DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Archive for the ‘febre amarela’ Category

CCZ VISTA PROJETO BEIJA FLOR PARA ORIENTAÇÃO SOBRE MOSQUITOS E DENGUE

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O Projeto Beija-Flor, anexo ao CRAS Independência, realiza reuniões semanais para o setor da Melhor Idade.

Aproveitando o momento, os organizadores convidaram o setor de Educação e Comunicação do CCZ para orientar os participantes sobre os cuidados para evitar a Dengue e outras arboviroses como a Zika e Chikungunya.

Com muito interesse e simpatia do público, as informações da palestra foram complementadas com folhetos que levaram para compartilhar com seus familiares.

CCZ NA ESCOLA MARCELO SCHMIDT

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Alunos do EJA – Educação de Jovens e Adultos – da Escola Marcelo Schmidt estão estudando os problemas ocasionados pelo descarte incorreto de lixo e o CCZ foi convidado a complementar estas orientações com palestra que aborda animais e doenças relacionados à estas ações.

Após a palestra, os alunos puderam observar animais peçonhentos recolhidos em residências de nossa cidade

Índice de larvas do Aedes cresce nas casas de Rio Claro e município está em alerta para a dengue

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Registro chegou a 3,83, com larvas do mosquito em 128 das 138 amostras coletadas. Acima de 4 representa risco de epidemia, segundo a OMS.

Com alto índice de densidade larvária do mosquito Aedes Aegypti, Rio Claro está em situação de alerta para a dengue.

Das 138 amostras coletadas em 2,5 mil casas, entre os dias 4 e 11 de abril, apenas 10 não tinham larvas do mosquito, gerando índice de 3,83, conforme classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento anterior, realizado em janeiro, foi de 3,66.

Diante desse cenário, tem intensificado as ações de combate ao mosquito, percorrendo as ruas do município, que soma 124 casos da doença neste ano.

Ações

Com o alerta, a cidade faz ações como a nebulização. O alvo são os bairros com maior incidência de casos positivos da doença, como o Universitário.

Os agentes passam de casa em casa para aplicar o produto. “A gente tem a equipe com 3 pessoas. As meninas abordam para que a população abra a residência, tanto janelas e portas, para o veneno entrar e matar o mosquito”, disse a chefe da seção de endemias, Valdirene Bordim.

“A gente sabe que acima de 4 corre-se o risco de uma epidemia. A população precisa tomar o cuidado de eliminar os criadouros, não pode partir só do poder público. Dentro das residências foram encontrados muitos locais onde o mosquito está se proliferando. Para não ter a epidemia, precisa ter esse controle e diminuir o foco dos criadouros”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde, Susi Berbert.

De acordo com OMS, os índices são classificados como:

  • inferiores a 1%: satisfatórios;
  • 1% a 3,9%: situação de alerta;
  • superiores a 4%: risco de surto.

SINTOMAS E TRATAMENTO DA DENGUE

Existem quatro tipos de vírus de dengue – sorotipos 1, 2, 3 e 4. A dengue é caracterizada pelos seguintes sintomas:

  • febre
  • dor no corpo
  • dor de cabeça
  • dor atrás dos olhos
  • manchas pelo corpo
  • mal estar
  • falta de apetite

É essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.

VEJA 10 DICAS PARA PREVENIR OS CRIADOUROS DO AEDES:

  • Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.
  • Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.
  • Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.
  • Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.
  • Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.
  • Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.
  • Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.
  • Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.
  • Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.
  • Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água.

Fonte: G1

E.E. JOAQUIM RIBEIRO RECEBE CCZ

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Alunos e professores do 2º ano do PEI – Programa de Ensino Integral, assistiram a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”.

Muito atentos, conheceram um pouco sobre mosquitos, roedores, animais peçonhentos, pombos, caramujos e ações que podem prevenir as doenças causadas por estes animais.

Nossos agradecimentos à direção da escola pela oportunidade da informação.

RIO CLARO REALIZA AÇÕES NA SEMANA ESTADUAL DE MOBILIZAÇÃO PARA PREVENÇÃO ÀS ARBOVIROSES

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De 08 a 12 de Novembro ocorreu a Semana Estadual de Mobilização para Prevenção às Arboviroses.

