DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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IV SEMANA DA SAÚDE NO CAMPUS DA UNESP

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A Fundação Municipal de Saúde participou desta importante iniciativa da universidade com a Vigilância Epidemiológica vacinando e realizando testes de DST e atendimento odontológico móvel.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente no campus orientando alunos, professores, funcionários e visitantes com exposição sobre animais peçonhentos e diversas arboviroses como Dengue e Febre Maculosa.

COM ESCORPIÃO NÃO SE BRINCA

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Como se desenvolvem:

Os escorpiões são animais peçonhentos que  injetam veneno por um ferrão na ponta da cauda. Normalmente, os acidentes acorrem quando as pessoas encostam no animal, geralmente com as mãos e os pés.

A proliferação dos escorpiões acontece nos períodos mais quentes e  chuvosos como  na  primavera e  no  verão, porém sua infestação é observada durante todo o ano.

É comum se esconderem próximos ás residências, terrenos abandonados com entulhos, embaixo  de materiais  de construção (madeiras,  telhas,  tijolos  e pedras)  e em lixo, mato e jardins.

Nas residências, são comuns em saída de esgoto,  ralos  e caixas de gordura. Procuram lugares escuros e se alimentam principalmente de baratas. Daí a importância de se combater esses insetos, que são atrativos para aparecer escorpiões.

CAPTURA SEGURA

Nunca capture escorpião com as mãos, mesmo que enluvadas;

  • Nunca faça essa captura sozinho. Tenha sempre outra pessoa com você;
  • Nunca utilize inseticida ou qualquer outro produto químico para exterminar o escorpião. Para ter esse efeito sobre o escorpião, é necessária uma quantidade muito grande do produto, o que pode prejudicar a sua saúde e a saúde dos demais e dos animais domésticos, além de desalojar os escorpiões e aumentar o risco de acidente;
  • Para visualizar o escorpião, caso esteja escondido, utilize um graveto ou um objeto longo e fino, de superfície lisa para empurrá-lo até um local onde possa coletá-lo com o frasco. Mantenha uma distância de mais de 30 cm entre sua mão e a ponta do objeto com o qual irá tentar capturar o animal. Caso o escorpião agarre o objeto, despreze-o e não chacoalhe, na tentativa de soltar o animal e nem tente tirá-lo com a mão;

P R E V E N Ç Ã O

    D E N T R O D E C A S A          

. Feche buracos, vãos e frestas das paredes e do chão.

. Coloque telas em todos os ralos do chão e de lavatórios. ou utilize ralos protetores.

. Evite andar descalço.

. Vedar com proteção as soleiras e vãos das portas e janelas.

. Observe com cuidado sapatos e roupas, brinquedos antes de usá-los.

. Afaste camas e berços das paredes e evite colocar roupas no chão.

. Mantenha sempre o controle de baratas e outros insetos.

MANEJO AMBIENTAL

. Conserve o  quintal,  jardim,  garagem,  porão livres de entulhos, madeiras, folhas,  lixo  ou outros materiais.

. O lixo deve ser fechado em sacos para evitar baratas e outros insetos. Coloque  os  sacos  de lixo na rua somente na hora que o coletor de resíduos for passar.

. Não coloque a mão em buracos no solo, fendas em árvore ou paredes.

. Nunca deixe coisas velhas acumuladas em volta da casa, principalmente restos de construção.

. Material de construção, madeiras e  garrafas devem ser empilhados longe do chão, da parede e do teto, em local bem arejado.

. Use luvas grossas ao manusear  entulhos  ou restos de materiais de construção.

. Evite ter plantas ornamentais densas, arbustos e trepadeiras junto a paredes  e  muros  da  sua casa.

. Na  área  rural,  tome  cuidado  com  barrancos, cupinzeiros e troncos de árvores abandonados.

Após ser Picado por Escorpiões

Primeiros Socorros

. Limpar o local da picada com água e sabão e aplicar compressa de água morma para diminuir a dor.

. Procurar o ATENDIMENTO COM URGÊNCIA.

. Com segurança e desde que não leve muito tempo para capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde. Para isso, use pinça longa ou algo semelhante e pote com tampa. Ou fotografe-o.

O QUE NÃO DEVE SER FEITO NO LOCAL DA PICADA

Torniquete ou garrote, furar, cortar, queimar, espremer e nem fazer sucção no local da ferida.

Água fria ou gelo acentua ainda mais a dor. Nenhuma substância pode ser aplicada no ferimento da picada.

