo as ruas do município, que soma 124 casos da doença neste ano.

Ações

Com o alerta, a cidade faz ações como a nebulização. O alvo são os bairros com maior incidência de casos positivos da doença, como o Universitário.

Os agentes passam de casa em casa para aplicar o produto. “A gente tem a equipe com 3 pessoas. As meninas abordam para que a população abra a residência, tanto janelas e portas, para o veneno entrar e matar o mosquito”, disse a chefe da seção de endemias, Valdirene Bordim.

“A gente sabe que acima de 4 corre-se o risco de uma epidemia. A população precisa tomar o cuidado de eliminar os criadouros, não pode partir só do poder público. Dentro das residências foram encontrados muitos locais onde o mosquito está se proliferando. Para não ter a epidemia, precisa ter esse controle e diminuir o foco dos criadouros”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde, Susi Berbert.

De acordo com OMS, os índices são classificados como:

  • inferiores a 1%: satisfatórios;
  • 1% a 3,9%: situação de alerta;
  • superiores a 4%: risco de surto.

SINTOMAS E TRATAMENTO DA DENGUE

Existem quatro tipos de vírus de dengue – sorotipos 1, 2, 3 e 4. A dengue é caracterizada pelos seguintes sintomas:

  • febre
  • dor no corpo
  • dor de cabeça
  • dor atrás dos olhos
  • manchas pelo corpo
  • mal estar
  • falta de apetite

É essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.

VEJA 10 DICAS PARA PREVENIR OS CRIADOUROS DO AEDES:

  • Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.
  • Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.
  • Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.
  • Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.
  • Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.
  • Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.
  • Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.
  • Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.
  • Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.
  • Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água.

Fonte: G1

O que os mosquitos comem?

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Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental

Os mosquitos são um grupo diversificado de insetos da ordem dos Dípteros, e possuem uma ampla distribuição em todo o mundo, exceto na Antártica. Embora vários insetos voadores sejam chamados de mosquitos por apresentarem algumas semelhanças, os pernilongos ou muriçocas, como também são chamados esses animais, pertencem especificamente à Família Culicidae, Subfamílias Culicinae e Anophelinae.

Alguns tipos de mosquitos são totalmente inofensivos, enquanto outros, pelo contrário, podem causar problemas de saúde significativos em pessoas e outros animais.

A forma como alguns deles se alimentam provoca estas situações complicadas do ponto de vista da saúde.

Mosquitos inofensivos e perigosos

Há 3.531 espécies de mosquitos identificadas em todo o mundo, algumas delas inofensivas, pois não picam pessoas ou outros animais e não transmitem nenhum tipo de doença. Alguns exemplos de mosquitos inofensivos são:

  • Culex laticinctus
  • Culex hortensis
  • Culex deserticola
  • Culex territans

Por outro lado, existem várias espécies de importância sanitária, pois são vetores de diversas doenças que têm causado graves problemas de saúde, e que inclusive têm altas taxas de mortalidade. Algumas dessas doenças são: febre amarela, dengue, Zika, chikungunya, vírus Mayaro, filariose linfática (geralmente conhecida como elefantíase), encefalite e malária. Eles também podem transmitir vários vírus patogênicos e, em alguns casos, as picadas causam reações alérgicas que afetam muito as pessoas. Além disso, várias espécies de mosquitos também infectam diversos animais como aves, macacos, símios, vacas, entre outros.

Entre as espécies de mosquitos perigosos podemos mencionar:

  • Aedes aegypti
  • Aedes africanus
  • Anopheles gambiae
  • Anopheles atroparvus
  • Culex modestus
  • Culex pipiens

 

O que os mosquitos comem

Em relação ao que os mosquitos comem, podemos dividir os mosquitos em dois grupos. O primeiro, formado por machos e fêmeas, tem uma alimentação baseada em néctar, seiva, e diretamente de algumas frutas. Nesse sentido, esse grupo supre suas necessidades nutricionais principalmente com compostos açucarados de plantas.