O objetivo desta semana é a promoção em todos municípios do estado de São Paulo, de ações simultâneas para conscientização sobre arboviroses e reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti,  vetor de arboviroses como a Dengue, Zika e Chikungunya, com a retirada de recipientes favoráveis à sua proliferação.

O que são arboviroses?

O termo arbovírus deriva da expressão inglesa ARthropod BOrne VIRUSES, adotada, em 1942, para designar grupo de infecções virais cujos agentes foram isolados de animais que tinham participação na etiologia das encefalites

Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus.  A classificação “arbovírus” engloba todos aqueles transmitidos por insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos).

Atualmente, são conhecidas no mundo mais de quinhentas espécies de arbovírus, dentre os quais 150 tem potencial para causar doenças em humanos. Destas, no Brasil há duzentas espécies, das quais aproximadamente quarenta podem afetar o homem.

Do ponto de vista do número de pessoas acometidas, a vasta maioria das arboviroses é transmitida por mosquitos, onde destaca-se o Aedes aegypti, por sua habilidade de transmitir vários arbovírus diferentes e por ser um vetor urbano altamente adaptável.

Ações em Rio Claro

Em nosso município ações preventivas contra mosquitos e as doenças por eles transmitidas, são realizadas diariamente e foram intensificadas durante esta semana.

Mutirões foram realizados no final de semana em bairros onde o índice de criadouros positivos (com larvas), foram significativos durante os trabalhos de Breteau ou  LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) que  tem por objetivo mapear os criadouros do mosquito transmissor em diferentes regiões do município. Esta ação teve a parceria da Secretaria de Meio Ambiente que recolheu possíveis criadouros separados por moradores e pelos agentes de endemias com o Caminhão Cata Bagulho.

Ação conjunta entre o Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária,  Departamento de Obras , Meio Ambiente e Defesa Civil foi realizada em um ferro velho, cadastrado como ponto estratégico próximo ao centro da cidade, onde foram retirados inicialmente 17.020 kg de material inservível e o proprietário multado. Os trabalhos de remoção deverão continuar durante os próximos dias.     

 Faixas foram fixadas em locais de grande circulação de pessoas como na Lagoa Seca, no Cervezão, onde estava estacionado o ônibus realizando exames de mamografia e nos semáforos do centro da cidade.

Agentes distribuíram folhetos informativos no trânsito

No Jardim Público, região central da cidade, onde há uma grande circulação de pessoas , foi montado um “stand” com vidrarias com amostras do ciclo do mosquito Aedes aegypti,  e de outros vetores de arboviroses como  Flebotomínios, transmissores de Leishmaniose visceral e cutânea, Triatomíneos, transmissores da doença de Chagas, carrapatos, transmissores de Febre Maculosa e animais peçonhentos.

Além de poder conhecer de perto estes vetores, o público recebeu folhetos informativos e material didático para as crianças.

A utilização de bonecos com brincadeiras e teatralização durante as exposições, chamou bastante a atenção do público para o evento que estava sendo realizado.

Aproveitando a ocasião, agentes  realizaram ação na água da fonte luminosa da praça onde verificaram a presença de larvas e de mosquito.

Publicações referente à arboviroses em redes sociais e imprensa foram intensificadas com publicações de pesquisas, curiosidades, dicas e ações realizadas.

Jornal Cidade Rio Claro

Jornal Diário do Rio Claro

Palestras

A informação é fundamental para que o público  tenha conhecimento das arboviroses,  ciclos e ações que  são necessárias para o controle de vetores e consequentemente, das doenças por eles transmitidas.

O engajamento de toda população é fundamental para o sucesso dos trabalhos preventivos realizados pelos órgãos públicos.

CCZ ORIENTA CRIANÇAS DO PROJETO DA RUA PARA CASA

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O Projeto “da Rua para a Casa” é uma ONG sem fins lucrativos que atua desde 2019 na região do Jardim das Paineiras e que tem como propósito transmitir através da recreação, bons valores e amparo social para crianças e suas famílias.

