DENGUE: SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR

Archive for the ‘febre amarela’ Category

Outras 2,8 toneladas de inservíveis são recolhidas em casa de acumuladora

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Quintal tomado por objetos recolhidos e amontoados em quintal facilitando reprodução do Aedes aegypti

O Centro de Controle de Zoonoses, através do Núcleo de Combate a Endemias recolheu nesta terça-feira (16) 2,8 toneladas de material inservível, considerado potencial criadouro do mosquito Aedes aegypti, na casa de uma acumuladora no bairro Bonsucesso. O trabalho foi feito por uma equipe de agentes que cumpre um cronograma de visitas em imóveis já relacionados, onde a Zoonoses esteve outras vezes com registro de notificações que antecedem as multas por acúmulo de inservíveis.

A moradora do imóvel há tempos vinha amontoando no quintal, objetos que poderiam ter sido encaminhados para reciclagem, mas que acabaram permanecendo no local por meses, sem destinação nenhuma. Entre os objetos retirados havia muito plástico, máquina de lavar roupas e outros eletrodomésticos sem condições de uso. Ao saber da ação da Zoonoses ela procurou um conhecido que recolhia reciclado e vendeu para ele o que ainda podia ser aproveitado. A equipe do CCZ recolheu o restante. Parte do que foi retirado do imóvel seguiu para o ecoponto e outra parte para o aterro sanitário. A abordagem aos acumuladores do município vai continuar. Além da ação da Zoonoses, que consiste na retirada de material acumulado, esses moradores passarão a ser acompanhados por uma equipe do Caps- Centro de Atenção Psicossocial.

Na cidade, situações de acúmulo de lixo e materiais inservíveis podem gerar notificação e multa inicial de R$ 340,62, podendo aumentar de acordo com as reincidências até o limite de R$ 34.062.

 Caminhonete da Zoonoses consegue retirar 2,8 toneladas de material

Equipe vai continuar o trabalho em imóveis já relacionados

Quintal limpo depois da ação da Zoonoses

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Aedes aegypti: combate pode ser mais eficiente durante o frio

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O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Minas Fabiano Duarte Carvalho, é quando caem as temperaturas que as medidas de controle podem ser mais eficazes, já que o ciclo reprodutivo do mosquito fica mais lento e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.

“Sabemos que há casos de dengue e outras arboviroses o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Entretanto, este é um período em que há menos mosquitos em circulação e, com isso, é muito mais fácil combater os focos neste momento. É preciso aproveitar a fase em que o Aedes está mais fraco”, afirma o pesquisador.

Especialista em hábitos e comportamento do Aedes aegypti, Carvalho é um dos autores do artigo Why is Aedes aegypti Linnaeus so Successful as a Species?  (Por que o Aedes aegypti pode ser considerado uma espécie de sucesso?), publicado recentemente na Neotropical Entomology, uma importante publicação na área de entomologia. Nele, os pesquisadores relacionam uma série de fatores que favorecem a espécie e fazem com que o combate ao inseto seja um desafio para todos os países que sofrem com as doenças por ele transmitidas.

O ciclo de vida do mosquito compreende quatro fases –ovo, larva, pupa e adulto- e, segundo os pesquisadores, é lá no primeiro estágio que reside uma das principais razões de sucesso do inseto. É que o ovo do Aedes aegypti é extremamente resistente, podendo durar por mais de um ano, quando as condições são desfavoráveis.

“Os ovos podem eclodir em minutos quando imersos em água. A falta dela, entretanto, não representa a quebra desse ciclo de vida, uma vez que os ovos permanecem viáveis durante semanas, meses, podendo chegar a mais de 400 dias. É claro que o número de ovos viáveis diminui ao longo do tempo, mas os que permanecem podem ser suficientes para a manutenção local da espécie”, explica Carvalho.

Outra característica que contribui para a proliferação da espécie é a alta capacidade reprodutiva. Uma única fêmea pode colocar aproximadamente 100 ovos por ciclo. “Além disso, elas têm uma estratégia que chamamos de oviposição em saltos, que é a distribuição dos ovos entre vários locais de reprodução, tornando complicada a tarefa de eliminar completamente os criadouros.  Há estudos que demonstram que uma única fêmea distribui ovos entre quatro e seis criadouros e que, quando há condições, podem usar até 11”, destaca Carvalho.

Oportunista- O comportamento oportunista do Aedes aegypti também é apontado pelos pesquisadores como um dos aspectos que mais o beneficiam. Embora tenha hábitos preferenciais, a espécie possui uma capacidade de adaptação elevada, possibilitando-a aproveitar todas as oportunidades para se proliferar. Um exemplo disso se refere ao ambiente reprodutivo. Sabe-se que o inseto prefere a água limpa, mas, se não houver, ele poderá colocar os ovos em água com um pouco mais de matéria orgânica.

“Um estudo recente realizado em quatro regiões de Salvador demonstrou a presença de larvas do mosquito em esgotos de duas das localidades pesquisadas. A importância dos esgotos para a reprodução do mosquito também já foi descrita em outros países, como Colômbia e México”, revela Carvalho.

