DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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CCZ NA EMPRESA TRANENGE ORIENTA SOBRE ANIMAIS PEÇONHENTOS

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Funcionários da empresa Tranenge Construções, em Ajapi, receberam orientações sobre a importância e ações preventivas para evitar acidentes com animais peçonhentos.

Além dos trabalhos nas obras, o parecimento de aranhas, lagartas e algumas serpentes é comum no local por estar em área próxima à vegetação.

A equipe de educação e comunicação do Centro de Controle de Zoonoses além das informações, distribuiu folhetos com os principais animais peçonhentos encontrados e com os sintomas em caso de acidentes, que os participante poderão levar para seus familiares.

O conhecimento, a utilização de EPIs e atenção no manuseio de materiais, é fundamental para evitar acidentes com estes animais.

Aproveitando a oportunidade, funcionários receberam também, informações atualizadas sobre Dengue e cuidados para evitar criadouros de mosquitos.

E.E. JOAQUIM RIBEIRO RECEBE CCZ

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Alunos e professores do 2º ano do PEI – Programa de Ensino Integral, assistiram a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Muito atentos, conheceram um pouco sobre mosquitos, roedores, animais peçonhentos, pombos, caramujos e ações que podem prevenir as doenças causadas por estes animais.

Nossos agradecimentos à direção da escola pela oportunidade da informação.

NEM TODAS ARANHAS SÃO DE IMPORTÂNCIA MÉDICA, MAS TODAS SÃO IMPORTANTES NA NATUREZA. APRENDA A DISTINGUI-LAS:

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Quase todas as aranhas tem veneno, mas apenas 3 grupos podem colocar sua vida em risco!

A verdade é que o medo faz a gente nem querer olhar para elas e ver seus detalhes, manchas e comportamentos.

Se prestarmos um pouco de atenção, conseguimos reconhecer facilmente aquelas aranhas realmente perigosas à nossa saúde: as aranhas-marrons, armadeiras e viúvas-negras.

Mas e todas as outras?

Bem, o veneno produzido por elas não tem efeitos sérios em humanos, seja pela quantidade ou propriedades da toxina. Outras são tão pequenas que suas “presas” não são grandes ou fortes o suficiente para furar a nossa pele.

Fonte: @animaispeconhentos

Universidade Federal do Rio Grande – FURG

CCZ PARTICIPA DA FORMAÇÃO DE NOVOS FUNCIONÁRIOS DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

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De 17 a 21 de Janeiro, foi realizada no NAM – Núcleo de Administração Municipal, a Semana de Formação de Novos Funcionários da SMERC – Secretaria Municipal de Educação de Rio Claro.

Cerca de 120 novos profissionais que estão iniciando seus trabalhos na Secretaria, receberam durante a semana, orientações sobre DMSO / RH, Direitos da Criança, Diferenças na Infância, Trabalhos do SAMU, Educação Ambiental e Educação Física.

No quesito da Educação Ambiental, o maior número de reclamações dos participantes foi em relação ao lixo descartado incorretamente nos diversos bairros da cidade. O Centro de Controle de Zoonoses participou com a palestra : “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”, onde são abordados os diversos problemas causados pelo material no meio ambiente e as consequências relativas a animais, à saúde pública e a responsabilidade de cada cidadão, visto que países e organizações não podem resolver o problema sozinhos . A geração e descarte de resíduos é um desafio global que precisa de uma resposta coordenada e alinhada mundialmente, inciando-se em nossas residências e municípios.

Neste contexto, os profissionais de educação, tem um papel fundamental na orientação das crianças para mudanças de comportamento em hábitos de consumo e que, como herdeiros de nossas ações e consequências, podem auxiliar os atuais adultos para o início destas fundamentais alterações de condutas ambientais.

ENCONTREI UM MORCEGO NO FINAL DE SEMANA.  O QUE FAZER?

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Relatos de pessoas encontrando morcegos em casa não é incomum, e durante o verão, esses casos acontecem com maior freqüência.

Os morcegos são os únicos mamíferos que tem capacidade de voar. São animais muito úteis e necessários ao equilíbrio da natureza.

Existem vários tipos de morcegos:

. Insetívoros – Comem milhares de insetos numa noite, inclusive pernilongos e o mosquito da Dengue.