Como muitas famílias atendidas são coletores de materiais recicláveis , a direção da entidade convidou o setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses para ministrar a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo” para conhecimento das famílias sobre a necessidade de acondicionar corretamente o material até a venda do mesmo, evitando assim a atração de insetos, roedores e as doenças que eles podem transmitir.

O interesse durante a palestra foi gratificante e a curiosidade para conhecer os animais expostos em vidraria, foi bem grande entre as crianças e as mães presentes.

Os mosquitos machos não querem seu sangue, mas ainda assim acham você muito atraente

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Um novo estudo mostra que os mosquitos machos pairam perto dos humanos, mas tendem a não pousar ou picar – um comportamento que os pesquisadores suspeitam ser uma tática para encontrar parceiras do sexo feminino. Aqui, são mostrados mosquitos enjaulados em uma mão humana em um teste de laboratório. (Foto de Perran Ross, Ph.D.)

Por Perran Ross, Ph.D.                                                                         

Este artigo foi republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. 

O zumbido do mosquito é desagradável e muitas vezes inevitável ao ar livre nas noites de verão. Os mosquitos rastreiam você a dezenas de metros de distância , sentindo o dióxido de carbono no ar que você expira. Em segundos, eles localizam a pele exposta e se deliciam com seu sangue com uma variedade de agulhas especializadas .

Apenas mosquitos fêmeas bebem sangue, que é como eles espalham doenças mortais como dengue e malária. Os mosquitos machos são inofensivos, alimentando-se principalmente de néctar, mas nossa nova pesquisa confirma que eles são tão irritantes quanto os mosquitos fêmeas.

Nosso estudo, publicado em setembro no Journal of Medical Entomology , desfaz um equívoco comum de que os mosquitos machos evitam as pessoas. Na verdade, os mosquitos machos de pelo menos uma espécie comum provavelmente gostam de você tanto quanto as fêmeas – mas o motivo de seu carinho e a maneira como o expressam são muito diferentes.

O quintal e o laboratório

Usamos um experimento simples para testar se mosquitos machos da espécie Aedes aegypti , que espalha a dengue, procuram pessoas. Soltamos os mosquitos em uma grande arena, do tamanho de um quintal suburbano, e pedimos que voluntários sentassem em uma cadeira como isca. Câmeras voltadas para as pessoas filmavam os mosquitos que voavam nas proximidades. Confirmamos que os mosquitos machos realmente são atraídos pelas pessoas.

Os mosquitos fêmeas estão atrás do seu sangue, mas os mosquitos machos querem apenas passear. Em nossos experimentos, os mosquitos machos enxamearam continuamente ao redor das pessoas, mas raramente pousaram. Em contraste, os mosquitos fêmeas pousam, bebem até se fartar e depois voam para descansar.

As pessoas diferem em sua atratividade para os mosquitos fêmeas , e isso também é verdadeiro para os mosquitos machos.

Dos dois participantes em nosso estudo, uma pessoa era cerca de três vezes mais atraente que a outra. A base dessa variação não é totalmente compreendida, mas a mistura de produtos químicos que você emite da pele provavelmente é importante.

Também testamos a atração do mosquito em pequenas gaiolas no laboratório. Nesse ambiente, os machos não demonstravam interesse aparente nas pessoas, enquanto os mosquitos fêmeas, sim. Isso provavelmente ocorre porque os mosquitos machos não conseguem detectar alguns dos sinais de curto alcance que os mosquitos fêmeas podem .

Um novo estudo publicado no Journal of Medical Entomology , dissipa um equívoco comum de que os mosquitos machos evitam as pessoas. Para testar se os mosquitos machos da espécie Aedes aegypti procuram pessoas, os pesquisadores soltaram os mosquitos em uma grande arena (mostrada aqui), do tamanho de um quintal suburbano, e colocaram voluntários sentados em uma cadeira como isca. Câmeras voltadas para as pessoas filmavam os mosquitos que voavam nas proximidades. Os resultados confirmaram que os mosquitos machos são realmente atraídos pelas pessoas. (Foto de Brogan Amos, Ph.D.)

