DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Posts Tagged ‘zoonoses rio claro

E.E. JOAQUIM RIBEIRO PRODUZ PODCAST SOBRE ZOONOSES

leave a comment »

Após a apresentação do CCZ sobre lixo, bicho e Zoonoses, os alunos realizaram várias atividades sobre o assunto e organizaram um Seminário do Itinerário Formativo. Cada estudante escolheu uma zoonose e montou a apresentação no CANVA, e em seguida ministrou para os colegas.

Dando segmento ao interesse pelas doenças transmitidas por animais, o CCZ foi novamente convidado para uma palestra sobre Mosquitos e as arboviroses transmitidas, como a Dengue, Zika, Chikungyna e Febre Amarela.

Após a apresentação, foi gravado um Podcast criado pelos alunos e denominado “Zoonocast”, entrevistando a palestrante Solange Mascherpe do setor de educação e comunicação Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, sanando as principais dúvidas dos adolescentes sobre as zoonoses de nosso município.

Nossos agradecimentos à direção da escola, aos alunos e ao professor Alexsandro pelo interesse e iniciativas que só fazem aumentar o conhecimento e assim, o controle das arboviroses.

E.E. JOAQUIM RIBEIRO RECEBE CCZ

leave a comment »

Alunos e professores do 2º ano do PEI – Programa de Ensino Integral, assistiram a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Muito atentos, conheceram um pouco sobre mosquitos, roedores, animais peçonhentos, pombos, caramujos e ações que podem prevenir as doenças causadas por estes animais.

Nossos agradecimentos à direção da escola pela oportunidade da informação.

PARCERIAS ENTRE SECRETARIAS MUNICIPAIS EM PROL DA SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE

leave a comment »

A forma mais eficaz de evitar-se agravamentos ou óbitos em relação à Febre Maculosa, é a informação.

A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar de formas leves e atípicas até formas graves, com taxa de letalidade elevada. A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida por carrapatos. 

Em áreas como sítios, parques, trilhas, qualquer local com vegetação há a possibilidade de contato com carrapatos. Se algum estiver contaminado, a transmissão geralmente ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas e então, podemos desenvolver a Febre Maculosa.

Como os sintomas são muito semelhantes à outras arboviroses, o conhecimento sobre a transmissão da FMB é fundamental para avisar ao profissional de saúde sobre contato com carrapato ou o médico questionar durante a anamnese,  que é histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre determinado caso clínico. Com estas informações, inicia-se o tratamento correto sem agravamentos ou evolução para óbito.

Para informar a população sobre estes riscos, o Centro de Controle de Zoonoses solicitou ao Departamento de Mobilidade Urbana, a confecção de placas para para serem fixadas em locais com risco de contato com carrapatos. O DMU aproveitou algumas placas que não seriam mais utilizadas no trânsito e poderiam ser descartadas.

Com estas placas informativas, os munícipes poderão saber da possibilidade de contato com carrapatos, os sintomas iniciais e a importância de avisar ao médico.
 
Este trabalho engloba prevenção de doenças e diminuição de custos  à saúde pública, sustentabilidade relativa ao aproveitamento de material da administração e trabalhos intersetoriais.

Febre do Nilo Ocidental

leave a comment »

O que é Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral causada por um arbovírus (mosquito), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre do Mayaro. Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado e que, por ventura, venha a picar estes seres humanos.

A doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas distintos, de acordo com cada pessoa e com o nível de gravidade da doença. No caso desta infecção, a causa é o vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela.

IMPORTANTE:  As formas graves da Febre do Nilo Ocidental atingem com maior frequência as pessoas idosas.

Como a Febre do Nilo Ocidental é transmitida?

O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. O homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a contaminação do vírus se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Outras formas mais raras de transmissão já foram relatadas e incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária.

IMPORTANTE:  A transmissão por contato direto já foi demonstrada em laboratório para algumas espécies de aves, no entanto não há transmissão de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da Febre do Nilo Ocidental?

Estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. A forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  • febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular e linfoadenopatia.

O período de incubação intrínseca – tempo entre a infecção do hospedeiro e a manifestação de sinais e sintomas – nos humanos varia de 3 a 14 dias após a picada do mosquito e pode apresentar manifestação subclínica ou com sintomatologia de distintos graus de gravidade, variando desde febre passageira – acompanhada ou não de mialgia (dor muscular) – até sinais e sintomas de acometimento do sistema nervoso central com encefalite ou meningoencefalite grave.

Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou poliomielite). A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações cerebrais. Em menos de 1% das pessoas infectadas, o vírus causa uma infecção neurológica grave, incluindo inflamação do cérebro (encefalite) e das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meningite). A Síndrome de Guillain Barré também pode se apresentar, assim como em outros tipos de infecção.

As formas mais graves ocorrem com maior frequência em indivíduos com idade superior a 50. Se não tratada corretamente, em casos raríssimos a Febre do Nilo Ocidental pode matar.

IMPORTANTE:  Após a infecção, a pessoa pode desenvolver imunidade duradoura contra o vírus causador da Febre do Nilo Ocidental.

Como é feito o diagnóstico da Febre do Nilo Ocidental?

O teste diagnóstico mais eficiente para a Febre do Nilo Ocidental é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro (coletado a partir do 5º  dia após o início dos sintomas) ou em líquido cefalorraquidiano (LCR; coletado após o 8º dia a partir do início dos sintomas), utilizando a técnica de captura de anticorpos IgM (ELISA).

Pacientes recentemente vacinados (contra febre amarela, por exemplo) ou infectados com outro flavivírus (ex: Febre Amarela, Dengue, Zika, Saint Louis, Rocio, Ilhéus) podem apresentar resultado de IgM-ELISA positivo (reação cruzada). Outras provas, como a inibição da hemaglutinação, detecção do genoma viral (PCR), isolamento viral e PRNT também podem ser utilizadas.

Outros achados importantes

Entre os casos graves dos recentes surtos, observou-se que:

  • A contagem de leucócitos apresenta-se geralmente normal ou elevada, também ocorrendo linfocitopenia e anemia.
  • O exame do LCR mostra pleocitose linfocítica com proteínas elevadas e glicose normal.
  • A tomografia computadorizada do cérebro apresenta-se geralmente normal. A imagem por ressonância magnética pode apresentar aumento das leptomeninges e/ou da área periventricular e alteração do sinal do parênquima.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial da Febre do Nilo Ocidental inclui diversas arboviroses (neuroinavasivas e não neuroinvasivas) e outras doenças virais febris agudas (como dengue, leptospirose, febre maculosa, e outras) ou com acometimento do sistema nervoso central. Assim, a abordagem sindrômica é a mais indicada para a vigilância da FNO, a partir da identificação de pacientes com quadros neurológicos de etiologia viral (encefalite, meningite, meningoencefalite, paralisia flácida aguda) sem causa conhecida.

Como é feito o tratamento da Febre do Nilo Ocidental?

Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é sintomático para redução da febre e outros sintomas. Para casos leves, analgésicos podem ajudar a aliviar dores de cabeça leves e dores musculares.

 Não consuma nenhum tipo de medicamento sem a devida orientação médica.

Os casos mais graves, frequentemente, necessitam de hospitalização para tratamento de suporte, com reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias, além de tratamento específicos para pacientes com quadros de encefalites ou menigoencefelite em sua forma severa.

IMPORTANTE: Tenha cuidado ao administrar aspirina, pois os componentes podem provocar hemorragia e agravar o quadro de saúde da pessoa.

Quais são as complicações possíveis da Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental, raramente, pode evoluir para complicações no quadro de saúde das pessoas. As formas graves geralmente se apresentam em pessoas idosas ou com sistema imunológico comprometido. As complicações também podem aparecer quando a doença não é tratada corretamente.

Entre as complicações possíveis, estão apresentações neurológicas graves, como, por exemplo:

  • Ataxia e sinais extrapiramidais.
  • Anormalidades dos nervos cranianos.
  • Mielite (inflamação da medula espinhal).
  • Neurite óptica.
  • Polirradiculite
  • Convulsão.

Como a Febre do Nilo Ocidental pode afetar a gravidez?

Segundo o Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC/USA), mulheres grávidas não apresentam maior risco para infecção por vírus do Nilo Ocidental.

Com relação às grávidas já infectadas pelo vírus, as evidências apontam para um baixo risco de infecção para o feto ou recém nascido, com poucos casos sendo reportados.