Sintomas

As pessoas que mais sentem a ação do veneno são as crianças e por isso podem ir a óbito.

A dor no local aparece logo após a picada. Em crianças ocorrerá inicialmente choro intenso e abrupto devido à dor. O local da picada pode ficar vermelho, inchado e com suor. A dor pode irradiar para o braço ou perna, com aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.

O suor aumenta e a criança alterna sonolência com agitação, passa a tremer e babar. Depois disso vem o vômito. Há situações em que após a picada, vem a dor e o vômito, de maneira muito rápida, antes mesmo que se perceba os sintomas anteriores.

ATENDIMENTO MÉDICO

PARA CRIANÇAS ATÉ 10 ANOS

Deve-se levar a criança o mais rapidamente possível a Unidade de Saúde referência para o atendimento e tratamento médico.

Caso não seja possível, procure um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital que for mais próximo.

EM RIO CLARO: PA – PRONTO ATENDIMENTO DA AVENIDA 15

PARA AS DEMAIS PESSOAS

Deve-se procurar o quanto antes o Serviço de Saúde mais próximo, preferencialmente um Pronto Atendimento, Pronto Socorro ou Hospital.

UPAS 29 E CERVEZÃO

Se necessário, ligue para  o SAMU pelo 192, pois há urgência no atendimento às crianças com picada de escorpião.

Mitos e Verdades

C R E N Ç A S E P E R G U N T A S F R E Q U E N T E S S O B R E O S E S C O R P I Õ E S

O E S C O R P I Ã O A T A C A ?        

Não. O escorpião ferroa apenas para se defender, ou seja, quando alguém coloca  a  mão  ou  encosta-se  nele intencionalmente ou sem perceber.

T O D O E S C O R P I Ã O É V E N E N O S O ?

Sim. Todos os escorpiões possuem veneno e capacidade de injetar este veneno. A diferença entre as espécies perigosas e não perigosas está na ação deste veneno no homem.

O E S C O R P I Ã O U S A T O D O S E U V E N E N O E M UMA Ú N I C A P I C A D A ?

Não. Ele nunca utiliza todo seu veneno em uma única picada e pode causar um segundo acidente imediatamente após o primeiro. Pode também picar e não inocular veneno, causando um acidente assintomático ou “picada seca”.

O U S O D E V E N E N O S M A T A O S  E S C O R P I Õ E S ?

Não. Os escorpiões se tornaram resistentes aos venenos e o cheiro atua somente para desaloja-los de seus esconderijos, podendo aparecer mais escorpiões, consequentemente maior risco de acidentes.

S E E U E N C O N T R A R U M E S C O R P I Ã O E M C A S A, S I G N I F I C A Q U E

E N C O N T R A R E I O U T R O S ?

Provavelmente sim, porque a área urbana favorece o aparecimento em bastante quantidade.

E X I S T E M   P R E D A D O R E S P A R A O S E S C O R P I Õ E S ?

Sim. os predadores do escorpião são: gambás, lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos e camundongos, entre outros.

Fonte: Lúcia Henriques luahenri@gmail.com – Pesquisadora Científica da Secrtetaria do Estado de Saúde do Estado de São Paulo

Estudo relata 1º caso de cão com varíola dos macacos transmitida por humano

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Cachorro da raça galgo dormia na cama dos tutores infectados, foi contaminado pelo vírus e passou a apresentar sintomas clássicos da doença

Estudo francês documenta primeiro caso de varíola dos macacos em cachorro. Imagem ilustrativa. (Foto: Ron Lach/ Pexels)

Desde que o surto da varíola dos macacos apareceu na Europa e rapidamente se espalhou para outros países, cientistas do mundo inteiro vêm trabalhando para compreender melhor a doença, sua transmissão e infecção. Agora uma nova pesquisa estuda o primeiro caso confirmado em um cão de estimação na França, que provavelmente contraiu a doença de seus donos.

A enfermidade é causada por um vírus zoonótico, ou seja, pode se espalhar de primatas e roedores para pessoas, mas ainda não havia sido registrado casos em que humanos transmitissem a doença para algum animal. Publicado no Lancet em 10 de agosto, o estudo de caso relata como o cachorro da raça galgo de quatro anos desenvolveu a varíola dos macacos.

Os seus donos relatam que tiveram o cuidado de isolar seu cão de outros animais de estimação assim que seus próprios sintomas apareceram, mas continuaram deixando o animal dormir em sua cama. Duas semanas depois, o cachorro desenvolveu as lesões típicas do vírus na barriga e no ânus e, após um teste de PCR, foi confirmada a doença.

