DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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PROJETO SAL DA TERRA RECEBE PALESTRA SOBRE MOSQUITOS E ARBOVIROSES

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O Projeto Sal da Terra é uma organização social, sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento intelectual e social de crianças e jovens que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade social, utilizando diferentes metodologias para estimular o protagonismo infanto-juvenil, desenvolver valores individuais e coletivos, promover a autoestima e contribuir para o desenvolvimento físico e social.

As crianças e adolescentes tem à sua disposição, além das atividades esportivas, oficinas culturais e diversas atividades na área de educação complementar.

Convidada pela direção da entidade, Solange Mascherpe palestrante do setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses, esteve presente na sede do projeto no bairro Mãe Preta, para orientação aos jovens e para funcionários sobre “Mosquitos e arboviroses transmitidas”. Na ocasião, puderam conhecer mais sobre o mosquito Aedes aegypti, as doenças que eles transmitem, prevenção e conferir o ciclo do mosquito com amostras em vidraria.

Estas ações são fundamentais para divulgação de informações preventivas contra a Dengue, Zika e Chikungunya para público atendido pela instituição e seus colaboradores.

CCZ PARTICIPA DE CURSO DE ATUALIZAÇÃO DA DEFESA CIVIL

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Durante o mês de Maio, a Defesa Civil de Rio Claro promoveu em suas dependências o “V Curso de Atualização Técnica de Defesa Civil”.

O objetivo do evento anual é manter os colaboradores atualizados nos diversos segmentos em que atuam.

O Centro de Controle de Zoonoses participou com a palestrante Solange Mascherpe abordando os temas “Animais Peçonhentos” e “O Aedes Aegypti e as arboviroses transmitidas”. Após as apresentações os funcionários puderam conferir vidraria com os animais peçonhentos em exposição e o ciclo do mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Todas as ações foram realizadas respeitando-se as orientações preventivas contra o Covid-19 como a utilização de máscaras, higienização das mãos e distanciamento entre os participantes.

Água sanitária é uma ótima ‘arma’ contra o mosquito Aedes aegypti

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O hipoclorito de sódio se mostra eficaz para matar as larvas do mosquito que transmite dengue, zika, febre amarela e chikungunya

Os ralos dos banheiros também podem ser foco para proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti. Por isso, eles precisam ser constantemente limpos com água sanitária

O combate à larva do Aedes aegypti, no Brasil, é uma questão tão séria que se transformou quase uma “guerra”. Além da conscientização das pessoas em relação aos perigos de deixar água parada em casa, é importante saber como inibir o crescimento dos mosquitos. Uma solução é o uso da famosa água sanitária (hipoclorito de sódio diluído). Além das doenças causadas pelo Aedes (dengue, zika, febre amarela e chikungunya), a substãncia ajuda a prevenir contra leptospirose, hepatites A e E e gastroenterites.

“O produto é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes. Além disso, é de fácil acesso à população e tem baixo custo”, explica o médico toxicologista Flavio Zambrone, da Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor).

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Abiclor, comprovou a eficácia do hipoclorito de sódio no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti. O estudo, realizado entre abril e maio deste ano, descobriu que a água sanitária possui eficácia média de 75% por um período de até 120 horas.

Nas primeiras 24 horas do experimento, houve uma eficiência do hipoclorito de sódio na mortalidade dos mosquitos em diferentes concentrações (1 ml, 2 ml e 3 ml por litro de água). A dosagem de 2 ml/l de água foi a que apresentou a maior porcentagem de mortalidade larval, chegando a 75 no intervalo de 24 horas.

Já em 48 horas, observou-se um aumento no índice de eficiência de mortalidade das larvas, que alcançou 92,5% no tratamento com 3 ml/l de água sanitária.

No teste adicional com uma dose de 4 ml/l, duas vezes superior à recomendada, a mortalidade foi de 80% em 24 horas. “Portanto recomenda-se o uso de uma dose de 10 ml/l para matar 100% das larvas do mosquito em 24 horas”, diz o professor Valter Arthur, da USP, responsável pela pesquisa sobre o combate ao Aedes.