Mulheres grávidas em área de transmissão devem se prevenir evitando picadas de mosquitos, por meio do uso de roupa comprida e repelente de insetos. Parecem ser raros os casos de transmissão do vírus da Febre do Nilo Ocidental para o bebê por meio da amamentação, porém esse tema ainda precisa ser melhor estudado.

Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental?

Não existem formas efetivas de se prevenir a Febre do Nilo Ocidental, exceto evitar a presença de insetos nas áreas onde vivem os seres humanos. As medidas abaixo ajudam a reduzir os riscos:

  • Evite água parada.
  • Evite locais sem saneamento básico.
  • Coloque tela nas janelas e portas.
  • Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos.
  •  Use inseticidas e larvicidas.
  • Use repelentes.
  • Quem vive ou trabalha em área onde há mosquitos infectados está em risco de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental (VNO). Portanto, todos os trabalhadores devem ter o cuidado de reduzir o seu potencial de exposição à infecção.
  • Trabalhadores em risco são aqueles que trabalham ao ar livre, que incluem: médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, agricultores, paisagistas, jardineiros, trabalhadores da construção civil, entomologistas e outros trabalhadores de campo.
  • Evite manusear animais mortos quando possível. Evite o contato direto. Se você deve lidar com eles, usar luvas duplas de procedimento, que fornecem uma barreira protetora entre sua pele e sangue ou outros fluidos corporais.

IMPORTANTE: Os mosquitos podem se desenvolver em qualquer poça de água ou água que fica por mais de quatro dias. Trabalhadores em locais perto de poças, lagos, bebedouros, valas de irrigação, barris que armazenem água de chuva, lagoas de estrume, ou quaisquer outros locais com água estagnada estão em risco de exposição ao mosquito. Equipamentos como pneus, lonas, baldes, barris e carrinhos de mão podem favorecer a proliferação dos mosquitos.

Viajantes a Febre do Nilo Ocidental?

Orienta-se aos viajantes que se deslocam para fora do Brasil buscar informações quanto ao país de destino no sentido de avaliar se o mesmo é área de ocorrência da Febre do Nilo Ocidental, verificando ainda se o período programado da viagem corresponde àquele de transmissão mais frequente da doença. Uma vez identificado como área de transmissão, recomenda-se adotar as estratégias de proteção individual:

  • Evitar locais onde se encontram os mosquitos transmissores em abundância. 
  • Caso a pessoa não tenha opção, tentar se prevenir ao máximo para evitar a transmissão através da picada do mosquito vetor.
  • Evitar acúmulo de lixo, água parada e matéria orgânica, pois são fontes de proliferação de mosquitos.
  • Evitar sair às ruas e em ambiente de área silvestre no momento de maior atividade dos mosquitos (entardecer e amanhecer).
  • O uso de repelentes e roupas de mangas e pernas cumpridas pode ajudar a evitar ou reduzir o contato com mosquitos.

Caso um viajante que tenha frequentado áreas com ocorrência de casos de Febre do Nilo Ocidental apresente, em até 15 dias após a viagem, sinais e sintomas compatíveis com a doença, deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar o histórico de deslocamento e o tempo entre a data de possível exposição e a data de início dos sintomas.

Fonte: Ministério da Saúde

 

RIO CLARO REALIZA AÇÕES NA SEMANA ESTADUAL DE MOBILIZAÇÃO PARA PREVENÇÃO ÀS ARBOVIROSES

leave a comment »

De 08 a 12 de Novembro ocorreu a Semana Estadual de Mobilização para Prevenção às Arboviroses.

O objetivo desta semana é a promoção em todos municípios do estado de São Paulo, de ações simultâneas para conscientização sobre arboviroses e reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti,  vetor de arboviroses como a Dengue, Zika e Chikungunya, com a retirada de recipientes favoráveis à sua proliferação.

O que são arboviroses?

O termo arbovírus deriva da expressão inglesa ARthropod BOrne VIRUSES, adotada, em 1942, para designar grupo de infecções virais cujos agentes foram isolados de animais que tinham participação na etiologia das encefalites

Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus.  A classificação “arbovírus” engloba todos aqueles transmitidos por insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos).

Atualmente, são conhecidas no mundo mais de quinhentas espécies de arbovírus, dentre os quais 150 tem potencial para causar doenças em humanos. Destas, no Brasil há duzentas espécies, das quais aproximadamente quarenta podem afetar o homem.