. Nectarívoros – Alimentam-se de néctar das flores, auxiliando na polinização das flores e consequentemente gerando frutos.

. Frugívoros – Alimentam-se de frutas e espalham as sementes através das fezes, gerando assim, novas árvores frutíferas.

. Hematófagos – Alimentam-se de sangue. São em menor número que as outras espécies e são mais comumente encontrados na zona rural.

Embora os morcegos sejam animais importantes ao equilíbrio do meio ambiente, eles causam problemas nas cidades vivendo em forros e árvores, pois suas fezes podem transmitir doenças; e se infectados, transmitir a Raiva.

. Nunca toque no morcego. Caso encontre caído no chão, informe o Centro de Controle de Zoonoses para coleta ou captura do animal, mesmo se estiver morto;

SEGURANÇA

Considerações sobre saúde e segurança

  • Sempre use luvas grossas de couro ou de látex e máscaras para manejo de animal silvestre.
  • Os indivíduos que vão manejar precisam estar devidamente vacinados contra o vírus da Raiva.
  • Verificar medidas necessárias para minimizar os riscos de doenças zoonóticas,  como fezes deixadas ou  animais possivelmente contactantes.

É importante enfatizar que o manejo de animais silvestres deve ser evitado. Mas na falta de opções, tente ser o mais breve possível:

  • Evite estressar o animal mais que o necessário. Movimentos bruscos, gritos e conversas são estressantes. Lembre-se que o animal não sabe que você não quer feri-lo, para ele, você é um perigo em potencial.
  • Isolamento: O morcego precisa ser mantido em isolamento até o recolhimento.

MANEJO

Há principalmente duas maneiras mais práticas de se capturar o morcego:

. Com Vassoura e pá: Usando vassoura e pá, se aproxime com calma e empurre o morcego lentamente em direção à pá. Ele irá andar, ajuste a pá e conduza-o com a vassoura. Em seguida, ponha-o no recipiente.

. Balde, pano molhado ou caixa de papelão:  Você poderá esperar o morcego se acalmar. Quando estiver em repouso, jogue um pano molhado em cima dele, uma caixa de papelão furada (para respirar)   ou um  balde por cima dele.


*O recipiente pode ser um balde, caixa de papelão furada ou outra coisa profunda o suficiente para que o morcego não consiga subir.

MORCEGO CAIU NO FINAL DE SEMANA .  O QUE FAZER?

À noite ou nos finais de semana, quando órgãos municipais estão fechados, seguindo as recomendações de segurança citadas, deixe-o  no recipiente onde foi coletado.

Se estiver morto, pode-se deixá-lo acondicionado no recipiente e colocá-lo no freezer para recolhimento nas primeiras horas da  segunda-feira.

Caso não queira permanecer com o morcego em casa, considere levar o morcego à clinica veterinária mais próxima, que eles poderão mantê-los até o recolhimento pelo Centro de Controle de Zoonoses.

Importante:

. Se houver contato de animal (cão e/ou gato) com morcegos, procurar imediatamente o médico veterinário ou o Centro de Controle de Zoonoses;

. Caso ocorra qualquer tipo de contato ou agressão (mordida, arranhão ou lambedura)a pessoa deve procurar um serviço de saúde imediatamente.

. Ligue para Ouvidoria Municipal para solicitação de visita ou 3535-4441 e 3533-7155 – CCZ, para orientações e recolha.

PARCERIAS ENTRE SECRETARIAS MUNICIPAIS EM PROL DA SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE

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A forma mais eficaz de evitar-se agravamentos ou óbitos em relação à Febre Maculosa, é a informação.

A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar de formas leves e atípicas até formas graves, com taxa de letalidade elevada. A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida por carrapatos. 

Em áreas como sítios, parques, trilhas, qualquer local com vegetação há a possibilidade de contato com carrapatos. Se algum estiver contaminado, a transmissão geralmente ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas e então, podemos desenvolver a Febre Maculosa.

Como os sintomas são muito semelhantes à outras arboviroses, o conhecimento sobre a transmissão da FMB é fundamental para avisar ao profissional de saúde sobre contato com carrapato ou o médico questionar durante a anamnese,  que é histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre determinado caso clínico. Com estas informações, inicia-se o tratamento correto sem agravamentos ou evolução para óbito.

