DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

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Repelentes – Saiba quais, como e quando usá-los

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Por que  doentes com dengue devem passar repelentes se já estão infectados?

Quando infectados pelo vírus da Dengue, Zika ou Chikungunya, o doente transmite  o vírus para os mosquitos,  um dia antes de apresentar  sintomas até o sexto dia destes. Um dia antes , não tem como saber; mas iniciados os sintomas como: febre, dor no corpo, nos olhos e falta de apetite, é fundamental passar o repelente para não transmitir a outros mosquitos e assim, contaminar familiares e vizinhos.

 

 

Os repelentes de uso tópico, aplicado na pele, podem fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e Zika. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência. As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:

  • Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;
  • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;
  • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
  • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

Repelentes ambientais e inseticidas

Repelentes Ambientais

Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

Fonte: Ministério da Saúde

Prefeitura de Rio Claro usa drones no combate à dengue

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Equipamentos ajudam a vistoriar terrenos fechados em que agentes de saúde têm dificuldade para entrar

Na luta contra a dengue, a prefeitura de Rio Claro está reforçando as ações contra o mosquito transmissor também com o auxílio da tecnologia. Aeronaves remotamente pilotadas, mais conhecidas como “drones”, estão sendo utilizadas para ajudar quando há dificuldades para os agentes de saúde entrarem em terrenos fechados. A vistoria de imóveis é ação preventiva essencial realizada pela Secretaria Municipal de Saúde no combate ao Aedes aegypti e, com a parceria da Secretaria Municipal de Segurança na utilização de drones, esse trabalho ganha em agilidade e rapidez.

“Além das vistorias de rotina, o Centro de Controle de Zoonoses recebe diversas solicitações por meio da Ouvidoria Municipal a respeito de prédios e terrenos fechados”, explica o gerente do CCZ, Diego Reis. “Em casos de proprietários desconhecidos ou que moram em outros municípios a utilização dos drones tem sido de grande ajuda”, acrescenta.

“Esse é mais um exemplo de como hoje equipamentos como drones se tornaram importantes para ações de interesse público”, comenta o diretor municipal de Defesa Civil, Wagner Martins Araújo, explicando que desde a aquisição dos dois equipamentos pela prefeitura, em agosto do ano passado, os drones já participaram de mais de 200 missões, incluindo mapeamento e monitoramento de áreas de risco, ações em apoio a outros órgãos da administração municipal e da segurança pública.

Os últimos três boletins da Vigilância Epidemiológica de Rio Claro não mostram alteração no número de registros de dengue no município, que tem 1163 casos confirmados desde o início do ano. A prefeitura orienta para que a comunidade se mantenha atenta, principalmente pelo fato de o período de chuvas estar retornando. É essencial eliminar criadouros do Aedes, que se reproduz em qualquer quantidade, mesmo numa gota de água parada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 80% dos criadouros estão nos imóveis habitados.

Além de retirar todos os recipientes, é fundamental que as pessoas façam o descarte correto de materiais para evitar a proliferação do mosquito. A prefeitura oferece opções para que lixo e entulho sejam descartados de forma adequada. O município tem coleta de lixo em todos os bairros três vezes por semana, seis ecopontos que abrem inclusive nos finais de semana em feriados, coleta seletiva de lixo e serviço de cata bagulho que mensalmente recolhe móveis velhos e materiais inservíveis porta a porta. Informações sobre esses serviços estão em www.rioclaro.sp.gov.br.

CCZ NA SIPAT DA RUMO

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A Rumo é a maior operadora de ferrovias do Brasil e oferece serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem. A Companhia opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

Rio Claro abriga  a maior oficina de vagões da Rumo. Seus funcionários tem contato direto com descartes incorretos de lixo em toda extensão da ferrovia e com animais e resíduos dos vagões que chegam para manutenção.

A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes convidou o  Centro de Controle de Zoonoses que,  através do setor de Educação e Informação,  esteve presente na Sipat da empresa  com a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”, onde são abordados os vetores de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, ratos, animais peçonhentos e as medidas corretas para evitar-se as zoonoses relacionadas ao descarte irregular de resíduos , além de informações sobre Febre Maculosa.

Após a palestra, os funcionários puderam observar animais peçonhentos expostos em vidros e receberam brindes oferecidos pela empresa.