Do ponto de vista do número de pessoas acometidas, a vasta maioria das arboviroses é transmitida por mosquitos, onde destaca-se o Aedes aegypti, por sua habilidade de transmitir vários arbovírus diferentes e por ser um vetor urbano altamente adaptável.

Ações em Rio Claro

Em nosso município ações preventivas contra mosquitos e as doenças por eles transmitidas, são realizadas diariamente e foram intensificadas durante esta semana.

Mutirões foram realizados no final de semana em bairros onde o índice de criadouros positivos (com larvas), foram significativos durante os trabalhos de Breteau ou  LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) que  tem por objetivo mapear os criadouros do mosquito transmissor em diferentes regiões do município. Esta ação teve a parceria da Secretaria de Meio Ambiente que recolheu possíveis criadouros separados por moradores e pelos agentes de endemias com o Caminhão Cata Bagulho.

Ação conjunta entre o Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária,  Departamento de Obras , Meio Ambiente e Defesa Civil foi realizada em um ferro velho, cadastrado como ponto estratégico próximo ao centro da cidade, onde foram retirados inicialmente 17.020 kg de material inservível e o proprietário multado. Os trabalhos de remoção deverão continuar durante os próximos dias.     

 Faixas foram fixadas em locais de grande circulação de pessoas como na Lagoa Seca, no Cervezão, onde estava estacionado o ônibus realizando exames de mamografia e nos semáforos do centro da cidade.

Agentes distribuíram folhetos informativos no trânsito

No Jardim Público, região central da cidade, onde há uma grande circulação de pessoas , foi montado um “stand” com vidrarias com amostras do ciclo do mosquito Aedes aegypti,  e de outros vetores de arboviroses como  Flebotomínios, transmissores de Leishmaniose visceral e cutânea, Triatomíneos, transmissores da doença de Chagas, carrapatos, transmissores de Febre Maculosa e animais peçonhentos.

Além de poder conhecer de perto estes vetores, o público recebeu folhetos informativos e material didático para as crianças.

A utilização de bonecos com brincadeiras e teatralização durante as exposições, chamou bastante a atenção do público para o evento que estava sendo realizado.

Aproveitando a ocasião, agentes  realizaram ação na água da fonte luminosa da praça onde verificaram a presença de larvas e de mosquito.

Publicações referente à arboviroses em redes sociais e imprensa foram intensificadas com publicações de pesquisas, curiosidades, dicas e ações realizadas.

Jornal Cidade Rio Claro

Jornal Diário do Rio Claro

Palestras

A informação é fundamental para que o público  tenha conhecimento das arboviroses,  ciclos e ações que  são necessárias para o controle de vetores e consequentemente, das doenças por eles transmitidas.

O engajamento de toda população é fundamental para o sucesso dos trabalhos preventivos realizados pelos órgãos públicos.

CCZ ORIENTA CRIANÇAS DO PROJETO DA RUA PARA CASA

leave a comment »

O Projeto “da Rua para a Casa” é uma ONG sem fins lucrativos que atua desde 2019 na região do Jardim das Paineiras e que tem como propósito transmitir através da recreação, bons valores e amparo social para crianças e suas famílias.

Como muitas famílias atendidas são coletores de materiais recicláveis , a direção da entidade convidou o setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses para ministrar a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo” para conhecimento das famílias sobre a necessidade de acondicionar corretamente o material até a venda do mesmo, evitando assim a atração de insetos, roedores e as doenças que eles podem transmitir.

O interesse durante a palestra foi gratificante e a curiosidade para conhecer os animais expostos em vidraria, foi bem grande entre as crianças e as mães presentes.

Platinosomose felina: a doença da lagartixa

leave a comment »

O Platinosoma é um parasita comum em lagartixas, e como nossos gatinhos adoram caçar esses pequenos repteis, a possibilidade de contrair uma doença chamada Platinosomose é muita alta.

Segundo análises, não são todas as lagartixas que possuem esses parasitas, porém todo cuidado é pouco.

Quais são seus sintomas?

Os sintomas estão relacionados as doenças hepáticas, causando  inflamação dos figados e/ou na vesícula biliar, podendo levar até mesmo a falência do seu peludinho.

Os principais sintomas causados pela doença “Platinosomose” são:

  • Febre;
  • Mucosas amareladas;
  • Vômito;
  • Perda de peso;
  • Diarreia;
  • Urina mais amarelada.