Lesões típicas de varíola dos macacos na barriga e ânus do cachorro infectado (Foto: The Lancet)

Pesquisadores realizaram uma análise de DNA das cepas do vírus da varíola dos macacos encontradas no cão e em um de seus tutores, que mostrou 100% de compatibilidade no sequenciamento. Ambos eram da linhagem B.1 da doença, subtipo que vem se espalhando pela Europa e Estados Unidos desde abril.

“Dadas as lesões na pele e nas mucosas do cão, bem como os resultados positivos da PCR do vírus da varíola dos macacos de swabs anais e orais, hipotetizamos uma doença canina real, não um simples transporte do vírus por contato próximo com humanos ou transmissão aérea”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Assim, os cientistas reiteram a importância de considerar a varíola dos macacos como uma doença potencialmente grave para animais de estimação e isolar os bichinhos de pessoas infectadas com a doença. “Se você tem varíola e precisa cuidar de seus animais de estimação saudáveis ​​​​durante o isolamento domiciliar, lave as mãos ou use uma solução à base de álcool antes e depois de cuidar deles”, alertam.

Fonte : revistagalileu.globo.com

CCZ ORIENTANDO SOBRE ESCORPIÕES NA E.M. DENIZARD FRANÇA

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O escorpionismo em crianças menores de 14 anos e em idosos tende a ser mais grave e estes necessitam de rápido atendimento para evitar-se agravamentos e óbitos.

A Secretaria de Educação de Rio Claro juntamente com o CCZ estão orientando alunos através de palestras, conversas, folhetos e amostras para que, conhecendo o animal e seus hábitos, evite-se acidentes com escorpiões.

Alunos dos dois períodos da E.M. Denizard Frrança, em Batovi, receberam estas informações, folhetos e a escola fixou cartaz em sua entrada que, informa os pais, moradores e trabalhadores de cerâmicas que transitam pelo local.

Por que mosquitos picam mais algumas pessoas que outras

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Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo

Os mosquitos e as doenças que eles transmitem já mataram mais pessoas do que todas as guerras da história humana juntas.

As estatísticas indicam que o mosquito é, de longe, a criatura mais mortal do mundo para os seres humanos. Somente em 2018, o inseto foi responsável por cerca de 725 mil mortes.

Naquele mesmo ano, o segundo animal mais mortal foram exatamente os seres humanos, causando a morte de 437 mil semelhantes. E fomos seguidos (com larga distância) pelas agressões combinadas de cobras, cachorros, caracóis venenosos, crocodilos, hipopótamos, elefantes, leões, lobos e tubarões.

Esta situação naturalmente é preocupante e levou a Assembleia Mundial da Saúde – evento anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) – a aprovar, em 2017, a Resposta Global para o Controle de Vetores (GVCR, na sigla em inglês) 2017-2030. Trata-se de uma atuação dirigida a orientar estrategicamente os países para o fortalecimento urgente do controle dos vetores, entre os quais se destacam os mosquitos.

Esta percepção é fundamental para evitar doenças e reagir aos surtos infecciosos emergentes. Afinal, os mosquitos podem transmitir inúmeras doenças, como a febre do Nilo ocidental, zika, dengue, febre amarela, chikungunya, encefalite de São Luís, filariose linfática, encefalite La Crosse, doença de Pogosta, febre oropouche, doença do vírus Tahyna, febre do vale do Rift, infecção pelo vírus do bosque Semliki, febre de Sindbis, encefalite japonesa, febre do rio Ross, febre do bosque Barmah ou malária – esta, responsável por 627 mil mortes, apenas em 2020.

Daí vem o interesse em entender o que faz com que os mosquitos decidam picar justo a nós e não à pessoa ao nosso lado.

Dióxido de carbono e odores corporais

Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo.

Há quase um século, o dióxido de carbono (CO2) foi identificado como sendo atraente para os mosquitos. E esse gás foi empregado para capturar as fêmeas dos mosquitos, que procuram o sangue necessário para adquirir nutrientes para a ovogênese – a geração de ovos.

Mas não existem evidências disponíveis que indiquem que o CO2 atue como medidor do diferencial de atração. Também os níveis de emissão de dióxido de carbono não explicam por que os mosquitos preferem sistematicamente uma pessoa em vez da outra. Qual é o motivo, então?

Existem outros sinais físico-químicos que condicionam a atração do mosquito por pessoas determinadas, particularmente o calor, o vapor d’água, a umidade, sinais visuais e, o mais importante, os odores exalados pela pele.

Ainda não se sabe ao certo quais aromas atraem mais os mosquitos, mas diversos estudos indicam moléculas como indol, nonanol, octenol e ácido láctico como principais suspeitos.

Uma equipe de pesquisadores chefiada por Matthew DeGennaro, da Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos, identificou um receptor de odor único, conhecido como receptor ionotrópico 8a (IR8a), que permite que o mosquito Aedes aegypti identifique o ácido láctico. Como se sabe, esse mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.

Quando os cientistas promoveram uma mutação do receptor IR8a, encontrado nas antenas dos insetos, descobriram que os mosquitos eram incapazes de detectar o ácido láctico e outros odores ácidos exalados pelos seres humanos.

Acetofenona: o ‘perfume’ que atrai os mosquitos

Uma pesquisa recente indicou que os vírus da dengue e da zika alteram o odor de ratos e seres humanos infectados, para torná-los mais atraentes para os mosquitos. É uma estratégia interessante, pois contribui para que os insetos piquem o hospedeiro, retirem seu sangue infectado e transportem o vírus para outro indivíduo.

Os vírus conseguem fazer isso modificando a emissão de uma cetona aromática – a acetofenona – que é especialmente atraente para os mosquitos.

Normalmente, a pele dos seres humanos e roedores produz um peptídeo antimicrobiano que limita as populações bacterianas. Mas comprovou-se que, em ratos infectados com dengue ou zika, a concentração desse peptídeo é reduzida, e proliferam-se bactérias do gênero Bacillus, que ativam a produção de acetofenona.

Nos seres humanos, ocorre um fato similar: odores coletados das axilas de pacientes com dengue continham mais acetofenona que os de pessoas saudáveis.

O interessante é que isso pode ser corrigido. Alguns dos ratos infectados com dengue foram tratados com isotretinoína, que reduziu as emissões de acetofenona. Com isso, os ratos ficaram menos atraentes para os insetos.

Micróbios que alteram o odor

Este não é o único caso em que um micro-organismo manipula a fisiologia dos mosquitos e de seus hospedeiros humanos para favorecer sua transmissão.

As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária, Plasmodium falciparum, por exemplo, são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos Anopheles gambiae, vetores da doença.

O motivo ainda é desconhecido, mas pode estar relacionado ao fato de que Plasmodium falciparum produz um precursor isoprenoide, chamado pirofosfato de (E)-4-hidróxi-3-metilbut-2-enila (HMBPP, na sigla em inglês). Esse precursor afeta os comportamentos de busca e alimentação de sangue do mosquito, bem como sua susceptibilidade à infecção.

Concretamente, o HMBPP ativa os glóbulos vermelhos humanos para aumentar a liberação de CO2, aldeídos e monoterpenos, que juntos atraem com mais força o mosquito e o convidam a “chupar nosso sangue”.

E a adição de HMBPP a amostras de sangue aumenta significativamente a atração despertada em outras espécies de mosquitos, como Anopheles coluzziiAnopheles arabiensisAedes aegypti e espécies do complexo Culex pipiens/Culex torrentium.

Compreender quais são os fatores intervenientes na preferência manifestada pelos mosquitos para picar esta ou aquela pessoa ajudará a determinar e reduzir o risco de propagação de doenças infecciosas transmitidas por vetores.

* Raúl Rivas González é professor de Microbiologia da Universidade de Salamanca, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em espanhol.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62153902

Vírus da dengue e zika manipulam odor para atrair mosquitos

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Pesquisa confirma que, após infecção com flavivírus, o cheiro do corpo dos hospedeiros é modificado, a fim de torná-los mais apetitosos para os insetos transmissores, intensificando a proliferação das doenças tropicais.

Os vírus causadores da dengue e zika são capazes de “sequestrar” o odor corporal do hospedeiro, tornando-o mais atraente para os mosquitos. Os insetos são os principais vetores de certas doenças tropicais, ao picar um animal saudável após haver sugado o sangue de outro infectado.

Um estudo científico publicado pela revista Cell em 30 de junho mostrou que quando humanos e camundongos são infectados com os vírus da dengue ou zika, eles secretam uma substância química que os torna mais apetitosos para os mosquitos.

Uma pesquisa de 2014 já mostrara que o parasita plasmódio, causador da malária, tem a propriedade de manipular o cheiro do corpo do hospedeiro para atrair mosquitos, promovendo a própria proliferação. Então, partindo da hipótese de que os vírus das doenças tropicais desenvolveram um mecanismo semelhante, os cientistas resolveram perguntar aos próprios insetos.

Dois grupos de camundongos foram colocados em áreas cercadas: um infectado com os flavivírus causadores da zika ou dengue, o outro saudável. Quando então tiveram opção de escolher o sangue de quem preferiam sugar, dois terços mosquitos preferiram o cerco dos animais infectados.

“Sugue meu sangue, estou doente”

Para compreender o mecanismo por trás desse resultado, os pesquisadores também tiraram amostras do ar dentro dos cercos. Segundo o coautor Gong Cheng, foi detectado um total de 422 substâncias químicas voláteis, apenas algumas das quais diferiam entre os dois locais.

Testes subsequentes demonstraram que o que mais estimulava o olfato dos insetos predadores era a acetofenona, substância encontrada naturalmente em alimentos como maçãs, damascos, bananas, couve-flor, queijo e carne de vaca. Porém as cobaias contaminadas com vírus a produziam em quantidade dez vezes superiores ao grupo de controle.

O próximo passo foi “perfumar” com acetofenona os camundongos – e alguns voluntários humanos –, o que confirmou que os mosquitos são de fato atraídos por seu cheiro.

Cheng e colegas constataram que os níveis mais elevados do composto são causados por interações entre a microbiota epidérmica dos hospedeiros, os flavivírus e os mosquitos. As bactérias produtoras de acetofenona crescem naturalmente na pele, e em condições normais seu crescimento é gerido por uma proteína antimicrobiana secretada pelas células epidérmicas.

Nos pacientes de dengue ou zika, porém, essa proteína é menos ativa, o que eleva os níveis de acetofenona, atraindo mosquitos famintos. Ou seja: os flavivírus instrumentalizam o cheiro da substância para se proliferar.

Remédio de acne contra a dengue?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada ano 390 milhões de indivíduos são infectados com o vírus da dengue. Quase a metade da população mundial vive em áreas em que há risco de contrair a moléstia, e a má infraestrutura de tratamento pode contribuir para níveis de mortalidade desnecessariamente elevados.

Assim, estão se analisando meios para coibir a emissão de acetofenona depois que ocorre uma infecção, a fim de reduzir as picadas de mosquitos transmissores. Uma possibilidade é isotretinoína, um medicamento antiacne derivado da vitamina A, produzido comercialmente.

Em laboratório, os camundongos portadores de zika ou dengue que receberam o produto oralmente perderam atratividade olfativa para mosquitos, que passaram a encará-los como se não estivessem infectados.

“Talvez vamos desenvolver um caminho inédito para interromper a disseminação de flavivírus por mosquitos no futuro”, anuncia Cheng. As pesquisas devem continuar, já que ainda não se pode excluir que os humanos secretem compostos voláteis diferentes dos das cobaias.

Fonte: DW Brasil

RAP DA DENGUE É COMPOSTO POR ALUNOS DA ESCOLA JOAQUIM RIBEIRO

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Durante as aulas de biologia do prof. Alexsandro Vieira, na Escola Estadual Joaquim Ribeiro, o setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses foi convidado para palestra sobre zoonoses resultantes do descarte incorreto de lixo.

Após a apresentação os alunos realizaram várias atividades relativas ao tema e entre elas, criaram o primeiro Zoonocast, um podcast sobre zoonoses com questões elaboradas pelos alunos
à palestrante do CCZ, Solange Mascherpe.

https://cczrioclaro.wordpress.com/2022/05/20/e-e-joaquim-ribeiro-produz-podcast-sobre-zoonoses/

Após nova palestra apresentada à escola: ” Mosquitos e as arboviroses transmitidas”, o interesse pelo tema e novas atividades foram organizadas.

Os alunos e irmãos Francisco Raí e Ryan Araújo, autores de várias composições, criaram o “Rap da Dengue” para o episódio número dois do podcast.

A gravação foi realizada no estúdio “Rogério Rossini” da Secretaria de Cultura, que fica localizado dentro do prédio do Centro Cultural Roberto Palmari, com equipamentos profissionais e o técnico Cassiano que orientou os alunos e editou a criação.

O Rap da Dengue, além de inserido no podcast, será utilizado pelo CCZ em carros de som em trabalhos preventivos pelos bairros da cidade, valorizando a arte da autoria e interesse dos alunos compositores.