Dicas de uso da água sanitária:

  • Ralos: despeje uma solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Faça a limpeza à noite, antes de dormir, para que o produto possa agir por mais tempo
  • Plantas: use uma colher de sopa de hipoclorito de sódio por litro de água também para a rega de plantas, particularmente as que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Conforme a associação, essa solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito
  • Vaso sanitário: coloque o equivalente a duas colheres de água sanitária por litro de água no vaso sanitário. Esse é um cuidado que se deve ter especialmente antes de viajar, já que é um período em que a casa estará fechada e o banheiro não será usado
  • Piscina: é importante manter a piscina tratada, mesmo que não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se torna um foco da larva do Aedes. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Neste caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito
  • Caixas d’água: a limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo. Não use produtos de limpeza nesta etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada mil litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe
  • Verduras, frutas e legumes: coloque água misturada com hipoclorito de sódio numa bacia plástica, na proporção de uma colher de sopa (15 ml) de água sanitária para cada litro de água. Lave as verduras, frutas e legumes com água corrente em abundância e depois mergulhe por 30 minutos essa solução, agitando ocasionalmente. Passado esse tempo, lave novamente a verdura, fruta ou legume na torneira tirando o excesso de água sanitária.

Fonte: Revista Encontro

PREVENÇÃO CONTRA MOSQUITOS NOS CEMITÉRIOS

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Ações preventivas em relação a criadouros de mosquitos foram realizadas nos cemitério da cidade

No Dia das Mães, aqueles que não podem mais abraçá-las pessoalmente, visitam seus túmulos nos cemitérios da cidade.

Visando que os números de criadouros do mosquito Aedes aegypti  não aumentem após estas visitas aos entes queridos, a Fundação Municipal de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses distribuiu faixas e alertas fixados em locais visíveis nos cemitérios.

A recomendação para as pessoas que foram homenagear os mortos enfeitando com flores seus túmulo era para que retirassem as embalagens plásticas que envolvem os vasos, colocando-as nas lixeiras espalhadas pelos cemitérios.

A água parada em pequenos locais pode servir de abrigo para os ovos e larvas de mosquitos.

É importante  a população ter conhecimento de  que  estes saquinhos, assim como os pratinhos de plantas são reservatórios de água e acabam criando as larvas do mosquito Aedes aegypti.

Mesmo as embalagens “amarradas” servem de criadouros.

Ovos de aedes podem ficar até 450 dias em locais secos. Um ano e meio depois de depositados, ao terem contato com água, eles eclodem.

Equipes de gentes estiveram durante todo o domingo nos cemitérios orientando visitantes sobre cuidados preventivos no local e auxiliando a população na remoção de embalagens plásticas.

Jogar o lixo nos locais adequados e não deixar acumular água são ações  simples e eficazes para evitarmos uma epidemia em nossa cidade.

ARTERIS INTERVIAS REALIZA AÇÕES EM APOIO À CAMPANHA DE COMBATE À DENGUE

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Para combater a proliferação do mosquito da dengue neste período de chuvas, a Arteris Intervias está apoiando a ARTESP – Agência do Estado de São Paulo, que está promovendo, de 1 a 7 de março, campanha para conscientizar os usuários sobre o descarte de lixo nas rodovias paulistas

Para combater a proliferação do mosquito da dengue neste período de chuvas, a Arteris Intervias está apoiando a ARTESP – Agência do Estado de São Paulo, que está promovendo, de 1 a 7 de março, campanha para conscientizar os usuários sobre o descarte de lixo nas rodovias paulistas. O objetivo da ação é preventivo e pretende evitar que o lixo jogado possa se transformar em criadouros para as larvas do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A campanha de combate à dengue nas rodovias concedidas será composta por mensagens de orientação nos painéis de mensagens variáveis, com a seguinte frase: NÃO JOGUE LIXO NAS RODOVIAS. PREVINA-SE CONTRA DENGUE. Os usuários que trafegam pelas rodovias administradas pela Intervias podem conferir essa divulgação.

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostram que, somente neste ano, foram registrados 3.828 casos confirmados de dengue até a primeira quinzena de fevereiro.  Dessa forma, apesar de todo esforço estar centrado no combate à pandemia coronavírus, é importante manter o alerta para a prevenção contra a dengue e a proliferação do mosquito depende da conscientização das pessoas.

A campanha terá reforço nos canais de comunicação e redes sociais da agência e das concessionárias, com publicação de posts com mensagens educativas.