Caso seu gatinho esteja apresentando estes sintomas, e você o tenha visto em contato com uma lagartixa, o ideal é leva-lo imediatamente para uma consulta ao veterinário.

Como é o tratamento dessa doença?

Segundo os pesquisadores e veterinários, o tratamento é considerado muito eficiente, quando a doença é identificada em seus primeiros graus de infestação do parasita. Portanto, é de extrema importância analisar seu gatinho e leva-lo imediatamente para uma consulta com seu veterinário.

Após a confirmação da doença, o tratamento é realizado através de remédios antiparasitários, podendo ser necessário a internação e hidratação com soro para casos de desidratação do seu peludinho.

Como posso evita-la?

A melhor maneira para evitar que seu gatinho  tenha contato com lagartixas é manter o ambiente sempre limpo, e utilizar brinquedos que estimulem seu instinto animal de caça. Dessa forma, ele terá menos contato com o ambiente externo e irá satisfazer suas necessidades de caçar certas presas.

Fonte : Dr. Pet

A mosca-varejeira é perigosa?

leave a comment »

Sim – ela pode até matar.

O grande problema é que esses insetos comutam facilmente entre um ambiente sujo, como um lixão, e o churrasco das nossas casas. Nas moscas coletadas dentro do hospital, por exemplo, encontramos bactérias responsáveis por dois terços das infecções hospitalares do mundo

A varejeira faz parte de uma família de moscas de cor azul ou verde-metálico, as califorídeas, cuja espécie principal é a Cochliomyia hominivorax. Ela utiliza a vítima – qualquer animal de sangue quente incluindo o ser humano – como hospedeira de sua prole, depositando ovos onde houver alguma ferida aberta.

“Ao nascerem, as larvas invadem a pele e se alimentam corroendo os tecidos vivos que encontrarem pela frente, devorando até ossos e cartilagens”, diz José Henrique Guimarães, entomólogo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). Esse tipo de infecção, chamada miase, é qe leva à morte se não for combatida a tempo.

Existem dois tipos de miase provocados por estas moscas: a cutâneo traumática (que ataca a pele) e a nasofaringeana (que ocorre em casos de secreção nasal, principalmente rinite).

A segunda tem maior probabilidade de ser fatal. O animal mais atingido pela varejeira costuma ser o gado, principalmente os bezerros, em feridas no local onde foi cortado o cordão umbilical.

Filhotes Vorazes

Se tiverem a chance, as larvas da varejeira devoram o hospedeiro até o osso.

O lugar favorito para a mosca depositar seus ovos é a borda de um ferimento na pele de um animal de sangue quente.

Entre 12 a 24 horas depois, as larvas eclodem dos ovos e começam a se alimentar dos tecidos vivos do hospedeiro, cavando a carne até os ossos as cartilagens

O que fazer para evitar  moscas varejeiras?

Coloque o lixo em sacos e lixeiras fechadas.

  1. O lixo é uma das coisas que mais chamam moscas varejeiras. Tape bem tudo

que jogar fora e jamais ponha a comida diretamente dentro da lixeira.

  • As moscas varejeiras sentem o cheiro do lixo no ar. Tire o lixo regularmente para evitar o acúmulo de maus odores.

Que é bom para espantar mosca?

O lugar favorito para a mosca depositar seus ovos é a borda de um ferimento na pele de um animal de sangue quente.

Entre 12 a 24 horas depois, as larvas eclodem dos ovos e começam a se alimentar dos tecidos vivos do hospedeiro, cavando a carne até os ossos as cartilagens

O que fazer para evitar  moscas varejeiras?

Coloque o lixo em sacos e lixeiras fechadas

. O lixo é uma das coisas que mais chamam moscas varejeiras. Tape bem tudo que jogar fora e jamais ponha a comida diretamente dentro da lixeira.

. As moscas varejeiras sentem o cheiro do lixo no ar. Tire o lixo regularmente para evitar o acúmulo de maus odores.

Que é bom para espantar mosca?

. Inseticida. …

. Vinagre. …

. Cravo da Índia e limão. …

. Água, álcool e arruda. …

. Louro, eucalipto e manjericão. …

. Armadilha Caseira

Fonte: Revista Super Interessante

Vítimas de ataque cardíaco podem vir a ser tratadas com veneno mortal de aranha australiana

leave a comment »

Cientistas australianos descobriram um tratamento que pode vir a salvar vítimas de ataque cardíaco à base do veneno de uma das aranhas mais mortais do mundo.