Esta parceria entre sociedade e poder público é fundamental para a conscientização relativa à eliminação de criadouros de mosquitos e prevenção às doenças que eles podem transmitir, as arboviroses, e a utilização da linguagem cotidiana utilizada pelos jovens, auxilia em um maior entendimento do problema e ações que podem contribuir para melhoria da saúde de toda comunidade.

COLÉGIO PORTINARI – LIMEIRA – CONVIDOU CCZ DE RIO CLARO PARA PALESTRA

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Os alunos do ensino médio do Colégio Portinari da cidade de Limeira, receberam informações sobre os impactos que o lixo traz para a sociedade relacionados aos animais peçonhentos e outros insetos.

Solange Mascherpe do setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, explicou detalhadamente os riscos que todos correm por não fazerem o descarte correto do lixo e explicou sobre as características das principais pragas urbanas. Os alunos também tiveram a oportunidade de observar algumas espécies em vidrarias.

A iniciativa foi do professor Thierry Alexandre Guerra Bacciotti Denardo, de Biologia. Além da parte de conscientização em razão da Semana do Meio Ambiente, a palestra foi um complemento sobre os temas de aula, em que as turmas estão estudando as características desses animais.

A IMPORTÂNCIA DOS MORCEGOS PARA O MEIO AMBIENTE E PARA SAÚDE PÚBLICA

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Profissionais do CCZ Rio Claro participam de palestra para atualização sobre morcegos em São Paulo

Morcegos são os únicos mamíferos que voam e, no Brasil existem cerca de 180 espécies com alimentação variada. Há os que se alimentam de frutos (frugívoros), de insetos (insetívoros), de pequenos vertebrados (carnívoros), e apenas três espécies se alimentam de sangue (hematófagos), sendo que duas alimentam-se apenas de sangue de aves. Mesmo assim, todas as espécies são perseguidas e mortas, devido às várias crenças sobre serem vampiros, que trazem azar e pela falsa ideia de que todos eles transmitem Raiva. A verdade é que a grande maioria deles (cerca de três quartos) alimentam-se de insetos.

Os morcegos são importantíssimos para o Meio Ambiente e estão presentes em diversos biomas , nos diversos continentes. Os que se alimentam de frutos e néctar colaboram para a polinização de flores e dispersão de sementes de uma grande variedade de plantas, o que auxilia na recuperação de áreas desmatadas.

Os que alimentam-se de insetos colaboram para o controle de espécies noturnas que podem destruir plantações e com esta ação dos morcegos, pode-se diminuir a utilização de pesticidas. Também são predadores de insetos que transmitem doenças ou cupins. Porém com a matança indiscriminada, estes animais já estão na lista de risco de extinção.

No Brasil, os morcegos, como animais silvestres, estão legalmente protegidos por lei, mas apenas a legislação, isoladamente, não traz muitos resultados, havendo a necessidade de conscientização de profissionais e da população.

As veterinárias Dra. Amanda Maria Borotti, Dra. Maria Emilia Canoa de Godoy e a bióloga Milene Weissmann participaram da palestra ministrada pela bióloga Adriana Ruckert, do Centro de Controle de Zoonoses da cidade de São Paulo, com conteúdo teórico e prático, onde o objetivo além da identificação de espécies e comportamento, foi o conhecimento para uma maior sensibilização aos munícipes atendidos com orientações referentes ao controle, riscos e benefícios envolvendo quirópteros.

Estas atualizações são importantes para os trabalhos diários prestados pelo CCZ Rio Claro à população, que pode solicitar atendimentos através da Ouvidoria Municipal pelo telefone 3526-7105.

E.M. LYGIA VENDRAMEL ORIENTA O COMBATE AO MOSQUITO

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Alunos do ensino fundamental de 02 a 06 anos receberam o setor de Educação e Comunicação do CCZ para conhecer sobre o mosquito Aedes aegypti, seus hábitos e doenças que podem transmitir.

A apresentação é feita com desenhos infantis, realizados por crianças das escolas municipais e tem uma linguagem apropriada para que entendam e possam repassar as informações recebidas aos familiares.

Após a palestra , as crianças realizaram trabalhos referentes ao tema para reforçar o conhecimento adquirido de uma forma lúdica e divertida.

Na prevenção às arboviroses transmitidas pelos mosquitos, como: Dengue , Chikungunya, Zika, Febre Amarela e Febre Mayaro, a participação de toda sociedade é fundamental e as crianças são um elo importante nestas ações, pois além de aprenderem a eliminar criadouros e não jogar lixo em locais impróprios, elas cobram dos adultos as práticas corretas.