O segundo grupo é caracterizado pelo fato de que machos e fêmeas também se alimentam de néctar, frutas e seiva. Mas, além disso, as fêmeas de certas espécies também são hematófagas, isto é, são capazes de picar pessoas e certos animais para extrair sangue deles. Dessa forma, as fêmeas desse grupo têm uma alimentação mais variada.

Dentro da família Culicidae encontramos o gênero Toxorhynchites, um grupo de mosquitos que não consomem sangue, mas como outras espécies, suprem suas necessidades nutricionais principalmente de fontes vegetais. No entanto, em sua fase larval, eles predam larvas de outras espécies de mosquitos e até de microrganismos encontrados na água. Além disso, muitas espécies nesta fase se alimentam de algas, detritos, protozoários e até pequenos invertebrados.

O que os mosquitos comem em laboratórios? Os mosquitos mantidos em laboratórios para fins de estudo geralmente são alimentados com preparos de substâncias açucaradas ou com frutas, para que possam extrair seus sucos.

Como os mosquitos se alimentam?

Os mosquitos realizam metamorfose e, uma vez que o adulto tenha emergido, ele inicia um voo aleatório em busca de estímulos olfativos que indiquem onde pode se alimentar. Relatórios bastante precisos foram feitos sobre como os mosquitos se alimentam, conheçamos alguns dados importantes [1].

No caso das fêmeas hematófagas, elas são capazes de perceber compostos químicos emitidos pelo organismo de um hospedeiro, como o CO2 ou o ácido lático. Esses insetos têm uma alta sensibilidade para perceber esses compostos, de modo que as fêmeas conseguem distinguir entre uma fonte alimentar e outra para selecionar aquela que fornece a melhor forma de se alimentar.

Quando uma fêmea pousa sobre a pessoa ou animal do qual vai se alimentar, ela é capaz de perceber os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. Por isso, busca sugar sangue de uma área com alta irrigação, o que sem dúvida otimiza o processo.

Entre os mosquitos machos e fêmeas que se alimentam de sangue, há uma diferença no aparelho bucal, sendo que as fêmeas desenvolvem uma probóscide mais longa e resistente, adaptada para perfurar a pele do hospedeiro. Os machos, contudo, não precisam desta estrutura, e sim de uma que lhes permita sugar em vez de perfurar.

Quando uma fêmea pousa sobre um indivíduo, conforme suga o sangue, sua saliva vai sendo secretada, com uma substância que contém anticoagulantes. Desta forma, o sangue flui facilmente durante a alimentação. Por outro lado, é esta substância a responsável por causar alergia e inflamação na pele da vítima.

O processo de alimentação hematófaga das fêmeas é tão complexo que, mesmo dependendo da espécie, elas têm predileção por determinados tipos de indivíduos. Portanto, aquelas que preferem se alimentar de pessoas são chamadas de antropofílicas, enquanto aquelas que o fazem a partir de aves, são conhecidas como ornitofílicas. Aquelas que preferem répteis ou anfíbios são identificadas como batraciofílicas e, em geral, as que preferem outros grupos de animais são chamadas de zoofílicas.

Por que alguns mosquitos se alimentam de sangue?

A maioria das espécies de fêmeas da família Culicidae se alimenta de sangue, mas como mencionamos, algumas espécies não. No caso daquelas que se caracterizam por serem hematófagas, elas o fazem porque precisam de proteínas específicas para poder desenvolver os ovos, uma vez que o consumo de fontes vegetais de alimentos não é suficiente. Nesse sentido, para que o desenvolvimento dos ovos ocorra após a cópula com um macho, a fêmea precisa ter consumido sangue, processo que ativa nela toda uma regulação hormonal e que por sua vez permite o desenvolvimento dos ovos para posterior postura.