 

Se eles não estão atrás de nosso sangue, o que os mosquitos machos querem?

Por que os mosquitos machos se interessam pelas pessoas se eles não podem se alimentar do seu sangue? Achamos que se trata de encontrar as mulheres. Como os mosquitos fêmeas costumam estar ao redor das pessoas, os mosquitos machos que têm a mesma inclinação devem ter maior sucesso reprodutivo.

Mas é necessário mais trabalho para entender como e por quê. Quase todas as pesquisas comportamentais até agora se concentraram em mosquitos fêmeas.

No entanto, há um interesse crescente na liberação de mosquitos machos modificados para esterilizar mosquitos fêmeas , o que dá à nossa pesquisa aplicações práticas.

Portanto, nem todos os mosquitos que você vê buscam seu sangue. Alguns só querem você como seu braço direito, goste você ou não.

Perran Ross, Ph.D. , é pesquisador de pós-doutorado na School of BioSciences da University of Melbourne, Austrália. Ele está investigando maneiras de controlar insetos-pragas e vetores de doenças com bactérias endossimbióticas.  .

PROJETO SAL DA TERRA RECEBE PALESTRA SOBRE MOSQUITOS E ARBOVIROSES

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O Projeto Sal da Terra é uma organização social, sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento intelectual e social de crianças e jovens que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade social, utilizando diferentes metodologias para estimular o protagonismo infanto-juvenil, desenvolver valores individuais e coletivos, promover a autoestima e contribuir para o desenvolvimento físico e social.

As crianças e adolescentes tem à sua disposição, além das atividades esportivas, oficinas culturais e diversas atividades na área de educação complementar.

Convidada pela direção da entidade, Solange Mascherpe palestrante do setor de Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses, esteve presente na sede do projeto no bairro Mãe Preta, para orientação aos jovens e para funcionários sobre “Mosquitos e arboviroses transmitidas”. Na ocasião, puderam conhecer mais sobre o mosquito Aedes aegypti, as doenças que eles transmitem, prevenção e conferir o ciclo do mosquito com amostras em vidraria.

Estas ações são fundamentais para divulgação de informações preventivas contra a Dengue, Zika e Chikungunya para público atendido pela instituição e seus colaboradores.

O que os mosquitos comem?

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Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental

Os mosquitos são um grupo diversificado de insetos da ordem dos Dípteros, e possuem uma ampla distribuição em todo o mundo, exceto na Antártica. Embora vários insetos voadores sejam chamados de mosquitos por apresentarem algumas semelhanças, os pernilongos ou muriçocas, como também são chamados esses animais, pertencem especificamente à Família Culicidae, Subfamílias Culicinae e Anophelinae.

Alguns tipos de mosquitos são totalmente inofensivos, enquanto outros, pelo contrário, podem causar problemas de saúde significativos em pessoas e outros animais.

A forma como alguns deles se alimentam provoca estas situações complicadas do ponto de vista da saúde.

Mosquitos inofensivos e perigosos

Há 3.531 espécies de mosquitos identificadas em todo o mundo, algumas delas inofensivas, pois não picam pessoas ou outros animais e não transmitem nenhum tipo de doença. Alguns exemplos de mosquitos inofensivos são:

  • Culex laticinctus
  • Culex hortensis
  • Culex deserticola
  • Culex territans

Por outro lado, existem várias espécies de importância sanitária, pois são vetores de diversas doenças que têm causado graves problemas de saúde, e que inclusive têm altas taxas de mortalidade. Algumas dessas doenças são: febre amarela, dengue, Zika, chikungunya, vírus Mayaro, filariose linfática (geralmente conhecida como elefantíase), encefalite e malária. Eles também podem transmitir vários vírus patogênicos e, em alguns casos, as picadas causam reações alérgicas que afetam muito as pessoas. Além disso, várias espécies de mosquitos também infectam diversos animais como aves, macacos, símios, vacas, entre outros.