Mutirão de limpeza das rodovias – O trabalho de limpeza das rodovias realizado constantemente pela concessionária Arteris Intervias ganhou reforço nesta quarta-feira (03/03). A concessionária participa de um mutirão para remoção de lixo e demais resíduos, iniciativa proposta pela Artesp. A ação acontece na Rodovia SP-147 – Engenheiro João Tosello, com concentração entre o km 41 e o km 90, entre Itapira e Limeira/SP.

Em 2020 foram recolhidas uma média de 65 toneladas/mês de resíduos ao longo das rodovias sob concessão da Intervias. “Além de sujar as rodovias e ocasionar a formação de criadouros das larvas do mosquito da dengue, por exemplo, os resíduos jogados indiscriminadamente nas rodovias causam impactos negativos ao meio ambiente e além de trazer riscos à segurança dos próprios motoristas” avalia a coordenadora de meio ambiente da Arteris Intervias, Carolina Reis.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CCZ ORGANIZANDO AÇÕES CONTRA DENGUE

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Antes da retomada de aulas presenciais, secretarias municipais planejam ações de prevenção às arboviroses transmitidas por mosquitos

Alunos da rede municipal ainda não estão frequentando as escolas, mas além do currículo educacional, a Secretaria de Educação já organiza ações de prevenção à Covid-19 e às arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a Dengue e Chikungunya, antes do retorno definitivo às aulas presenciais.

A secretária de Educação Valéria Vellis , o coordenador Edison Norberto de Andrade , do Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico da Coordenadoria Ambiental e Solange Mascherpe representando o Centro de Controle de Zoonoses, estiveram reunidos nesta quarta-feira, 27, organizando ações para eliminação de criadouros nos prédios das escolas com o objetivo de inibir o nascimento de mosquitos e a transmissão das doenças como: Dengue, Zika , Chikungunya e Febre Amarela.

Além das atividades pedagógicas, que visam a conscientização das crianças no controle e prevenção das arboviroses e divulgação junto às famílias, a Secretaria organiza equipes de Brigadistas contra o Aedes, que são funcionários responsáveis por procurar e eliminar criadouros de mosquitos nos prédios da educação.

O Portal da Educação também estará disponibilizando informações preventivas aos professores e funcionários das instituições de ensino.

O município encerrou o ano de 2020 com 1.177 casos positivos de Dengue e a possibilidade de novos casos aumenta com a chegada do período de chuvas e altas temperaturas, o que faz com que a cooperação de toda sociedade na eliminação de criadouros seja efetiva na prevenção à novas epidemias.

TRABALHOS DO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES

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O Centro de Controle de Zoonoses é um departamento da Fundação Municipal de Saúde que tem como função cuidar das doenças (noses) que os animais (zoo) transmitem, como dengue, raiva, leptospirose, leishmaniose, entre outras.

Animais peçonhentos (que não transmitem doenças mas são um problema considerável para a saúde pública) também é um trabalho realizado, com identificação das espécies e orientações preventivas aos moradores.

 O serviço de recolhimento, identificação e envio para análise de Raiva, estende-se aos morcegos. Quando encontrado um exemplar contaminado, é realizada vacinação em todos os animais da área e observação de animais e humanos por dez dias. A aplicação de vacina antirrábica é realizada diariamente no CCZ e são realizadas campanhas anuais com pontos fixos nos bairros e zona rural.

A desratização é realizada gratuitamente através de raticidas aplicados nas residências após solicitação através da Ouvidoria Municipal : 3526-7105; os agentes colocam as iscas em locais onde crianças e animais domésticos não tem acesso e voltam para monitoramento. Este trabalho também é realizado nos mais de 3000 bueiros da cidade.

              O mosquito palha, transmissor da da Leishmaniose é monitorado com armadilhas que são montadas na zona rural e urbana, onde são identificados focos para controle juntamente com a SUCEN.

                Pombos, Piolhos, Carrapatos e Caramujos Africanos tem atenção especial pelo número de doenças que transmitem e  a facilidade de multiplicação. Os agentes orientam sobre desinfecção de ambientes infestados e armadilhas para os caramujos com descarte correto.

               Agentes de Endemias realizam busca ativa de criadouros do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela em casas e comércio, os agentes de vetores trabalham com a busca ativa em pontos estratégicos como ferro velhos, borracharias, indústrias e realizam nebulização para controle epidêmico.