Agora que você viu o que o mosquito come, de acordo com o grupo do qual faz parte, com este artigo, foi possível comprovar como o mundo animal é fascinante. Vimos indivíduos que medem alguns milímetros e ainda desenvolvem processos bastante complexos para manutenção de sua vida. Além disso, muitas dessas espécies podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, o que infelizmente está relacionado a graves problemas de saúde, como você pode observar neste artigo em que falamos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Referências

  1. Francisco Alberto Chordá Olmos (2014). Biología de mosquitos (Diptera: Culicidae) en enclaves representativos de la Comunidad Valenciana. Tesis Doctoral de la Universidad de Valencia del Programa de Doctorado en parasitología humana y animal. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/71024196.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

Bibliografia

  • Villarroel, E. (2013). Taxonomía y bionomía de los géneros de Culicidae (diptera: nematocera) de Venezuela: Desarrollo de una clave fotográfica. Tesis para el grado de Licenciado en Biología. Universidad Central de Venezuela, Escuela de Biología, Departamento de Zoología. Disponível em: <http://saber.ucv.ve/bitstream/123456789/15807/3/Tesis.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

COMO ALGORITMO E PLANTA DO CERRADO PODEM SER ESPERANÇAS NO COMBATE À DENGUE

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Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti contribui para a disseminação de zika, chikungunya e febre amarela

Melissa Cruz Cossetti 11/08/2021

A dengue, doença causada por vírus, tem comportamento sazonal e nada parece impedi-la de se repetir todos os anos. A dificuldade para frear sua disseminação é grande, mas duas pesquisas conduzidas por brasileiros estão avançando para conter o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão também da zika e chikungunya.

Cientistas do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, conseguiram usar dois compostos químicos promissores na eliminação das larvas do mosquito. As substâncias possuem origens distintas: uma foi criada em laboratório com ajuda da tecnologia e a outra vem da própria natureza.

Os dois estudos são orientados e supervisionados pela professora e pesquisadora Vanderlan Bolzani, farmacêutica pós-doutora pelo departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (Estados Unidos).

 Inseticida mais eficaz a partir de tecnologia

A pesquisa do pós-doutorando Luiz Dutra, da Unesp, busca inibir a atividade de uma proteína responsável por fornecer energia ao inseto durante seu estágio de desenvolvimento larval, impedindo assim que o mosquito chegue à fase adulta. Para isso, o cientista utilizou ferramentas da bioinformática, um campo que une biologia e algoritmos de computação.

 Fazendo simulações em software, foi possível analisar, interpretar e entender interações biológicas. Neste processo, foi descoberto no Aedes aegypti uma proteína chamada quinase que possui 70% de similaridade com uma proteína da mesma família presente no organismo humano.

 Dutra selecionou virtualmente um composto que inibe essa quinase humana em tratamentos contra o câncer e que poderia ser direcionado para bloquear a proteína do mosquito. Com ambas muito semelhantes, identificar as proteínas e usá-las aumentou a chance de sucesso na inibição do alvo molecular. Com isso, acredita-se que o processo pode frear o desenvolvimento do inseto.

“Os métodos focados no vetor têm o objetivo de diminuir a proliferação do mosquito. Neste caso, a ideia é atacar as larvas. Obtendo uma efetividade na mortalidade larval, se diminui a proliferação do mosquito adulto e consequentemente a proliferação de vírus”, explica Dutra.

A molécula selecionada, derivada de um grupo químico chamado imidazol, foi eficaz para inibir o desenvolvimento de larvas em testes preliminares. Foram 76% das larvas mortas em 48 horas. Modificações na estrutura química da substância devem aumentar sua eficiência.

Nas próximas fases do estudo, o cientista pretende produzir a proteína quinase do mosquito em laboratório para que seja possível avaliar detalhadamente a eficiência do composto contra ela e validar resultados. Analisar e garantir que o composto não seja tóxico à saúde humana também estão nos planos.

Se os novos resultados forem positivos, a ideia é que a molécula seja testada diretamente contra o mosquito, na forma de um inseticida mais eficaz.

Zika e chikungunya na mira

Com os mesmos produtos químicos sendo empregados há muito tempo, os mosquitos têm adquirido resistência. Bloqueando a atividade de uma proteína vital para o inseto adulto ou para a larva, a chance do vetor adquirir resistência pode ser reduzida. Feito isso, o resultado final pode ser uma menor circulação de vírus da dengue e também do zika e chikungunya, explica Dutra.