 

DRONES DA DEFESA CIVIL AUXILIAM NOS TRABALHOS PREVENTIVOS À DENGUE

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Locais onde há impossibilidade de acesso , recusa de abertura de imóvel ou desconhecimento do proprietário, o equipamento pode realizar a vistoria

 

Drones adquiridos pelo município de Rio Claro para auxílio nos trabalhos de diversos setores da administração municipal como Defesa Civil, Guarda Municipal (GCM), Obras, Trânsito,  Meio Ambiente, que auxiliam monitoramento em áreas de risco de enchentes, incêndios, segurança, ações de fiscalização,  auxiliam também a saúde pública.

O Centro de Controle de Zoonoses recebe diariamente diversas solicitações de moradores através da Ouvidoria, para vistorias em imóveis, principalmente em prédios e terrenos fechados. Mas nem sempre os agentes conseguem adentrar para a realização dos serviços preventivos relativos a criadouros de mosquitos que transmitem arboviroses, como a Dengue.

Casos como proprietários desconhecidos,  que moram em outros municípios, que recusam a abertura do local ou imóveis inventariados, dificultam os serviços e aumentam a preocupação dos vizinhos solicitantes.

Os munícipes e o  CCZ contam agora com o auxílio dos equipamentos e a parceria da Defesa Civil que,  através de seus  agentes habilitados para utilização dos drones,  podem auxiliar nas vistorias dos imóveis fechados.

Registros aéreos através de fotos,  podem mostrar a real situação dos imóveis para organização de ações e autuações.

Este é mais um instrumento para os trabalhos contra  os  mosquitos, mas sempre é bom lembrar que 80% de criadouros estão dentro dos imóveis habitados e  a procura e eliminação destes devem ser diárias e realizadas por todos nós.

 

CCZ NA PRIMEIRA SIPAT DA SBR FOODS

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O setor de Educação e Informação do CCZ levou a palestra “Lixo = Bicho” aos funcionários da empresa, onde puderam conhecer os diversos problemas de saúde pública causados pelo descarte incorreto de lixo.

Após a palestra, os colaboradores puderam conferir a exposição de animais peçonhentos.

 

 

 

 

 

Outras 2,8 toneladas de inservíveis são recolhidas em casa de acumuladora

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Quintal tomado por objetos recolhidos e amontoados em quintal facilitando reprodução do Aedes aegypti

O Centro de Controle de Zoonoses, através do Núcleo de Combate a Endemias recolheu nesta terça-feira (16) 2,8 toneladas de material inservível, considerado potencial criadouro do mosquito Aedes aegypti, na casa de uma acumuladora no bairro Bonsucesso. O trabalho foi feito por uma equipe de agentes que cumpre um cronograma de visitas em imóveis já relacionados, onde a Zoonoses esteve outras vezes com registro de notificações que antecedem as multas por acúmulo de inservíveis.

A moradora do imóvel há tempos vinha amontoando no quintal, objetos que poderiam ter sido encaminhados para reciclagem, mas que acabaram permanecendo no local por meses, sem destinação nenhuma. Entre os objetos retirados havia muito plástico, máquina de lavar roupas e outros eletrodomésticos sem condições de uso. Ao saber da ação da Zoonoses ela procurou um conhecido que recolhia reciclado e vendeu para ele o que ainda podia ser aproveitado. A equipe do CCZ recolheu o restante. Parte do que foi retirado do imóvel seguiu para o ecoponto e outra parte para o aterro sanitário. A abordagem aos acumuladores do município vai continuar. Além da ação da Zoonoses, que consiste na retirada de material acumulado, esses moradores passarão a ser acompanhados por uma equipe do Caps- Centro de Atenção Psicossocial.

Na cidade, situações de acúmulo de lixo e materiais inservíveis podem gerar notificação e multa inicial de R$ 340,62, podendo aumentar de acordo com as reincidências até o limite de R$ 34.062.

 Caminhonete da Zoonoses consegue retirar 2,8 toneladas de material

Equipe vai continuar o trabalho em imóveis já relacionados

Quintal limpo depois da ação da Zoonoses

Aedes aegypti: combate pode ser mais eficiente durante o frio

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O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Minas Fabiano Duarte Carvalho, é quando caem as temperaturas que as medidas de controle podem ser mais eficazes, já que o ciclo reprodutivo do mosquito fica mais lento e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.