Com o objetivo de ampliar as informações pertinentes aos serviços desenvolvidos no setor da saúde do município e considerando a importância de informar sobre as ações humanas e suas consequências para consigo, para sua própria espécie, para outros seres vivos e o ambiente, o setor de Educação e Comunicação do CCZ, ministra palestras em escolas, empresas, projetos, igrejas, etc, a fim de prevenir sobre diversas zoonoses  e a posse responsável de animais. Estas importantes informações são compartilhadas também nas redes sociais como Facebook, Twitter , Instagram e Blog.

Confira os números dos trabalhos do CCZ durante o ano de 2020:

Castrações

Total Animais Agendados …………………….. 3.485

Total Animais Castrados ………………………  3.038

Raticida …………………………………………….. 1.778

Vacinas cães e gatos ……………………………. 2.971

Dengue / Ouvidoria ……………………………….. 611

Obs. Animais agressores ………………………… 514

Vistorias Imóveis Estratégicos – IE – …………. 310

Vistorias Pontos Estratégicos – PE – ………….1.275

Equinos / Obs.Raiva …………………………………. 06

Cobras …………………………………………………… 04

Caramujos ……………………………………………… 45

Escorpiões ………………………………………………126

Galináceos ………………………………………………. 31

Morcegos Orientações ………………………………. 65

Morcegos Captura ……………………………………. 64

Pombos ………………………………………………….. 56

Insetos /Carrapatos ………………………………… 128

Leishmaniose …………………………………………… 69

Arboviroses : Combate às Endemias

Imóveis percorridos …………………………………………. 244.562

Imóveis Trabalhados ………………………………………… 131.605

Arboviroses: Controle de Vetores

Nebulização ……………………………………………………….. 9.820

Vistoria em obras …………………………………………………….. 66

Educação e Comunicação

Eventos e Palestras …………………………………………….. 28.443

Redes Sociais / Acessos …………………………….média   30.000

SUCEN REALIZA TREINAMENTO PARA UTILIZAÇÃO DE NOVO INSETICIDA CONTRA MOSQUITOS

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Mosquitos Aedes aegypti, transmissores da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela,  não mantém isolamento por causa de pandemias, ao contrário,  eles são responsáveis por inúmeras delas. Atualmente com muitas pessoas dentro de suas casas, aumentam criadouros de mosquitos em razão de objetos nos  quintais, lavagens de pisos e oferta de sangue, necessário para colocação de seus ovos.

Nesta segunda-feira, 07, agentes da equipe  Sucen de Campinas estiveram no Centro de Controle de Zoonoses para orientar agentes de endemias a utilizarem novos equipamentos e um novo produto contra o Aedes aegypti.

Este inseticida  é determinado para locais onde não há possibilidade da eliminação  rápida de focos com água parada e conseqüentemente, os mosquitos gerados nestes criadouros, tais como:  ferro velhos, acumuladores, etc.

Além dos agentes da cidade de Rio Claro , estiveram presentes representantes de Limeira, Araras, Piracicaba e Leme que receberam o treinamento em área aberta, com respeito ao distanciamento, higienização das mãos e máscaras.

A utilização de inseticidas é o último recurso contra estes insetos, pois  em grande escala, acabam gerando mosquitos imunes. O produto mata os insetos prontos, com asas, mas o resíduo em contato com ovos e larvas, acabam  por imunizá-los contra o produto aplicado e estes insetos quando adultos, não morrerão mais em contato com o veneno.

Lembramos que a prevenção às arboviroses transmitidas por mosquitos, é de responsabilidade de todo cidadão: eliminar qualquer local ou quantidade de água parada e não jogar lixo em locais incorretos é fundamental para evitarmos doenças, roedores e animais peçonhentos.

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES ORIENTA MUNÍCIPES NO DIA DE FINADOS

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Na próxima segunda-feira, 02, Dia de Finados, agentes do Centro de Controle de Zoonoses estarão trabalhando  das 8 às 17h nos três cemitérios da cidade,  orientando a população sobre a eliminação de criadouros de mosquitos.

É importante  a população ter conhecimento que saquinhos plásticos que envolvem arranjos de flores, vasos e pratinhos de plantas são reservatórios de água e podem criar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Mesmo as embalagens “amarradas” servem de criadouros.

É sempre bom lembrar que os ovos podem ficar até 450 dias no seco e mesmo um ano e meio depois de depositados, ao terem contato com água, eles eclodem.

O período de chuvas está começando e é fundamental a colaboração de todos para não deixar nenhum local onde possa acumular água e servir de criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor de diversas doenças como: dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Jogar o lixo em locais adequados e não deixar acumular água são ações  simples e eficazes para evitarmos novas epidemias em nossa cidade.