Ainda em fase de testes, um medicamento desenvolvido a partir de uma molécula do veneno de uma das mais mortais aranhas do mundo pode vir a prevenir os danos causados ​​por um ataque cardíaco, bem como prolongar a vida de corações transplantados. A descoberta foi feita por uma equipa liderada pelo professor Peter Macdonald, do Instituto de Pesquisa Cardíaca Victor Chang, na Austrália, e de colegas da Universidade de Queensland. Macdonald disse que este resultado incrível levou décadas para a ser desenvolvido.

“Isto não só ajudará centenas de milhares de pessoas que têm um ataque cardíaco todos os anos, mas também poderá aumentar o número e a qualidade dos corações de doadores, o que dará esperança aos que aguardam na lista de transplantes.” Palpant, médico do Instituto de Biociência Molecular (IMB) daquela universidade, disse que o medicamento funciona interrompendo um “sinal de morte” enviado pelo coração na sequência de um ataque.

“Após um ataque cardíaco, o fluxo sanguíneo para o coração é reduzido, resultando em supressão de oxigénio ao músculo cardíaco. A falta de oxigénio faz com que o ambiente celular se torne ácido, o que se combina para enviar uma mensagem às células do coração para que morram”, explica o investigador. “Apesar de décadas de pesquisa, ninguém foi capaz de desenvolver uma droga que interrompa este sinal de morte nas células do coração, o que é uma das razões pelas quais as doenças cardíacas continuam a ser a principal causa de morte no mundo.”

Palpant testou o potencial medicamento à base da proteína Hi1a em células do coração humano pulsantes expostas a stress cardíaco para testar  se a droga melhorava a sua sobrevivência. “A proteína Hi1a do veneno da aranha bloqueia os canais iónicos sensíveis ao ácido no coração e, de facto, a mensagem de morte é bloqueada, a morte celular é reduzida e há melhoria substancial na sobrevivência das células cardíacas.”

Além de reverter ou até evitar um ataque cardíaco o medicamento pode ser fulcral no tratamento de AVC

Atualmente, não há medicamentos em uso clínico que previnam os danos causados ​​por ataques cardíacos, mas com este fármaco à base de veneno de aranha “os transplantados podem vir a beneficiar muitíssimo”. “A sobrevivência das células do coração é vital nos transplantes de coração e medicá-los com Hi1a reduz a morte celular e aumenta tanto as possibilidades de sucesso do transporte dos órgãos como a probabilidade de um transplante bem-sucedido”, afirma Macdonald.

“Por norma, o coração do doador pára de bater por mais de 30 minutos antes da recuperação, órgão deixa de poder ser usado. Se pudermos aumentar o tempo de sobrevivência do coração fora do corpo, mesmo que apenas em mais 10 minutos, essa pode ser a diferença entre salvar uma vida ou não. Para as pessoas que estão literalmente às portas da morte, isso pode mudar-lhes a vida.”

A proteína do veneno desta aranha mostrou melhorar também significativamente a recuperação dos AVC, “reduzindo surpreendentemente os danos no cérebro, mesmo quando administrada até oito horas após o início do derrame”, acrescenta o professor Glenn King, também da Universidade de Queensland. “A nossa visão para o futuro das vítimas de ataque cardíaco ou AVC é a de que a Hi1a possa ser administrada por socorristas ainda na ambulância, o que realmente mudaria os problemas resultantes dos acidentes cardíacos.”

Sarah Scheuer, outra das responsáveis pela investigação, publicada na revista Circulation, explica que olhou inicialmente apenas para o efeito do veneno, mas percorreu um caminho totalmente novo de descoberta quando foi identificado um outro caminho específico que desempenhou um papel fundamental em danificar o tecido cardíaco após a perda de oxigénio nos tecidos celulares.

“Descobrimos que um canal iónico com detecção de ácido desempenhou um papel significativo nos danos do coração. Ao bloquear esse canal, fomos capazes de evitar alguns dos ferimentos que geralmente ocorrem”, certificou. A proteína foi testada em células cardíacas humanas e a equipa pretende agora iniciar testes clínicos em humanos, tanto para AVC quanto para doenças cardíacas, “dentro de dois a três anos”, iniciando-se uma nova forma de reverter os danos de ataques cardíacos com este potente antídoto derivado do mortal veneno de aranha.