Bem adaptado a ambientes urbanos, o Aedes tem preferência por depositar os ovos em contêineres artificiais, encontrados facilmente nos espaços domésticos. Recipientes com coloração escura são os mais utilizados, o que dificulta a tarefa de detectá-lo durante as inspeções domiciliares.

Outra consideração importante, segundo o pesquisador, é que os recipientes pequenos também são potenciais locais de reprodução. Isso é possível porque a espécie se desenvolve rapidamente e, dessa forma, chega à fase adulta antes que a água se evapore, evitando a mortalidade do vetor.

Controle mecânico- A eliminação dos criadouros é uma das principais formas de controle do mosquito. Assim, de acordo com o pesquisador, ao se deparar com potenciais locais de possível reprodução, cada pessoa deve se perguntar se há alguma necessidade deles.

“A resposta para esta pergunta é, muitas vezes, “não”, caso em que o local deve ser eliminado. Se a resposta for “sim”, é preciso então fazer modificações, de forma a evitar que aquele espaço se torne um local de reprodução para o inseto. Um exemplo: eu não posso eliminar minha caixa d´água, mas posso mantê-la bem fechada para que não vire um criadouro”, explica.

Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Carvalho lembra da necessidade de limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como a manter garrafas, latas e outros recipientes virados para baixo de forma que não acumulem água.

“Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais pouco usados, bandejas atrás de refrigeradores e outros espaços do ambiente doméstico pouco utilizados, como, por exemplo, os banheiros da área de churrasqueira”, diz. “Lembrando que essas ações durante as estações mais frias serão ainda mais eficazes”, salienta.

Veja o artigo na íntegra.

Texto: Keila Maia

CCZ leva informação sobre dengue no “Cinema Ambiental”

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A prefeitura de Rio Claro promove até amanhã sexta-feira (5), atividade de aprendizado lúdico sobre o meio ambiente, com a realização do “Cinema Ambiental”, no Lago Azul. O CCZ está presente levando informações preventivas sobre dengue e disponibilizando material para ser apresentado na entrada e nos intervalos dos filmes.

Com exibição de cinema de graça para a população, principalmente para as crianças, os filmes em cartaz são Wall-E, Lorax e Bee Movie – A História de uma Abelha. A estrutura será montada ao lado do Centro de Formação Ambiental, na Sala Verde do Lago Azul, cuja entrada é pela Rua 2-A.

Boletim Educom destaca ações dos municípios contra a dengue

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Edição destaca trabalho da Fundação Municipal de Saúde através do Centro de Controle de Zoonoses

 

Prevenção à dengue também na Exposição de Orquídeas

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A prevenção ainda é a única forma de evitar doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela, vírus transmitido pelo Aedes aegypti. O Centro de Controle de Zoonoses aproveitou o final de semana para colocar mensagens visuais que remetam à prevenção na 75ª Exposição de Orquídeas realizada no Colégio Claretiano. Banners, cartazes e folhetos transmitiram a mensagem aproveitando a grande circulação de pessoas.

CCZ participa da Sipat na Aldoro

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O Centro de Controle de Zoonoses esteve presente na empresa Aldoro, realizando palestra e prestigiando a Sipat- Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho. Durante a apresentação foram abordadas algumas causas relacionadas ao descarte incorreto do lixo como o surgimento de animais peçonhentos e doenças. Outro tema abordado no encontro foi a Febre Maculosa.

A dois dias do inverno mosquito ainda é uma ameaça

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Na sexta-feira, dia 21, tem início o inverno no hemisfério sul. Com temperaturas mais baixas já há algumas semanas, a expectativa era de que o Aedes aegypti ti desse uma trégua e diminuíssem os casos de dengue no município. No entanto os números continuam crescendo. O mosquito que já se adaptou a várias situações adversas dá sinais de que o clima mais ameno do outono não é capaz de desacelerar a sua reprodução. Por isso as autoridades continuam insistindo em medidas de prevenção. E a mais eficaz delas é o cuidado permanente com a existência de criadouros do mosquito dentro das casas. Eles devem ser eliminados para que não acumulem água e possam ser utilizados pelo inseto na sua reprodução.

Ninguém sabe ao certo como o Aedes vai se comportar quando as temperaturas caírem mais com a chegada do inverno, mas com as previsões indicando que este ano os termômetros não devem registrar frio intenso, todos os alertas com relação a focos do mosquito devem ser redobrados. “Precisamos manter a vigilância e o estado de alerta mesmo no inverno, sem dar trégua ao mosquito”, alertou o gerente do Centro de Controle de Zoonoses Diego Reis.

Nos mutirões realizados aos sábados, toneladas de materiais inservíveis são retiradas dos bairros visitados. Esse tipo de material deveria ser descartado em local próprio, como os ecopontos ou na coleta feita pelo caminhão Cata Bagulho cujo calendário alcança todo mês um setor da cidade.