Entre as espécies de mosquitos perigosos podemos mencionar:

  • Aedes aegypti
  • Aedes africanus
  • Anopheles gambiae
  • Anopheles atroparvus
  • Culex modestus
  • Culex pipiens

 

O que os mosquitos comem

Em relação ao que os mosquitos comem, podemos dividir os mosquitos em dois grupos. O primeiro, formado por machos e fêmeas, tem uma alimentação baseada em néctar, seiva, e diretamente de algumas frutas. Nesse sentido, esse grupo supre suas necessidades nutricionais principalmente com compostos açucarados de plantas.

O segundo grupo é caracterizado pelo fato de que machos e fêmeas também se alimentam de néctar, frutas e seiva. Mas, além disso, as fêmeas de certas espécies também são hematófagas, isto é, são capazes de picar pessoas e certos animais para extrair sangue deles. Dessa forma, as fêmeas desse grupo têm uma alimentação mais variada.

Dentro da família Culicidae encontramos o gênero Toxorhynchites, um grupo de mosquitos que não consomem sangue, mas como outras espécies, suprem suas necessidades nutricionais principalmente de fontes vegetais. No entanto, em sua fase larval, eles predam larvas de outras espécies de mosquitos e até de microrganismos encontrados na água. Além disso, muitas espécies nesta fase se alimentam de algas, detritos, protozoários e até pequenos invertebrados.

O que os mosquitos comem em laboratórios? Os mosquitos mantidos em laboratórios para fins de estudo geralmente são alimentados com preparos de substâncias açucaradas ou com frutas, para que possam extrair seus sucos.

Como os mosquitos se alimentam?

Os mosquitos realizam metamorfose e, uma vez que o adulto tenha emergido, ele inicia um voo aleatório em busca de estímulos olfativos que indiquem onde pode se alimentar. Relatórios bastante precisos foram feitos sobre como os mosquitos se alimentam, conheçamos alguns dados importantes [1].

No caso das fêmeas hematófagas, elas são capazes de perceber compostos químicos emitidos pelo organismo de um hospedeiro, como o CO2 ou o ácido lático. Esses insetos têm uma alta sensibilidade para perceber esses compostos, de modo que as fêmeas conseguem distinguir entre uma fonte alimentar e outra para selecionar aquela que fornece a melhor forma de se alimentar.

Quando uma fêmea pousa sobre a pessoa ou animal do qual vai se alimentar, ela é capaz de perceber os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. Por isso, busca sugar sangue de uma área com alta irrigação, o que sem dúvida otimiza o processo.

Entre os mosquitos machos e fêmeas que se alimentam de sangue, há uma diferença no aparelho bucal, sendo que as fêmeas desenvolvem uma probóscide mais longa e resistente, adaptada para perfurar a pele do hospedeiro. Os machos, contudo, não precisam desta estrutura, e sim de uma que lhes permita sugar em vez de perfurar.

Quando uma fêmea pousa sobre um indivíduo, conforme suga o sangue, sua saliva vai sendo secretada, com uma substância que contém anticoagulantes. Desta forma, o sangue flui facilmente durante a alimentação. Por outro lado, é esta substância a responsável por causar alergia e inflamação na pele da vítima.

O processo de alimentação hematófaga das fêmeas é tão complexo que, mesmo dependendo da espécie, elas têm predileção por determinados tipos de indivíduos. Portanto, aquelas que preferem se alimentar de pessoas são chamadas de antropofílicas, enquanto aquelas que o fazem a partir de aves, são conhecidas como ornitofílicas. Aquelas que preferem répteis ou anfíbios são identificadas como batraciofílicas e, em geral, as que preferem outros grupos de animais são chamadas de zoofílicas.

Por que alguns mosquitos se alimentam de sangue?

A maioria das espécies de fêmeas da família Culicidae se alimenta de sangue, mas como mencionamos, algumas espécies não. No caso daquelas que se caracterizam por serem hematófagas, elas o fazem porque precisam de proteínas específicas para poder desenvolver os ovos, uma vez que o consumo de fontes vegetais de alimentos não é suficiente. Nesse sentido, para que o desenvolvimento dos ovos ocorra após a cópula com um macho, a fêmea precisa ter consumido sangue, processo que ativa nela toda uma regulação hormonal e que por sua vez permite o desenvolvimento dos ovos para posterior postura.

Agora que você viu o que o mosquito come, de acordo com o grupo do qual faz parte, com este artigo, foi possível comprovar como o mundo animal é fascinante. Vimos indivíduos que medem alguns milímetros e ainda desenvolvem processos bastante complexos para manutenção de sua vida. Além disso, muitas dessas espécies podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, o que infelizmente está relacionado a graves problemas de saúde, como você pode observar neste artigo em que falamos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Referências

  1. Francisco Alberto Chordá Olmos (2014). Biología de mosquitos (Diptera: Culicidae) en enclaves representativos de la Comunidad Valenciana. Tesis Doctoral de la Universidad de Valencia del Programa de Doctorado en parasitología humana y animal. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/71024196.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

Bibliografia

  • Villarroel, E. (2013). Taxonomía y bionomía de los géneros de Culicidae (diptera: nematocera) de Venezuela: Desarrollo de una clave fotográfica. Tesis para el grado de Licenciado en Biología. Universidad Central de Venezuela, Escuela de Biología, Departamento de Zoología. Disponível em: <http://saber.ucv.ve/bitstream/123456789/15807/3/Tesis.pdf&gt;. Acesso em 6 de agosto de 2021.

COMO ALGORITMO E PLANTA DO CERRADO PODEM SER ESPERANÇAS NO COMBATE À DENGUE

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Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti contribui para a disseminação de zika, chikungunya e febre amarela

Melissa Cruz Cossetti 11/08/2021

A dengue, doença causada por vírus, tem comportamento sazonal e nada parece impedi-la de se repetir todos os anos. A dificuldade para frear sua disseminação é grande, mas duas pesquisas conduzidas por brasileiros estão avançando para conter o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão também da zika e chikungunya.

Cientistas do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, conseguiram usar dois compostos químicos promissores na eliminação das larvas do mosquito. As substâncias possuem origens distintas: uma foi criada em laboratório com ajuda da tecnologia e a outra vem da própria natureza.

Os dois estudos são orientados e supervisionados pela professora e pesquisadora Vanderlan Bolzani, farmacêutica pós-doutora pelo departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (Estados Unidos).

 Inseticida mais eficaz a partir de tecnologia

A pesquisa do pós-doutorando Luiz Dutra, da Unesp, busca inibir a atividade de uma proteína responsável por fornecer energia ao inseto durante seu estágio de desenvolvimento larval, impedindo assim que o mosquito chegue à fase adulta. Para isso, o cientista utilizou ferramentas da bioinformática, um campo que une biologia e algoritmos de computação.

 Fazendo simulações em software, foi possível analisar, interpretar e entender interações biológicas. Neste processo, foi descoberto no Aedes aegypti uma proteína chamada quinase que possui 70% de similaridade com uma proteína da mesma família presente no organismo humano.

 Dutra selecionou virtualmente um composto que inibe essa quinase humana em tratamentos contra o câncer e que poderia ser direcionado para bloquear a proteína do mosquito. Com ambas muito semelhantes, identificar as proteínas e usá-las aumentou a chance de sucesso na inibição do alvo molecular. Com isso, acredita-se que o processo pode frear o desenvolvimento do inseto.

“Os métodos focados no vetor têm o objetivo de diminuir a proliferação do mosquito. Neste caso, a ideia é atacar as larvas. Obtendo uma efetividade na mortalidade larval, se diminui a proliferação do mosquito adulto e consequentemente a proliferação de vírus”, explica Dutra.

A molécula selecionada, derivada de um grupo químico chamado imidazol, foi eficaz para inibir o desenvolvimento de larvas em testes preliminares. Foram 76% das larvas mortas em 48 horas. Modificações na estrutura química da substância devem aumentar sua eficiência.

Nas próximas fases do estudo, o cientista pretende produzir a proteína quinase do mosquito em laboratório para que seja possível avaliar detalhadamente a eficiência do composto contra ela e validar resultados. Analisar e garantir que o composto não seja tóxico à saúde humana também estão nos planos.