Fonte: Impala – Portal de Notícias

Leishmaniose

leave a comment »

O que é a doença?

As leishmanioses são um conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania e da família Trypanosomatidae. De modo geral, essas enfermidades se dividem em leishmaniose tegumentar americana, que ataca a pele e as mucosas, e leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca órgãos internos.

Agentes causadores

A leishmânia é transmitida ao homem (e também a outras espécies de mamíferos) por insetos vetores ou transmissores, conhecidos como flebotomíneos. A transmissão acontece quando uma fêmea infectada de flebotomíneo passa o protozoário a uma vítima sem a infecção, enquanto se alimenta de seu sangue. Tais vítimas, além do homem, são vários mamíferos silvestres (como a preguiça, o gambá, roedores, canídeos) e domésticos (cão, cavalo etc.).

Os flebotomíneos são insetos pequenos, de cor amarelada e pertencem à ordem Diptera, mesmo grupo das moscas, mosquitos, borrachudos e maruins; apresentam um par de asas e um par de pequenas estruturas, chamados de halteres ou balancins, responsáveis pela estabilidade do voo e o zumbido característico dos dípteros. No Brasil, esses insetos podem ser conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho, entre outros.

Sintomas

A diversidade de espécies de Leishmania, associada à capacidade de resposta imunitária de cada indivíduo à infecção, está relacionada com as várias formas clínicas das leishmanioses. As leishmanioses tegumentares causam lesões na pele, mais comumente ulcerações e, em casos mais graves (leishmaniose mucosa), atacam as mucosas do nariz e da boca. Já a leishmaniose visceral, como o próprio nome indica, afeta as vísceras (ou órgãos internos), sobretudo fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea, podendo levar à morte quando não tratada. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência. Doenças causadas por bactérias (principalmente pneumonias) ou manifestações hemorrágicas são as causas mais freqüentes de morte nos casos de leishmaniose visceral, especialmente em crianças.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico parasitológico é feito através da demonstração do parasito por exame direto ou cultivo de material obtido dos tecidos infectados (medula óssea, pele ou mucosas da face) por aspiração, biópsia ou raspado das lesões. Para o diagnóstico, há também métodos imunológicos que avaliam a resposta de células do sistema imunitário e a presença de anticorpos anti-Leishmania. Nesta categoria se incluem o teste cutâneo de Montenegro e testes sorológicos (exame de sangue), dos quais os mais utilizados são os ensaios de imunofluorescência indireta e o imunoenzimático (ELISA). Nem o teste de Montenegro nem os métodos sorológicos positivos significam doença. Indicam infecção por Leishmania, que pode ser atual ou passada. Há também os métodos moleculares (PCR) que detectam a presença de ácidos nucleicos do parasito. Os elementos clínicos e epidemiológicos também contribuem substancialmente para o diagnóstico.

Para todas as formas de leishmaniose, o tratamento de primeira linha no Brasil se faz por meio do antimoniato de meglumina (Glucantime). Outras drogas, utilizadas como segunda escolha, são a anfotericina B e a pentamidina. Todas estas drogas têm toxicidade considerável.

Prevenção

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para o combate da enfermidade se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. Há vacinas contra a leishmaniose visceral canina licenciadas no Brasil e na Europa. O cão doméstico é considerado o reservatório epidemiologicamente mais importante para a leishmaniose visceral americana, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana.

Devido ao diminuto tamanho, o encontro de larvas e pupas de flebotomíneos na natureza é tarefa extremamente difícil, por essa razão não há nenhuma medida de controle de vetores que contemple as fases imaturas.

As medidas de proteção preconizadas consistem basicamente em diminuir o contato direto entre humanos e os flebotomíneos. Nessas situações as orientações são o uso de repelentes, evitar os horários e ambientes onde esses vetores possam ter atividade, a utilização de mosquiteiros de tela fina e, dentro do possível, a colocação de telas de proteção nas janelas. Outras medidas importantes são manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos; realizar podas periódicas nas árvores para que não se criem os ambientes sombreados; além de não acumular lixo orgânico, objetivando evitar a presença mamíferos comensais próximos às residências, como marsupiais e roedores, que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias