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Saiba o que são animais sinantrópicos e como evitá-los

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Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade

O termo “animais sinantrópicos” é usado para se referir às espécies que se adaptaram a viver junto com o ser humano, a despeito de nossa vontade, como é o caso de pombos, ratos, mosquitos e até abelhas. Alguns animais sinantrópicos podem transmitir doenças e causar danos à saúde de seres humanos e outros animais.

O crescimento desordenado das cidades, a invasão de áreas verdes e a conurbação são fenômenos que contribuíram para que esses animais se adaptassem a viver na zona urbana. Em alguns casos, a convivência com esses animais pode gerar incômodo e riscos à saúde pública, mas também existem possibilidades de convivência, como no caso de abelhas e formigas.

Os quatro “As”

Os animais sinantrópicos precisam de água, alimento, abrigo e acesso para sua sobrevivência. Apesar de a água não ser um limitante no meio urbano, podemos interferir nos outros fatores de modo que espécies indesejáveis não se instalem ao nosso redor. Por isso, é importante conhecer o que serve de alimento, abrigo e acesso para cada espécie que se pretende controlar, e adotar as medidas preventivas necessárias, mantendo os ambientes mais saudáveis e evitando o uso de produtos químicos nocivos, que por si só não evitarão novas infestações.

Exemplos de animais sinantrópicos:

Ratos

Os ratos são animais de hábitos noturnos que vivem principalmente em lixos domésticos. Esses animais sinantrópicos possuem a capacidade de metabolização de diferentes classes alimentícias, podendo consumir produtos de origem animal e vegetal. Além disso, apresentam olfato e paladar apurados que auxiliam na escolha de alimentos de sua preferência.

Nas áreas urbanas, encontram-se três espécies de ratos:

  • Rattus norvegicus: conhecido como ratazana ou rato de esgoto, é a maior das três espécies. Abrigam-se em tocas, terrenos baldios, margens de córregos, lixões, sistemas de esgotos e bueiros.
  • Rattus rattus: conhecido como rato de telhado, rato de forro ou rato preto, caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. A espécie costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns.
  • Mus musculus: popularmente chamado de camundongo, possui o menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito intradomiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas.

Os ratos atuam como transmissores de várias doenças, como leptospirose, peste bubônica, infecção por mordedura e salmonelose.

Medidas preventivas

A presença de ratos em um local pode ser verificada através dos seguintes sinais:

  1. Fezes: sua presença é um dos melhores indicadores de infestação.
  2. Trilhas: têm a aparência de um caminho bem batido, sendo encontradas geralmente nas proximidades de muros, junto às paredes, atrás de materiais empilhados, sob tábuas e em áreas de gramados;
  3. Manchas de gordura: são deixadas em locais fechados por onde os ratos passam constantemente, como as paredes;
  4. Roeduras: os ratos roem materiais como madeira, cabos de fiação elétrica e embalagens para gastar sua dentição e como forma de transpor barreiras para alcançar os alimentos;
  5. Tocas: são encontradas junto aos solos, muros ou entre plantas, e normalmente indicam infestação por ratazanas.

A prevenção é possível através da adoção de um conjunto de medidas chamadas de antiratização, isto é, que eliminam os quatro fatores básicos para a sobrevivência desses animais sinantrópicos. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados, de preferência de vidro;
  • Inspecione periodicamente caixas de papelão, caixotes, fundo de armários, gavetas e todo tipo de material que facilite o transporte e permita o abrigo de camundongos;
  • Coloque telas, grelhas, ralos com fecho e outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através do encanamento;
  • Evite o acúmulo de entulho ou outros materiais;
  • Mantenha limpas as instalações de animais domésticos e não deixe a alimentação dos pets exposta em locais onde ratos possam ter acesso;
  • Faça vistorias e mantenha garagens e sótãos limpos.

Pombos

Os pombos são animais sinantrópicos que se alimentam preferencialmente de grãos e sementes, podendo também reaproveitar restos de alimentos ou lixo. Essas aves abrigam-se e constroem seus ninhos em locais altos, como prédios, torres de igreja, forros de casas e beirais de janelas.

Além de servirem como hospedeiros para parasitas causadores de doenças, os pombos podem transmitir bactérias e fungos que causam transtornos respiratórios e neurológicos. Doenças como criptococose, histoplasmose e ornitose são transmitidas por meio da inalação de poeira contendo fezes de pombos secas e contaminadas por fungos. Fezes contendo agentes infecciosos também podem contaminar alimentos, infectando humanos com a salmonelose, por exemplo.

Medidas preventivas

  • Umedeça as fezes de pombos antes de removê-las e use máscara ou pano úmido na boca e nariz para fazer a limpeza do local atingido;
  • Proteja os alimentos do possível acesso de pombos;
  • Use telas de arame ou alvenaria para vedar aberturas em forros, sótãos e paredes (como o buraco para o aparelho de ar-condicionado);
  • Os beirais são um dos abrigos mais procurados pelos pombos. Coloque fios de náilon e prenda as extremidades com pregos;
  • Não permita que pombos reaproveitem sobras de ração de animais domésticos.

Vale ressaltar que o hábito de fornecer alimentos para pombos provoca proliferação excessiva desses animais sinantrópicos, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.

Baratas

As espécies de barata mais comuns em áreas urbanas são a Periplaneta americana (barata de esgoto) e a Blatella germanica (barata francesinha ou alemãzinha). Essas baratas possuem hábitos alimentares bastante variados, preferindo alimentos ricos em amido, açúcar e gordura. Elas também podem se alimentar de celulose, excrementos, sangue, insetos mortos e lixo.

As baratas de esgoto voam e habitam locais com gordura e matéria orgânica em abundância, como galerias de esgoto, bueiros, caixas de gordura e de inspeção. Já as baratas francesinhas habitam principalmente despensas e locais como armários, gavetas, vãos de batentes, rodapés, pias, garagens e sótãos.

Por carregarem agentes patógenos através de seu corpo, as baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites. Dessa forma, são consideradas vetores mecânicos.

Medidas preventivas

As medidas preventivas devem interferir nas condições de abrigo, alimento e acesso. São elas:

  • Mantenha os alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Conserve armários e despensas fechadas limpos e sem restos de alimentos;
  • Remova caixas de papelão e lixo de locais não apropriados;
  • Fique atento aos tetos rebaixados;
  • Remova e destrua ootecas (ovos de baratas);
  • Providencie a vedação ou selagem de rachaduras, frestas, vasos e fendas que possam servir de abrigo para baratas;
  • Limpe pisos, coifas, fogões e maquinário frequentemente para que não fiquem engordurados.

Moscas

                                                                                           

As moscas domésticas (Musca domestica, espécie mais presente em áreas urbanas) alimentam-se de fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição e açúcar. Os locais visitados por esses animais sinantrópicos apresentam manchas escuras, produzidas pelo depósito de suas fezes, e manchas claras, provocadas pelo lançamento de saliva sobre os alimentos.

As moscas domésticas são grandes vetores mecânicos de transmissão de doenças, uma vez que podem transportar agentes patógenos em suas patas e disseminá-los quando entram em contato com os alimentos.

Medidas preventivas

O combate das moscas é realizado através de medidas de prevenção relacionadas ao saneamento ambiental, isto é, destinadas a eliminar locais com acúmulo de lixo, restos alimentares e matéria orgânica em decomposição. São elas:

  • Cuide do seu lixo: armazene seus resíduos em sacos apropriados, em lixeiras limpas e com tampas adequadas. Em casas térreas, prefira deixar seus coletores sobre um estrado, para que o lixo não fique diretamente em contato com o solo;
  • Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados;
  • Lave frequentemente áreas ou recipientes com qualquer tipo de resíduo orgânico (fezes de animais, restos alimentares), de forma a manter o ambiente sempre limpo.