Se os novos resultados forem positivos, a ideia é que a molécula seja testada diretamente contra o mosquito, na forma de um inseticida mais eficaz.

Zika e chikungunya na mira

Com os mesmos produtos químicos sendo empregados há muito tempo, os mosquitos têm adquirido resistência. Bloqueando a atividade de uma proteína vital para o inseto adulto ou para a larva, a chance do vetor adquirir resistência pode ser reduzida. Feito isso, o resultado final pode ser uma menor circulação de vírus da dengue e também do zika e chikungunya, explica Dutra.

O pesquisador afirma que essa seria uma forma complementar para erradicar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no país, ao lado de vacinas que estão já nas fases finais de testes, como a da dengue, que está sendo produzida e testada pelo Instituto Butantan.

“A vacina é importante porque é ela quem vai nos tornar imunes ao vírus da dengue, mas é o mosquito que carrega o vírus de uma pessoa contaminada para outra. Então, combater o mosquito de forma precoce é importante também”, ressalta o pesquisador.

“Logicamente, não teremos uma erradicação total do mosquito, e nem do vírus da dengue, mas acredito que ambas as prevenções se complementam em diminuir o número de pessoas contaminadas”, completa.

Planta do cerrado para o combate da doença

Já Helena Russo, doutoranda do Instituto de Química da Unesp, investiga se plantas da família Malpighiaceae, amplamente encontradas no Brasil podem ser boas alternativas para combater o mosquito da dengue. Segundo a pesquisadora, essa linha de plantas ainda é pouco explorada do ponto de vista químico.

Russo explica que, entre as espécies dessa família, algumas são usadas como fonte de alucinógenos em rituais indígenas e outras são tóxicas para rebanhos bovinos. As plantas são tão diversas que algumas produzem frutos populares e saborosos como acerola e murici, com alto valor nutritivo.

O interesse da pesquisadora se concentra naquelas que produzem substâncias nocivas. Ao todo foram avaliadas 139 espécies no que é a maior pesquisa já realizada com essa família botânica, conta. O extrato das folhas foi enviado para a UnB (Universidade de Brasília), parceira no estudo, onde foram testados contra as larvas do Aedes aegypti. Uma das espécies foi capaz de matar 100% das larvas em 24 horas. Outras duas eliminaram 70% das larvas em 72 horas.

As análises são preliminares, mas animadoras — e podem ser inéditas caso futuros testes confirmem os resultados. Existe um desafio, pois detalhes das substâncias em questão ainda não foram descritos na nossa literatura científica.

De qualquer forma, das mais de cem espécies, a mais eficaz contra as larvas do mosquito é uma do gênero Heteropterys, comum do cerrado brasileiro e abundante na região de Araraquara. Os próximos passos da pesquisa serão descobrir quais moléculas das folhas foram responsáveis por matar as larvas e avaliar a eficácia de diferentes concentrações do composto nelas.

 Russo se interessou em abordagens mais naturais no combate à dengue pelo fato de o Brasil possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, destaca. Todavia, não é porque se trata de um composto obtido direto da natureza que teremos um produto menos tóxico ao Aedes. Por isso a importância de mais testes.

“Não necessariamente uma alternativa natural será menos tóxica do que os inseticidas comuns. Muitos estudos devem ser feitos após a identificação das substâncias tóxicas para o mosquito. Depois disso, poderemos saber se essas substâncias naturais tóxicas serão mais seletivas ao mosquito e menos nocivas à nossa saúde [dos humanos]”, explica a cientista.

Em caso de novos resultados positivos do uso de plantas dessa família contra a fase de larva do mosquito, haverá uma nova etapa para avaliar a eficiência do método. “Este ano vamos isolar as substâncias do extrato, e ano que vem vamos realizar diversos testes nas larvas e em outros estágios de desenvolvimento do Aedes. Com esses resultados, podemos verificar as possibilidades de aplicação de fato”, concluiu.

Ainda que preliminares, os resultados dão esperança de que futuramente novas estratégias de combate ao mosquito serão eficazes.

Fonte: UOL / Tilt