A Fundação Municipal de Saúde solicita que à população que atenda às orientações dos agentes e colabore nas ações preventivas.

Saiba o que são animais sinantrópicos e como evitá-los

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Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade

O termo “animais sinantrópicos” é usado para se referir às espécies que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade, como é o caso de pombos, ratos, mosquitos e até abelhas. Alguns animais sinantrópicos podem transmitir doenças e causar danos à saúde de seres humanos e outros animais.

O crescimento desordenado das cidades, a invasão de áreas verdes e a conurbação são fenômenos que contribuíram para que esses animais se adaptassem a viver na zona urbana. Em alguns casos, a convivência com esses animais pode gerar incômodo e riscos à saúde pública, mas também existem possibilidades de convivência, como no caso de abelhas e formigas.

Os quatro “As”

Os animais sinantrópicos precisam de água, alimento, abrigo e acesso para sua sobrevivência. Apesar de a água não ser um limitante no meio urbano, podemos interferir nos outros fatores de modo que espécies indesejáveis não se instalem ao nosso redor. Por isso, é importante conhecer o que serve de alimento, abrigo e acesso para cada espécie que se pretende controlar, e adotar as medidas preventivas necessárias, mantendo os ambientes mais saudáveis e evitando o uso de produtos químicos nocivos, que por si só não evitarão novas infestações.

Exemplos de animais sinantrópicos:

Ratos

Os ratos são animais de hábitos noturnos que vivem principalmente em lixos domésticos. Esses animais sinantrópicos possuem a capacidade de metabolização de diferentes classes alimentícias, podendo consumir produtos de origem animal e vegetal. Além disso, apresentam olfato e paladar apurados que auxiliam na escolha de alimentos de sua preferência.

Nas áreas urbanas, encontram-se três espécies de ratos:

  • Rattus norvegicus: conhecido como ratazana ou rato de esgoto, é a maior das três espécies. Abrigam-se em tocas, terrenos baldios, margens de córregos, lixões, sistemas de esgotos e bueiros.
  • Rattus rattus: conhecido como rato de telhado, rato de forro ou rato preto, caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. A espécie costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns.
  • Mus musculus: popularmente chamado de camundongo, possui o menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito intradomiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas.

Os ratos atuam como transmissores de várias doenças, como leptospirose, peste bubônica, infecção por mordedura e salmonelose.

Medidas preventivas

A presença de ratos em um local pode ser verificada através dos seguintes sinais:

  1. Fezes: sua presença é um dos melhores indicadores de infestação.
  2. Trilhas: têm a aparência de um caminho bem batido, sendo encontradas geralmente nas proximidades de muros, junto às paredes, atrás de materiais empilhados, sob tábuas e em áreas de gramados;
  3. Manchas de gordura: são deixadas em locais fechados por onde os ratos passam constantemente, como as paredes;
  4. Roeduras: os ratos roem materiais como madeira, cabos de fiação elétrica e embalagens para gastar sua dentição e como forma de transpor barreiras para alcançar os alimentos;
  5. Tocas: são encontradas junto aos solos, muros ou entre plantas, e normalmente indicam infestação por ratazanas.

A prevenção é possível através da adoção de um conjunto de medidas chamadas de antiratização, isto é, que eliminam os quatro fatores básicos para a sobrevivência desses animais sinantrópicos. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados, de preferência de vidro;
  • Inspecione periodicamente caixas de papelão, caixotes, fundo de armários, gavetas e todo tipo de material que facilite o transporte e permita o abrigo de camundongos;
  • Coloque telas, grelhas, ralos com fecho e outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através do encanamento;
  • Evite o acúmulo de entulho ou outros materiais;
  • Mantenha limpas as instalações de animais domésticos e não deixe a alimentação dos pets exposta em locais onde ratos possam ter acesso;
  • Faça vistorias e mantenha garagens e sótãos limpos.

Pombos

Os pombos são animais sinantrópicos que se alimentam preferencialmente de grãos e sementes, podendo também reaproveitar restos de alimentos ou lixo. Essas aves abrigam-se e constroem seus ninhos em locais altos, como prédios, torres de igreja, forros de casas e beirais de janelas.

Além de servirem como hospedeiros para parasitas causadores de doenças, os pombos podem transmitir bactérias e fungos que causam transtornos respiratórios e neurológicos. Doenças como criptococose, histoplasmose e ornitose são transmitidas por meio da inalação de poeira contendo fezes de pombos secas e contaminadas por fungos. Fezes contendo agentes infecciosos também podem contaminar alimentos, infectando humanos com a salmonelose, por exemplo.

Medidas preventivas

  • Umedeça as fezes de pombos antes de removê-las e use máscara ou pano úmido na boca e nariz para fazer a limpeza do local atingido;
  • Proteja os alimentos do possível acesso de pombos;
  • Use telas de arame ou alvenaria para vedar aberturas em forros, sótãos e paredes (como o buraco para o aparelho de ar-condicionado);
  • Os beirais são um dos abrigos mais procurados pelos pombos. Coloque fios de náilon e prenda as extremidades com pregos;
  • Não permita que pombos reaproveitem sobras de ração de animais domésticos.

Vale ressaltar que o hábito de fornecer alimentos para pombos provoca proliferação excessiva desses animais sinantrópicos, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.

Baratas

As espécies de barata mais comuns em áreas urbanas são a Periplaneta americana (barata de esgoto) e a Blatella germanica (barata francesinha ou alemãzinha). Essas baratas possuem hábitos alimentares bastante variados, preferindo alimentos ricos em amido, açúcar e gordura. Elas também podem se alimentar de celulose, excrementos, sangue, insetos mortos e lixo.

As baratas de esgoto voam e habitam locais com gordura e matéria orgânica em abundância, como galerias de esgoto, bueiros, caixas de gordura e de inspeção. Já as baratas francesinhas habitam principalmente despensas e locais como armários, gavetas, vãos de batentes, rodapés, pias, garagens e sótãos.

Por carregarem agentes patógenos através de seu corpo, as baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites. Dessa forma, são consideradas vetores mecânicos.

Medidas preventivas

As medidas preventivas devem interferir nas condições de abrigo, alimento e acesso. São elas:

  • Mantenha os alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Conserve armários e despensas fechadas limpos e sem restos de alimentos;
  • Remova caixas de papelão e lixo de locais não apropriados;
  • Fique atento aos tetos rebaixados;
  • Remova e destrua ootecas (ovos de baratas);
  • Providencie a vedação ou selagem de rachaduras, frestas, vasos e fendas que possam servir de abrigo para baratas;
  • Limpe pisos, coifas, fogões e maquinário frequentemente para que não fiquem engordurados.

Moscas

                                                                                           

As moscas domésticas (Musca domestica, espécie mais presente em áreas urbanas) alimentam-se de fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição e açúcar. Os locais visitados por esses animais sinantrópicos apresentam manchas escuras, produzidas pelo depósito de suas fezes, e manchas claras, provocadas pelo lançamento de saliva sobre os alimentos.

As moscas domésticas são grandes vetores mecânicos de transmissão de doenças, uma vez que podem transportar agentes patógenos em suas patas e disseminá-los quando entram em contato com os alimentos.

Medidas preventivas

O combate das moscas é realizado através de medidas de prevenção relacionadas ao saneamento ambiental, isto é, destinadas a eliminar locais com acúmulo de lixo, restos alimentares e matéria orgânica em decomposição. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Lave frequentemente áreas ou recipientes com qualquer tipo de resíduo orgânico (fezes de animais, restos alimentares), de forma a manter o ambiente sempre limpo.

Pulgas


As pulgas são insetos que vivem como parasitas externos de animais domésticos, silvestres e de seres humanos, alimentando-se de sangue. As espécies mais relevantes são:

  • Pulex irritans: espécie que ataca o ser humano com mais frequência, embora também possa ter outros hospedeiros;
  • Xenopsylla cheopis: espécie de ratos domésticos, é a principal transmissora da peste bubônica;
  • Ctenocephalides sp: espécie parasita de cães e gatos;
  • Tunga penetrans: espécie vulgarmente conhecida como “bicho-de-pé”, seus principais hospedeiros são seres humanos, cães, gatos e porcos.

As pulgas são importantes parasitas e vetores biológicos. Como parasitas, propiciam a instalação de fungos e bactérias causadores de irritações e lesões cutâneas. Como vetores biológicos, transmitem a peste bubônica e o tifo murino proveniente dos ratos.

Medidas preventivas

  • Retire o acúmulo de poeira e detritos em frestas de assoalho, carpetes e tapetes;
  • Mantenha o assoalho e as junções do rodapé calafetados e encerados, pois a cera tem efeito desalojante;
  • Adote medidas de prevenção e controle de roedores, para evitar a instalação de pulgas provenientes deles;
  • Cuide da higiene de cães, gatos e outros animais domésticos, mantendo sempre limpos seus locais de repouso;

Escorpiões

 

As espécies mais comuns de escorpião são Tityus bahiensis (escorpião marrom ou preto) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo). Eles são animais terrestres, de atividade noturna, que se ocultam durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros). Todos os escorpiões são carnívoros e se alimentam de baratas, grilos e aranhas.

Esses animais sinantrópicos são considerados peçonhentos, pois transmitem veneno pelo ferrão. A maior parte dos acidentes envolvendo escorpiões ocorre através do manuseio de materiais de construção ou entulho, sendo mais comuns no período de chuvas. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do indivíduo.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando o acúmulo de folhas secas, lixo e materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede as soleiras das portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos de chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros e de vida livre que se alimentam principalmente de insetos. As espécies de maior importância são Loxosceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira).

As aranhas marrons vivem sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras e em ambientes domiciliares, onde abrigam-se em pilhas de tijolos, telhas e entulhos. Por sua vez, as armadeiras vivem em bananeiras, terrenos baldios e em zonas rurais próximas às residências.

Algumas aranhas podem injetar veneno por meio de um par de glândulas que se encontra em suas peças bucais. Em caso de picada, a gravidade do envenenamento varia de acordo com o local da picada, a sensibilidade do indivíduo e o tipo de espécie, mas a maior parte das aranhas é inofensiva ao ser humano.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de aranhas, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede soleiras de portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos do chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento às aranhas;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Formigas


As formigas são insetos sociais que vivem em colônias ou ninhos. Em geral, constroem seus abrigos sobre o solo e plantas, no interior de edifícios e em cavidades na madeira ou troncos de árvores.

O Brasil apresenta cerca de 2 mil espécies de formigas descritas, mas apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas – apenas as que invadem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos. A maioria das formigas alimenta-se de sucos vegetais, seiva de plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas ou líquidos adocicados que são excretados por certos insetos. Algumas são carnívoras e consomem animais mortos e fungos.

Algumas formigas podem se defender por meio de um aparelho transmissor de veneno. Esse veneno provoca reações alérgicas cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas.

Medidas preventivas

  • Deixe os locais livres de restos de alimentos, especialmente doces;
  • Vede muito bem potes de alimentos;
  • Coloque o açúcar em pote hermeticamente fechado;
  • Quando houver formigas, siga a trilha e tampe o orifício por onde entram e saem, principalmente na junção de azulejos, batentes e quaisquer frestas.

Taturanas

As taturanas são larvas de mariposas e borboletas, geralmente encontradas em árvores frutíferas.

Algumas taturanas podem causar acidentes através de cerdas pontiagudas que contêm veneno, causando queimaduras. Os acidentes geralmente ocorrem em crianças ou adultos que manuseiam galhos, troncos e folhagens diversas.

Medidas preventivas

  • Ao colher frutas, observe se não existem taturanas no local;
  • Evite a presença de crianças próximo a árvores ou plantas que contenham taturanas;

Mosquitos

Atualmente, existem dois gêneros importantes de mosquitos, que se diferenciam a partir dos hábitos de vida que possuem:

O Aedes costuma ser ativo durante o dia, enquanto o Culex, pela noite. Esses animais sinantrópicos precisam de água para completar seu ciclo reprodutivo e estão perfeitamente adaptados às condições urbanas.

Os Culex habitam córregos poluídos, lagos e valetas de esgoto, enquanto os Aedes vivem em recipientes artificiais como tanques, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos para plantas e todo material que acumule água.

As fêmeas se nutrem de sangue, atuando como vetores de doenças. Apesar das picadas incomodarem, o pernilongo Culex sp não é considerado vetor de doenças na cidade de São Paulo. Já o Aedes aegypti apresenta importante papel como vetor dos vírus da dengue, zika, chikungunya  e febre amarela. Ao picar uma pessoa doente, o pernilongo adquire o vírus, que se multiplica em seu organismo, sendo transmitido para outras pessoas através da picada.

Medidas preventivas

Para controlar a população de mosquitos, é necessário evitar os criadouros. Medidas que podem ser adotadas pelo poder público municipal e pelos cidadãos são:

  • Não deixe água parada em quaisquer recipientes;
  • Não descarte materiais em córregos, pois a água fica parada e pode servir de criadouro para mosquitos;
  • Coloque areia grossa nos pratos de vasos de plantas, evitando que se tornem um criadouro;
  • Vede caixas d’água;
  • Não descarte materiais em terrenos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro.

Abelhas

As abelhas são animais sinantrópicos de grande importância, já que contribuem para a fecundação de flores e frutos e produzem mel e própolis.

Em épocas de escassez de néctar, podem invadir residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar. Caso se sintam ameaçadas, elas podem picar. Nesses casos, a recomendação é espantar as abelhas e retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas a ele, mas nunca mate abelhas – elas já são ameaçadas o suficiente pelo uso de agrotóxicos e pelas mudanças climáticas.

As abelhas possuem um ferrão na região posterior do corpo que serve para inocular veneno. Sua picada é dolorida e pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico.

Medidas preventivas

Para prevenir a formação de colmeias, deve-se:

  • Evite deixar entulho como caixas, tambores, buracos ou vãos em paredes ocas, pneus velhos, armários, sofás e outros tipos de móveis ou qualquer material que possa servir de abrigo para a colmeia.

Em caso de enxame ou colmeia já instalada:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de abelhas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça qualquer movimento brusco que possa atingir as abelhas ou seu abrigo.

Na presença de uma colmeia, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Vespas

As vespas, também conhecidas como marimbondos ou cabas, possuem várias famílias e são encontradas em todo o território nacional.

Alguns tipos de vespa possuem um ferrão que inocula veneno na região posterior do corpo, sendo consideradas peçonhentas. Sua ferroada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico. Também há espécies inofensiva, como as vespas que comem frutas.

Medidas preventivas

Apesar de não ser possível prever a chegada de um enxame ou o estabelecimento de um vespeiro em um local, existem algumas orientações importantes a fim de evitar acidentes. Em caso de enxame ou vespeiro já instalado:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de vespas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça movimentos bruscos e ruidosos próximos ao vespeiro.

Na presença de um vespeiro, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Morcegos

Em áreas preservadas, os morcegos se abrigam em cavernas, tocas de pedras, ocos de árvores, árvores com troncos similares a sua coloração, folhas, árvores caídas, raízes na beira de rios e cupinzeiros abandonados. Nas áreas urbanas, é possível encontrar morcegos em pontes, no forro de prédios e de casas de alvenaria, na tubulação fluvial, em pedreiras abandonadas, no interior de churrasqueiras e até em aparelhos de ar condicionado.

Entre todos os mamíferos, os morcegos possuem a dieta mais variada, alimentando-se de frutos e sementes, pequenos vertebrados, peixes e até sangue.

Dentre as doenças transmitidas por morcegos, a raiva e a histoplasmose são as mais conhecidas. Apesar da raiva ser comum, um estudo epidemiológico sobre raiva humana realizado na Amazônia concluiu que esses animais não possuem papel significativo na transmissão da doença. A raiva relacionada ao gado é mais relevante, já tendo contaminado 2 milhões de cabeças em todos os países da América Central e do Sul, exceto no Chile e Uruguai, em 1972.

A histoplasmose é uma micose sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, um ascomiceto que se aloja em solos úmidos e fartos de excrementos de aves e morcegos. As principais fontes de infecção são grutas, galinheiros, árvores ocas, porões de casas, sótãos, construções inacabadas ou antigas e áreas rurais. O contágio ocorre principalmente por meio da inalação dos esporos do fungo.

Medidas preventivas

Para prevenir a presença de morcegos e o possível contágio de doenças transmitidas por eles, deve-se:

  • Vede juntas de dilatação de prédios, espaços existentes entre telhas e parede, bem como cumeeiras;
  • Coloque vidros e portas em porões;
  • Umedeça e remova fezes existentes utilizando luvas e máscaras sobre o nariz e boca;
  • Colha frutos maduros e evite que pessoas permaneçam na rota de voo dos morcegos;
  • Em novos projetos paisagísticos, escolha árvores que não sejam atrativas para a alimentação desses animais.

Se ocorrer um acidente com morcego, procure orientação médica.

Fonte : Portal  eCycle

Julia Azevedo