Para informar a população sobre estes riscos, o Centro de Controle de Zoonoses solicitou ao Departamento de Mobilidade Urbana, a confecção de placas para para serem fixadas em locais com risco de contato com carrapatos. O DMU aproveitou algumas placas que não seriam mais utilizadas no trânsito e poderiam ser descartadas.

Com estas placas informativas, os munícipes poderão saber da possibilidade de contato com carrapatos, os sintomas iniciais e a importância de avisar ao médico.
 
Este trabalho engloba prevenção de doenças e diminuição de custos  à saúde pública, sustentabilidade relativa ao aproveitamento de material da administração e trabalhos intersetoriais.

5 dicas para diminuir o calor do cachorro no verão

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O verão chegou e trouxe com ele as altas temperaturas. Nós sofremos bastante com os dias quentes e abafados, principalmente quem fica exposto por horas ao sol. No entanto, não é apenas nós que temos dificuldades para aguentar o calor, os cães também passam por esta situação.

1. Leve sempre algo para produzir sombra

No calor todo mundo fica em busca de sombra para fugir do sol e os cães são iguais. Sempre que passear com ele, fique atento se o local terá árvores ou algum objeto que produza sombra. O pet pode não aguentar ficar horas debaixo do sol. Caso leve-o à praia, não se esqueça de trazer um guarda-sol ou compre um chapéu-de-sol especial para cães.

2. Não deixe o cão sozinho no carro

Sabemos o quanto é perigoso deixar o cão sozinho dentro do carro, então imagine no calor. A temperatura no veículo sobe rapidamente, principalmente se os vidros estiverem fechados, o que pode provocar insolação. Largar o animal lá dentro é praticamente uma sentença de morte. Então, jamais deixe o animalzinho fechado num carro.

3. Água é indispensável

Água é obrigatório no verão! Se for sair com o pet leve sempre com você uma garrafa e um recipiente para o cão beber. Existem também bebedouros caninos portáteis, criados para situações assim. Lembre-se de verificar se a água não está muito quente quando oferecer ao animal. Se preferir, outra dica é levar um spray para borrifar na boca do cão de vez em quando, pode ser um bom jeito de refrescá-lo.

4. Evite focinheiras de nylon

Focinheiras deste material – ou qualquer outro que feche a mandíbula – não permite o cão arfar, o que impede a termorregulação do seu corpo. Por isso, se o animal realmente precisa usar o objeto para sair, escolha um tipo aberto na boca, como as de metal.

Dentro de casa

Apesar do animal estar protegido do sol dentro de casa, ele não consegue fugir do calor excessivo. Dessa forma, algumas dicas precisam ser seguida mesmo se não sair, para que ele se mantenha sempre refrescado.

5. Atenção à comida

Como o verão é uma época em que a desidratação é comum, é bom oferecer alimentos mais úmidos, principalmente se o cão bebe pouca água. Escolha comidas de qualidade e saborosas, de forma que o cão aprecie a refeição e se hidrate simultaneamente. Caso tenha duvidas do que escolher, consulte um veterinário e ele te indicará quais os melhores alimentos.

Outra dica interessante relacionado à comida é mudar o horário das refeições. Habitue o cão a comer ao final do dia, quando a temperatura está mais baixa. Esta mudança irá facilitar e melhorar o processo digestivo, pois realizará sua função de forma mais relaxada.

Fonte: canaldopet.ig.com.br

COMITÊ DE ANTROPOZOONOSES

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Representantes do Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Assistência Social, UNESP e Câmara Municipal estiveram reunidos para conhecimento dos trabalhos realizados e ações preventivas para antropozoonoses, que são doenças primárias de animais e que podem ser transmitida aos humanos.

Nesta reunião foram informados aos participantes os últimos números de Dengue no município (192), o aumento de 5.000% de casos de Chikungunyua no estado de São Paulo, caso registrado de Febre Maculosa e a necessidade da intensificação de ações preventivas em relação às arboviroses neste período de verão que se inicia.

A participação de todo cidadão é fundamental para o sucesso destas ações, como a eliminação constante de criadouros de mosquitos, descarte correto de resíduos, cuidados com carrapatos e atenção com os animais peçonhentos que tem um aumento considerável neste período do ano.

Febre do Nilo Ocidental

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O que é Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral causada por um arbovírus (mosquito), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre do Mayaro. Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado e que, por ventura, venha a picar estes seres humanos.

A doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas distintos, de acordo com cada pessoa e com o nível de gravidade da doença. No caso desta infecção, a causa é o vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela.

IMPORTANTE:  As formas graves da Febre do Nilo Ocidental atingem com maior frequência as pessoas idosas.

Como a Febre do Nilo Ocidental é transmitida?

O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. O homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a contaminação do vírus se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Outras formas mais raras de transmissão já foram relatadas e incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária.

IMPORTANTE:  A transmissão por contato direto já foi demonstrada em laboratório para algumas espécies de aves, no entanto não há transmissão de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da Febre do Nilo Ocidental?

Estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. A forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  • febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular e linfoadenopatia.

O período de incubação intrínseca – tempo entre a infecção do hospedeiro e a manifestação de sinais e sintomas – nos humanos varia de 3 a 14 dias após a picada do mosquito e pode apresentar manifestação subclínica ou com sintomatologia de distintos graus de gravidade, variando desde febre passageira – acompanhada ou não de mialgia (dor muscular) – até sinais e sintomas de acometimento do sistema nervoso central com encefalite ou meningoencefalite grave.

Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou poliomielite). A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações cerebrais. Em menos de 1% das pessoas infectadas, o vírus causa uma infecção neurológica grave, incluindo inflamação do cérebro (encefalite) e das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meningite). A Síndrome de Guillain Barré também pode se apresentar, assim como em outros tipos de infecção.

As formas mais graves ocorrem com maior frequência em indivíduos com idade superior a 50. Se não tratada corretamente, em casos raríssimos a Febre do Nilo Ocidental pode matar.

IMPORTANTE:  Após a infecção, a pessoa pode desenvolver imunidade duradoura contra o vírus causador da Febre do Nilo Ocidental.

Como é feito o diagnóstico da Febre do Nilo Ocidental?

O teste diagnóstico mais eficiente para a Febre do Nilo Ocidental é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro (coletado a partir do 5º  dia após o início dos sintomas) ou em líquido cefalorraquidiano (LCR; coletado após o 8º dia a partir do início dos sintomas), utilizando a técnica de captura de anticorpos IgM (ELISA).

Pacientes recentemente vacinados (contra febre amarela, por exemplo) ou infectados com outro flavivírus (ex: Febre Amarela, Dengue, Zika, Saint Louis, Rocio, Ilhéus) podem apresentar resultado de IgM-ELISA positivo (reação cruzada). Outras provas, como a inibição da hemaglutinação, detecção do genoma viral (PCR), isolamento viral e PRNT também podem ser utilizadas.

Outros achados importantes

Entre os casos graves dos recentes surtos, observou-se que:

  • A contagem de leucócitos apresenta-se geralmente normal ou elevada, também ocorrendo linfocitopenia e anemia.
  • O exame do LCR mostra pleocitose linfocítica com proteínas elevadas e glicose normal.
  • A tomografia computadorizada do cérebro apresenta-se geralmente normal. A imagem por ressonância magnética pode apresentar aumento das leptomeninges e/ou da área periventricular e alteração do sinal do parênquima.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial da Febre do Nilo Ocidental inclui diversas arboviroses (neuroinavasivas e não neuroinvasivas) e outras doenças virais febris agudas (como dengue, leptospirose, febre maculosa, e outras) ou com acometimento do sistema nervoso central. Assim, a abordagem sindrômica é a mais indicada para a vigilância da FNO, a partir da identificação de pacientes com quadros neurológicos de etiologia viral (encefalite, meningite, meningoencefalite, paralisia flácida aguda) sem causa conhecida.

Como é feito o tratamento da Febre do Nilo Ocidental?

Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é sintomático para redução da febre e outros sintomas. Para casos leves, analgésicos podem ajudar a aliviar dores de cabeça leves e dores musculares.

 Não consuma nenhum tipo de medicamento sem a devida orientação médica.

Os casos mais graves, frequentemente, necessitam de hospitalização para tratamento de suporte, com reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias, além de tratamento específicos para pacientes com quadros de encefalites ou menigoencefelite em sua forma severa.

IMPORTANTE: Tenha cuidado ao administrar aspirina, pois os componentes podem provocar hemorragia e agravar o quadro de saúde da pessoa.