O pesquisador afirma que essa seria uma forma complementar para erradicar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no país, ao lado de vacinas que estão já nas fases finais de testes, como a da dengue, que está sendo produzida e testada pelo Instituto Butantan.

“A vacina é importante porque é ela quem vai nos tornar imunes ao vírus da dengue, mas é o mosquito que carrega o vírus de uma pessoa contaminada para outra. Então, combater o mosquito de forma precoce é importante também”, ressalta o pesquisador.

“Logicamente, não teremos uma erradicação total do mosquito, e nem do vírus da dengue, mas acredito que ambas as prevenções se complementam em diminuir o número de pessoas contaminadas”, completa.

Planta do cerrado para o combate da doença

Já Helena Russo, doutoranda do Instituto de Química da Unesp, investiga se plantas da família Malpighiaceae, amplamente encontradas no Brasil podem ser boas alternativas para combater o mosquito da dengue. Segundo a pesquisadora, essa linha de plantas ainda é pouco explorada do ponto de vista químico.

Russo explica que, entre as espécies dessa família, algumas são usadas como fonte de alucinógenos em rituais indígenas e outras são tóxicas para rebanhos bovinos. As plantas são tão diversas que algumas produzem frutos populares e saborosos como acerola e murici, com alto valor nutritivo.

O interesse da pesquisadora se concentra naquelas que produzem substâncias nocivas. Ao todo foram avaliadas 139 espécies no que é a maior pesquisa já realizada com essa família botânica, conta. O extrato das folhas foi enviado para a UnB (Universidade de Brasília), parceira no estudo, onde foram testados contra as larvas do Aedes aegypti. Uma das espécies foi capaz de matar 100% das larvas em 24 horas. Outras duas eliminaram 70% das larvas em 72 horas.

As análises são preliminares, mas animadoras — e podem ser inéditas caso futuros testes confirmem os resultados. Existe um desafio, pois detalhes das substâncias em questão ainda não foram descritos na nossa literatura científica.

De qualquer forma, das mais de cem espécies, a mais eficaz contra as larvas do mosquito é uma do gênero Heteropterys, comum do cerrado brasileiro e abundante na região de Araraquara. Os próximos passos da pesquisa serão descobrir quais moléculas das folhas foram responsáveis por matar as larvas e avaliar a eficácia de diferentes concentrações do composto nelas.

 Russo se interessou em abordagens mais naturais no combate à dengue pelo fato de o Brasil possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, destaca. Todavia, não é porque se trata de um composto obtido direto da natureza que teremos um produto menos tóxico ao Aedes. Por isso a importância de mais testes.

“Não necessariamente uma alternativa natural será menos tóxica do que os inseticidas comuns. Muitos estudos devem ser feitos após a identificação das substâncias tóxicas para o mosquito. Depois disso, poderemos saber se essas substâncias naturais tóxicas serão mais seletivas ao mosquito e menos nocivas à nossa saúde [dos humanos]”, explica a cientista.

Em caso de novos resultados positivos do uso de plantas dessa família contra a fase de larva do mosquito, haverá uma nova etapa para avaliar a eficiência do método. “Este ano vamos isolar as substâncias do extrato, e ano que vem vamos realizar diversos testes nas larvas e em outros estágios de desenvolvimento do Aedes. Com esses resultados, podemos verificar as possibilidades de aplicação de fato”, concluiu.

Ainda que preliminares, os resultados dão esperança de que futuramente novas estratégias de combate ao mosquito serão eficazes.

Fonte: UOL / Tilt

Estudo revela possível marcador da microcefalia causada pelo vírus da zika

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Agência FAPESP   22/07/2021


Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina fizeram o perfil lipídico do plasma de recém-nascidos com exposição pré-natal ao vírus da zika

Imagem: CDC / Wikimedia Commons

Cientistas do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), da Fiocruz do Rio de Janeiro e da Bahia identificaram consideráveis alterações lipídicas no plasma de recém-nascidos com exposição pré-natal ao vírus da zika. O Redoxoma é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado no Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP).

Os resultados do estudo podem contribuir para o diagnóstico precoce e monitoramento da zika congênita, tanto em bebês com microcefalia quanto nos assintomáticos. O vírus da zika atinge a placenta e desencadeia uma inflamação que pode causar insuficiência placentária, resultando em deficiência na liberação de determinados lipídios e levando a déficits no cérebro e na retina durante o desenvolvimento fetal. O pós-doutorando Marcos Yukio Yoshinaga, do IQ-USP, disse à Assessoria de Comunicação do Redoxoma que, com esses resultados, foi possível chegar a uma assinatura molecular que poderia ser usada como um biomarcador para crianças que foram expostas ao vírus durante o período pré-natal. Yoshinaga foi coordenador da pesquisa publicada em artigo na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases. Também em entrevista para a Assessoria de Comunicação do Redoxoma, a infectologista e pesquisadora Isadora Cristina de Siqueira, da Fiocruz Bahia, ressalta que a maioria dos estudos sobre a infecção congênita por zika encontrados na literatura é relacionada às descrições epidemiológicas e clínicas das crianças. “Possivelmente existe um número enorme de crianças que foram acometidas com um quadro mais leve e que precisam de um acompanhamento a longo prazo. Não temos nada palpável do ponto de vista laboratorial, nenhum biomarcador de acompanhamento ou de gravidade. Esse estudo agora traz informações novas sobre a patogênese da doença e mostra que crianças menos afetadas também apresentam alterações de lipídios. Ele traz marcadores laboratoriais que podem ser usados na prática”, comenta Siqueira.

Os mecanismos pelos quais a infecção pelo vírus da zika leva a defeitos cerebrais não são conhecidos. No entanto, segundo os pesquisadores, estudos observacionais e experimentais documentaram que o vírus tem como alvo as células da placenta, resultando não apenas no aumento da inflamação sistêmica, mas também em mudanças significativas no metabolismo lipídico da placenta. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de novos estudos, com grupos maiores, para se investigar o papel dos lipídios individuais na neuropatogênese do vírus da zika e para transformar o perfil de lipídio do plasma em um marcador para o diagnóstico precoce de recém-nascidos com suspeita de exposição ao vírus da zika.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND

CCZ PARTICIPA DE CURSO DE ATUALIZAÇÃO DA DEFESA CIVIL

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Durante o mês de Maio, a Defesa Civil de Rio Claro promoveu em suas dependências o “V Curso de Atualização Técnica de Defesa Civil”.

O objetivo do evento anual é manter os colaboradores atualizados nos diversos segmentos em que atuam.

O Centro de Controle de Zoonoses participou com a palestrante Solange Mascherpe abordando os temas “Animais Peçonhentos” e “O Aedes Aegypti e as arboviroses transmitidas”. Após as apresentações os funcionários puderam conferir vidraria com os animais peçonhentos em exposição e o ciclo do mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Todas as ações foram realizadas respeitando-se as orientações preventivas contra o Covid-19 como a utilização de máscaras, higienização das mãos e distanciamento entre os participantes.

Água sanitária é uma ótima ‘arma’ contra o mosquito Aedes aegypti

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O hipoclorito de sódio se mostra eficaz para matar as larvas do mosquito que transmite dengue, zika, febre amarela e chikungunya

Os ralos dos banheiros também podem ser foco para proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti. Por isso, eles precisam ser constantemente limpos com água sanitária

O combate à larva do Aedes aegypti, no Brasil, é uma questão tão séria que se transformou quase uma “guerra”. Além da conscientização das pessoas em relação aos perigos de deixar água parada em casa, é importante saber como inibir o crescimento dos mosquitos. Uma solução é o uso da famosa água sanitária (hipoclorito de sódio diluído). Além das doenças causadas pelo Aedes (dengue, zika, febre amarela e chikungunya), a substãncia ajuda a prevenir contra leptospirose, hepatites A e E e gastroenterites.

“O produto é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes. Além disso, é de fácil acesso à população e tem baixo custo”, explica o médico toxicologista Flavio Zambrone, da Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor).

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Abiclor, comprovou a eficácia do hipoclorito de sódio no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti. O estudo, realizado entre abril e maio deste ano, descobriu que a água sanitária possui eficácia média de 75% por um período de até 120 horas.

Nas primeiras 24 horas do experimento, houve uma eficiência do hipoclorito de sódio na mortalidade dos mosquitos em diferentes concentrações (1 ml, 2 ml e 3 ml por litro de água). A dosagem de 2 ml/l de água foi a que apresentou a maior porcentagem de mortalidade larval, chegando a 75 no intervalo de 24 horas.

Já em 48 horas, observou-se um aumento no índice de eficiência de mortalidade das larvas, que alcançou 92,5% no tratamento com 3 ml/l de água sanitária.

No teste adicional com uma dose de 4 ml/l, duas vezes superior à recomendada, a mortalidade foi de 80% em 24 horas. “Portanto recomenda-se o uso de uma dose de 10 ml/l para matar 100% das larvas do mosquito em 24 horas”, diz o professor Valter Arthur, da USP, responsável pela pesquisa sobre o combate ao Aedes.

Dicas de uso da água sanitária:

  • Ralos: despeje uma solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Faça a limpeza à noite, antes de dormir, para que o produto possa agir por mais tempo
  • Plantas: use uma colher de sopa de hipoclorito de sódio por litro de água também para a rega de plantas, particularmente as que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Conforme a associação, essa solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito
  • Vaso sanitário: coloque o equivalente a duas colheres de água sanitária por litro de água no vaso sanitário. Esse é um cuidado que se deve ter especialmente antes de viajar, já que é um período em que a casa estará fechada e o banheiro não será usado
  • Piscina: é importante manter a piscina tratada, mesmo que não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se torna um foco da larva do Aedes. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Neste caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito
  • Caixas d’água: a limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo. Não use produtos de limpeza nesta etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada mil litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe
  • Verduras, frutas e legumes: coloque água misturada com hipoclorito de sódio numa bacia plástica, na proporção de uma colher de sopa (15 ml) de água sanitária para cada litro de água. Lave as verduras, frutas e legumes com água corrente em abundância e depois mergulhe por 30 minutos essa solução, agitando ocasionalmente. Passado esse tempo, lave novamente a verdura, fruta ou legume na torneira tirando o excesso de água sanitária.

Fonte: Revista Encontro

PREVENÇÃO CONTRA MOSQUITOS NOS CEMITÉRIOS

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Ações preventivas em relação a criadouros de mosquitos foram realizadas nos cemitério da cidade

No Dia das Mães, aqueles que não podem mais abraçá-las pessoalmente, visitam seus túmulos nos cemitérios da cidade.

Visando que os números de criadouros do mosquito Aedes aegypti  não aumentem após estas visitas aos entes queridos, a Fundação Municipal de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses distribuiu faixas e alertas fixados em locais visíveis nos cemitérios.

A recomendação para as pessoas que foram homenagear os mortos enfeitando com flores seus túmulo era para que retirassem as embalagens plásticas que envolvem os vasos, colocando-as nas lixeiras espalhadas pelos cemitérios.

A água parada em pequenos locais pode servir de abrigo para os ovos e larvas de mosquitos.

É importante  a população ter conhecimento de  que  estes saquinhos, assim como os pratinhos de plantas são reservatórios de água e acabam criando as larvas do mosquito Aedes aegypti.

Mesmo as embalagens “amarradas” servem de criadouros.

Ovos de aedes podem ficar até 450 dias em locais secos. Um ano e meio depois de depositados, ao terem contato com água, eles eclodem.

Equipes de gentes estiveram durante todo o domingo nos cemitérios orientando visitantes sobre cuidados preventivos no local e auxiliando a população na remoção de embalagens plásticas.

Jogar o lixo nos locais adequados e não deixar acumular água são ações  simples e eficazes para evitarmos uma epidemia em nossa cidade.