“Sabemos que há casos de dengue e outras arboviroses o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Entretanto, este é um período em que há menos mosquitos em circulação e, com isso, é muito mais fácil combater os focos neste momento. É preciso aproveitar a fase em que o Aedes está mais fraco”, afirma o pesquisador.

Especialista em hábitos e comportamento do Aedes aegypti, Carvalho é um dos autores do artigo Why is Aedes aegypti Linnaeus so Successful as a Species?  (Por que o Aedes aegypti pode ser considerado uma espécie de sucesso?), publicado recentemente na Neotropical Entomology, uma importante publicação na área de entomologia. Nele, os pesquisadores relacionam uma série de fatores que favorecem a espécie e fazem com que o combate ao inseto seja um desafio para todos os países que sofrem com as doenças por ele transmitidas.

O ciclo de vida do mosquito compreende quatro fases –ovo, larva, pupa e adulto- e, segundo os pesquisadores, é lá no primeiro estágio que reside uma das principais razões de sucesso do inseto. É que o ovo do Aedes aegypti é extremamente resistente, podendo durar por mais de um ano, quando as condições são desfavoráveis.

“Os ovos podem eclodir em minutos quando imersos em água. A falta dela, entretanto, não representa a quebra desse ciclo de vida, uma vez que os ovos permanecem viáveis durante semanas, meses, podendo chegar a mais de 400 dias. É claro que o número de ovos viáveis diminui ao longo do tempo, mas os que permanecem podem ser suficientes para a manutenção local da espécie”, explica Carvalho.

Outra característica que contribui para a proliferação da espécie é a alta capacidade reprodutiva. Uma única fêmea pode colocar aproximadamente 100 ovos por ciclo. “Além disso, elas têm uma estratégia que chamamos de oviposição em saltos, que é a distribuição dos ovos entre vários locais de reprodução, tornando complicada a tarefa de eliminar completamente os criadouros.  Há estudos que demonstram que uma única fêmea distribui ovos entre quatro e seis criadouros e que, quando há condições, podem usar até 11”, destaca Carvalho.

Oportunista- O comportamento oportunista do Aedes aegypti também é apontado pelos pesquisadores como um dos aspectos que mais o beneficiam. Embora tenha hábitos preferenciais, a espécie possui uma capacidade de adaptação elevada, possibilitando-a aproveitar todas as oportunidades para se proliferar. Um exemplo disso se refere ao ambiente reprodutivo. Sabe-se que o inseto prefere a água limpa, mas, se não houver, ele poderá colocar os ovos em água com um pouco mais de matéria orgânica.

“Um estudo recente realizado em quatro regiões de Salvador demonstrou a presença de larvas do mosquito em esgotos de duas das localidades pesquisadas. A importância dos esgotos para a reprodução do mosquito também já foi descrita em outros países, como Colômbia e México”, revela Carvalho.

Bem adaptado a ambientes urbanos, o Aedes tem preferência por depositar os ovos em contêineres artificiais, encontrados facilmente nos espaços domésticos. Recipientes com coloração escura são os mais utilizados, o que dificulta a tarefa de detectá-lo durante as inspeções domiciliares.

Outra consideração importante, segundo o pesquisador, é que os recipientes pequenos também são potenciais locais de reprodução. Isso é possível porque a espécie se desenvolve rapidamente e, dessa forma, chega à fase adulta antes que a água se evapore, evitando a mortalidade do vetor.

Controle mecânico- A eliminação dos criadouros é uma das principais formas de controle do mosquito. Assim, de acordo com o pesquisador, ao se deparar com potenciais locais de possível reprodução, cada pessoa deve se perguntar se há alguma necessidade deles.

“A resposta para esta pergunta é, muitas vezes, “não”, caso em que o local deve ser eliminado. Se a resposta for “sim”, é preciso então fazer modificações, de forma a evitar que aquele espaço se torne um local de reprodução para o inseto. Um exemplo: eu não posso eliminar minha caixa d´água, mas posso mantê-la bem fechada para que não vire um criadouro”, explica.

Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Carvalho lembra da necessidade de limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como a manter garrafas, latas e outros recipientes virados para baixo de forma que não acumulem água.

“Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais pouco usados, bandejas atrás de refrigeradores e outros espaços do ambiente doméstico pouco utilizados, como, por exemplo, os banheiros da área de churrasqueira”, diz. “Lembrando que essas ações durante as estações mais frias serão ainda mais eficazes”, salienta.

Veja o artigo na íntegra.

Texto: Keila Maia