Quais são as complicações possíveis da Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental, raramente, pode evoluir para complicações no quadro de saúde das pessoas. As formas graves geralmente se apresentam em pessoas idosas ou com sistema imunológico comprometido. As complicações também podem aparecer quando a doença não é tratada corretamente.

Entre as complicações possíveis, estão apresentações neurológicas graves, como, por exemplo:

  • Ataxia e sinais extrapiramidais.
  • Anormalidades dos nervos cranianos.
  • Mielite (inflamação da medula espinhal).
  • Neurite óptica.
  • Polirradiculite
  • Convulsão.

Como a Febre do Nilo Ocidental pode afetar a gravidez?

Segundo o Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC/USA), mulheres grávidas não apresentam maior risco para infecção por vírus do Nilo Ocidental.

Com relação às grávidas já infectadas pelo vírus, as evidências apontam para um baixo risco de infecção para o feto ou recém nascido, com poucos casos sendo reportados.

Mulheres grávidas em área de transmissão devem se prevenir evitando picadas de mosquitos, por meio do uso de roupa comprida e repelente de insetos. Parecem ser raros os casos de transmissão do vírus da Febre do Nilo Ocidental para o bebê por meio da amamentação, porém esse tema ainda precisa ser melhor estudado.

Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental?

Não existem formas efetivas de se prevenir a Febre do Nilo Ocidental, exceto evitar a presença de insetos nas áreas onde vivem os seres humanos. As medidas abaixo ajudam a reduzir os riscos:

  • Evite água parada.
  • Evite locais sem saneamento básico.
  • Coloque tela nas janelas e portas.
  • Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos.
  •  Use inseticidas e larvicidas.
  • Use repelentes.
  • Quem vive ou trabalha em área onde há mosquitos infectados está em risco de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental (VNO). Portanto, todos os trabalhadores devem ter o cuidado de reduzir o seu potencial de exposição à infecção.
  • Trabalhadores em risco são aqueles que trabalham ao ar livre, que incluem: médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, agricultores, paisagistas, jardineiros, trabalhadores da construção civil, entomologistas e outros trabalhadores de campo.
  • Evite manusear animais mortos quando possível. Evite o contato direto. Se você deve lidar com eles, usar luvas duplas de procedimento, que fornecem uma barreira protetora entre sua pele e sangue ou outros fluidos corporais.

IMPORTANTE: Os mosquitos podem se desenvolver em qualquer poça de água ou água que fica por mais de quatro dias. Trabalhadores em locais perto de poças, lagos, bebedouros, valas de irrigação, barris que armazenem água de chuva, lagoas de estrume, ou quaisquer outros locais com água estagnada estão em risco de exposição ao mosquito. Equipamentos como pneus, lonas, baldes, barris e carrinhos de mão podem favorecer a proliferação dos mosquitos.

Viajantes a Febre do Nilo Ocidental?

Orienta-se aos viajantes que se deslocam para fora do Brasil buscar informações quanto ao país de destino no sentido de avaliar se o mesmo é área de ocorrência da Febre do Nilo Ocidental, verificando ainda se o período programado da viagem corresponde àquele de transmissão mais frequente da doença. Uma vez identificado como área de transmissão, recomenda-se adotar as estratégias de proteção individual:

  • Evitar locais onde se encontram os mosquitos transmissores em abundância. 
  • Caso a pessoa não tenha opção, tentar se prevenir ao máximo para evitar a transmissão através da picada do mosquito vetor.
  • Evitar acúmulo de lixo, água parada e matéria orgânica, pois são fontes de proliferação de mosquitos.
  • Evitar sair às ruas e em ambiente de área silvestre no momento de maior atividade dos mosquitos (entardecer e amanhecer).
  • O uso de repelentes e roupas de mangas e pernas cumpridas pode ajudar a evitar ou reduzir o contato com mosquitos.

Caso um viajante que tenha frequentado áreas com ocorrência de casos de Febre do Nilo Ocidental apresente, em até 15 dias após a viagem, sinais e sintomas compatíveis com a doença, deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar o histórico de deslocamento e o tempo entre a data de possível exposição e a data de início dos sintomas.

Fonte: Ministério da Saúde

 

CARTÃO DE NATAL

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