Pulgas


As pulgas são insetos que vivem como parasitas externos de animais domésticos, silvestres e de seres humanos, alimentando-se de sangue. As espécies mais relevantes são:

  • Pulex irritans: espécie que ataca o ser humano com mais frequência, embora também possa ter outros hospedeiros;
  • Xenopsylla cheopis: espécie de ratos domésticos, é a principal transmissora da peste bubônica;
  • Ctenocephalides sp: espécie parasita de cães e gatos;
  • Tunga penetrans: espécie vulgarmente conhecida como “bicho-de-pé”, seus principais hospedeiros são seres humanos, cães, gatos e porcos.

As pulgas são importantes parasitas e vetores biológicos. Como parasitas, propiciam a instalação de fungos e bactérias causadores de irritações e lesões cutâneas. Como vetores biológicos, transmitem a peste bubônica e o tifo murino proveniente dos ratos.

Medidas preventivas

  • Retire o acúmulo de poeira e detritos em frestas de assoalho, carpetes e tapetes;
  • Mantenha o assoalho e as junções do rodapé calafetados e encerados, pois a cera tem efeito desalojante;
  • Adote medidas de prevenção e controle de roedores, para evitar a instalação de pulgas provenientes deles;
  • Cuide da higiene de cães, gatos e outros animais domésticos, mantendo sempre limpos seus locais de repouso;

Escorpiões

 

As espécies mais comuns de escorpião são Tityus bahiensis (escorpião marrom ou preto) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo). Eles são animais terrestres, de atividade noturna, que se ocultam durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros). Todos os escorpiões são carnívoros e se alimentam de baratas, grilos e aranhas.

Esses animais sinantrópicos são considerados peçonhentos, pois transmitem veneno pelo ferrão. A maior parte dos acidentes envolvendo escorpiões ocorre através do manuseio de materiais de construção ou entulho, sendo mais comuns no período de chuvas. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do indivíduo.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando o acúmulo de folhas secas, lixo e materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede as soleiras das portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos de chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros e de vida livre que se alimentam principalmente de insetos. As espécies de maior importância são Loxosceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira).

As aranhas marrons vivem sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras e em ambientes domiciliares, onde abrigam-se em pilhas de tijolos, telhas e entulhos. Por sua vez, as armadeiras vivem em bananeiras, terrenos baldios e em zonas rurais próximas às residências.

Algumas aranhas podem injetar veneno por meio de um par de glândulas que se encontra em suas peças bucais. Em caso de picada, a gravidade do envenenamento varia de acordo com o local da picada, a sensibilidade do indivíduo e o tipo de espécie, mas a maior parte das aranhas é inofensiva ao ser humano.

Medidas preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de aranhas, deve-se adotar as seguintes medidas:

  • Mantenha limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, use luvas resistentes e calçados;
  • Reboque paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vede soleiras de portas com rolos de areia;
  • Use telas em ralos do chão, pias ou tanques;
  • Disponha o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento às aranhas;
  • Examine calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Formigas


As formigas são insetos sociais que vivem em colônias ou ninhos. Em geral, constroem seus abrigos sobre o solo e plantas, no interior de edifícios e em cavidades na madeira ou troncos de árvores.

O Brasil apresenta cerca de 2 mil espécies de formigas descritas, mas apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas – apenas as que invadem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos. A maioria das formigas alimenta-se de sucos vegetais, seiva de plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas ou líquidos adocicados que são excretados por certos insetos. Algumas são carnívoras e consomem animais mortos e fungos.

Algumas formigas podem se defender por meio de um aparelho transmissor de veneno. Esse veneno provoca reações alérgicas cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas.

Medidas preventivas

  • Deixe os locais livres de restos de alimentos, especialmente doces;
  • Vede muito bem potes de alimentos;
  • Coloque o açúcar em pote hermeticamente fechado;
  • Quando houver formigas, siga a trilha e tampe o orifício por onde entram e saem, principalmente na junção de azulejos, batentes e quaisquer frestas.

Taturanas

As taturanas são larvas de mariposas e borboletas, geralmente encontradas em árvores frutíferas.

Algumas taturanas podem causar acidentes através de cerdas pontiagudas que contêm veneno, causando queimaduras. Os acidentes geralmente ocorrem em crianças ou adultos que manuseiam galhos, troncos e folhagens diversas.

Medidas preventivas

  • Ao colher frutas, observe se não existem taturanas no local;
  • Evite a presença de crianças próximo a árvores ou plantas que contenham taturanas;

Mosquitos

Atualmente, existem dois gêneros importantes de mosquitos, que se diferenciam a partir dos hábitos de vida que possuem:

O Aedes costuma ser ativo durante o dia, enquanto o Culex, pela noite. Esses animais sinantrópicos precisam de água para completar seu ciclo reprodutivo e estão perfeitamente adaptados às condições urbanas.

Os Culex habitam córregos poluídos, lagos e valetas de esgoto, enquanto os Aedes vivem em recipientes artificiais como tanques, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos para plantas e todo material que acumule água.

As fêmeas se nutrem de sangue, atuando como vetores de doenças. Apesar das picadas incomodarem, o pernilongo Culex sp não é considerado vetor de doenças na cidade de São Paulo. Já o Aedes aegypti apresenta importante papel como vetor dos vírus da dengue, zika, chikungunya  e febre amarela. Ao picar uma pessoa doente, o pernilongo adquire o vírus, que se multiplica em seu organismo, sendo transmitido para outras pessoas através da picada.

Medidas preventivas

Para controlar a população de mosquitos, é necessário evitar os criadouros. Medidas que podem ser adotadas pelo poder público municipal e pelos cidadãos são:

  • Não deixe água parada em quaisquer recipientes;
  • Não descarte materiais em córregos, pois a água fica parada e pode servir de criadouro para mosquitos;
  • Coloque areia grossa nos pratos de vasos de plantas, evitando que se tornem um criadouro;
  • Vede caixas d’água;
  • Não descarte materiais em terrenos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro.

Abelhas

As abelhas são animais sinantrópicos de grande importância, já que contribuem para a fecundação de flores e frutos e produzem mel e própolis.

Em épocas de escassez de néctar, podem invadir residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar. Caso se sintam ameaçadas, elas podem picar. Nesses casos, a recomendação é espantar as abelhas e retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas a ele, mas nunca mate abelhas – elas já são ameaçadas o suficiente pelo uso de agrotóxicos e pelas mudanças climáticas.

As abelhas possuem um ferrão na região posterior do corpo que serve para inocular veneno. Sua picada é dolorida e pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico.

Medidas preventivas

Para prevenir a formação de colmeias, deve-se:

  • Evite deixar entulho como caixas, tambores, buracos ou vãos em paredes ocas, pneus velhos, armários, sofás e outros tipos de móveis ou qualquer material que possa servir de abrigo para a colmeia.

Em caso de enxame ou colmeia já instalada:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de abelhas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça qualquer movimento brusco que possa atingir as abelhas ou seu abrigo.

Na presença de uma colmeia, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Vespas

As vespas, também conhecidas como marimbondos ou cabas, possuem várias famílias e são encontradas em todo o território nacional.

Alguns tipos de vespa possuem um ferrão que inocula veneno na região posterior do corpo, sendo consideradas peçonhentas. Sua ferroada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico. Também há espécies inofensiva, como as vespas que comem frutas.

Medidas preventivas

Apesar de não ser possível prever a chegada de um enxame ou o estabelecimento de um vespeiro em um local, existem algumas orientações importantes a fim de evitar acidentes. Em caso de enxame ou vespeiro já instalado:

  • Retire do local pessoas apavoradas, alérgicas à picada de vespas, crianças e animais;
  • Não jogue nenhum produto sobre o enxame, pois elas podem atacar;
  • Não bata ou faça movimentos bruscos e ruidosos próximos ao vespeiro.

Na presença de um vespeiro, é importante que você entre em contato com serviços especializados para evitar que a população se multiplique e se instale em outros locais.

Morcegos

Em áreas preservadas, os morcegos se abrigam em cavernas, tocas de pedras, ocos de árvores, árvores com troncos similares a sua coloração, folhas, árvores caídas, raízes na beira de rios e cupinzeiros abandonados. Nas áreas urbanas, é possível encontrar morcegos em pontes, no forro de prédios e de casas de alvenaria, na tubulação fluvial, em pedreiras abandonadas, no interior de churrasqueiras e até em aparelhos de ar condicionado.

Entre todos os mamíferos, os morcegos possuem a dieta mais variada, alimentando-se de frutos e sementes, pequenos vertebrados, peixes e até sangue.

Dentre as doenças transmitidas por morcegos, a raiva e a histoplasmose são as mais conhecidas. Apesar da raiva ser comum, um estudo epidemiológico sobre raiva humana realizado na Amazônia concluiu que esses animais não possuem papel significativo na transmissão da doença. A raiva relacionada ao gado é mais relevante, já tendo contaminado 2 milhões de cabeças em todos os países da América Central e do Sul, exceto no Chile e Uruguai, em 1972.

A histoplasmose é uma micose sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, um ascomiceto que se aloja em solos úmidos e fartos de excrementos de aves e morcegos. As principais fontes de infecção são grutas, galinheiros, árvores ocas, porões de casas, sótãos, construções inacabadas ou antigas e áreas rurais. O contágio ocorre principalmente por meio da inalação dos esporos do fungo.

Medidas preventivas

Para prevenir a presença de morcegos e o possível contágio de doenças transmitidas por eles, deve-se:

  • Vede juntas de dilatação de prédios, espaços existentes entre telhas e parede, bem como cumeeiras;
  • Coloque vidros e portas em porões;
  • Umedeça e remova fezes existentes utilizando luvas e máscaras sobre o nariz e boca;
  • Colha frutos maduros e evite que pessoas permaneçam na rota de voo dos morcegos;
  • Em novos projetos paisagísticos, escolha árvores que não sejam atrativas para a alimentação desses animais.

Se ocorrer um acidente com morcego, procure orientação médica.

Fonte : Portal  eCycle

Julia Azevedo

 

CCZ NA GUARDA MIRIM

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Na manhã do último sábado, 22, a equipe de Informação do Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro, esteve na sede  da Guarda Mirim, onde funcionários e cerca de 340 jovens assistiram a palestra “Lixo = Bicho” e foram orientados sobre mosquitos, dengue, sinantrópicos e diversas zoonoses agravadas pelo descarte incorreto de lixo.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde , nos dois primeiros meses do ano,  já são 94.149 casos prováveis de dengue  e a confirmação de 14 mortes (AC, MG, SP, PR, DF, MS) com prevalência em idosos e mais de 60 óbitos estão sob investigação. Entre os estados com maior número de casos, estão São Paulo, Paraná, Acre e Mato Grosso do Sul.

Em relação à Chikungunya, foram notificados 3.439 casos prováveis, com maior incidência no Sudeste e Nordeste do país e destaque para os estados do  Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Além da participação efetiva de governos municipais, estaduais e federais  que envolve vigilâncias em saúde, gestão de resíduos sólidos a saneamento, a participação efetiva da população é fundamental na  eliminação diária de criadouros de mosquitos, já que são  80% destes “berços” estão dentro de imóveis habitados.

Parcerias como a  da Guarda Mirim são muito importantes para o conhecimento dos jovens e a multiplicação das informações nos locais de trabalho e com suas famílias.

Nossos agradecimentos à diretoria, funcionários e aos jovens guardas que prestigiaram as palestras em pleno Carnaval.

 

CCZ PARTICIPA DE SIPAT NA OSTEOMED

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A empresa Osteomed Implantes está realizando a Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho.

Com uma parceria que já vem de anos anteriores,  o Centro de Controle de Zoonoses participou  com a equipe de Educação e o tema da palestra foi: “Lixo = Bicho”, onde os funcionários puderam constatar os problemas com animais e doenças resultados de lixo descartado incorretamente em quintais, ruas e terrenos.

A prevenção de acidentes com animais peçonhentos  ou doenças é muito importante para o bem estar dos trabalhadores e a rotina das empresas e a informação é o instrumento mais importante para a prevenção.

 

 

CCZ NA SIPAT DA RUMO

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A Rumo é a maior operadora de ferrovias do Brasil e oferece serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem. A Companhia opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

Rio Claro abriga  a maior oficina de vagões da Rumo. Seus funcionários tem contato direto com descartes incorretos de lixo em toda extensão da ferrovia e com animais e resíduos dos vagões que chegam para manutenção.

A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes convidou o  Centro de Controle de Zoonoses que,  através do setor de Educação e Informação,  esteve presente na Sipat da empresa  com a palestra “Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo”, onde são abordados os vetores de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, ratos, animais peçonhentos e as medidas corretas para evitar-se as zoonoses relacionadas ao descarte irregular de resíduos , além de informações sobre Febre Maculosa.

Após a palestra, os funcionários puderam observar animais peçonhentos expostos em vidros e receberam brindes oferecidos pela empresa.

 

Prefeitura retira cinco toneladas de lixo em casa de acumulador

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à prefeitura de Rio Claro por meio da Secretaria Municipal de Saúde, enviou equipe nesta semana a um imóvel no Bairro do Estádio de onde foram retiradas perto de cinco toneladas de potenciais criadouros do Aedes aegypti. O morador da residência é considerado acumulador, pessoa que tem dificuldade de se desfazer de objetos, mesmo que não tenham mais nenhuma utilidade.

Foram retirados do local, na quarta-feira (10), móveis velhos e recipientes recicláveis, além de colchões e eletrodomésticos sem condições de uso, como ventilador e televisão velhos. Essa não foi a primeira vez que agentes estiveram no local, pois o morador estava sendo monitorado pelos agentes do Centro de Controle de Zoonoses. Muitos dos objetos entulhados acumulavam água em quantidade suficiente para servir de foco do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além do perigo da reprodução do mosquito, esse material também podia atrair ratos, baratas e escorpiões, gerando risco para toda a vizinhança.

“Todo o material recolhido foi levado ao aterro sanitário, pois não havia condições de reciclar nada do que retiramos”, explica o gerente do CCZ, Diego Reis, explicando que outras visitas a acumuladores estão na programação de serviços da Secretaria da Saúde. De acordo com Reis, situações de acúmulo de lixo e materiais inservíveis podem gerar notificação e multa inicial de R$ 340,62 que aumenta de acordo com as reincidências até o limite de R$ 34.062,00.

A ação em imóveis de acumuladores conta com participação de outros setores da Saúde municipal, como Vigilância Sanitária, Centro de Atenção Psicossocial e rede de Atenção Básica. Além disso, colaboram com a iniciativa as secretarias municipais do Desenvolvimento Social; Segurança, Defesa Civil Mobilidade Urbana e Sistema Viário; Meio Ambiente; Obras e Serviços; e Agricultura, Abastecimento, Silvicultura e Manutenção.

Palestra alerta sobre a relação entre o lixo e as doenças

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Crianças do Educandário Maria Goretti conheceram, por meio de palestra realizada pelo Centro de Controle de Zoonoses, um pouco mais sobre o perigo de descartar lixo em local incorreto. A palestra foi feita a convite do Grupo de Veterinários pela Ética. Além de transformar terrenos e praças em lugar inapropriado para recreação, o lixo serve de alimento para animais como ratos, cobras e escorpiões colocando a saúde da população em risco. Sem contar que potes, copos e plásticos de todo tipo, jogados nesses locais, acabam virando criadouros para o Aedes aegypti, o mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya.

Os alunos conheceram maneiras de prevenção contra várias doenças e assim podem repassá-las aos pais garantindo uma melhor qualidade de vida, mantendo o lixo armazenado em local correto. Para ilustrar a apresentação o CCZ expôs aos alunos seu acervo de animais peçonhentos. Os funcionários do educandário também compartilharam dessa experiência. A atividade foi encerrada com o médico veterinário Ricardo Camargo que falou sobre a equoterapia e todos os benefícios que ela pode trazer no tratamento para crianças portadoras de necessidades especiais. As crianças ganharam desenhos relacionados ao tema para pintar.

Zoonoses faz trabalho de prevenção em escolas

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Setenta e cinco crianças do programa Educação Integral, da Escola Sylvio de Araújo receberam a equipe da Zoonoses para conhecer um pouco mais sobre o perigo que representa o acúmulo de lixo em local inapropriado e também a presença de criadouros dentro das casas que podem facilitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

Posse Responsável foi o tema da palestra direcionada aos alunos do Projeto Flores. O cuidado com animais domésticos foi ressaltado durante a apresentação. A Zoonoses sempre alerta sobre a necessidade da castração em cães e gatos e na atenção que se deve dar a aplicação de vacinas contra a raiva e outras doenças.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve também na empresa Agroceres passando orientações aos funcionários sobre formas de prevenção contra doenças transmitidas por ratos e mosquitos. Também foram expostas, durante 3 dias de palestras, maneiras de evitar acidentes com animais peçonhentos como escorpiões e cobras. Muitas das doenças acontecem por conta do armazenamento incorreto do lixo orgânico e devido ao lixo jogado pelas ruas e terrenos da cidade, formando mini-lixões. Nesses locais muitos animais nocivos saem em direção às casas colocando a saúde das pessoas em risco. A Agroceres já possui brigadas de combate para eliminação de criadouros do Aedes aegypti cujas inspeções são realizadas semanalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

USF SANTA ELIZA EM CAMPANHA CONTRA LIXO E DOENÇAS RELACIONADAS

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Andando pelas ruas da cidade, independente do bairro, encontramos lixo jogado  irregularmente pela própria população em praças, ruas, terrenos.

O problema não é apenas a paisagem feia, são as consequências que este descarte gera, como a atração de animais peçonhentos, ratos, baratas e com eles as zoonoses relacionadas: dengue, leptospirose, entre outras.

O Centro de Controle de Zoonoses tem realizado palestras sobre o tema em escolas, empresas, projetos, igrejas na tentativa de conscientizar cidadãos para prevenir diversas doenças.

O bairro Santa Eliza registra alguns casos positivos de Dengue, escorpiões e claro, muito lixo espalhado pelos terrenos.

Profissionais de saúde da USF Santa Eliza preocupados  com a saúde dos moradores, convidaram equipe de educação do CCZ para orientação ao público atendido através da palestra: Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo e decoraram a unidade com informações relativos ao tema.

Parcerias que podem mudar hábitos, deixar o local onde moramos mais bonito e principalmente, mais saudável.

CCZ TEM NOVO TEMA DE PALESTRA

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A Fundação Municipal de Saúde, através de sua equipe de educação e informação do CCZ, está ministrando a palestra: Lixo = Bicho – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo – em escolas, igrejas, projetos, unidades de saúde.
Apenas no último mês, Solange Mascherpe e Daiana Carolina Joaquim  já levaram informações sobre os problemas relacionados ao lixo, para mais de 2.000 pessoas.
O objetivo é a conscientização do público sobre as doenças geradas e a diminuição de materiais descartados por ruas e terrenos da cidade.
Colabore: jogue lixo apenas em locais corretos.

CCZ NA SIPAT PERFORTEX

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A Empresa Perfortex Tintas, iniciou a semana de SIPAT e o CCZ esteve presente com a palestra LIXO= BICHO – Animais e doenças relacionadas ao descarte incorreto de lixo.

Com o grande enfrentamento de lixo jogado em ruas e terrenos da cidade,  a palestra tem o intuito de conscientizar as pessoas sobre o perigo que o descarte inadequado causa à saúde publica.

Jogar lixo nos terrenos favorece a proliferação de diversos bichos, insetos e animais peçonhentos. Basta um recipiente plástico jogado em um terreno, para que seja formado um verdadeiro criadouro de mosquitos da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre amarela.

Lixos atraem  ratos,  baratas e consequentemente  outros animais que alimentam-se destes, como  cobras,  escorpiões, entre outros; aumentando assim o número de acidentes com animais peçonhentos e a transmissão de diversas zoonoses.

É necessário  investir na conscientização da população a respeito da importância de adotar uma postura adequada em relação ao descarte de lixo.